quinta-feira, fevereiro 05, 2009

O mundo da TV...

Vi ontem o último episódio da primeira série de "Damages / Sem Escrúpulos". Não sei se pelo argumento, se pela forma como está construído, sei que não me conseguiu cativar. Acho que dos 13 episódios, se devia fazer um resumo em três e continuar com aquilo que acho que será a segunda série. Seria injusto não destacar as interpretações de Glenn Close e Ted Danson!



Já agora, por falar em séries, já só falta um episódio da magnífica "Kill Point / Depois do Iraque"! Uma série sobre um assalto a um banco por um grupo de ex-militares. Algo corre mal e torna-se uma situação de reféns. Às segundas na Fox, com John Leguizamo e Donnie Wahlberg...



Assim vai o mundo...

terça-feira, fevereiro 03, 2009

O mundo das crónicas...

Falei ontem do intervalo do Superbowl! A propósito fica esta crónica sobre o Intervalo, do inevitável José Manuel dos Santos...

Intervalo

Quando quero sentir mais leve o peso que, em mim, de mim me pesa, ando pelas ruas da cidade velha porque sei que a tristeza delas é ainda maior que a tristeza minha. Vou andando, ora devagar ora depressa, e, ao olhar o que passa ou o que fica, é de mim que parto mais pesado e é a mim que chego mais leve. Vou andando, com uma imobilidade que se desloca, e vejo e oiço e sinto e penso, assim os animais olham, ouvem, sentem e pensam, excepto naquela parte deles que não existe para o saber.

Ando sob a luz que se vira para dentro e por isso escurece. Ando e sei que ter destino é um erro que não se corrige. Por isso, nos meus passos há todas as certezas que se mudam noutras tão incertas como essas. Ando naquele intervalo entre o que sou ao não ser e o que não sou ao ser. Ando e sei que aqueles que passam e se distraem da sua distracção olhando-me vêem um homem de meia-idade que parece um pouco mais novo do que é, com um andar que procura o seu ritmo e a sua atenção, uma cara que se ausenta do seu sorriso para estar mais de acordo com o anoitecer, um cabelo que começa a não ser só escuro e que cede na sua continuidade. Esses vêem-me sem me conhecer e assim ficam perto de mim, que também não me conheço, nem sequer me vejo passar, senão em imagens de um eu que não sou. Vêem-me, e eu sei que o ver não lhes diz o que vêem. Por isso lhes agrado ou lhes desagrado por razões que são mais deles do que minhas. Ando sob a claridade que começa a ser escuridão e, enquanto as luzes não se acendem, há um hiato entre tudo e o seu contrário, inversão de sinais, reverso de sentidos.

Ando e oiço o que falam os que falam sozinhos ou acompanhados. Oiço as suas palavras inúteis, gastas e repetitivas. Oiço os que dizem apenas o que já ouviram, cópias de um original que nunca foi deles. Oiço os medíocres que dizem a mediocridade dos outros para negarem a sua. Oiço os infelizes que choram a felicidade alheia por saberem que nunca será própria.

Oiço a voz deste tempo que é feita de exclamações baixas, gritos calmos, desesperos mansos, angústias medidas, suicídios mudos. Oiço as vozes que se negam na raiz e que se desmentem no auge. Oiço falar de desemprego, de falência, de ruína, de medo. E fico exposto à interrogação que me pergunta: como é possível não haver nisto o tempo de uma rebelião? Oiço falar de um homem negro que está num gabinete oval e sei que a esperança é uma flor que abre num caule frágil ao vento. Falam dele como de um feiticeiro, de um curandeiro, de um xamã. Falam dele como se fosse um próximo, um parente, um amigo.

Subitamente, passa um gato, e eu olho o seu olhar agudo. Há mais verdade nesse olhar do que no meu, fatigado dela. Há mais alegria nesse olhar do que no nosso, desapossado dela. O gato pára, e a sua hesitação aproxima-o de mim. Depois, corre e desaparece numa esquina esquecida. Nunca mais o verei: morre no meu olhar, mas deixa nele o seu fantasma. Agora, passa uma mulher vestida com roupas velhas que são a única coisa que possui. Anda ao lixo e, da sua boca sem dentes, saem palavras que se ouvem como se fossem a faca que corta ao meio as que o nosso pensamento soletra: "Não há direito, uns com tanto e outros com nada. Ando aqui porque Deus é um cego a quem ninguém dá esmola!"

À porta da igreja fechada, uma rapariga toca flauta no cimo das escadas, e o seu amigo não se importa de a ceder um pouco para ganhar a recompensa que os sustenta. A quem a olha exclama: "Dêem os vossos trocos à flautista, que alegra a rua e alegra a vista." E o som da flauta corre contra mim e empurra-me para o meu passado sem tempo. Lembro o que foi e o que deixou de ser, o que viveu e o que morreu. A rapariga continua na sua beleza triste a tocar: "Só, incessante, um som de flauta chora,/ Viúva, grácil, na escuridão tranquila,/ - Perdida voz que de entre as mais se exila,/ - Festões de som dissimulando a hora" (Camilo Pessanha).

E no céu, que já é outro, a lua abre sobre nós a sua luz deserta.


Assim vai o mundo...

O mundo das revistas...

Na Ler de Janeiro, temos uma magnífica entrevista de Carlos Vaz Marques a V.S. Naipaul e uma reportagem sobre Agustina Bessa-Luis. Nunca li nada dela. Talvez porque tenha uma certa reverência pela Amarantina. Depois de ler sobre esta grande senhora, posso agora ler as suas obras com todo o respeito que ela me merece...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O mundo do desporto...

Os EUA pararam ontem à noite por causa do Superbowl, a final do campeonato de futebol americano. 100 milhões de pessoas assistiram. Não sendo adepto de nenhuma das esquipas, apreciei o jogo e sobretudo o espectaculo de intervalo de Bruce Springsteen.





Assim vai o mundo...

O mundo do ténis...

Federer é um dos melhores tenistas de sempre! Nadal é provavelmente o melhor tenista da actualidade. Uma final do Australian Open épica e uma entrega de prémios muito emotiva...



Assim vai o mundo...

domingo, fevereiro 01, 2009

O mundo do racismo...

Excelente anúncio sobre o racismo...



Assim vai o mundo...

O mundo do teatro...

Fiquei com curiosidade depois de ler a reportagem da Raquel Carrilho na Tabu de ontem, sobre a peça Caveman protagonizado por Jorge Mourato. Verei no Rivoli...

Assim vai o mundo...

sexta-feira, janeiro 30, 2009

O mundo da música...

Grande música do senhor Ben Harper...



Amen Omen

What started as a whisper
Slowly turned into a scream
Searching for an answer
Where the question is unseen
I dont know where you came from
And I dont know where youve gone
Old friends become old strangers
Between the darkness and the dawn
Amen omen
Will I see your face again
Amen omen
Can I find the place within
To live my life without you

I still hear you saying
All of life is a chance
And is sweetest
When at a glance
But I live a hundred
Lifetimes in a day
But I die a little
In every breath that I take

Amen omen
Will I see your face again
Amen omen
Can I find the place within
To live my life without you

I listen to a whisper
Slowly drift away
Silence is the loudest
Parting word you never say
I put your world
Into my veins
Now a voiceless sympathy
Is all that remains

Amen omen
Will I see your face again
Amen omen
Can I find the place within
To live my life without you

ah, e já agora esta...



Assim vai o mundo...

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O mundo do humor...

OS Contemporâneos foram de férias.. Vou ter saudades...







Assim vai o mundo...

O mundo da música...

O original de Pink...



E a versão de Shirley Bassey..



Assim vai o mundo...

terça-feira, janeiro 27, 2009

O mundo da fotografia...

Mais uma fotografia fabulosa tirada daqui...



A figure from Antony Gormley's "Another Place" welcomes one of the Tall Ships to Merseyside as it sails past the Burbo Bank windfarm on the approach to the Port of Liverpool on July 18, 2008, Liverpool, England. (Christopher Furlong/Getty Images)

Assim vai o mundo...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

O mundo da música...

Um grande amigo mostrou-me Pitingo... Que fusão maravilhosa do soul com o flamenco...





Assim vai o mundo...

sábado, janeiro 24, 2009

O mundo da TV...

Não consigo entender porque é que tanta gente se insurge contra este programa. Isto é Portugal! Escondê-lo não o vai mudar...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, janeiro 23, 2009

O mundo dos jornais...

Não conhecia Isabel da Nóbrega! Confesso a minha ignorância... Mas com que prazer fui descobrindo esta bela personagem da nossa literatura. Uma Senhora! Com S dos grandes. Conta a Ana Cristina Câmara e Vladimiro Nunes (na Tabu de Sábado) pormenores deliciosas da sua vida e da vida literária portuguesa dos últimos 50 anos. A mulher que descobriu Saramago e que abraçou Henry Miller. A descobrir naquela que diz a sua última grande pergunta...

Assim vai o mundo...

O mundo da comunicação...

A propósito da bela reportagem da Raquel Carrilho sobre Nuno Jonet (comentador oficial dos maiores campeonatos de surf do mundo), lembrei-me de Jorge Perestrelo... Que saudades de o ouvir! Aquela africanidade e alegria na voz...







Assim vai o mundo...

quinta-feira, janeiro 22, 2009

O mundo do cinema...

Já sairam os nomeados para os Oscars...

Melhor Filme
Frost/Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Leitor
Milk - A Voz da Igualdade
Quem quer ser um Milionário?


Melhor Actor
Brad Pitt ( O Curioso Caso de Benjamin Button )
Sean Penn ( Milk - A Voz da Igualdade )
Frank Langella ( Frost/Nixon )
Mickey Rourke (O Lutador)
Richard Jenkins (The Visitor)

Melhor Actriz
Meryl Streep (Dúvida)
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Kate Winslet ( O Leitor )
Angelina Jolie (A Troca)
Melissa Leo (Frozen River)

Melhor Actor Secundário
Josh Brolin ( Milk - A Voz da Igualdade )
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Michael Shannon ( Foi Apenas um Sonho )
Heath Ledger ( Batman - O Cavaleiro das Trevas )


Melhor Actriz Secundária
Amy Adams (Dúvida)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Marisa Tomei (O Lutador)


Melhor Realizador
O Leitor , Stephen Daldry
O Curioso Caso de Benjamin Button , David Fincher
Quem Quer Ser Um Milionário?, Danny Boyle
Milk - A Voz da Igualdade , Gus Van Sant
Frost/Nixon, Ron Howard

Melhor Filme Estrangeiro
Valsa com Bashir
The Baader-Meinhof Complex
Entre Les Murs
Departures
Revanche

Melhor Filme de Animação
Kung Fu Panda
Wall-E
Bolt - Supercão

Melhor Argumento Adaptado
Dúvida
Quem Quer Ser Um Milionário?
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
O Leitor

Melhor Argumento Original
Milk - A Voz da Igualdade
Wall-E
Na Mira do Chefe
Simplesmente Feliz
Rio Congelado

Assim vai o mundo...

O mundo das crónicas...

José Manuel dos Santos sobre o frio...

Com tanto frio que tem havido, do céu desceu a neve sobre um país que quase a desconhece, gerando atribulação e alegria. Semear na neve os nossos passos é selar um acordo com o tempo, que tudo leva e desfaz na sua mudança invencível. Mas quem vê, pela primeira vez, aquele branco lunar sobre a terra recorda todos os sonhos e todas as imaginações que dela fez sem nunca a ter visto. E lembra a escrita que sobre a neve caiu ao longo dos séculos, como se fosse o seu único rasto que não se desvanece. Há poucas palavras tão leves como esta e raras existem também que, como ela, façam à sua volta um silêncio tão puro e intacto.

Diz-se "neve" e ficamos a olhar para ela e para o seu clarão - ou para a sua ausência, vendo-a como se estivesse presente. Ao dar o título "Snow" (Neve) a um dos seus livros, Orhan Pamuk teve a certeza de que assim garantia haver mãos a abri-lo nas livrarias para saberem que outras palavras nele se juntam àquela palavra facial e branca. E a 'Balada da Neve', de um Augusto Gil que viveu na Guarda, foi uma das músicas da infância de muitos de nós. Aquele início ("Batem leve, levemente") que vai até àquele final ("Cai neve na Natureza/ e cai no meu coração") ainda hoje nos faz correr ao encontro do que fomos. Em Lisboa, a neve ameaçou, mas não veio, fazendo dela, mais uma vez, a cidade em que tudo quase acontece sem acontecer.

O frio é a altivez do tempo. Muitas vezes, é mesmo a sua insolência. Nestes dias de frio, em que se espera dele apenas desistência, fuga ou fim para que a vida possa continuar, sentimos a humilhação de nos submetermos ao gume da sua espada, como acontece em certos quadros de Caravaggio. Ou, então, vamos a correr, tremendo, arrepiados, para junto do fogo, ou do calor que o substitui sem chama nem fulgor.

O frio cresceu e fez vítimas. Do calor, que também é mau no seu cume, nenhum evangelho nos defende. É da fome, da sede, do frio e do pecado que todos nos querem defender, como se fossem excessos sem simetria. Mas no frio há uma dureza que também é uma pureza primordial. Andamos na rua e o fumo da nossa respiração lembra-nos que somos animais lançados numa natureza que esquecemos e nos persegue.

Para os grandes românticos, não há noite sem frio. Uma e outro dão ao homem um abrigo, que sem a esperança da morte é um lugar sem lugar. Penso que Luís da Baviera, quando se encontrava com a prima Elisabeth da Áustria sob o frio azul e aéreo de que Visconti fez a atmosfera do seu filme, sentia que nada valia mais do que um tremor de alma no corpo, a suportar as palavras gentis e alucinadas que diziam um ao outro. Por isso, gostavam tanto de citar Heinrich Heine e os seus versos acesos sobre o frio escuro. Eu vi uma vez, cercadas de nevoeiro e de gelo, as esculturas de Rui Chafes no Monte da Lua, em Sintra: citei Novalis e olhei todos os fantasmas que enchem a Terra de uma população que nenhuma estatística conta e nenhum governo governa.

Depois de ver o frio, escutei o seu som: alto, agudo, contínuo e cruel como uma dor de dentes. Nestes dias gelados, fui ouvir um concerto de órgão e canto a uma igreja e o frio que subia das lajes do chão encontrava a voz dos cantores e fundia-se nela, desfazendo-a e desfazendo-se.

Cesário Verde, no poema 'Cristalizações', fez seu o corpo físico, quotidiano e laboral do frio: "Faz frio. Mas, depois duns dias de aguaceiros,/ Vibra uma imensa claridade crua./ De cócoras, em linha, os calceteiros,/ Com lentidão, terrosos e grosseiros,/ Calçam de lado a lado a longa rua./ Como as elevações secaram do relento/ E o descoberto sol abafa e cria!/ A frialdade exige o movimento;/ E as poças de água, como em chão vidrento,/ Reflectem a molhada casaria." Stendhal tornou o frio a vera efígie do calor, ao achar na cristalização dos ramos nus das árvores a imagem do amor, dizendo que também ele cristaliza aquilo que o gera, através de "uma operação do espírito que tira de tudo o que se apresenta a descoberta de que o objecto amado tem novas perfeições".

Faz frio e os velhos têm medo de morrer. Com o frio que faz, as nossas mãos ficam ainda mais atadas aos seus gestos. Talvez seja por ter visto isso que o cinema gosta tanto de mãos que são sombras presas a uma luz ameaçada.
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

quarta-feira, janeiro 21, 2009

O mundo dos blogs...

Soube através do meu compay Jorge que morreu João Aguardela! Tinha apenas 39 anos e deixa a música portuguesa mais pobre...



Assim vai o mundo...

O mundo da música...

Esta bela morena mostrou-me está bela música...



Assim vai o mundo...

terça-feira, janeiro 20, 2009

O mundo do humor...

Não resisto a postar esta anedota...

O génio surdo

Um sujeito entra num bar e diz para o barman:
- Eu queria que o senhor me pagasse uma bebida!
O barman, muito admirado, responde que não. Diz que o bar dele não é a Santa Casa de Misericórdia.
- Ah! Eu tenho aqui uma coisa impressionante e, se eu lhe mostrar, você vai-me pagar uma bebida!
O barman, intrigado, pede que ele mostre. Então o cliente tira do casaco um baralho de cartas, com cerca de 30 cm de tamanho. O barman fica perplexo e, como nunca tinha visto um jogo de Cartas tão grande, resolve pagar uma bebida ao homem. Alguns jogos e copos depois, o barman resolve perguntar ao homem onde é que ele tinha arranjado tão estranho baralho.
- É que encontrei um geniozinho que concede desejos!
O barman, todo empolgado, pede logo ao homem que lhe mostre o geniozinho, para pedir alguma coisa. O homem dá uma lâmpada ao barman, que a esfrega, e, realmente, aparece o tal génio, dizendo o seguinte:
- Vou conceder-te um único desejo, mas rápido, que eu quero voltar a dormir!
O barman então, sem pensar muito, pede a primeira coisa que lhe vem à cabeça:
- Quero um milhão! Um milhão em notas!
O geniozinho estala os dedos e, de repente, o bar fica entulhado de botas.
- Botas??? Eu pedi um milhão em notas e não em botas!
E, virando-se para o homem:
- Esse génio é um bocado surdo, não acha??
O homem responde:
- Claro!! Ou você acredita que alguma vez eu pedi um baralho de 30 cm???

Assim vai o mundo...

O mundo do cinema...

Aqui elogiei "Os imortais", "Coisa Ruim", "Call Girl"! Procuro ver cinema português para não ser mais um que critica sem saber. Mas não posso dizer muito bem d' "O contrato". Vi-o ontem e estava à espera de algo mais. Baseado numa obra de Dinis Machado, realização de Nicolau Breyner e bons actores, estava à espera de algo mais. Mas nem argumento nem interpretações me convenceram. Não gosto muito de falar mal por isso deixo-vos o vídeo promocional.



Assim vai o mundo...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

O mundo da música...

No post de ontem, ficou a impressão que só em Portugal se faz música de gosto duvidoso. Eu adoro o Brasil e a música brasileira, mas há excepções...



Assim vai o mundo...

domingo, janeiro 18, 2009

O mundo da música...

Eu costumo deixar aqui algumas músicas que considero de bom gosto e qualidade. Hoje decidi deixar uma que pouco tem das duas.



Assim vai o mundo...

sexta-feira, janeiro 16, 2009

O mundo americano II..

As pessoas falam do facto de ontem não terem existido vítimas na amaragem do avião da US Airways no rio Hudson como um milagre. Eu chamo-lhe competência.





Assim vai o mundo...

O mundo americano...

Eu até dizia que Bush vai deixar saudades, mas não é como Presidente dos EUA.



Assim vai o mundo...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

O mundo da música...

Este menino, Ricardo Ribeiro, vai ser um dos grandes... Sente-se...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

O mundo do trabalho...

Parece-me um emprego complicado e chato, mas o salário é razóavel...



Assim vai o mundo...

O mundo da TV...

Um dos meus vícios televisivos é o Guarda-livros da RTP, apresentado pelo meu caríssimo homónimo Francisco José Viegas. Com o seu gosto por livros, ele visita as bibliotecas pessoais de ilustres conhecidos (Mário Cláudio, Miguel Veiga, António Pedro Vasconcelos, e tantos outros) para melhor conhecer as suas escolhas pessoais e as memórias dos livros. Não perco um...

Assim vai o mundo...

terça-feira, janeiro 13, 2009

O mundo das fotos...



A Catholic woman lights a candle at the St. Esprit Church during the Christmas mass at midnight, in Harbiye, downtown Istanbul, Turkey on December 24, 2008. (MUSTAFA OZER/AFP/Getty Images)


Uma bela foto daqui para emoldurar este texto fantástico de José Manuel dos Santos! Porra, que o homem escreve mesmo bem...

Tristeza

Sobre a sua vida, chovia como na rua: uma chuva contínua e deserta. Desde que nasceu, só não lhe foi tirado o que a fazia sofrer. Tudo o resto lhe era negado. E mesmo aquilo que parecia ser a seu favor apenas existia para que depois pudesse sentir mais fatalmente a sua falta.

Casara com um homem que lhe dava silêncios e insultos. Um dia, logo após o nascimento do filho, o marido adoeceu de um mal longo, e ela, tanto como ele, submeteu-se à doença, cuidando-o. Passava o dia e a noite a ouvi-lo clamar o seu nome, juntando-lhe, inalteradas, as injúrias que sempre lhe fizera, tornadas, pelo tom desesperado em que eram ditas, ainda mais cruéis, ainda mais vis. Esteve anos atada àquele grito constante e ao papel que, na doença, se atribui à mulher. Dividida entre a raiva ao marido que a maltratava e a compaixão pelo homem que sofria, a morte dele foi-lhe uma ressurreição.

Mas durou pouco tempo o alívio nessa vida recomeçada. O filho começou a percorrer as estações por onde passa o comboio alucinado da droga ("Estou agarrado", dizia). Abandonou a escola, roubou, prenderam-no, soltaram-no, voltou a roubar, voltou a ser preso, voltou a ser solto, adoeceu, curou-se, voltou a drogar-se, voltou a roubar, voltou a ser preso, voltou a ser solto. Uma vez, pediu dinheiro à mãe. Na vez seguinte, exigiu-lho. Quando já não tinha mais para lhe dar, levou o que havia em casa para vender. Ela ainda conseguiu dinheiro para ele tentar uma cura. Tentou, voltou à droga, tentou outra cura, tornou a voltar à droga. Então, a mãe adoeceu gravemente e foi para o hospital. A casa passou a ser o lugar onde o filho se encontrava com os outros, num Casal Ventoso privativo. Ela melhorou e, ao regressar, encontrou-a devassada, devastada: houvera o princípio de um incêndio e o início de uma inundação. Reparou o que pôde e ali ansiou pela cura do filho, dividida entre o amor ao que ele fora e o ódio ao que ele era. Um dia, vieram dizer-lhe que estava a morrer. Correu ao seu encontro e voltou a pô-lo no regaço, repetindo, sem nunca a ter visto, aquela terrível aceitação da morte que Miguel Ângelo arrancou ao mármore para tornar serena a sua Pietà.

Mais só ainda, a mulher fechou-se no luto. Tornou-se silenciosa, recusando conversas com as vizinhas sobre os acontecimentos da sua vida aflita. Não deixava que a dor fosse tocada por quem a não tinha à mesma altura que ela. Recusava ser a notícia de abertura do telejornal de bolso da rua. Isso enraivecia as vizinhas (diziam: "Não tem sorte quem não a merece!"), fazia que a odiassem (acrescentavam: "Até dá azar vê-la!"). Rodeada de aversão e de desconfiança, ficou ainda mais abandonada, mais recuada, mais alheia. Vestida de preto, quando raramente saía, ia colada à parede, com os olhos no chão. Mas não havia medo ou rancor na sua face: apenas uma resignação próxima da serenidade.

Essa serenidade era a periferia do seu centro de tristeza. Atormentada pelo mundo, uniu-se a si mesma contra ele. Nessa aliança consigo, não havia divisão, fuga, fenda ou ruptura. Apenas defesa, resistência, soberania. E identidade: inteira, íntegra e intacta, fez da tristeza a sua coroa e o seu trono, a janela para olhar o dia, a lança para vencer a noite. Habituada à fatalidade do mal, a esperança tornou-se-lhe um mal maior: insuportável e ofensiva. Esmagou-a com o pé que esmaga uma víbora. Tudo o que faz da vida o que habitualmente é - a felicidade nas pequenas coisas e a esperança nas grandes - falava-lhe numa língua estrangeira, indecifrável. A única língua que compreendia era a que dizia a tristeza, com as suas palavras extintas e duras. Era a esse sol apagado que ela se aquecia.

A tristeza tornou-se-lhe uma procura, uma exactidão, uma firmeza. Sobre ela, reconstruiu a alma, com ela alimentou o corpo, por ela não se deixou morrer. Ela foi a fortaleza que a protegeu de tudo: do sofrimento, da humilhação, do desespero, da solidão. Tornou-se-lhe um novo sangue, que lhe percorria as veias a uma velocidade muda. Abriu-lhe um caminho e trouxe-lhe a única esperança que não a envergonhava. Deu-lhe o que ela nunca tivera: um Eu e a sua posse.

Era na tristeza que recordava o marido e o filho, lançando-os de novo contra si. Com ela, resistia aos olhares que a desprezavam. Nela, achou o arco para a sua seta. E encontrou libertação, vingança, justiça e salvação, fazendo-as coincidir. Tornou-a um filtro mágico, um relógio que não se atrasa, um acordo com o mundo. Olhou para a tristeza e viu nela o lenço de Verónica do seu rosto. E foi como se lhe desse um nome de alegria.


Assim vai o mundo...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

O mundo dos prémios...

Ontem foi madrugada dos Globos de Ouro! Pela primeira vez acompanhei a cerimónia. É muito mais informal e divertida que os Óscars. Os grandes vencedores foram a emocionada Kate Winslet, o regressado Mickey Rourke, o surpreendente filme Slumdog Millionaire e é claro o saudoso Heath Ledger. Aqui fica a lista completa dos prémios:

Cinema
Melhor Filme (Drama) - Slumdog Millionaire
Melhor Actriz (Drama) - Kate Winslet, em Revolutionary Road
Melhor Actor (Drama) - Mickey Rourke, em The Wrestler
Melhor Musical ou Comédia - Vicky Cristina Barcelona
Melhor Actriz (Comédia ou Musical) - Sally Hawkins, em Happy-Go-Lucky
Melhor Actor (Comédia ou Musical) - Colin Farrell, em In Bruges
Melhor Filme de Animação - Wall-E
Melhor Filme Estrangeiro - Waltz with Bashir (Israel)
Melhor Actriz Secundária - Kate Winslet, em The Reader
Melhor Actor Secundário - Heath Ledger, em Batman - O Cavaleiro das Trevas
Melhor Director - Danny Boyle, em Slumdog Millionaire
Melhor Argumento - Simon Beaufoy, em Slumdog Millionaire
Melhor Canção - The Wrestler
Melhor Banda Sonora - AR Rahman, por Slumdog Millionaire

Televisão
Melhor Série Dramática - Mad Man
Melhor Actriz (Drama) - Anna Paquin, em True Blood
Melhor Actor (Drama) - Gabriel Byrne, em In Treatment
Melhor Série Musical ou Comédia - 30 Rock
Melhor Actriz (Musical ou Comédia) - Tina Fey 30 Rock
Melhor Actor (Musical ou Comédia) - Alec Baldwin, em 30 Rock
Melhor Mini-Série - John Adams
Melhor Actriz em Mini-Série - Laura Linney, em John Adams
Melhor Actor em Mini-Série - Paul Giamatti, em John Adams
Melhor Actriz Secundária de Série, Mini-Série ou Filme de TV - Laura Dern, em Recount
Melhor Actor Secundário de Série, Mini-Série ou Filme de TV - Tom Wilkinson, em John Adams

Assim vai o mundo...

sábado, janeiro 10, 2009

O mundo da música...

Muito se falou da Ana Free. E bem! Mas agora é tempo da sua companheira de diatribes: Mia Rose. Deixo primeiro o video das duas e depois a solo. Ainda por cima são giras!!







Assim vai o mundo...

quinta-feira, janeiro 08, 2009

O mundo da fotografia

Retirado de um dos melhores sites de fotografia...



An explosion is seen as missiles fired from an Israeli aircraft fall towards a target in the northern Gaza Strip, as seen from the Israeli side of the border, Thursday, Jan. 1, 2009. (AP Photo/Gil Nechushtan)

Assim vai o mundo...

O mundo do talento...

As capacidades humanos nunca param de me surpreender...



Assim vai o mundo...

terça-feira, janeiro 06, 2009

O mundo dos estudos...

Na véspera do último Natal, morreu Samuel Hungtinton. Autor de referência do curso de Relações Internacionais, a sua obra "Choque das Civilizações" antecipou que as novas guerras deste século se dariam com base nas religiões... Nem sempre consensual, mas sempre um estudioso das relações internacionais! Só não lhe perdoo o apoio a Bush e à Guerra no Iraque...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, janeiro 05, 2009

O mundo da música...

Um hino à vida... É bem preciso no início deste ano muito pessimista...



Assim vai o mundo...

quinta-feira, janeiro 01, 2009

O mundo da TV..

Estou a ver agora o programa dos Gato Fedorento de ontem. Não sei quais foram as audiências, mas eu prefiro um programa assim do que programas como a TVI e RTP1. Gosto muito de pessoas a cantar, mas prefiro o humor. Habituei-me aos programas do Herman que faziam com que entrar no novo ano fosse mesmo uma diversão...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

O Mundo deseja..

Mais um ano que acaba e mais um que começa... Desejo uma óptima passagem de ano e um ano de 2009 fantástico!!

Assim vai o mundo...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

O Mundo...

Tem sido Hard Days Night, and I'll be working like a dog...



Assim vai o mundo...

sábado, dezembro 27, 2008

O mundo dos Fados...

Comprei a edição especial do filme Fados. Delicioso! Já disse que por um lado é pena que seja um estrangeiro a realizar um filme sobre a nossa expressão musical maior, mas é Carlos Saura. O mestre, com os 75 anos de vida, trouxe um distanciamento que um português não teria. E quem ganha somos nós. As várias influências e diversidades do fado estão bem expressas no título Fados e bem descritas ao longo das suas magníficas interpretações.
Esta edição traz um belo livro com fotos, biografias e as letras dos diversos fados. O disco extra traz a apresentação do filme no Festival de San Sebastian e uma fabulosa tertúlia sobre fado com vários dos nomes maiores que entram no filme. Temos tanto a aprender sobre o Fado. E este é um belo documento para isso...

Assim vai o mundo...

sexta-feira, dezembro 26, 2008

O mundo das letras...

Na LER deste mês, uma entrevista de José Mário Silva ao meu mestre Sepúlveda. A propósito do último livro ("A Lâmpada de Aladino"), mas razão para se divagar por vários temas. Seja a morte ("«Enquanto falarmos deles e contarmos as suas histórias, os nossos mortes nunca morrem»"), o amor ("Eu acho que o amor, como muitas outras coisas, não é algo que nasça de repente. Precisa de tempo para amadurecer, como o vinho. Só assim pode ter cheiro, sabor, textura"), ou a vida ("A vida está cheia de literatura. A nós, escritores, cabe-nos olhar com atenção e encontrar esses pequenos detalhes da existência que podem ser transformados em material literário, que podem ser narrados.").

Assim vai o mundo...

quarta-feira, dezembro 24, 2008

O Mundo deseja...

... um belo Natal para toda a gente! Espero que desfrutem de tudo de bom que esta quadra oferece.

Assim deseja o mundo...

terça-feira, dezembro 23, 2008

O mundo das revistas...

José Eduardo Agualusa escreve uma coluna na revista Ler em que personifica um escritor já morto! Este mês escolheu Chatwin como escritor e os Moleskine como tema. A ler, reler e guardar...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, dezembro 22, 2008

O mundo dos Oscars...

Soube agora que Jon Stewart não será o apresentador da próxima edição dos Oscars! Para tentar inverter o declínio das audiências, decidiram escolher Hugh Jackman.. Não tenho nada! Pelo contrário, acho-o muito divertido. Mas tenho a certeza que não conseguirá ter aquela acutilância própria dos comediantes. A ver vamos...

Assim vai o mundo...

sábado, dezembro 20, 2008

O mundo da TV II...

Ando a rever a série Pretender! Confesso que é uma das minhas séries favoritas de sempre... E de repente num episódio que nunca tinha visto, uma das cenas mais hilariantes que já vi em TV! Ah, e é claro, Andrea Parker de lingerie...



Assim vai o mundo...

O mundo da TV I...

Ontem via o Daily Show e o convidado era o ex-candidato às primárias republicanas Mike Huckabee! Huckabee é o conservador de linha dura, muito ligado à religião e aos valores dito tradicionais. Acabaram a falar sobre o casamento gay. É óbvio que a minha posição está mais ligada ao Jon Stewart, mas o que quero realçar é a forma como duas pessoas com ideia tão diferentes conseguem discutir uma questão tão controversa.



Assim vai o mundo...

quinta-feira, dezembro 18, 2008

O mundo dos jornais II...

Quem me conhece sabe que sou muito tranquilo, até preguiçoso. Por isso gostei tanto da edição desta semana da revista Única, sob o tema "Abrandar"... Aprendam a abrandar...

Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais I...

Fantástica a entrevista a Adrian Goldsworthy por José Cabrita Saraiva na Tabu de Sábado, a propósito da biografia sobre Júlio César. Uma das mais notáveis figuras da História Mundial, analisada sob todos os prismas. A ler...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

O Mundo...

Hoje o menino faz aninhos e como prenda aos seus leitores, não vos vai maçar com os seus escritos...:D

Beijos e abraços a todos...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O mundo da TV..

Com o aparecimento do canal Sci Fi no MEO, ando a rever uma série de que já tinha saudades! Não me lembro do nome em português, mas na versão original era "Quantum Leap". Tratava de um cientista que ia vaijando pelo tempo, tentado corrigir a vida de certas pessoas. Uma bela ideia numa boa série...



Assim vai o mundo...

O mundo americano...

Que melhor epílogo para o mandato de Bush...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, dezembro 12, 2008

O mundo do humor...

Esta estória é um case-study...

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho,
colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:

'Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar'.

O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos passantes.

Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta.
Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:

'Frigorífico à venda por 50,00 €. No dia seguinte, tinha sido roubado!


Assim vai o mundo...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

O mundo...



Tomemos o pior cenário e pensemos que esta fotografia é verdadeira! O que representa ela? O pior da pobreza? A crueldade das crianças? O desrespeito pelos mais velhos? Tantas abordagens e nenhuma delas positiva. Há fotos que conseguem captar a beleza do ser humano. E outras, como esta, podem mostrar como podemos ser inacreditavelmente desumanos. É uma foto que me chocou! Que me deixou triste. Mas como diz a canção: "Tudo existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado"...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O mundo dos jornais...

Na Tabu de Sábado, uma entrevista rápida ao meu mestre Luis Sepúlveda! Controverso e frontal como sempre, fala de literatura ("A ficção entra na realidade, mas quase todas as histórias nasceram da observação de factos reais") e de política ("A única coisa que isso veio demonstrar é que os americanos são menos racistas. Nada mais."). É sempre bom lê-lo!

Assim vai o mundo...

terça-feira, dezembro 09, 2008

O mundo da Tv...

Ontem na FOX, a segunda série de "Heroes"! Tudo porque hoje começa a terceira série...





Assim vai o mundo...

segunda-feira, dezembro 08, 2008

O mundo dos filmes...

Passado muito tempo da sua estreia, vi o Amor em Tempos de Cólera. Não é igual ao livro, mas nunca se deve esperar isso de um filme. Está bem adaptado à sétima arte, sem perder nenhum dos elementos principais! É óbvio que parece um resumo mas consegue alguma harmonia do argumento. De salientar Javier Bardem num fantástico Florentino Ariza.



Assim vai o mundo...

O mundo das letras...

Mais uma grande personagem das letras que nos abandona... Alçada Baptista deixou-nos! Fica a sua obra...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

O mundo dos filmes...

Ainda não tinha visto o Batman Begins! E queria ve-lo antes de ver o último Batman em que Heath Ledger fez a sua última aparição. É de facto uma versão mais negra, mais filosófica até. Oferece-nos o lado mais humano do Homem Morcego, com todos os seus defeitos e falhas. Gostei...



Assim vai o mundo...

terça-feira, dezembro 02, 2008

O mundo da TV...

Fantástico o programa que deu ontem na RTP1 e que repete hoje a 0h30 na RTP2. Chama-se XPress 2008 e fala da realidade na América do Norte e do Sul. A não perder...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, dezembro 01, 2008

O mundo da blogosfera...

A todos os meus leitores e autores dos blogs que visito: não mais este vosso escriba fará comentários! Sem explicações e com um pedido de desculpa...

Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais...

A Unica deste Sábado é dedicada ao frio... Livra, eu lá preciso de uma revista para me lembrar o frio que está...

Assim vai o mundo...

domingo, novembro 30, 2008

O mundo dos jornais...

Magnífica a entrevista de Arturo Pérez-Reverte à Tabu de ontem. Um iberista nostálgico! Assim se define! A propósito do seu novo livro, Um livro de Cólera, um passeio pela História de Espanha, Portugal, da Europa. Um homem de ideias convictas e que deixou um alerta: a cultura ocidental está em decadência e o mundo islâmico vão ganhar a guerra das civilizações.

Assim vai o mundo...

sexta-feira, novembro 28, 2008

O mundo da TV....

Os Contemporaneos estão cada vez melhores! No episódio de ontem, três momentos fantásticos.

Manuela Ferreira Leite



Economia para Todos







Lobo Antunes, numa maravilhosa caricatura de Eduardo Madeira

O mundo de Timor...

Ontem Mário Crespo entrevistou Xanana! Apesar da evidente admiração do jornalista, este já não é o Xanana que me fascinava. Talvez a pose de Estado tenha estragado um pouco a ideia do guerrilheiro-poeta! Talvez o poder o tenha corrompido um pouco. O sorriso já não é o mesmo. É raro. Talvez a esperança se tenha transformado em resignação.

Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

Ontem sessão doméstica de cinema com dois filmes!
Primeiro, "A Vila"! Estranho que depois de ouvir amigos meus a dizimar o filme, eu tenho de chegar ao fim e dizer que adorei. M. Night Shyamalan é um excelente contador de estórias e um magnífico argumentista. A metáfora da vila, do medo da cidade, dos "monstros", do vencer dos medos é fabulosa! Adrien Brody, Joaquin Phoenix e Bryce Dallas Howard (uma revelação) estão magníficos. Gostei muito...



Segundo, "Coisa Ruim"! Uma mistura de "Os outros" com "A vila". Um filme português diferente. Tirando uma ou duas cenas em que os diálogos pareciam artificiais, o filmes está muito bem feito. Boa realização, boas interpretações e um bom argumento. O cinema português parece estar cada vez melhor. Num misto de bom gosto e senso comum...



Assim vai o mundo...

quinta-feira, novembro 27, 2008

O mundo dos jornais...

Fernando Madrinha é que fala bem! Porque é que Beiriz é a excepção?

Beiriz, outra vez

Há 11 anos que não ouvia falar da escola EB 2,3 de Beiriz. Em Novembro de 1999, uma reportagem no 'Público' que quase reproduzi nesta página contava que em Beiriz, Póvoa de Varzim, havia uma escola básica onde a taxa de sucesso oscilava entre os 82 e os 95 por cento, onde os alunos gostavam de estar mesmo quando não tinham aulas, onde os casos de indisciplina quase não existiam. O edifício tinha cinco anos e a repórter dizia que não vira um risco nas paredes, nem um papel no chão.

Esta semana voltámos a ouvir falar de Beiriz e outra vez no 'Público'. O retrato da EB 2,3 é o mesmo de há 11 anos. De novo, só o facto de a indisciplina se ter tornado tão residual que foram dispensados os auxiliares de recreio. Também a padaria é novidade. Sim, a padaria. É lá que os alunos cozem o pão que é servido na cantina.

Beiriz parece um milagre. Mas repare-se neste pormenor e teremos metade da explicação do milagre: a presidente do conselho executivo, Maria Luísa Moreira, é a mesma. Isto quer dizer que houve estabilidade na liderança. E se houve estabilidade na liderança é porque a liderança é forte e capaz - meio caminho andado para haver estabilidade na escola e, consequentemente, um bom desempenho. Não admira, pois, que na EB 2,3 de Beiriz a avaliação dos professores se faça sem dramas, corra a bom ritmo e com todos os prazos a serem cumpridos.

"É a nossa cultura de escola", explica a presidente do conselho executivo. Vejamos dois exemplos. Por lá, pratica-se há anos a auto-avaliação dos professores, pelo que a definição das metas individuais se tornou rotina. Outro caso controverso na avaliação, mas que em Beiriz é trivial: a observação das aulas. "A co-docência é frequente", diz Maria Luísa Moreira, sendo "normal" - repare-se: normal - um professor pedir a um colega que o auxilie na sala de aula.

Se alguém ainda tivesse dúvidas de que o modelo de avaliação - burocrático, complexo e tudo isso - era exequível, mesmo antes do recuo governamental desta semana, não precisava de viajar para a Finlândia. Bastava ir ver a Beiriz. Mas não se pense que na EB 2,3 se aplica acriticamente o modelo do ME. Uma avaliação rigorosa "não precisa daquelas fichas todas", como diz Maria Luísa Moreira. Aproveitando toda a margem de manobra e de autonomia que o ministério já concedeu às escolas, Beiriz aplica o essencial do modelo, depois de o ter tornado "o menos complexo possível". Ah!, e ninguém se queixa de reuniões sem fim e de "stresse" diabólico. Em Beiriz, a EB 2,3 fecha todos os dias às 18 e 30.
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

quarta-feira, novembro 26, 2008

O mundo de Obama..

Anda muito gente a ficar desiludida com as escolhas de Obama para o seu gabinete presidencial! Ora porque são próximas dos Clinton, ora porque são próximas de McCain. Entenda-se! Para se mudar o mundo temos de ter os amigos do nosso lado, e os inimigos à nossa frente. Ele falou muito em procurar pontes entre os dois partidos! Só ao centro se consegue uma verdadeira frente unida. Por muito que doa à esquerda mundial! Ele é a mudança... Nunca nos podemos esquecer que uma longa caminhada começa com um pequeno passo!

Assim vai o mundo...

O mundo das crónicas...

Há crónicas que parecem escritas por mim! Mas não são. São de José Manuel dos Santos. E que delícia as três últimas frases...

Castanhas

Depois do sol, veio o frio. Caminho na rua àquela hora em que a luz do dia já partiu e a da noite ainda não chegou. Este é o momento em que tudo começa a ausentar-se do que foi. Os prédios negam-se uns aos outros, fundem-se, soldam-se numa parede cega como a de uma fortaleza; o chão recusa-se a subir até aos nossos olhos e somos nós que o procuramos, para não tropeçar nele; as árvores, quando as há, tornam-se fantasmas vegetais (Lourdes Castro percebeu isso como ninguém); os carros correm para o crepúsculo como para uma meta. O barulho cresce, depois decai - e nasce também em nós o desejo de não sermos mais o que fomos durante o dia.

Antes do frio, havia o sol que vai longe. As luzes acendem-se nos candeeiros e dão-nos outro mundo. Tudo agora se faz de sombra clara e de claridade escura. Os corpos que se sucedem nas ruas aproximam-se, afastam-se, hesitam, chocam-se, evitam-se. Somos atravessados por sons misturados: buzinas, sinos, vozes, ruídos, apitos, pregões, gritos, e protestos. Um velho pede esmola sentado e diz que "sim" com a cabeça, quando lha dão, e diz que "não", quando lha negam, num código tão imutável e binário como uma álgebra de Boole. A missa da tarde acabou: da igreja sai gente com passos vagarosos, que só ganham velocidade após descerem a escadaria e chegarem ao passeio.

Ando e, à minha frente, duas mulheres apontam uma montra antiga onde estão escritas as palavras que prometem preços baratos. Nos seus dedos, há anéis e nos seus pulsos pulseiras que rodam. Os gestos que fazem abrem-se e fecham-se, cruzam-se, batem-se. Em sentido contrário, passa um homem que lança com fúria nomes do futebol e da política. Atira-os como se fossem pedras e a seguir agita os braços. Um funâmbulo equilibra o fogo antes de o devorar, como se fosse o Saturno dos filhos em chamas. Mais adiante, um rapaz vestido de negro mostra os seus cães amestrados: são dez numa matilha serena. De repente, vinda não se sabe donde, uma louca irrompe, anda em ziguezague, fala um inglês dos teatros de Stratford-upon-Avon. Ao lado, está o engraxador que vende livros e fala deles enquanto dá brilho aos sapatos. Sabe de cor poemas e diálogos de filmes. Andou na guerra em África, que para ele ainda não terminou. Por isso, está sempre à espera de um inimigo que o venha matar. Na parede, atrás de si, tem colados recortes de jornais com fotografias dos clientes célebres. Quando morre algum deles, assim aconteceu com o Eduardo Prado Coelho, expõe as necrologias. Um homem foi lá engraxar os sapatos e, depois de ele lhe ter falado dos mortos ilustres, levantou-se, apontou os retratos e exclamou: "Antes eles que eu!" Ouvi esta frase fria e feita como se ela fosse dita pela voz da vida.

Os mendigos e os doidos multiplicam-se. Um dá voltas sucessivas em redor de um poste e grita: "Andamos todos à volta não sabemos de quê. Mas continuamos a andar. E continuamos a não saber!" Outro veste o saco-cama onde à noite dorme. Nunca o tira! E chora quando não lhe dão esmola: "Porra, já não como há dois dias! E estes cabrões sempre de papo cheio!" Uma senhora muito bem posta, a quem se dirige, responde-lhe, ríspida: "Vá pedir ao Cavaco e ao Sócrates, esses é que têm obrigação." Ele vira-lhe as costas com um insulto sexual nos dedos.

Caminho no meio da Babel. Subitamente, aspiro um fumo bom e vem nele um cheiro de passado contente. Paro, embora continue a andar. Estou suspenso em mim: as sensações são imagens. Olho o lugar de onde vem o fumo: o de uma vendedora com o seu carro. Iluminada pelo fogo lento, ela tira as castanhas do lume. Faz um cartucho num gesto hábil, agarra-as a escaldar e põe lá uma dúzia. Eu pago-as, recebo o pacote e tiro a casca castanha escura, lisa e fendida. Começo a comê-las. Na faca do frio, cintila o gume de uma felicidade. Regresso ao que fui no tempo em que a minha avó mas dava. Continuo a comê-las, sem parar. Penso: as castanhas são as cerejas do Inverno que avança. E são como as palavras que as dizem: umas atrás das outras...
(in Expresso)

Assim vai o mundo...

terça-feira, novembro 25, 2008

O mundo da música...

Uma música diferente! Chromeo com "Momma's boy"...



Assim vai o mundo...

O mundo das revistas...

Na LER deste mês, duas entrevistas notáveis! Na primeira Carlos Vaz Marques põe Miguel Esteves Cardoso a falar. E ele é como sempre foi! Controverso, directo, cortante. Fala de Saramago, Agustina, Lobo Antunes, ficção, poesia, escrever, ler e muito mais... A segunda uma entrevista de Sara Belo a Dinis Machado no Outono de 2002. E que bem falava ele! Sobre "O que diz Molero", sobre o escritor e a vida, sobre a nostalgia... Para matar as saudades!

Assim vai o mundo...

domingo, novembro 23, 2008

O mundo antigo...

Mais um passeio pela estrada da memória... Desta vez três momentos de filmes portugueses mais antiguinhos...







Assim vai o mundo...

sexta-feira, novembro 21, 2008

O mundo da música...

Há dias morreu Miriam Makeba, talvez a cantora africana mais emblemática. Aqui fica o tributo...



Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

Só agora começo a conhecer a obra de Manoel de Oliveira! Propositadamente talvez. Vi ontem pela primeira vez um filme dele. Comecei por Non ou a Vã Glória de Mandar. Tirando, mas compreendendo, os planos formais longuíssimos, acho que ele é um excelente director de actores. Neste filme, as cenas em que Miguel Guilherme, Luis Miguel Cintra, Diogo Dória ou Luis Lucas vão discorrendo sobre a História de Portugal são deliciosas...



Assim vai o mundo...

quinta-feira, novembro 20, 2008

O mundo dos jornais...

A Única de Sabado é dedicada à Televisão! Sempre confessei que gosto muito da caixinha mágica. E que maravilhosa entrevista a um senhor da TV chamado Mário Crespo. Fui completamente apanhado de surpresa ao saber que tem 62 anos, mas depois de conhecer os vários momentos da sua vida, só tenho de sorrir. Uma vida cheia de um homem em cheio.

Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes..

Não é um filme fácil! Mas "Não te movas" prende-nos ao ecran. Um belo argumento e várias belas interpretações...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, novembro 19, 2008

O mundo dos jornais...

Leio na Tabu de Sábado que abriu em Lisboa mais um espaço de cultura, de seu nome LX Factory. Depois da Fábrica do Berço da Prata, mais um espaço multicultural. Acho muito bem, nada contra. Mas também começa a ser tempo olhar para o resto do país...

Assim vai o mundo...

terça-feira, novembro 18, 2008

O mundo dos que desaparecem...

Morreu Pedro Pinheiro! Um actor que nos lembramos de ver nos Malucos do Riso e que sempre me inspirou simpatia e bonomia...



E ainda estou chocado com a morte da bela e jovem Rute Cruz, jornalista da TVI.



Assim vai o mundo...

O mundo das crónicas...

A vitória de Obama vista por José Manuel dos Santos...

A vitória

"Quando há grandes perigos que ameaçam o Estado, vemos muitas vezes o povo escolher com felicidade os cidadãos mais aptos para o salvar. Já se observou que, perante um perigo iminente, o homem raramente permanece no seu nível habitual: eleva-se acima ou cai abaixo dele. Assim acontece com os povos. Os perigos extremos, em vez de levantarem uma nação, acabam, às vezes, por abatê-la; exaltam as suas paixões, sem as conduzirem, e turvam a sua inteligência, sem a esclarecerem. (...) Mas é mais comum vermos, entre as nações como entre os homens, virtudes extraordinárias nascerem da premência dos perigos. Os grandes caracteres aparecem então em relevo como esses monumentos que a obscuridade da noite escondia e que se revelam, subitamente, à luz de um incêndio. O génio já não desdenha reproduzir-se e o povo, ameaçado pelos perigos, esquece por uns tempos as paixões invejosas. Não é raro vermos então saírem da urna eleitoral nomes célebres." Estas palavras, publicadas em 1835, são o melhor comentário à eleição quase inverosímil de Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos da América. Inspiradas por uma memorável viagem, escreveu-as Alexis de Tocqueville, num livro que recebeu o título Da Democracia na América e que permanece como um dos grandes textos políticos e culturais do Ocidente.
Tal como vinha acontecendo com a campanha eleitoral que lhe deu rosto, a vitória deste negro de uma elegância esguia e serena cobriu o mundo de palavras. Tudo se disse, e nesse tudo há o dito e o contradito. Mas o que mais se ouviu foram as palavras que se acham muito prudentes, a prevenir-nos de que à desmedida e arrebatadora ilusão deste triunfo sucederá a rápida e melancólica desilusão da sua impotência. Sabe-se que o tempo e as suas contradições dão sempre alguma razão a estes vaticínios-desejos, cínicos e sombrios. Mas curioso é que sejam os que mais assim nos previnem para as decepções futuras aqueles que nunca tiveram decepções passadas com George W. Bush, mesmo quando a mistura de estupidez infalível e de arrogância incompetente se transformou no palco onde a tragédia se tornou inevitável.

Alguns desses, que nunca quiseram nem esperaram que Obama ganhasse, enaltecem agora a América que foi capaz de o gerar. Mas já quando a América tinha gerado Bush (contra o qual, verdadeiramente, Obama ganhou), acusavam toda a gente que não o louvava de "anti-americanismo primário". Ao responder-se-lhes haver tudo contra Bush e nada contra a América que se lhe opunha, eles olhavam com o sorriso fácil de quem recusa um sofisma. Afinal, podem agora concluir, perante o entusiasmo universal provocado pela eleição de Obama, que não havia sofisma: eram os ouvidos deles que não queriam ouvir a verdade.

É claro que não devemos pedir à política o que ela não pode nem nos deve dar. Não lhe devemos pedir nem um absoluto, nem a salvação da alma, mas devemos exigir-lhe que não torne o mundo inabitável. E foi isso que Bush fez, com uma gravidade que vai permanecer por muitos anos. Não devemos pedir-lhe que nos dê uma moral privada, mas devemos esperar que nos dê uma moral pública e não, como aconteceu com Bush, uma máscara de virtudes para cobrir um rosto sem elas.

A vitória de Obama dá à América um Presidente que não é um fanático imaturo em processo de reabilitação edipiana, rodeado de tribos predadoras que fizeram da Casa Branca um caso de estudo antropológico. Esta vitória dá à América um Presidente que sabe o que é a política e para que serve, conhecendo os seus limites e os seus deveres, um Presidente que tem uma cara em vez de um esgar e que usa a fala em lugar do balbucio.

Obama apontou à vitória como o arqueiro que se mede, antes de medir o mundo, tornando-se a seta que alcança o alvo. A sua campanha foi uma obra de precisão e audácia. Este homem carismático (no sentido weberiano), convicto, disciplinado e inteligente, conhecido por ter nervos de aço, espírito prático e sentido de organização, percebeu que as mulheres e os homens só lhe dariam o seu voto se ele lhes provasse que a sua não era apenas uma vitória, mas uma mudança. Por isso, venceu. E, sob a noite que se erguia para acompanhar a altura dessa vitória, ouvimos um discurso feito das palavras que chegam e não das palavras que partem.


Assim vai o mundo...

segunda-feira, novembro 17, 2008

O mundo do NOTAI...

O produto daquilo que trabalhei durante dois anos sobre a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres irá ser apresentado na Segunda, dia 24 deste mês, na Fundação Cupertino de Miranda no Porto. Uma bela ocasião para se discutirem alguns assuntos prementes da nossa sociedade...

Assim vai o mundo...

sábado, novembro 15, 2008

O Mundo...

Este vosso escriba decidiu ir desde quinta-feira à Golegã, ver a Feira de Cavalos. Poucas horas de sono depois e o fígado num estado crítico, devo dizer que foi muito giro. Vi cavalos na rua até às 5h da manhã, vi cavalos dentro de um bar, vi um cavaleiro a vomitar de cima de cavalos. Enfim, vi de tudo. Gosto muito de tradições e esta é uma bela tradição. Agora vou ali tratar da garganta porque o frio era terrivel e os abafadinhos não chegavam.

Assim vai o mundo...

quarta-feira, novembro 12, 2008

O mundo dos filmes...

Road to Perdition/ Caminho para a Perdição é um daqueles filmes perfeitos! Uma bela banda sonora, um belo argumento, uma bela realização e depois o elenco! No mesmo filme Daniel Craig, Tom Hanks e Paul Newman! Fantástico...



Assim vai o mundo...

O mundo das mortes...

Na mesma semana, o cancro levou Badaró, Milú e Michael Crichton! O mundo anda a ficar mais pobre...

Assim vai o mundo...

O mundo das crónicas...

O Amanhã visto por José Manuel dos Santos!

Sabemos menos do tempo do que o tempo sabe de nós. Mas o menos que dele sabemos já chega para sabermos que os próximos dias, os próximos meses, os próximos anos vão ser o tempo de uma grande insónia cercada pela noite que cresce. Hora a hora, minuto a minuto, surgem, por todo o lado, os indícios de uma desgraça que avança e cintilam os sinais de um pânico que corre. Não são apenas as bolsas que caem, nem o desemprego que aumenta, nem as dívidas que crescem, nem os bancos que se afundam. É, antes disso e depois disso, a imagem fúnebre de um sistema financeiro que se devora a si próprio, devorando-nos e devorando a esperança, sem a qual a vida é empurrada para a morte.

Nesta "epopeia americana" que terminou em tragédia mundial, George W. Bush quis ser Aquiles, mas acabou num Édipo de Guantánamo que não conseguiu vencer a esfinge chamada Bin Laden (mas Gore Vidal diz: "Não precisamos de Freud, quando se trata de Calígula"); Dick Cheney é um Creonte de petrolífera; Alan Greenspan, uma Medeia de Wall Street; John McCain, um Pátroclo tardio; Sarah Palin, uma Clitmnestra de casino (ou será Hécuba?). E Barack Obama é o Ulisses de uma Ítaca em chamas, com o mundo transformado na Penélope que o esperava. E por todo o lado ouve-se o grito de Antígona a clamar pela justiça que desobedeça à injustiça que manda.

Aqueles que durante anos aplaudiram, de Washington a Bagdade, a representação da peça, participaram no elenco, escolheram o teatro, serviram de ponto, desenharam o cenário, fizeram os figurinos, teceram o enredo, são agora os mesmos que se fingem surpreendidos com o desfecho: um desastre que começou a revelar-se na sua enormidade e que eles olham como se estivessem a ver o mundo ao contrário. Por isso, andam cada vez mais de cabeça para baixo para tentar vê-lo direito. Num tempo tão despossuído de si mesmo, é natural que já nem haja consciência da tragédia que por todo o lado nos envolve como o ar que respiramos. E essa inconsciência, essa ignorância, essa irresponsabilidade são o mais trágico do trágico.

O tempo sabe mais de nós do que nós sabemos do tempo. E o que ele sabe de nós diz-nos que os próximos anos vão ser terríveis: de incerteza, de insegurança, de perigo, de medo, de ansiedade. Aqueles que, ainda há pouco, se vestiam de um optimismo triunfante e calculista cobrem-se agora de um pessimismo cobarde e assustado. Sabemos que, como é costume, quem vai sofrer mais são os mais inocentes, aqueles que têm menos culpas. Sabemos que os autores do desastre são os que estão a recato dele e dos seus horrores, sem consciência, sem vergonha, sem compaixão - e com dinheiro inesgotável. Sabemos que a vida será um alfabeto de dor, com o qual escreveremos o texto da mudança. Sabemos que voltaremos a passar por essa "confusão cruel e inútil" de que um dia falava George Steiner falando da História. Quando esteve em Lisboa, da última vez, o autor de Errata disse, sobre o que se estava a passar, palavras de que ninguém quis ouvir nem o som, nem o sentido. Ele afirmou: "Espanta-me que os pobres não se revoltem." E acrescentou que estranhava, quando todas as manhãs abria o jornal, não ver lá escrito que "tinham assassinado um daqueles empresários que encerram fábricas e depois se metem nos seus jactos privados para ir passar férias a Barbados". Steiner ecoa neste seu comentário violento o antigo clamor dos profetas judeus do Antigo Testamento, que faziam da cólera uma ameaça e só depois um presságio.

Hoje, o vento mudou e tudo muda com ele. Lemos os jornais de todo o mundo e percebemos que cada jornalista passou a ser, mesmo sem o saber ou sem o querer, um São João que, nos seus vaticínios, promete um Apocalipse que não surgirá, como o outro, no fim dos tempos: este é iminente, instantâneo, vertiginoso. Virá amanhã, logo à tarde, agora mesmo. Mas, com a inconstância de tudo, não é impossível que um dia destes se anuncie o regresso ao Génesis primordial, onde do caos se gerará a luz e, sob ela, se criará de novo o mundo.


Assim vai o mundo...

terça-feira, novembro 11, 2008

O mundo da TV...

O primeiro episódio da 5ª série do House estreou ontem! O Wilson vai-se embora... Quero ver mais!!!



Assim vai o mundo...

O mundo do cinema...

Ontem foi dia de cinema! Dois clássicos. Primeiro Jesus Christ Superstar! O clássico dos clássicos dos musicais irreverentes! Foi bom recordar esta bela produção... E confirmar que o grande papel neste filme é de Judas...



Depois, Os Intocáveis! Provavelmente o melhor filme sobre Al Capone (Robert De Niro) e Elliot Ness (Kevin Costner). E ainda Sean Connery! Um verdadeiro clássico com a mítica cena da escadaria e do carrinho de bébé!



Assim vai o mundo...

segunda-feira, novembro 10, 2008

O mundo da música...

Os Beirut com Elephant Gun! Bela surpresa...



Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais...

Na Tabu de Sábado, Nuno Lopes mostra-se uma pessoa complexa! Aquele que todas as semanas entra em nossa casa e nos faz rir n'Os Contemporaneos, mostra-se uma pessoa que tem dificuldades em sentir-se feliz e mais que isso, não vê necessidade em sentir-se feliz! É uma pessoa emotiva e acima de tudo emocional. Confessa-se obsessivo e compulsivo! Acima de tudo confessa-se muito mais do que o conheciamos. Esse é o objectivo de uma entrevista. Permitir, não obrigar, uma pessoa a desvendar-se! Tenho Carlos Magno, Carlos Vaz Marques ou Mário Crespo como exemplos de jornalistas que conseguem ouvir o entrevistado e dar-lhe a confiança suficiente para ele dizer o que quer. A Raquel Carrilho, autora da reportagem, começa a fazer isso muito bem. Por vezes o jornalista não tem de fazer perguntas! Tem de ouvir, seguir o raciocínio e mostrar que ele pode continuar. Para isso é preciso fazer o trabalho de casa e ela fê-lo! Nota-se quando logo no início a referência a Buster Keaton permite desvendar o lado mais sombrio do Nuno. Então, ele não sente necessidade de se defender e dá uma bela entrevista, com entrada ao lado mais negro de um humorista. Gostei muito...

Assim vai o mundo...

sexta-feira, novembro 07, 2008

O mundo das revistas...

Na Ler deste mês, temos uma bela reportagem sobre o Nobel da Literatura! Os eternos favoritos, os preteridos, os esquecidos, os amaldiçoados, os políticos e os que recusaram... Sem dúvida a ler e conhecer!

Assim vai o mundo...

quinta-feira, novembro 06, 2008

O mundo dos jornais II...

Não poderia descrever melhor esse momento que me fascina do que José Manuel dos Santos...

Tempestade

Quando saí à rua, um vento longo e curvo levava tudo consigo. Em frente, o rio alucinava-se, desfazendo a sua quietude de meses, sob uma luz crua e rápida que anunciava o temporal. As pessoas corriam para casa e, nos movimentos que faziam quando aceleravam o passo, havia uma fuga ao céu que as ameaçava. Uma mulher trôpega passou por mim, fez uma cara de temor e disse com uma voz funda e inquieta: "Fuja, fuja! Depressa! Vai chover muito e depois haverá cheia!" Eu fitei-a e acenei que sim com a cabeça, embora não soubesse se tinha razão no seu agouro.

A minha mãe, repetindo a minha avó, também é assim. Ela, que não tem medo de nada, sente pânico nas tempestades, que lhe parecem o maior perigo que o universo põe sobre nós. Altiva para tudo o resto, submete-se ao céu e ao seu poder impaciente. E depois prenuncia a catástrofe na iminência de um apocalipse de relâmpagos, raios e trovões.

Na minha infância nervosa e feliz, quando trovejava, fosse de dia ou de noite, a minha mãe desligava o quadro eléctrico e fechava as portadas de madeira. Ficava então, ansiosa e aguda, a escutar o que dava razão ao seu medo, assim um animal espreita a ameaça na floresta. O meu pai, quando era novo, tinha visto cair um raio ao lado dele e ficou na voz com o eco da voz de Zeus. Falava desse momento e eu sentia nele um susto que 50 anos depois ainda não se dissipara. Vejo ainda hoje o seu rosto assombrado a contar a história do raio.

Agora, continuo a andar à beira da água agitada e sombria. Sou apanhado na curvatura do vento e arrastado num vórtice de papéis, caixas de cartão, sacos de plástico. Digo-me: para o vento, lixo entre lixo. E, ao dizê-lo, tenho consciência de que é fácil sermos subitamente anulados e entregues àquilo que nos nega, negando a nossa vontade e a nossa força. É nessa hora que medimos a diferença que há entre o nosso avanço e o nosso recuo. É nesse minuto que, contra o mundo, aprendemos a resistir, a persistir, a insistir. É nessa altura que conseguimos fincar os pés sobre a nossa impotência, aguentando o embate e esperando que passe a causa que a gera.

O vento sobe ao seu vértice mais alto e eu procuro um abrigo. Passa um cão a uivar com o pêlo sujo. O céu está escuro e fechado, prestes a desabar, para assim se livrar da sua escuridão como alguém se livra de uma angústia, de um desespero, de uma doença. O cão aflito corre até mim, encosta-se-me sob o telheiro. Eu passo-lhe a mão vagarosa pelo corpo arrepiado e sinto-o próximo como um irmão. Então o seu uivo muda: torna-se mais grave - é um latido, depois um rumor, a seguir um respirar leve. O cão olha-me nos olhos, soletra-os, rompe-os. Há nessa procura e na pergunta que, com ela, me faz uma urgência física e uma veemência muda. Não consigo deixar de olhar o seu olhar convexo: e desfaço com a intensidade dos meus olhos o seu susto silencioso e triste.

Tudo parece agora mais sereno, mais liso. Ou sou eu que me esqueço da tempestade e da sua ameaça? Continuo ali, alheado, ao pé do cão sem dono e sem destino. De repente, começa a chover uma chuva espessa e fria, com pingos longos e grossos como cordas. É uma chuva vertiginosa, veloz, que lava o ar. No fim, o universo parece rarefeito, descongestionado como um órgão vital.

A chuva ausenta-se e, no lugar dela, o céu abre sobre nós a sua cor cansada. Avanço na estrada e o cão segue-me com a lealdade que só têm os ameaçados da mesma ameaça. Estou em face do rio horizontal e oscilante. Passa um barco leve sobre a água baixa que se aclara. A bordo, um homem de ar estremunhado olha-me e olha o cão. Nos três olhares que se encontram há uma suspeita boa.

Mas, bruscamente, e como é próprio deste nosso tempo, tudo volta a fechar-se: a luz cai e começa a chover de novo, torrencialmente. Não há abrigo próximo. O cão fica todo molhado e é o espelho do meu arrepio. Sobre nós, abre-se um clarão metálico e a seguir rebenta o trovão. Penso: tenho de me apressar, a esta hora a minha mãe está em casa cercada pelo medo...


Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais I...

Magnífica a reportagem de Raquel Carrilho na Tabu de Sábado! Feita de histórias com pessoas reais. Pessoas que trocaram esse enorme país que são os EUA por este cantinho à beira mar plantado! A ler...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, novembro 05, 2008

O mundo americano...

O dia 11 de Setembro de 2001 ficou para História! O dia 4 de Novembro de 2008 também ficará para sempre! O primeiro presidente afro-americano dos EUA. O maior exemplo de mistura de raças elegeu o primeiro não-caucasiano como Presidente! Mas vamos por partes...

Comecemos pelo derrotado! Fiquei contente quando John McCain foi escolhido como candidato republicano. Foi muitas vezes acusado de ser um democrata escondido. Teve posições contra o Partdo Republicano que fizeram com que fosse marginalizado. Teve uma vida cheia de eventos dramáticos e não deixou de lutar pelo que acredita. Ainda assim foi uma campanha mais ou menos limpa (mais do que as primárias democratas). Revelou elevação até no discurso da derrota.





Agora, Obama! Desde já a vitória é um sinal de mudança e de optimismo para o mundo... Não é que as políticas sejam ou poderão ser muito diferentes mas porque o sentimento é diferente! Dá vontade de olhar para os EUA com outros olhos. Obama não é um presidente americano melhor para os Europeus. É melhor para o mundo! O seu percurso de vida atravessou o mundo todo (origens africanas, vida asiática) e conheceu muitas das culturas existentes. Um Presidente com mais visão do mundo! Mas não nos enganemos, ele vai ser um Presidente muito americano. Tal como Bill Clinton, ele irá atacar quem acha que deve atacar! Mas muito mais por ideais politicos do que por interesses económicos. Ele será muito protecionista em termos económicos, porque sabe que tem de melhorar a economia para poder continuar a ser a potência dominante. Nem sempre o mundo vai concordar com Obama! Não é isso que se espera. Mas sim podermos entender que ele tem um sentido de Estado e um respeito pelo mundo que a anterior administração não teve. Espera-se sobretudo que ele continue a inspirar-nos com belos discursos, como por exemplo o de ontem...





Assim vai o mundo...

terça-feira, novembro 04, 2008

O mundo americano..

Hoje são as eleições americanas!! Prometo que depois de analisar os resultados vos deixo em paz com isto... A propósito, bela reportagem na Única de Sábado!

Assim vai o mundo...

segunda-feira, novembro 03, 2008

O mundo do cinema...

A propósito do filme A Intérprete, lembrei-me de uma reflexão sobre África! Esse continente que se tem esquecido de progredir pacificamente porque está sempre envolto em lutas fraticidas, etnicidas, enfim, homicidas. Esse continente que se perde em corrupções, despotismos, enquanto os seus povos morrem à fome, doença, tristeza! O maior exemplo como o poder pode corromper os melhores ideais. Como a melhor teoria não anda de mãos dadas com a realidade. A história do continente mais genuíno, como todas as suas fraquezas e forças. O continente-mãe...



Assim vai o mundo...

domingo, novembro 02, 2008

O mundo americano...

As eleições americanas vistas pelo ex-diplomata Jose Cutileiro.

Deveríamos todos poder votar na eleição do Presidente americano: europeus, sul americanos, asiáticos, australianos, africanos. Se tivesse sido assim em 2004 John Kerry haveria tomado conta da Sala Oval, poupando a América e o mundo a mais quatro anos de George W.. Desta vez, a menos que um número enorme de brancos esteja a mentir nas sondagens e, à puridade do voto secreto, se recuse a votar num preto, os estrangeiros não fariam falta a Barack Obama porque os próprios americanos o elegerão.
Quanto mais depressa os Estados Unidos recuperarem, aos seus próprios olhos e aos olhos do mundo, a reputação perdida nos oito anos presididos por George W. Bush, mais depressa recuperarão a posição hegemónica conferida pelo seu poder militar, o seu poder económico e financeiro e - antes dos abusos desastrosos de Guantánamo, Abu Grahib, tortura, Patriot Act, escutas não autorizadas, politização indevida do funcionalismo público, etc. - o seu poder moral. Essa recuperação será mais rápida se Obama ganhar do que se Obama perder. Cassandras lembram que a esperança posta nele levará inevitavelmente a desilusões devastadoras, mas a questão não é essa.

Primeiro, no estado actual do mundo ter esperança será meio caminho andado. No viver cinzento e ansioso dos dias de hoje, assustado por espasmos financeiros ou terroristas, um político decente capaz de dar alma aos seus (e aos outros) é ávis rara bem-vinda. Haverá desilusões mas não haverá desastres, sobretudo se o bom senso aparente do novo presidente marcar a sua acção e contagiar os seus fiéis.

Segundo, o país mais parecido com o que seria a América de Barack Obama é a América de George W. Bush. Ao ritmo dos estados de direito, o que nesta há de pior seria banido e o melhor seria multiplicado mas o grosso de interesses e valores que constituem os Estados Unidos permaneceria. Bom senso, mais uma vez, ajudaria estrangeiros a perceberem isso e a disso tirarem partido. Para segurança e equilíbrio do mundo inteiro é urgente que os Estados Unidos voltem a encarrilar. Mais urgente ainda para os europeus, que têm neles os seus parceiros políticos, económicos e militares principais. Na arquitectura financeira internacional, no combate ao aquecimento global, no desafio energético, no enraizamento da democracia, em conflitos perigosos para a paz mundial, nenhuma medida decisiva poderá ser tomada até haver novo inquilino na Casa Branca.

Na segunda metade do século XX os republicanos foram mais de fiar a lidar com o resto do mundo do que os democratas mas George W. desbaratou esse crédito. E, embora em política externa McCain e Obama sejam mais parecidos do que se julga, o democrata mostra juízo e discernimento que têm faltado ao republicano. Os Estados Unidos reafirmariam melhor, mais depressa e mais tranquilamente a sua hegemonia com Obama ao leme. Se McCain ganhar e for buscar alguns sábios do passado, não se sairá mal - mas faltar-lhe-á o golpe de asa do senador de Illinois.


Assim vai o mundo...

O mundo do humor...

Morreu Badaró!



Assim vai o mundo...

sábado, novembro 01, 2008

O mundo da música...

Grande música...:D Os Madcon pegaram numa música de Frankie Valli e deram-lhe uma nova roupagem! Aqui está Beggin...



Assim vai o mundo...