A minha música favorita dos Beatles! A beleza da letra e simplicidade da melodia fazem desta música uma peça eterna...
Blackbird
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,oh
You were only waiting for this moment to arise, oh
You were only waiting for this moment to arise
Assim vai o mundo...
terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
O mundo americano...
Excelente artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso sobre os EUA. Acho que esta é a última oportunidade dada pelo mundo aos americanos de escolherem alguém do seu agrado.
Europa e o problema americano
O presidente da Comissão Europeia, o 'nosso' Durão Barroso, descobriu agora os malefícios do "unilateralismo" americano no mundo de hoje. Arrependido, "ex officio", dos tempos do seu americanismo militante, quando se curvava em mesuras perante o "George" na cimeira das Lages, jurando a pés juntos que o seu "amigo George" era incapaz de mentir e que ia atacar o Iraque porque tinha provas das armas de destruição maciça de Saddam Hussein - que ele, Barroso, havia visto com os seus olhos - o comissário-chefe dessa coisa difusa a que insistimos em chamar Europa resolveu agora escrever um "dazibao" aos dois candidatos à próxima presidência dos Estados Unidos, dando-lhe conta dos sentimentos actuais de um europeu. A Europa, diz Durão Barroso, quer que o próximo Presidente americano perceba que não pode passar sem ela; que se renda ao "multilateralismo", deixando de se comportar como o único actor global; que aceite a reforma das instituições que a Administração Bush tratou de tornar obsoletas e inúteis, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial; que aceite a presença de outros "players" emergentes na cena mundial, com direito a audição e participação nas decisões, que reconheça que há problemas sérios à escala planetária que não podem continuar dependentes da agenda doméstica de um Presidente dos Estados Unidos. Tudo coisas óbvias e consensuais e que agora são fáceis de dizer. Há uma década, a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright, classificava os Estados Unidos como "a nação indispensável". Oito anos de desastrada gestão de Bush encarregaram-se de nos ensinar amargamente que as coisas podiam mudar: os Estados Unidos tornaram-se hoje a nação dispensável - de bom grado dispensaríamos a contribuição que deram para o estado do mundo, nestes últimos tempos. Em oito anos, a nação que a dupla Clinton-Gore havia deixado na prosperidade e no caminho de uma efectiva e inteligente liderança mundial transformou-se num dos problemas do mundo, ao lado da Al-Qaeda e do fundamentalismo islâmico ou do aquecimento global. Os Estados Unidos que George W. Bush vai deixar em herança são o maior consumidor de energia e matérias-primas à escala global; o maior poluidor do planeta e o mais feroz adversário de todas as convenções e tentativas de inverter o caminho para o caos - tendo a Casa Branca chegado ao extremo de falsificar relatórios científicos para tentar provar que o aquecimento global não existia; são o principal factor de provocação do terrorismo islâmico e o maior destabilizador da paz no Médio Oriente, nos Balcãs, no Cáucaso; são o mais hipócrita defensor de um comércio global livre e justo, que defendem no papel e tratam de sabotar na prática, sempre que lhes dá jeito; e são, conforme se tornou agora exuberantemente exposto, o grande agente e exportador da crise económica mundial, graças à ganância dos amigos de Bush e à cumplicidade cooperante deste. Eis a herança do 'amigo George'. Não admira que até Durão Barroso seja agora capaz de negar três vezes que o conhece. E, todavia, só se deixou enganar quem quis. Os americanos, claro, e é por isso que a América é uma nação perigosa, porque tanto se podem entregar a um Roosevelt ou a um Clinton como a um Nixon ou a um Bush. Mas não só os americanos: também essa geração de dirigentes europeus enfatuados, que parecem desprovidos de pensamento próprio, mesmo quando se trata de questões que tocam muito mais de perto à Europa do que à América, como são os Balcãs, o Médio Oriente ou as relações com a Rússia. Toda a gente sabia que Bush era um completo ignorante em matéria de política externa, dotado daquela ignorância arrogante que se encontra no americano médio, que está convencido de que, fora dos Estados Unidos, nada mais conta e nada mais interessa, e que o mundo inteiro vive no desejo de poder imitar o estilo de vida e os 'valores' americanos - os únicos justos e conformes à vontade de Deus. Mas a ignorância é uma arma perigosa nas mãos de um homem poderoso, e dizem que o Presidente dos Estados Unidos é o homem mais poderoso do mundo. Foi a ignorância de Bush que conduziu os Estados Unidos ao caos e fez do mundo um lugar infinitamente mais perigoso. Tudo era por demais evidente que assim seria, mas a "intelligentsia" europeia que ditou moda nos últimos tempos havia decretado, qual "fatwa", que duvidar da infalibilidade americana era crime de "antiamericanismo primário" - uma doença mental de diletantes ou "órfãos do comunismo". Corremos o risco de ter mais do mesmo. A semana passada, durante uma entrevista à televisão espanhola, ficou a perceber-se que o candidato McCain - tido como um "especialista" em política externa - não sabia que Rodriguez Zapatero é primeiro-ministro de Espanha, o que equivale a dizer que não acha que a Espanha seja uma nação suficientemente importante para interessar um Presidente dos Estados Unidos. E a candidata a vice-presidente, a dona-de-casa do Alasca, Sarah Palin - que até ao ano passado nunca tinha pedido um passaporte para sair dos EUA - só terça-feira passada se encontrou pela primeira vez com um dirigente estrangeiro. Puseram-na nas mãos do 'guru' Kissinger para um "brain-storming" intensivo e trataram de introduzi-la à pressa ao resto do mundo, começando pelos amigos: os Presidentes da Geórgia, Ucrânia, Iraque e Afeganistão. Graças a uma indiscrição da CNN, cujo repórter se conseguiu aproximar da senhora mais do que os seguranças consentem, ficou a saber-se que, na quarta-feira, Kissinger tratava de lhe explicar quem era Sarkozy. A coisa promete... O que está errado na carta de Durão Barroso aos candidates às eleições americanas é o tom de pedido: a Europa pede aos Estados Unidos que a levem em conta. Dir-se-ia que a factura de Omaha Beach nunca mais está saldada... Mas venha Obama ou McCain, não há mais tempo a perder nem mais desculpas para que a direcção política europeia continue eternamente a resguardar-se nos interesses da 'Aliança Atlântica' para não assumir as suas responsabilidades. A Europa tem de ter uma política externa e uma política de defesa autónomas, que não dependam da NATO nem da ignorância geopolítica dos presidentes americanos. Tem de ter uma estratégia própria para as crises dentro das suas fronteiras e no seu perímetro. Uma estratégia própria para os Balcãs, para o Médio Oriente, para o Magrebe, para o Irão. E, claro, para a Rússia, que é um dos seus principais fornecedores de gás e petróleo e um parceiro indispensável para a manutenção da paz e para a resolução de crises regionais onde os interesses estratégicos americanos só atrapalham. A Europa não tem qualquer interesse em ver mísseis americanos a cercar a Rússia, nem em envolver-se, à sombra da NATO, em intervenções sem sentido e que, em última análise, apenas podem ressuscitar o espírito de guerra-fria sepultado em Berlim há quase vinte anos. Desgraçadamente, toda a gente parece concordar num ponto: não é com esta geração de políticos europeus que a Europa se conseguirá afirmar e construir. Precisamos de estadistas, de visionários, e só temos malabaristas da política e mestres da conjuntura e do vazio. Uma geração muda-se de cima para baixo, começando por mudar as opiniões públicas. É isso que se torna urgente fazer.
Assim vai o mundo...
Europa e o problema americano
O presidente da Comissão Europeia, o 'nosso' Durão Barroso, descobriu agora os malefícios do "unilateralismo" americano no mundo de hoje. Arrependido, "ex officio", dos tempos do seu americanismo militante, quando se curvava em mesuras perante o "George" na cimeira das Lages, jurando a pés juntos que o seu "amigo George" era incapaz de mentir e que ia atacar o Iraque porque tinha provas das armas de destruição maciça de Saddam Hussein - que ele, Barroso, havia visto com os seus olhos - o comissário-chefe dessa coisa difusa a que insistimos em chamar Europa resolveu agora escrever um "dazibao" aos dois candidatos à próxima presidência dos Estados Unidos, dando-lhe conta dos sentimentos actuais de um europeu. A Europa, diz Durão Barroso, quer que o próximo Presidente americano perceba que não pode passar sem ela; que se renda ao "multilateralismo", deixando de se comportar como o único actor global; que aceite a reforma das instituições que a Administração Bush tratou de tornar obsoletas e inúteis, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial; que aceite a presença de outros "players" emergentes na cena mundial, com direito a audição e participação nas decisões, que reconheça que há problemas sérios à escala planetária que não podem continuar dependentes da agenda doméstica de um Presidente dos Estados Unidos. Tudo coisas óbvias e consensuais e que agora são fáceis de dizer. Há uma década, a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright, classificava os Estados Unidos como "a nação indispensável". Oito anos de desastrada gestão de Bush encarregaram-se de nos ensinar amargamente que as coisas podiam mudar: os Estados Unidos tornaram-se hoje a nação dispensável - de bom grado dispensaríamos a contribuição que deram para o estado do mundo, nestes últimos tempos. Em oito anos, a nação que a dupla Clinton-Gore havia deixado na prosperidade e no caminho de uma efectiva e inteligente liderança mundial transformou-se num dos problemas do mundo, ao lado da Al-Qaeda e do fundamentalismo islâmico ou do aquecimento global. Os Estados Unidos que George W. Bush vai deixar em herança são o maior consumidor de energia e matérias-primas à escala global; o maior poluidor do planeta e o mais feroz adversário de todas as convenções e tentativas de inverter o caminho para o caos - tendo a Casa Branca chegado ao extremo de falsificar relatórios científicos para tentar provar que o aquecimento global não existia; são o principal factor de provocação do terrorismo islâmico e o maior destabilizador da paz no Médio Oriente, nos Balcãs, no Cáucaso; são o mais hipócrita defensor de um comércio global livre e justo, que defendem no papel e tratam de sabotar na prática, sempre que lhes dá jeito; e são, conforme se tornou agora exuberantemente exposto, o grande agente e exportador da crise económica mundial, graças à ganância dos amigos de Bush e à cumplicidade cooperante deste. Eis a herança do 'amigo George'. Não admira que até Durão Barroso seja agora capaz de negar três vezes que o conhece. E, todavia, só se deixou enganar quem quis. Os americanos, claro, e é por isso que a América é uma nação perigosa, porque tanto se podem entregar a um Roosevelt ou a um Clinton como a um Nixon ou a um Bush. Mas não só os americanos: também essa geração de dirigentes europeus enfatuados, que parecem desprovidos de pensamento próprio, mesmo quando se trata de questões que tocam muito mais de perto à Europa do que à América, como são os Balcãs, o Médio Oriente ou as relações com a Rússia. Toda a gente sabia que Bush era um completo ignorante em matéria de política externa, dotado daquela ignorância arrogante que se encontra no americano médio, que está convencido de que, fora dos Estados Unidos, nada mais conta e nada mais interessa, e que o mundo inteiro vive no desejo de poder imitar o estilo de vida e os 'valores' americanos - os únicos justos e conformes à vontade de Deus. Mas a ignorância é uma arma perigosa nas mãos de um homem poderoso, e dizem que o Presidente dos Estados Unidos é o homem mais poderoso do mundo. Foi a ignorância de Bush que conduziu os Estados Unidos ao caos e fez do mundo um lugar infinitamente mais perigoso. Tudo era por demais evidente que assim seria, mas a "intelligentsia" europeia que ditou moda nos últimos tempos havia decretado, qual "fatwa", que duvidar da infalibilidade americana era crime de "antiamericanismo primário" - uma doença mental de diletantes ou "órfãos do comunismo". Corremos o risco de ter mais do mesmo. A semana passada, durante uma entrevista à televisão espanhola, ficou a perceber-se que o candidato McCain - tido como um "especialista" em política externa - não sabia que Rodriguez Zapatero é primeiro-ministro de Espanha, o que equivale a dizer que não acha que a Espanha seja uma nação suficientemente importante para interessar um Presidente dos Estados Unidos. E a candidata a vice-presidente, a dona-de-casa do Alasca, Sarah Palin - que até ao ano passado nunca tinha pedido um passaporte para sair dos EUA - só terça-feira passada se encontrou pela primeira vez com um dirigente estrangeiro. Puseram-na nas mãos do 'guru' Kissinger para um "brain-storming" intensivo e trataram de introduzi-la à pressa ao resto do mundo, começando pelos amigos: os Presidentes da Geórgia, Ucrânia, Iraque e Afeganistão. Graças a uma indiscrição da CNN, cujo repórter se conseguiu aproximar da senhora mais do que os seguranças consentem, ficou a saber-se que, na quarta-feira, Kissinger tratava de lhe explicar quem era Sarkozy. A coisa promete... O que está errado na carta de Durão Barroso aos candidates às eleições americanas é o tom de pedido: a Europa pede aos Estados Unidos que a levem em conta. Dir-se-ia que a factura de Omaha Beach nunca mais está saldada... Mas venha Obama ou McCain, não há mais tempo a perder nem mais desculpas para que a direcção política europeia continue eternamente a resguardar-se nos interesses da 'Aliança Atlântica' para não assumir as suas responsabilidades. A Europa tem de ter uma política externa e uma política de defesa autónomas, que não dependam da NATO nem da ignorância geopolítica dos presidentes americanos. Tem de ter uma estratégia própria para as crises dentro das suas fronteiras e no seu perímetro. Uma estratégia própria para os Balcãs, para o Médio Oriente, para o Magrebe, para o Irão. E, claro, para a Rússia, que é um dos seus principais fornecedores de gás e petróleo e um parceiro indispensável para a manutenção da paz e para a resolução de crises regionais onde os interesses estratégicos americanos só atrapalham. A Europa não tem qualquer interesse em ver mísseis americanos a cercar a Rússia, nem em envolver-se, à sombra da NATO, em intervenções sem sentido e que, em última análise, apenas podem ressuscitar o espírito de guerra-fria sepultado em Berlim há quase vinte anos. Desgraçadamente, toda a gente parece concordar num ponto: não é com esta geração de políticos europeus que a Europa se conseguirá afirmar e construir. Precisamos de estadistas, de visionários, e só temos malabaristas da política e mestres da conjuntura e do vazio. Uma geração muda-se de cima para baixo, começando por mudar as opiniões públicas. É isso que se torna urgente fazer.
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1:39 da tarde
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sábado, setembro 27, 2008
O mundo do cinema...

Soube agora que morreu Paul Newman! A perda dos mais carismáticos olhos azuis do cinema americano...
Assim vai o mundo...
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Francisco del Mundo
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6:15 da tarde
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O mundo das revistas...
Fantástica a entrevista a Eduardo Lourenço na Ler deste mês.. É de facto alguém com uma visão muito à frente do seu tempo!
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
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Francisco del Mundo
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6:08 da tarde
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O mundo americano...
Ontem no primeiro debate presidencial houve um empate técnico e um moderador miserável... Espera-se que comece a animar nos próximos debates...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
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6:07 da tarde
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sexta-feira, setembro 26, 2008
O mundo dos filmes...
Esta semana de doença permitiu-me ver uns filmes...
Culpa Humana
Um elenco magnífico com Anthony Hopkins e Nicole Kidman à cabeça! Um belo filme com um argumento interessante sobre raça e escolhas de vida.
Relatório Kinsey
A história do estudo feito por Alfred Kinsey que alterou a forma como os norte-americanos viam o sexo.
Wanted
Um filme engraçado com tiros e a Angelina Jolie. A melhor parte é sem dúvida a banda sonora. Potente, estimula o sistema nervoso.
Assim vai o mundo...
Culpa Humana
Um elenco magnífico com Anthony Hopkins e Nicole Kidman à cabeça! Um belo filme com um argumento interessante sobre raça e escolhas de vida.
Relatório Kinsey
A história do estudo feito por Alfred Kinsey que alterou a forma como os norte-americanos viam o sexo.
Wanted
Um filme engraçado com tiros e a Angelina Jolie. A melhor parte é sem dúvida a banda sonora. Potente, estimula o sistema nervoso.
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Francisco del Mundo
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2:19 da tarde
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terça-feira, setembro 23, 2008
O Mundo privado...
Já parti o braço, o pulso, tive dois pneumotorax, mas nunca senti uma dor tão aguda e prolongada como hoje! A razão foi uma crise renal, provavelmente causada por pedras no rim. Ora bem, estou melhor mas isto é dor chatinha... Vamos lá ver como corre...
Assim vai o mundo...
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10:50 da tarde
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segunda-feira, setembro 22, 2008
O mundo dos jornais...
Já a semana passada disse que a revista Única do Expresso está muito boa... O tema desta semana é Aprender. Ainda estou a ler, mas desde já quero realçar as "Lições de Vida", onde dez grandes nomes (Ruy de Carvalho, Agustina Bessa-Luis, Argentina Santos, etc) oferecem-nos pérolas de sabedoria... Leiam porque são de facto lições de vida...
Assim vai o mundo...
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3:01 da tarde
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O mundo da TV...
Ontem foi dia de Emmys! Não ganharam muitos dos meus favoritos, mas foi fantástico ver Don Rickles em forma e com um humor que só ele consegue proporcionar...

Assim vai o mundo...

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2:50 da tarde
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sexta-feira, setembro 19, 2008
O Mundo em fim de semana...
Vou dar ali um salto a Ponte de Lima e volto Domingo...
Assim vai o mundo...
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3:46 da tarde
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quinta-feira, setembro 18, 2008
O mundo da música...
Eu devo dizer que gostei deste regresso dos Metallica, com este The day that never comes...
Assim vai o mundo...
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Francisco del Mundo
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11:20 da manhã
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O mundo do humor...
Que saudades deste Herman...
Assim vai o mundo...
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11:20 da manhã
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quarta-feira, setembro 17, 2008
O mundo dos jornais...
José Manuel dos Santos...
História real
Parecia desenhado a lápis leve na folha branca do dia. Uma fragilidade ascética e uma modéstia distraída sustentavam um conhecimento, uma disciplina e uma coragem. Os seus amigos em religião diziam-no (inspirando-se certamente no que Eça afirmou de Antero) "um sábio que era um santo". Nele, havia esse desprendimento de si que leva ao esquecimento de morrer. E existia uma curiosidade e um amor pelo saber que conduzem à amnésia de viver. Dizia-se que, com um livro na mão, muitas vezes se esquecia de comer.
O padre Manuel Antunes sabia tudo. Nada do que é divino lhe era distante e nada do que é humano lhe era alheio: filosofia e teologia, história e literatura, filologia e mitologia, psicologia e educação, política e sociologia, antropologia e arte. Professor, durante anos, da cadeira de História de Cultura Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, educou (a paideia era um dos seus grandes temas) milhares de alunos, que o lembravam com respeito e reconhecimento. Diz-se que o árduo trabalho docente lhe fez, da saúde, doença, e lhe tirou tempo para escrever uma obra menos ocasional. Mas o que deixou é vasto e variado. A Obra Completa, em publicação pela Fundação Calouste Gulbenkian, mostra um saber que corria como um rio de muitos afluentes. Aí se pode ver como ele conhecia o ortodoxo e o heterodoxo, o antigo e o contemporâneo. Costumava dizer: "Nada é menos actual do que o jornal desta manhã e nada mais actual do que a Odisseia de Homero". Gostava, socraticamente, de definir conceitos, aclarar palavras, dialogar com os homens e os livros de todos os tempos e todos os espaços. O rigor erudito não o privava do acerto poético e a informação não lhe impedia a imaginação. Falava muitas línguas, antigas e modernas. Religava: relacionava o que era diferente, aproximava o que era distante, revelava o que estava oculto. Analisava e sistematizava. Fazia genealogias e futurologias. Gostava de ideias e de palavras. O seu saber era missionário: fazia girar uma roda de muitos raios em torno de um eixo que era o da sua fé.
Jesuíta de formação tradicional, viveu e acompanhou, ao contrário de outros, a evolução da Companhia de Jesus na segunda metade do século XX. Nele, ficaram as marcas contrárias desse caminho. A voz, a atitude, o traje, o gesto eram clericais. As palavras eram abertas e civis. Mas, se as lermos bem, vemos que nunca se ausenta delas a fidelidade à doutrina e a convicção apologética. Isso estava sempre presente, mesmo nos juízos literários que, não raro, eram contaminados por critérios moralistas.
Vivia na casa da "Brotéria", na Lapa, num ambiente frio e feio (Sophia, sua amiga, fez esse reparo), mas parecia não dar por isso. A beleza que procurava era doutro mundo. Gostava de ter uma voz pública e o seu livro Repensar Portugal, publicado em 1979, no rescaldo do incêndio revolucionário, foi notado e anotado. Conheci-o nesses anos. Parecia ter um corpo sem corpo, apenas a suportar a bondade e o pensamento. Ao conversar-se com ele descobria-se um ângulo escondido das coisas. E tanto nos falava de Sófocles como de Joyce; de Fidias ou de Carpaccio; da Roma imperial como da China de Mao Tse Tung; de Marx ou de Jaeger, de Henri de Lubac ou de Foucault.
A história que conto passou-se nesses tempo. Eu participava na organização de um colóquio que, durante dois dias, falava de cultura e de política. Manuel Antunes era um dos convidados. Como ele, muito distraído, já mal conseguia ocupar-se da vida material (por exemplo, apanhar um táxi), arranjou-se um motorista para o ir buscar e levar, para o assistir e tomar conta dele. De nome Higino, era, como aliás convinha para a sua missão, um homem em tudo contrário ao padre: corpulento, enérgico, seguro, exuberante e decidido. De poucas letras, mas astuto. Desconfiado, de início, gostou depois da sua tarefa de protecção. Falava-me disso, entusiasmado, dizendo "o padre é porreiro". Percebi que aproveitava as viagens para lhe fazer perguntas e dar opiniões. O último dia do colóquio foi o da conferência de Manuel Antunes. Consultando umas notas breves, improvisava, com o seu fio de voz quase a partir-se, e deslumbrava. Referia Platão e Cícero, Montesquieu e Ortega, Espinosa e Hegel. Fazia de cor largas citações em grego e em latim, passando a seguir para o francês, o espanhol e o alemão. Havia na sala um silêncio sorridente e pasmado, sobretudo porque muitos não entendiam o que ele dizia na língua em que o dizia. De pé, eu assistia, fascinado, ao prodígio. Quando se atingia o auge, o Higino aproximou-se de mim, olhou o orador e murmurou-me ao ouvido: "O padre sabe umas coisas disto, mas de história pesca pouco. Ainda agora, no carro, dei-lhe cá uma abada em cognomes de reis...!"
Devo ter feito uma tal cara de espanto que ele a interpretou como de admiração pela sua sabedoria real: D. Afonso II, o Gordo; D. Sancho II, o Capelo; D. Fernando, o Formoso; D. Henrique, o Casto; D. Maria I, a Louca... (in Expresso)
Assim vai o mundo...
História real
Parecia desenhado a lápis leve na folha branca do dia. Uma fragilidade ascética e uma modéstia distraída sustentavam um conhecimento, uma disciplina e uma coragem. Os seus amigos em religião diziam-no (inspirando-se certamente no que Eça afirmou de Antero) "um sábio que era um santo". Nele, havia esse desprendimento de si que leva ao esquecimento de morrer. E existia uma curiosidade e um amor pelo saber que conduzem à amnésia de viver. Dizia-se que, com um livro na mão, muitas vezes se esquecia de comer.
O padre Manuel Antunes sabia tudo. Nada do que é divino lhe era distante e nada do que é humano lhe era alheio: filosofia e teologia, história e literatura, filologia e mitologia, psicologia e educação, política e sociologia, antropologia e arte. Professor, durante anos, da cadeira de História de Cultura Clássica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, educou (a paideia era um dos seus grandes temas) milhares de alunos, que o lembravam com respeito e reconhecimento. Diz-se que o árduo trabalho docente lhe fez, da saúde, doença, e lhe tirou tempo para escrever uma obra menos ocasional. Mas o que deixou é vasto e variado. A Obra Completa, em publicação pela Fundação Calouste Gulbenkian, mostra um saber que corria como um rio de muitos afluentes. Aí se pode ver como ele conhecia o ortodoxo e o heterodoxo, o antigo e o contemporâneo. Costumava dizer: "Nada é menos actual do que o jornal desta manhã e nada mais actual do que a Odisseia de Homero". Gostava, socraticamente, de definir conceitos, aclarar palavras, dialogar com os homens e os livros de todos os tempos e todos os espaços. O rigor erudito não o privava do acerto poético e a informação não lhe impedia a imaginação. Falava muitas línguas, antigas e modernas. Religava: relacionava o que era diferente, aproximava o que era distante, revelava o que estava oculto. Analisava e sistematizava. Fazia genealogias e futurologias. Gostava de ideias e de palavras. O seu saber era missionário: fazia girar uma roda de muitos raios em torno de um eixo que era o da sua fé.
Jesuíta de formação tradicional, viveu e acompanhou, ao contrário de outros, a evolução da Companhia de Jesus na segunda metade do século XX. Nele, ficaram as marcas contrárias desse caminho. A voz, a atitude, o traje, o gesto eram clericais. As palavras eram abertas e civis. Mas, se as lermos bem, vemos que nunca se ausenta delas a fidelidade à doutrina e a convicção apologética. Isso estava sempre presente, mesmo nos juízos literários que, não raro, eram contaminados por critérios moralistas.
Vivia na casa da "Brotéria", na Lapa, num ambiente frio e feio (Sophia, sua amiga, fez esse reparo), mas parecia não dar por isso. A beleza que procurava era doutro mundo. Gostava de ter uma voz pública e o seu livro Repensar Portugal, publicado em 1979, no rescaldo do incêndio revolucionário, foi notado e anotado. Conheci-o nesses anos. Parecia ter um corpo sem corpo, apenas a suportar a bondade e o pensamento. Ao conversar-se com ele descobria-se um ângulo escondido das coisas. E tanto nos falava de Sófocles como de Joyce; de Fidias ou de Carpaccio; da Roma imperial como da China de Mao Tse Tung; de Marx ou de Jaeger, de Henri de Lubac ou de Foucault.
A história que conto passou-se nesses tempo. Eu participava na organização de um colóquio que, durante dois dias, falava de cultura e de política. Manuel Antunes era um dos convidados. Como ele, muito distraído, já mal conseguia ocupar-se da vida material (por exemplo, apanhar um táxi), arranjou-se um motorista para o ir buscar e levar, para o assistir e tomar conta dele. De nome Higino, era, como aliás convinha para a sua missão, um homem em tudo contrário ao padre: corpulento, enérgico, seguro, exuberante e decidido. De poucas letras, mas astuto. Desconfiado, de início, gostou depois da sua tarefa de protecção. Falava-me disso, entusiasmado, dizendo "o padre é porreiro". Percebi que aproveitava as viagens para lhe fazer perguntas e dar opiniões. O último dia do colóquio foi o da conferência de Manuel Antunes. Consultando umas notas breves, improvisava, com o seu fio de voz quase a partir-se, e deslumbrava. Referia Platão e Cícero, Montesquieu e Ortega, Espinosa e Hegel. Fazia de cor largas citações em grego e em latim, passando a seguir para o francês, o espanhol e o alemão. Havia na sala um silêncio sorridente e pasmado, sobretudo porque muitos não entendiam o que ele dizia na língua em que o dizia. De pé, eu assistia, fascinado, ao prodígio. Quando se atingia o auge, o Higino aproximou-se de mim, olhou o orador e murmurou-me ao ouvido: "O padre sabe umas coisas disto, mas de história pesca pouco. Ainda agora, no carro, dei-lhe cá uma abada em cognomes de reis...!"
Devo ter feito uma tal cara de espanto que ele a interpretou como de admiração pela sua sabedoria real: D. Afonso II, o Gordo; D. Sancho II, o Capelo; D. Fernando, o Formoso; D. Henrique, o Casto; D. Maria I, a Louca... (in Expresso)
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terça-feira, setembro 16, 2008
O mundo dos jornais II...
A competente Raquel Carrilho traça, na Tabú do Sol de Sábado, o perfil de Ana Free. A cantora revelação que é um verdadeiro fenómeno no youtube. Deixo-vos aqui uns vídeos...
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O mundo dos jornais I...
Falei no grafismo da nova Única do Expresso. Agora venho dizer que em termos de conteúdo, assume-se como uma revista muito competente. O tema deste número foi a Mudança, e as histórias intituladas "Assim a minha vida mudou" são uma compilação de estórias fantásticas... Se puderem dêem uma vista de olhos...
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Francisco del Mundo
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domingo, setembro 14, 2008
O mundo das revistas...
Por falar em publicações, o Courrier Internacional deste mês traz alguns belos artigos sobre Lisboa.. Confiram...
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Francisco del Mundo
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O mundo dos jornais...
Muito bonito o grafismo da revista Única do Expresso. Quanto ao conteudo vou explora-lo..
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Francisco del Mundo
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sexta-feira, setembro 12, 2008
O mundo da música...
Uma proposta diferente da música portuguesa! Os Deolinda...
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Francisco del Mundo
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O mundo dos blogs...
Artigo de Carla Hilário Quevedo...
Irredutível
Li esta história no El País. Isabel Miranda, professora de 58 anos, mexicana, tinha um filho com trinta anos que foi sequestrado em 2005. A Polícia ignorou o desaparecimento, tal o número de casos semelhantes por resolver no país. Isabel deixou o trabalho e com a ajuda dos irmãos, sobrinhos e cunhados, começou a investigar. Primeiro, descobriu Hilda González, a rapariga usada como isco no rapto do filho. Em seguida, mandou o marido e a filha para o estrangeiro para não ter mais problemas. Entretanto, os sequestradores enviaram uma fotografia do filho e exigiram um resgate de 950 mil pesos. Isabel encontrou provas de que se tratava de um sequestro que correu mal, conseguindo por fim ajuda policial. No entanto, foi a própria Isabel que, com a ajuda do irmão, capturou o autor do crime: o namorado de Hilda. Isabel infiltrou-se ainda no grupo dos cúmplices, fazendo-se passar por secretária de uma empresa que pretendia contratar os seus serviços. Capturou mais quatro criminosos. Só falta apanhar um. Quanto ao filho, descobriu que foi morto no dia do sequestro e que o corpo foi esquartejado. Parece um filme mas não é. Toda a minha admiração para Isabel Miranda.
Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-08-08
Assim vai o mundo...
Irredutível
Li esta história no El País. Isabel Miranda, professora de 58 anos, mexicana, tinha um filho com trinta anos que foi sequestrado em 2005. A Polícia ignorou o desaparecimento, tal o número de casos semelhantes por resolver no país. Isabel deixou o trabalho e com a ajuda dos irmãos, sobrinhos e cunhados, começou a investigar. Primeiro, descobriu Hilda González, a rapariga usada como isco no rapto do filho. Em seguida, mandou o marido e a filha para o estrangeiro para não ter mais problemas. Entretanto, os sequestradores enviaram uma fotografia do filho e exigiram um resgate de 950 mil pesos. Isabel encontrou provas de que se tratava de um sequestro que correu mal, conseguindo por fim ajuda policial. No entanto, foi a própria Isabel que, com a ajuda do irmão, capturou o autor do crime: o namorado de Hilda. Isabel infiltrou-se ainda no grupo dos cúmplices, fazendo-se passar por secretária de uma empresa que pretendia contratar os seus serviços. Capturou mais quatro criminosos. Só falta apanhar um. Quanto ao filho, descobriu que foi morto no dia do sequestro e que o corpo foi esquartejado. Parece um filme mas não é. Toda a minha admiração para Isabel Miranda.
Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-08-08
Assim vai o mundo...
Publicada por
Francisco del Mundo
à(s)
1:02 da manhã
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
O mundo da História..
É uma sensação estranha que este dia tenha sempre uma carga psicológica tão forte... Um dia em que o mundo mudou... Para sempre...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
Publicada por
Francisco del Mundo
à(s)
12:22 da manhã
Sem comentários:
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