quarta-feira, setembro 10, 2008

O mundo do youtube..

Há coisas sem explicação que apenas devemos ver...



Assim vai o mundo...

terça-feira, setembro 09, 2008

O mundo da música...

Gosto muito da onda de José Gonzalez...







Assim vai o mundo...

O mundo da Tv...

Foi com alguma nostalgia que vi hoje o regresso do programa Roda da Sorte! Um recuo no tempo, com um Herman à altura. Falta o Candido Mota...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, setembro 08, 2008

O mundo português II...

Cresci a ter o CDS como um partido de Direita, à Direita do PSD e muito alicerçado em valores cristãos. Mas, apesar de não me identificar com algumas propostas, aprendi a respeitar sobretudo as figuras esclarecidas e democráticas de Freitas do Amaral, Lucas Pires, Adriano Moreira, etc. Figuras da política portuguesa que reuniam o respeito de maioria dos portugueses. A deriva popular (de CDS a PP) do partido retirou-lhe muito do apoio e, sobretudo, da credibilidade. Chega a ser penoso (depois da saída de algumas figuras notáveis) ver a deriva de Paulo Portas. Um partido pode ter um líder mas não pode ser só um líder. E se Paulo Portas, ou melhor o PP, não entender isso, acabará por desaparecer o 2º partido da Direita.

Assim vai o mundo...

domingo, setembro 07, 2008

O mundo português...

No Expresso (pág. 4):

- "Os alunos vão ter aulas ali? Pensava que fossem contentores para as obras." (José Socrates, preimiero-ministro, na visita à escola secundária Pedro Nunes, uma das 26 escolas «eleitas» para integrar o plano especial de modernização criado pelo governo)
- "São monoblocos para os alunos terem aulas, eles depois nem querem sair daqui." (Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, justificando que os contentores «têm ar condicionado» e são melhores do que parecem)

Sem comentários...

Assim vai o mundo...

sexta-feira, setembro 05, 2008

O mundo dos jornais...

Mais uma crónica de José Manuel dos Santos...

Borda d'água

Era uma daquelas horas, entre a manhã e a tarde, em que não sabemos bem se, com o dia, ainda ascendemos ou já declinamos. Nessa altura, nas cidades, a "rua europeia" está cheia de gente que, entre o almoço rápido e o regresso lento ao trabalho, compra o que precisa e o que não precisa. As conversas são um vaivém entre o lamento pela vida cara e o júbilo pela compra barata. Então agora que os saldos ainda são mais saldos do que durante todo o ano em que já o são, as conversas escutadas por acaso são uma lista de produtos comprados ao preço da chuva, que, como se sabe, é baixo, porque ninguém a quer, embora faça falta. Eu até costumo afirmar que a chuva é muito keynesiana - investimento público climatérico, injectado para gerar empregos e apoiar a produção de produtos de primeira necessidade. A chuva, digo eu sem querer gerar controvérsia, é como o Estado português: todos dizem mal, mas todos aproveitam...

Num desses momentos em que eu escutava o que não me dizia respeito, mas que passou a fazer logo que o escutei, aquela imigrante veio até mim e, numa língua que era um português remoto ou futuro, pediu para lhe comprar o que me queria vender. Perante a minha indiferença apressada, insistiu, fez-se obstáculo ao meu caminho e começou um choro forçado com o qual falava da fome dos filhos. Nunca sabemos bem se, nestas ocasiões, devemos acreditar no que nos dizem e dar o que nos pedem. Mas eu, quando tenho uma dúvida, dou o benefício dela. Digo para comigo que, se for falso aquilo em que me esforço por acreditar, presto ao menos, com a compra ou com a dádiva, tributo ao talento do actor ou da actriz, arte que admiro por dar à vida uma mentira que a torna mais verdadeira.

A mulher, com um gesto mais exacto do que a voz, aproximava de mim o que queria vender, embora as suas palavras, mal pronunciadas na língua a que Camões deu o vigor da vastidão, não conseguissem ter clareza no que diziam. Nem era preciso! Assim que, parando o passo, acedi em ouvir a sua prece áspera, vi que ela tinha nas mãos, antiquíssimo e idêntico, "O Verdadeiro Almanaque Borda d'Água", agora na edição de 2009. Reconheci-o com a alegria de um reencontro. Paguei o que me pediu - e era mais do que aquilo que vem indicado na capa como preço. Mas não devemos levar o rigor ao ponto em que ele se torna escrúpulo. Sentei-me então num café, dos poucos onde ainda aceitam clientes com tempo, e, encantado, passei uma hora a ler e a desler o que lia. Lembrei-me até de um amigo que, quando estava perante alguém que presumia saber o que não sabia, aplicava um golpe de misericórdia na altiva e estreita auto-suficiência, atirando-lhe: "Tens uma cultura de 'Borda d'Água'."

Era justo, mas malévolo, o meu amigo! Quem nos dera que os ignorantes de hoje tivessem a sabedoria dos ignorantes de ontem, aquela que o almanaque transmite, desde há muitas décadas, no seu calendário de presságios, prevenções, previsões e prudências. Essa simples sabedoria, é-nos, como a terra dos hebreus, prometida logo na capa sob a fórmula eloquente: "Reportório útil a toda a gente contendo todos os dados astronómicos e religiosos e muitas indicações úteis de interesse geral." Assim é! Naquelas folhas lentas e minuciosas, de um design que já foi mau e, por ser o mesmo, agora é bom, se conhecem os feriados civis e religiosos, as festas, feiras e romarias, os oragos, padroeiros, protectores e patronos, as efemérides, lembranças e memórias. Ali, lemos aforismos, adágios, provérbios, rifões e anexins. E temos tudo sobre hortas, jardins e pomares. Ali, aprendemos o que devemos semear, plantar e colher. E quando devemos vacinar, castrar, tosquiar e fazer cobrir os animais. Ali, vemos a que horas o Sol nasce e se põe, qual é a vida da Lua, se há bom ou mau tempo, e qual é o movimento das marés. Ali, há astronomia, astrologia, meteorologia, religião, agronomia, etnografia, história, botânica, zoologia e filosofia para todos. Ali, citam-se Aristóteles, Oscar Wilde, Vinicius de Moraes e António Aleixo. Ali, aprendemos a ganhar o que nos faz falta e a poupar o que nos pode vir a fazer.

Não há viagem mais prevista e inesperada do que esta. Nela, passamos pelo que sabemos e pelo que ignoramos, por aquilo em que acreditamos e por aquilo de que duvidamos, pelo que nos interessa e pelo que nos é indiferente Sabendo que o conselho mais eficaz é o que damos a nós próprios, o almanaque cita Sócrates, acrescentando tratar-se do grego: "Não fiquem adormecidos no sono fácil das ideias feitas." Como a vida, o "Borda d'Água" atravessa os tempos e as alturas, da mais chã à mais elevada. Fala dos "dias vividos e dos dias a viver". Informa que "2009 será dominado por Júpiter e terá um Inverno temperado, uma Primavera ventosa, um Verão aprazível e um Outono chuvoso". Recomenda, para os jardins de Setembro, "semear amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, malmequeres, miosótis, papoilas. Plantar bolbos, jacintos, tulipas e narcisos". E afirma que os nativos de Leão, como eu, "no amor, são sedutores e conquistadores." Só por conhecer isto o meu coração se alegrou, na tarde que começava a ser minha...
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

quarta-feira, setembro 03, 2008

O mundo de Obama...

Foi pedido aos dois candidatos à presidência dos EUA que escolhessem as dez canções favoritas! Até aqui prefiro Obama.

Ready or nor (Fugees)



What's going on (Marvin Gaye)



I'm on fire (Bruce Springsteen)



Gimme shelter (Rolling Stones)



Sinnerman (Nina Simone)



You'd be so easy to love (Frank Sinatra)



Think (Aretha Franklin)



City of blinding lights (U2)



Yes we can (will.i.am)



Assim vai o mundo...

segunda-feira, setembro 01, 2008

O mundo dos EUA...

Obama pode perder as eleições de Novembro. Porque são os americanos a votar. Leiam o texto de Miguel Monjardino...

'Yes, he can'

De quatro em quatro anos, os europeus têm durante o Verão um sonho americano. Durante este agradável sonho, os americanos elegem um presidente sofisticado, intelectual, progressista, educado nas melhores universidades do país, eloquente, curioso em relação às mais recentes políticas públicas e ao que se passa no estrangeiro. Nessas abençoadas semanas, os europeus acordam optimistas em relação ao futuro do Velho e Novo Continente.

O problema é que a seguir vem o Outono. E com o Outono vem o choque e o pavor. O presidente ardentemente desejado no Velho Continente perde para um candidato conservador, anti-intelectual, céptico em relação ao papel do governo federal, adepto do mercado, retrógrado em questões sociais, religiosas e judiciais, partidário da pena de morte e apologista das virtudes do poder militar americano. Será que este ano vamos ter uma enorme desilusão europeia em Novembro?

Eu sei, eu sei. A pergunta parece completamente ridícula. Para começar, George W. Bush, é um Presidente extremamente impopular. No mês passado, apenas 33% dos americanos apoiavam a maneira como Bush estava a exercer o seu mandato. 65%, a mais alta percentagem de sempre, tinham uma opinião negativa do seu Presidente. O preço dos combustíveis é extremamente elevado, as dúvidas sobre o sistema bancário e a economia são grandes e o cepticismo em relação ao estado do país e à sua influência internacional é geral. Os republicanos são tão impopulares que em Novembro os democratas têm uma excelente hipótese de aumentar a sua maioria na Câmara dos Representantes e de conseguir entre 56 e 60 lugares no Senado. Como o senador Charles Schumer (democrata/Nova Iorque) disse na quarta-feira à noite, em Denver, Novembro é uma oportunidade única para a coligação democrata. Com os republicanos claramente do lado errado da história, a possibilidade de Barack Obama perder para John McCain é praticamente nula. Certo?

As últimas semanas mostraram que a vitória de Obama não é inevitável. Por mais que custe a muitos europeus, a verdade é que a resposta à pergunta "Será que Obama pode perder?" é "Yes, he can!" A actual eurobamania está rodeada de grandes triunfos mas também de vulnerabilidades importantes. Os triunfos estão associados a questões políticas, sociais e organizacionais. A nomeação de Barack Obama como candidato presidencial dos democratas na quarta-feira à noite, na véspera do 45º aniversário do célebre discurso de Martin Luther King "I Have a Dream", no Lincoln Memorial em Washington, DC, foi um enorme momento político e social na história dos EUA. Há um ano, praticamente ninguém acreditava que Obama pudesse derrotar a poderosa e supostamente bem organizada campanha de Hillary Clinton. Joshua Green mostra no seu artigo 'The Front-Runner's Fall' ('Atlantic Monthly'/Setembro), como a campanha de Clinton se transformou rapidamente num caos tóxico. Uma gestão criteriosa da sua equipa, uma excelente organização, inovações ao nível do financiamento da sua campanha e uma retórica política de grande nível permitiram a Obama surpreender tudo e todos nas primárias dos democratas.

As vulnerabilidades têm a ver com as dúvidas dos americanos em relação a Obama. Para muitos europeus, o candidato presidencial dos democratas é extremamente bem conhecido e, obviamente, devia estar muito à frente nas sondagens. John McCain devia estar para lá do horizonte. Devia, mas não está. A meio da semana, praticamente todas as sondagens mostravam aquilo que para todos os efeitos é um empate entre McCain e Obama. Em termos de distribuição de votos no Colégio Eleitoral que elegerá o presidente, Obama tem uma vantagem de apenas dez votos. Peggy Noonan, uma astuta observadora da cena política americana, explica na sua coluna 'They're paying attention now' ('Wall Street Journal', 22 de Agosto) porque é que Obama não está claramente à frente de McCain.

"É difícil para a nossa classe política recordar que Obama só é famoso na América desde o Inverno de 2008. A América encontrou-o há apenas seis meses! A classe política entrevistou-o pela primeira vez ou leu a entrevista, em 2003 ou 2004, quando ele era uma estrela em ascensão. Eles conhecem-no. Todos os outros estão ainda a prestar atenção. Isto é o que eles vêem. Um homem atraente, inteligente, interessante mas... é difícil de categorizar. É o general Obama? Não, não tem passado militar. Brilhante homem de negócios Obama? Não, nunca trabalhou em negócios. Nome famoso Obama? Não, é um nome novo, um nome pouco usual. Governador durante muitos anos no Sul? Não. É um activista e gestor comunitário (o que é isso?), depois um advogado (búuu), depois um legislador estadual (e depois?, o meu primo também é), depois senador (há menos de quatro anos!). Não há nenhuma categoria pré-existente para ele".

Obama ainda não convenceu uma maioria clara dos americanos. Os próximos 68 dias prometem uma extraordinária campanha presidencial.
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

domingo, agosto 31, 2008

O mundo do ventriloquismo...

Terry Fator foi o improvável vencedor do America's Got Talent! Uma combinação de ventriloquismo, música e imitações. Vejam...













Assim vai o mundo...

sábado, agosto 30, 2008

O mundo português nos Jogos Olímpicos...

Decidi deixar passar uma semana para a poeira assentar e as cabeças esfriarem quanto à participação portuguesa em Pequim... Muitos artigos (Daniel Oliveira, Henrique Raposo,António Pinto Leite, etc) mostraram o bom e sobretudo o mau!

Falemos já das declarações. Foram infelizes! Fosse como desculpa, como acusação, como auto-complacência. E nem Vicente Moura escapou. Um dirigente tão experiente já deveria conhecer a psique do público e dos atletas. Confiar na delegação, aumentar a auto-estima e apreço pela representação portuguesa só teria efeitos positivos; mas a promessa de resultados e medalhas só pode resultar em pressão e desilusão. E as justificações dos primeiros atletas que ficaram áquem das expectativas resultaram numa bola de neve de afirmações infelizes que nada dignificam quem as proferiu. O grande bode expiatório acabou por ser Marco Fortes quando disse "De manhã, só é bom na caminha, pelo menos comigo!". Lida assim só podemos pensar que é uma brincadeira. Mas por trás deste comentário jocoso está uma inadaptação clara ao fuso horário de Pequim e às implicações no treino desportivo. Podemos dizer que então fosse mais cedo! Mas Marco Fortes não tinha condições nem dinheiro para tal. Falarei mais à frente das bolsas, mas a título de exemplo ele recebeu do COP uma bolsa de 500 euros durante seis meses. Não é com certeza o maior gastador de dinheiro contribuinte. E podemos dar tanto mais razão à queixa do fuso horário de Marco, porque ele ficou a dois metros do seu próprio recorde. Ora isto só se explica com dificuldade física, não tanto psicológica. Já por exemplo a Naíde foi mais uma questão psicológica. OS dois primeiros saltos foram uma elegia ao desempenho físico, mas infelizmente nulos. O terceiro e último salto foi uma luta contra o medo de falhar. Por isso aqueles passinhos de indecisão perante uma eminente eliminação não permitiram que Naide passasse à final. Ela representa um país, mas acima de tudo representa uma vontade individual. Muitas horas de treino, muito sacrifício! Daí as palavras dela: "Estou parva, fiquei sem reacção. Tantos anos de trabalho, nem consigo chorar!". É o choque misturado com sinceridade. Nem o desgosto consegue passar a apatia. Uma das nossas maiores esperanças foi uma das maiores deilusões. Mas tal como Naide não conseguimos chorar...

Os resultados não foram os esperados. As expectativas eram 4 a 5 medalhas e 60 pontos. Acabamos nas duas medalhas e 28 pontos. Muito abaixo dos 44 de Atenas. Talvez a expectativa tivesse muito alta. Os numeros nunca deviam ter sido revelados. Pelos menos não publicamente. Devia ter havido uma responsabilização dos atletas mas não uma pressão mediática. Todos sabiamos que Telma Monteiro, João Neto, Francis Obikwelu, Naide Gomes, Gustavo Lima, João Costa, Vanessa Fernandes e Nélson Évora eram medalháveis. Dois deles conseguiram. Gustavo ficou em quarto. Houve muitas desilusões por esse mundo fora. Desde logo o favorito chinês Liu Xiang, a maior vedeta no seu país e que ficou de fora da final por causa de uma lesão. Aconteceu a todos. Não foi fado português. É o fado do desporto.

Falemos das bolsas. Os atletas foram divididos por níveis. Entre qualificados e medalháveis, há 4 níveis que dão direito a bolsas dos 500 aos 1250 euros por mês. Podemos dizer que é uma soma elevada, mas pensemos que são os atletas que se dedicam inteiramente a treinar. São os medalháveis. São oito ao todo, e em que dois ganharam medalhas. Pode-se dizer que nem é uma marca má. Aliás, até podemos pensar que os resultados gerais não são maus. Mas depois olho para outros países e tenho de comparar. A Jamaica tem cerca de 2 milhões de habitantes com um PIB per capita abaixo do nosso. E conseguiu 11 medalhas (6 de ouro), ou seja, no 13º lugar do quadro. O que dizer? Que são geneticamente mais fortes? Talvez. Que tem melhores condições de treino? Talvez. Talvez o espírito, talvez a vontade... Talvez muitas coisas...

O futuro do nosso olimpismo, passa pelo futuro do nosso desporto. Vicente Moura, depois de ter reconsiderado manter-se à frente do COI português, pediu mais verba para Londres 2012. Até posso compreender que seja necessário mais fundos, mas também acho bem que se exija profissionalismo e resultados aos atletas.

Uma última nota para RTP! Uma enorme cobertura com imensas horas de Jogos, mas um pouco perdida em termos de horários e modalidades. A cobertura do Eurosport foi mais organizada. Os comentários ficaram muito a desejar, sobretudo nas modalidades colectivas. Ao menos foram belas madrugadas de desporto...

Assim vai o mundo....

quinta-feira, agosto 28, 2008

O mundo da música...

Ontem na 2, foi a vez dos Mesa tomarem conta do espectáculo... Música boa e uma vocalista carismática...









Assim vai o mundo...

O mundo da política...

Tenho seguido a convenção do Partido Democrata americano. Segui anteontem o discurso emocionado de Michelle Obama, ontem ouvi Hillary a apoiar Barack, hoje ouvi Bill Clinton a unir o partido e ouvi também Joe Biden, o candidato a vice-presidente. Foram bons discursos, empolgantes. Fiquei agradavelmente surpreendido com a capacidade e preparação de Biden. Depois da sinistra figura de Cheeney, parece-me que há uma figura capaz de ser o nº2 dos EUA....

Assim vai o mundo...

terça-feira, agosto 26, 2008

O mundo da música...

Magnífico o concerto dado na RTP 2: Cinema de Rodrigo Leão no Fórum Lisboa. Aqui ficam pérolas...











Assim vai o mundo...

O mundo olímpico...

Acabaram anteontem os Jogos Olímpicos de Pequim e iniciou-se a 30ª Olimpiada que terminará com os Jogos Olímpicos de Londres. Os chineses quiseram organizar os melhores Jogos de sempre, e apesar de bom trabalho, algumas coisas não foram muito positivas. A vistosa cerimónia de abertura acabou por ficar algo manchada pela descoberta da manipulação digital do fogo de artifício fora do estádio e sobretudo pela mudança de última hora da jovem intérprete de uma das canções (a bela menina faz playback e a menos bela cantou atrás de uma cortina). Sem dúvida que a imagem da perfeição era o que as autoridades chinesas procuraram mostrar. Por acaso achei a Cerimónia de Encerramento mais simples mas mais bonita. Por outro lado, não sei a verdadeira razão, estes jogos duraram menos dias. Apenas 16 dias para cerca de 40 modalidades tem um preço a pagar: muita coisa ao mesmo tempo. Bem sei que primeiramente a competição é para os atletas e não para os espectadores, mas assim tornou-se impossivel seguir muita coisa. Tivemos uma primeira semana dominada pela natação e uma segunda dominada pelo atletismo. E nestas modalidades surgiram as duas figuras mais faladas: Michael Phelps e Usain Bolt. No que toca a Phelps, por muito que falem nos fatos e no Centro Aquático "Cubo" (um edifício belíssimo e, mais importante, funcional), ele é um atleta notável. Nadou 14 vezes em 9 dias, ganhou oito medalhas, quebrou 7 recordes do mundo e manteve quer a humildade quer a simpatia. Um campeão que merece todo o destaque. Usain Bolt era visto como um favorito mas as suas vitórias nos 100m e 200m (para além da estafeta 4x100m) foram de tal forma evidentes (dois recordes do mundo) que só se pode louvar tal feito. Aliás, condeno de todo as declarações de Jacques Rogue (ver o artigo do meu caríssimo homónimo). Aliás tivemos vários exemplos de olimpismo nos atletas. Estórias que foram sendo contadas e que ficarão na História... Para a História ficarão também as medalhas, e aqui uma polémica! A China ganhou mais medalhas de ouro e os EUA mais medalhas em conjunto. O que é mais importante? Ora, até hoje, não se punha este problema porque os EUA tinham as duas vertentes, mas agora temos este imbróglio. Ao falar com um amigo, ele propôs uma bela solução: fazer uma gradação das medalhas, ou seja, a de ouro valeria 100, a de prata 75 e a de bronze 50. Isto tornaria mais exacto aquilatar o valor das medalhas. Nesse caso, os EUA ganhariam a primazia... Um último ponto que me esqueci de falar há pouco! A redução dos dias de competição fez com que as finais do voleibol, andebol e basquetebol se sobrepusessem. Ora, sabendo que são modalidades muito acompanhadas no mundo, acho uma estupidez inclassificável. Assim como por a final do futebol para o 12h de Pequim, obrigou o árbitro a parar o jogo duas vezes para os jogadores se hidratarem. Bem, resta-me o consolo que daqui a 4 anos, o meridiano (fuso horário) é o mesmo de Portugal.
Amanhã falarei de Portugal e da sua participação nos Jogos.

Assim vai o mundo...

segunda-feira, agosto 25, 2008

domingo, agosto 24, 2008

O mundo do jet-set...

Na revista Única de ontem, Lili Caneças dá uma longa entrevista sobre a sua substância e conteúdo... Não me convence! Não ponho em dúvida a cultura e inteligência de Maria Alice Carvalho (seu nome verdadeiro), mas Lili Caneças estrangula a verdadeira pessoa com a sua necessidade de dizer que é fantástica e que Portugal é um país mediocre. Ninguém obriga Lili Caneças a viver cá. Por mim, figuras assim estariam bem longe! Afirma ela que Lili Caneças morre com essa entrevista e a partir de agora só existe Maria Alice Carvalho. Espero sinceramente que sim e que Maria Alice Carvalho nos mostre algo de bom...

Assim vai o mundo...

sábado, agosto 23, 2008

O mundo dos jornais...

Gostei desta crónica de Paula Moura Pinheiro...

O que é uma cidade?

LUANDA é uma cidade mais interessante que Berlim.
Sob o persistente capacete de pó das suas ruas de asfalto escalavrado e terra batida, intransitável nas compactas filas de jeeps de último modelo e velhos toyotas remendados, ensurdecedora, sem saneamento minimamente adequado, na coabitação caótica dos musseques com os jovens edifícios "hightech", de incríveis prédios-colmeia com gruas e novas fundações, na decadência dos seus edifícios coloniais, intensamente habitados, usados, reciclados, Luanda é uma cidade mais interessante que a disciplinada Berlim.
O que faz de Luanda uma cidade mais interessante que Berlim? Não, seguramente, a chamada qualidade de vida, "qualidade devida" - na expressão de Luísa Schmidt.
O que faz de Luanda uma cidade mais interessante que Berlim é... a vida. Luanda é uma cidade vibrante, com um comércio febril (nos intermináveis engarrafamentos é possível comprar volantes de automóvel, grelhadores ou a versão local da "motorolla": sanduíches com pasta de atum ou outro recheio à escolha, montadas ali mesmo, aos olhos do cliente), uma cidade onde o presente é permanentemente reinventado, onde todos desenvolvem os seus expedientes à velocidade de uma procura sempre mutante, que é outra forma de dizer iniciativa.
Frenética iniciativa privada, em que se respira a urgência de um futuro que pode ser qualquer coisa de inesperado. Excitante.
Vinte anos depois do incêndio do Chiado, Lisboa, e a zona do Chiado em particular, é também interessante. E é interessante apesar de tão mal gerida. Em rigor, o que torna Lisboa uma cidade interessante acontece à revelia das (alegadas) políticas camarária, urbana, metropolitana. Três exemplos: a loja da Fnac fez mais pela revitalização do Chiado que os sensatos edifícios do erudito Siza Vieira, os precários bares da íngreme Bica ou o assimétrico multicolor dos imigrantes fazem mais pelo cosmopolitismo efervescente da cidade que os seus hotéis de "design" ou casas como a Hermès e a Cartier - cuja coexistência, há que reconhecê-lo, é boa.
Quero com isto dizer que dispensamos a boa gestão autárquica? Não. Quero dizer que uma cidade é muito mais que o seu desenho previdente. Que no início do século XXI temos já a obrigação de saber que o núcleo duro da vida das cidades escapa sempre por entre os dedos aos seus planos e às suas políticas. E que é na aguda consciência da complexidade das coisas que devemos operar.

Paula Moura Pinheiro
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais...

A crónica sobre as férias do melhor cronista português...

Férias

São, em cada ano, o caminho aberto na floresta fechada dos dias. Amuleto e fetiche, causa das causas e consequência das consequências, tudo o que elas nos dão ou tiram fica inscrito na terra do nosso passado e no céu do nosso futuro. Partimos! Partimos para férias, e nessa partida há uma chegada ao nosso desejo e àquilo em que nele nos mudamos. Partimos para férias, querendo, de nós, levar apenas o que é leve e dúctil, deixando para trás o que é pesado e rígido. Partimos como se nos reerguêssemos da nossa sepultura interior, Lázaros de uma ressurreição solar e sagrada. Partimos para férias, como se elas nos dessem a chave da porta do castelo da infância, aquele onde escondíamos o nosso mundo encantado e os nossos segredos audaciosos. Partimos, e nessa partida há um cansaço descansado, feito de ansiedade de renovação e de memória de alegria.
Agora, fazemos as malas. Pomos nelas as roupas que nos restituem o corpo, qualquer que ele seja. Levamos aí os livros que queremos ler - e os que queremos voltar a não ler, pois, em anos anteriores, já por três vezes os levámos e por três vezes os negámos, não os abrindo. Pomos nelas as pequenas coisas dos grandes momentos e as grandes coisas dos pequenos momentos. Cada mala de férias é um gabinete de amador, uma caixa chinesa, uma "matrioska", um contador indo-português portátil. É uma ordem que, ao fim de uns dias, se transformou em caos. É o retrato instantâneo de uma disposição anunciada e de uma vontade traída. Lá vamos, com o dentro fora de nós e o fora dentro de nós. Vamos e, quando lá chegamos, somos nós que estamos à nossa espera!
As férias são o que são: pé a despegar-se do lodo da vida, mão a afastar o eixo do mundo. São o que são, porque nos dão um outro eu, um outro tempo, um outro espaço. Mesmo para os que ficam onde sempre estão, esse estar é outro. As férias são o fio de Ariadne que nos faz sair do labirinto dos dias e dos lugares habituais. E são o alimento que, anualmente, damos como tributo ao Minotauro para que não nos devore.
Chegamos, finalmente. Olhamos o mundo - ele é o espelho onde nos vemos. Respiramos a vida e o seu sopro selvagem. Estamos mais atentos e mais distraídos. Mais atentos aos fins, mais distraídos dos princípios. As nossas mãos acalmam-se imperceptivelmente, trocam a rapidez pela lentidão, repousam em tudo o que tocam - e há nelas uma música muda. Abrimos as portas, as janelas, os armários, as gavetas. Há sempre coisas a mais ou a menos! Nada cabe onde devia caber. Arrumamos o que trazemos, e tudo fica em equilíbrio instável. Mesmo em férias, o mundo não coincide connosco. Mas aquele vento que corre ao fim da tarde cobre todos os anseios e todos os receios.
Estamos. As férias são o tempo do grande sono. Dorme-se até tarde e dorme-se de tarde. Dorme-se um sono sem fronteiras, sem pressas, sem horas, sem limites. Dorme-se até ao fim do sono - até ao fim do sono em nós, até ao fim de nós no sono.
As férias são o tempo paradoxal da viagem e do amor. Vamos e vimos. Achamos e perdemos. Agarramos e deixamos. Lembramos e esquecemos. São o tempo da viagem do amor e do amor da viagem. São o tempo das ascensões e das quedas, dos ritmos extremos, sem meio: velozes ou vagarosos. São o tempo de um infinito de bolso.
As férias, na praia ou no campo, são um século XIX eterno, o tempo dos impressionistas e da natureza raptada. São o instante e a sua luz, o movimento e a sua paragem, o repouso e o seu silêncio, o mar e o seu brilho, o vento e a sua fuga, o verde e o seu sossego, a árvore e a sua sombra, a água e a sua frescura. São um Musée d'Orsay itinerante, com mais algumas salas da National Gallery e outras do Metropolitan Museum...
As férias são o tempo que se nos entrega a nós para que nos entreguemos a ele. Mas, porque há tempo para nos medirmos, são também, muitas vezes, os dias dos fantasmas, das cisões, das suspeitas, das crises, das saturações. Partimos para vir curados e regressamos ainda mais doentes.
Como quase tudo o que na vida chamamos nosso, as férias caminham para nós e apanham-nos de lado. São a nossa superstição anual. E, às vezes, a nossa obra-prima.

José Manuel dos Santos
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

sexta-feira, agosto 22, 2008

O mundo da comédia...



Foi com enorme surpresa que soube da morte de Bernie Mac... Um comediante fantástico, um actor seguro... Uma pneumonia levou um dos membros do Oceans Eleven... Uma perda...

Assim vai o mundo...

quinta-feira, agosto 21, 2008

O mundo olímpico...

Parabéns ao Nelson Évora e também à Vanessa Fernandes... No fim dos Jogos farei uma análise mais profunda a tudo isto...

Assim vai o mundo...