Lembro-me de um dia pensar que iria considerar que trabalhava quando recebesse o meu primeiro salário. Pois bem, creio ter chegado a altura...
Depois de muito tempo desocupado, várias tentativas em áreas diferentes, tudo acabou por se decidir rapidamente. A necessidade de um tradutor num encontro transnacional acabou por me pôr a trabalhar em part-time para a ADILO como responsável da transnacionalidade. Porto, Toulouse, Vigo e Chieti são as quatro cidades que integram o projecto, e eu terei de ser a ponte com elas.
Como vantagens tem o facto de poder exercer RI, como desvantagens o francês ser a lingua oficial.... Se estou feliz? Pouco a pouco...
Assim vai o (meu) mundo...
quarta-feira, novembro 30, 2005
domingo, novembro 27, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
Formas de passar o tempo num hipermercado...
1. Agarra em 24 caixas de preservativos e põe em vários carrinhos,aleatoriamente, quando a pessoa estiver distraída
2. Programa os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos
3. Vai ao apoio a clientes e pergunta se te podem reservar um pacote de M&Ms
4. Monta uma tenda na secção de campismo, diz aos outros clientes que vais passar a noite por lá. Convence as pessoas a trazerem almofadas da secção têxtil e a juntarem-se a ti
5. Quando um funcionário te perguntar se precisas de ajuda, começa a chorar e grita: "Porque é que vocês não me deixam em paz?!?!!?!?"
6. Encontra uma câmara de vigilância e usa-a como espelho enquanto tiras macacos do nariz
7. Procura uma faca de trinchar bem afiada. Leva-a contigo durante todo o percurso das compras e vai perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos
8. Desliza pela loja com um ar suspeito, enquanto cantas o tema da Missão Impossível"
9. Esconde-te atrás da roupa que está exposta em cabides e quando alguém estiver a ver os artigos grita "ESCOLHE-ME! LEVA-ME PARA CASA!"
10. Quando alguém anunciar seja o que for no altifalante,deita-te no chão, em posição fetal, e grita: NÃÃÃO! As vozes! Outra vez as vozes!"
E, por fim: Vai ao provador de roupa. Fecha a porta, aguarda um minuto e depois grita: "Onde é que está o papel higiénico????!"
Assim vai o mundo...
2. Programa os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos
3. Vai ao apoio a clientes e pergunta se te podem reservar um pacote de M&Ms
4. Monta uma tenda na secção de campismo, diz aos outros clientes que vais passar a noite por lá. Convence as pessoas a trazerem almofadas da secção têxtil e a juntarem-se a ti
5. Quando um funcionário te perguntar se precisas de ajuda, começa a chorar e grita: "Porque é que vocês não me deixam em paz?!?!!?!?"
6. Encontra uma câmara de vigilância e usa-a como espelho enquanto tiras macacos do nariz
7. Procura uma faca de trinchar bem afiada. Leva-a contigo durante todo o percurso das compras e vai perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos
8. Desliza pela loja com um ar suspeito, enquanto cantas o tema da Missão Impossível"
9. Esconde-te atrás da roupa que está exposta em cabides e quando alguém estiver a ver os artigos grita "ESCOLHE-ME! LEVA-ME PARA CASA!"
10. Quando alguém anunciar seja o que for no altifalante,deita-te no chão, em posição fetal, e grita: NÃÃÃO! As vozes! Outra vez as vozes!"
E, por fim: Vai ao provador de roupa. Fecha a porta, aguarda um minuto e depois grita: "Onde é que está o papel higiénico????!"
Assim vai o mundo...
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quinta-feira, novembro 24, 2005
Mais um ínicio...
A minha vida tem muitos ínicios... Hoje foi mais um... De que falo? Direi a seu tempo...
Assim vai o (meu) mundo...
Assim vai o (meu) mundo...
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quarta-feira, novembro 23, 2005
terça-feira, novembro 22, 2005
Futebol, esse jogo para machos...
Neste conjunto de imagens temos a demonstração como o futebol é um desporto muito sexual...
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segunda-feira, novembro 21, 2005
Vejam isto e chorem...
Simplesmente surreal e aterradoramente real...
http://sic.sapo.pt/online/Images/Flash/Nosporca161005/slide_videos.swf
Assim vai o mundo...
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Assim vai o mundo...
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4:13 da manhã
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domingo, novembro 20, 2005
O pão...
É de mim ou o pão de agora não vale nada... Sobretudo as pessoas do Norte tem de concordar comigo...
Eu ainda sou do tempo, como dizia aquela senhora, em que o pão era saboroso e durava pelo menos um dia... A broa de milho, a bica, o cacete e a bela da regueifa (em que eu mergulhava a Becel) eram feitas em fornos de lenha e tinham um saborzinho bom... E se no diz seguinte já não estavam perfeitas, iam ao forno e eram uma delícia... Agora o pão vale cada vez meno e está cada vez mais caro! Não será caso do governo declarar calamidade nacional?
Assim vai o mundo...
Eu ainda sou do tempo, como dizia aquela senhora, em que o pão era saboroso e durava pelo menos um dia... A broa de milho, a bica, o cacete e a bela da regueifa (em que eu mergulhava a Becel) eram feitas em fornos de lenha e tinham um saborzinho bom... E se no diz seguinte já não estavam perfeitas, iam ao forno e eram uma delícia... Agora o pão vale cada vez meno e está cada vez mais caro! Não será caso do governo declarar calamidade nacional?
Assim vai o mundo...
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sábado, novembro 19, 2005
Conselhos de um velho apaixonado...
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer o teu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção: pode ser a pessoa mais importante da tua vida. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem de água neste momento, entende: existe algo mágico entre vocês. Se o 1º e o último pensamento do teu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeçe: Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e,em troca, receberes um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entrega te: vocês foram feitos um pro outro. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Às vezes encontram e, por não prestarem atenção a esses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Carlos Drummond de Andrade
Assim vai o mundo...
Carlos Drummond de Andrade
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sexta-feira, novembro 18, 2005
Grandes ensinamentos dados por gente pequena...
"Se gostavas de ter um cão, começa por pedir um cavalo." Luis - 13 anos
"Nunca te metas com uma miúda que já te bateu uma vez" Pedro - 9 anos
"Se a tua mãe esteve a discutir com o teu pai, não a deixes pentear-te." Sara - 12 anos
"Se quiseres dar banho a um gato, prepara-te para tomares um também." João -10 anos
"Nunca se deve confiar num cão para guardar a nossa comida." Gonçalo -11anos
"Nunca entre numa corrida com os atacadoresdesapertados." André - 12 anos
"Quantos mais erros faço mais esperta fico." Inês - 8 anos
"Há muitas coisas que a gente sabe e que as notas não dizem." Rita - 10anos
"Quando as coisas estão escritas em letras pequenas é porque são importantes." Diogo - 10 anos
Assim vai o mundo...
"Nunca te metas com uma miúda que já te bateu uma vez" Pedro - 9 anos
"Se a tua mãe esteve a discutir com o teu pai, não a deixes pentear-te." Sara - 12 anos
"Se quiseres dar banho a um gato, prepara-te para tomares um também." João -10 anos
"Nunca se deve confiar num cão para guardar a nossa comida." Gonçalo -11anos
"Nunca entre numa corrida com os atacadoresdesapertados." André - 12 anos
"Quantos mais erros faço mais esperta fico." Inês - 8 anos
"Há muitas coisas que a gente sabe e que as notas não dizem." Rita - 10anos
"Quando as coisas estão escritas em letras pequenas é porque são importantes." Diogo - 10 anos
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quinta-feira, novembro 17, 2005
Pois...
"A cada partida uma vontade de um regresso!"
Assim vai o (meu) mundo...
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quarta-feira, novembro 16, 2005
Woodstock revival...
Hoje foi dia de festa Flower Power... Uma roupa de 10 euros arranjada numa loja de 2ª mão muito fixe, uns óculos que fariam inveja ao John Lennon, um lenço na cabeça e siga para a festa... Muita música revival, anos 60, 70 e um pouco 80 para que houvesse dança a rodos e diversão a potes... Gosto de festas assim...
Assim vai o (meu) mundo...
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terça-feira, novembro 15, 2005
Até já...
Hoje um grande grande, não é repetição involuntária, amigo meu partiu na sua maior aventura...
Vai coordenar o projecto nacional de uma ONG em Moçambique. Será um desafio enorme porque vai gerir pessoas e vontades, mas eu confia nele e nas suas capacidades, por isso sei que este foi o primeiro grande passo numa carreira que será brilhante.
Um dia disse-lhe que ele era o meu exemplo em muitas coisas. Cada vez mais sei que isso é verdade...
Assim vai o (meu) mundo...
Vai coordenar o projecto nacional de uma ONG em Moçambique. Será um desafio enorme porque vai gerir pessoas e vontades, mas eu confia nele e nas suas capacidades, por isso sei que este foi o primeiro grande passo numa carreira que será brilhante.
Um dia disse-lhe que ele era o meu exemplo em muitas coisas. Cada vez mais sei que isso é verdade...
Assim vai o (meu) mundo...
segunda-feira, novembro 14, 2005
O famigerado crime...
Fui ver o Crime do Padre Amaro! Desta vez a versão portuguesa...
Devo confessar que nunca li o livro de Eça de Queiroz. Prometo que um dia o farei! No entanto, já vi algumas versões visuais. Há muitos anos vi uma série televisiva, há algum tempo a versão cinematográfica mexicana com Gael Garcia Bernal no papel principal, e finalmente hoje a nova versão. Querendo ser mais actuais que Eça, dois argumentos de cinema perdem um pouco de sentido pelo exagero que tomam. Jorge Carrula, uma bela surpresa de interpretação (se bem que Nicolau Breynner, João Lagarto e sobretudo Nuno Melo sejam as melhores interpretações), é posto num bairro degradado, e deixa-se cair em tentação por uma mulher fatal (a bela Soraia Chaves). Como consequência, acabamos com um aborto e a morte do elemento feminino.
Todos os padres são vistos como homens pecadores e cheios de vícios. Ora bem, não concordando eu com tudo o que existe na Igreja Católica, também não penso que todos os clérigos sejam poços de defeitos. Outro aspecto que salta à vista é a nudez dos personagens. Apesar de serem corpos agradáveis à vista, acho que ela devia ser mais imaginada do que vista, mais sombreada que clareada. Aliás, a cena em que Soraia Chaves está em frente ao frigorífico é imagísticamente a mais bonita da película, sobretudo pela semi-obscuridade.
A banda sonora é actual, com bons temas pelos Da Weasel e Sam The Kid.
Concluindo, o filme é bom mas um pouco comercial. A ter de escolher, escolheria o mexicano...
Assim vai o mundo...
Devo confessar que nunca li o livro de Eça de Queiroz. Prometo que um dia o farei! No entanto, já vi algumas versões visuais. Há muitos anos vi uma série televisiva, há algum tempo a versão cinematográfica mexicana com Gael Garcia Bernal no papel principal, e finalmente hoje a nova versão. Querendo ser mais actuais que Eça, dois argumentos de cinema perdem um pouco de sentido pelo exagero que tomam. Jorge Carrula, uma bela surpresa de interpretação (se bem que Nicolau Breynner, João Lagarto e sobretudo Nuno Melo sejam as melhores interpretações), é posto num bairro degradado, e deixa-se cair em tentação por uma mulher fatal (a bela Soraia Chaves). Como consequência, acabamos com um aborto e a morte do elemento feminino.
Todos os padres são vistos como homens pecadores e cheios de vícios. Ora bem, não concordando eu com tudo o que existe na Igreja Católica, também não penso que todos os clérigos sejam poços de defeitos. Outro aspecto que salta à vista é a nudez dos personagens. Apesar de serem corpos agradáveis à vista, acho que ela devia ser mais imaginada do que vista, mais sombreada que clareada. Aliás, a cena em que Soraia Chaves está em frente ao frigorífico é imagísticamente a mais bonita da película, sobretudo pela semi-obscuridade.
A banda sonora é actual, com bons temas pelos Da Weasel e Sam The Kid.
Concluindo, o filme é bom mas um pouco comercial. A ter de escolher, escolheria o mexicano...
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domingo, novembro 13, 2005
Forgotten Child...

Forgotten child of old Britain,
Long lost without a captain,
There is no Wallace, there is no Collins,
There is no rise, there are no fallings...
In every Welsh lays a big heart, I know,
Although the present that don't show.
The future can only be good
If my message is understood..
"Wales the brave, Wales the old,
Wales the grey, Wales the cold...
In Cardiff, children play, it is true
But, then again, what can they do?"
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sábado, novembro 12, 2005
Futuro adiado

País de nome, país de Gales,
irmão esquecido da Grã Bretanha,
vive sem bens, sobrevive sem males
uma vida calma, uma vida estranha...
Nesta Cardiff fabril e fumarenta,
que a preto e branco é cinzenta,
a cabeçada nunca é golo,
quem não o sabe é tolo...
O resultado está empatado,
O tempo está parado,
O futuro está adiado,
Este é o vosso fado...
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sexta-feira, novembro 11, 2005
O nosso papel...
Eu nem costumo concordar com algumas coisas que ele diz, mas acho que desta vez acertou...
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Assim vai o (nosso) mundo...
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Assim vai o (nosso) mundo...
quinta-feira, novembro 10, 2005
Homenagem devida...
Morreu no passado dia 24 de Novembro, Rosa Parks. Deixo aqui a minha homenagem a uma das maiores defensoras dos direitos humanos... Se quiserem saber mais sobre ela, procurem, porque ela merece o esforço...
Assim vai o mundo...
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