quinta-feira, setembro 03, 2009

O mundo dos jornais...

José Manuel dos Santos traça um retrato perfeito de uma certo tipo de portugueses...

"Praia

É uma daquelas praias que têm horror ao vazio. Nelas, não existe espaço, nem sequer entre as pessoas. Os cinco sentidos são postos em comum. Todos vêem, ouvem, cheiram, provam, tacteiam tudo de todos. Todos ficam a conhecer a vida de todos. Todos jogam à bola com todos. Todos ouvem a música de todos. Ali, não há distinção entre público e privado, individual e colectivo. Mais: não há propriedade privada, pois, se o conhecessem, todos concordariam com o velho Proudhon, quando proclamou aos séculos vindouros que a propriedade é um roubo.

Ao pé daquilo, a cama da "Comunidade", de Luís Pacheco, é um espaço amplo. Não admira, por isso, que nessa praia algarvia se façam amizades, rapidamente e em força. No primeiro dia, partilha-se com os vizinhos do lado o gosto por uma música que não é nem de Bach nem de Beethoven. No dia seguinte, uma das famílias leva sardinhas e a outra febras de porco para um almoço que já se faz em conjunto. No dia seguinte ao seguinte, essas duas famílias alargam o convívio a outras famílias, que trazem mais comida, mais bebida e mais alegria.

Com a continuidade, a intensidade e a intimidade destes convívios, trocam-se moradas e números de telemóveis (há sempre pelo menos três por família), combinando-se futuras visitas às respectivas terras e casas. Há mesmo casos em que se acaba a trocar alianças entre descendentes de famílias que se conheceram junto ao mar, sob um sol escaldante.

Esta história passou-se nessa populosa praia algarvia que vos descrevi. O seu protagonista é um homem de meia-idade, oriundo das terras fartas e fortes de Portugal e com visíveis sinais dessa proveniência nos modos e nas falas. Apareceu na praia e logo se tornou o líder incontestado de uma vasta região do areal. Alguns dias depois, o seu poder de conquista alastrou, exercendo-se sobre as regiões limítrofes (que viviam sob o jugo de outros líderes com menos capacidade de liderança do que este), e o império dele quase se estendeu a toda a praia. A sua oratória mostrava-se inesgotável. Falava, sem hesitação, cansaço ou interrupção de futebol, política, gajas, macroeconomia, hidráulica, música pimba, Internet, cozinha regional, bingo, agricultura, TGV, vetos presidenciais, computador Magalhães, noites do Porto, fertilização in vitro, gang "Aperta o Papo", gripe A, automóveis, casamentos gay, apresentadoras de televisão. Era radical, obsessivo, imperioso, peremptório e definitivo nas suas opiniões. Quando alguém discordava delas, os seus punhos grossos e peludos erguiam-se à altura da cabeça e faziam mover o ar.

Chegava sempre à praia com uma geleira à tiracolo, onde havia uma profusão de cerveja, vinho rosé, amêndoa amarga, Licor Beirão e mais digestivos similares e afins. Atrás, a mulher arrastava outra geleira com mariscos, sandes, pastéis, saladas, bolos. E, num saco enorme, transportado penosamente pela filha, vinha a feijoada de chocos e o coelho à caçadora. Assim se faziam sempre grandes e arenosos piqueniques, havendo disputa nas famílias circundantes para serem convidadas (perdoem-me o eufemismo) a associar-se à festa.

Além de falar muito com a praia inteira ("Somos uma grande família!", dizia), o homem fazia e recebia constantes chamadas nos seus três telemóveis (um de cada operador). Decerto esquecido de que estava a usar um aparelho descendente do de Bell, falava ao telemóvel aos gritos, como se a sua voz fosse transmitida do sul até ao norte não por ondas electromagnéticas mas pelo ar. Por isso, toda a praia ouvia essa voz forte a fazer relatos pormenorizados da estada em terras algarvias, com comentários de largo espectro, que iam do físico ao psicológico e mesmo ao metafísico. Afinal, e embora não parecesse, o homem tinha sentimentos: mandava 'abrações' aos amigos, misturando-os com palavrões do mais altissonante impacto e acrescentando considerações filosóficas sobre o aquém e o além.

Durante os 15 dias de férias, que passaram céleres, o ânimo daquele veraneante manteve-se inalteravelmente acima da euforia. Mas, no último dia, tornou-se melancólico. O homem falou menos do que era usual. Dava grandes palmadas nas costas dos que se despediam dele, e as lágrimas quase se lhe acendiam nos olhos. Ao almoço, repetiu a comida menos vezes do era seu hábito (e fez mal, que a jardineira estava uma delícia!). Depois, dormiu a sesta sob um guarda-sol de uma marca de gelados e ainda ressonou mais do que costumava. Passadas três horas, acordou e parecia pensativo. De repente, um dos telemóveis tocou, e ele atendeu. Enquanto falava, pôs o pé em cima da geleira com uma nobreza de atitude em nada inferior à das estátuas clássicas. A sua voz começou por soar baixa, mas depois foi aumentando de volume. Quem andava por perto pôde então ouvi-lo exclamar para o seu interlocutor longínquo: "A vida de rico está-se a acabar! A vida de rico está-se a acabar!"


Assim vai o mundo...

quarta-feira, setembro 02, 2009

O mundo do humor....

Este é um espectáculo que adorava ver ao vivo! Chama-se Nois na Fita e é protagonizado por Leandro Hassum e Marcius Melhem! Deixo-vos aqui os vários vídeos, sendo que recomento a sétima parte...

















Assim ri o Mundo...

terça-feira, setembro 01, 2009

O mundo da TV...

De rir, esta entrevista de Jon Stewart a Rachel McAdams! Ela praticamente conta o filme todo. As minhas desculpas para quem o inglês não é perfeito...

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
Rachel McAdams
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political HumorHealthcare Protests


Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

The Strangers é um filme inquietante! Desde o princípio do filme sabemos o seu fim, mas ainda assim conseguimos assustar o tempo todo. Liv Tyler num registo novo. Bom filme para ver acompanhado...



Assim vai o mundo...

O mundo das revistas...

A Tabu de sábado tem artigos interessantes!

- Primeiro a Raquel Carrilho fala-nos daquela que é considerada a jornalista desportiva mais sexy do mundo: Sara Carbonero!



- Depois um artigo sobre o supercool Usain Bolt! A sua tranquilidade nas provas é impressionante...

- Uma bela reportagem de Catarina Homem Marques sobre as dietas, tratamentos e afins. Uma prova de 60 dias feita pela própria jornalista...

- Finalmente a entrevista magnífica a um nome maior (talvez o maior) do teatro nacional: Ruy de Carvalho! E que justo é o seu regresso aos nossos palcos...

Assim vai o mundo...

segunda-feira, agosto 31, 2009

O mundo dos filmes...

Ora um filme que me surpreendeu! Não é fácil, há alguma violência complicada de ver, mas tem uma mensagem forte e pungente. Dennis Quaid faz um papel tremendo...



Assim vai o mundo...

sábado, agosto 29, 2009

O mundo das eleições...

Leio no Expresso que os Gato Fedorento vão ter um novo programa já a partir de dia 14! Um género de talk show com vários convidados relevantes. Jerónimo de Sousa, Paulo Portas e Francisco Louçã já aceitaram o convite. Estou muito curioso!!

Assim vai o mundo...

sexta-feira, agosto 28, 2009

O mundo do humor...

Lindo! Uma avó açoriana.. Não há nada melhor!! Vejam a noticia do Expresso...

""Ah Vóóóóó!". Esta é talvez a expressão mais ouvida nos vídeos daquela que é já a avó portuguesa mais famosa do YouTube . O autor da saga de mais de doze vídeos, intitulada "Portuguese Grandmother" , é Jeff, o neto de 19 anos que sempre que pode arrelia a avó Angelina enquanto a filma para depois difundir na Web.

O sotaque açoriano está sempre presente, uma vez que a família é oriunda dos Açores e está a viver no Canadá. Entre "sopinhas", "papos-secos" e muitos ralhetes de chinelo na mão, cada vídeo da avó portuguesa chega a render mais de 80 mil visitas e 200 comentários. Contudo, a senhora Angelina "não gosta das fotografias" que o neto lhe tira e chega mesmo a ameaçar partir-lhe a câmara.

O sucesso galgou as fronteiras do YouTube e a "portuguese grandmother" é já falada nos mais diversos fóruns e redes sociais. Só no Facebook , tem mais de mil fãs, que deixam inúmeras mensagens a pedir mais vídeos e a dizer o quanto se divertem com a espontaneidade da avó. Espontaneidade essa que se deve, seguramente, ao facto da senhora não ter a mais pequena noção acerca do sítio vão parar as imagens filmadas pelo neto..."







Assim vai o mundo...

quarta-feira, agosto 26, 2009

O mundo dos filmes...

Eu já tinha gostado da versão recente com Jude Law, mas o Alfie original é fantástico! Michael Caine fabuloso...





Assim vai o mundo...

O mundo da música...

Kevin Eubanks é conhecido pela sua participação nos programas de Jay Leno! Mas é acima de tudo um excelente músico. Aqui estão as provas...





Assim vai o mundo...

terça-feira, agosto 25, 2009

O mundo da TV...

Vi hoje o último episódio da primeira série de Mental! Fabuloso.. Fantástico...



Assim vai o mundo...

segunda-feira, agosto 24, 2009

O mundo do cinema...

Adoro Tarantino! E fiquei fascinado com esta curta sobre a sua obra. Realizada por brasileiros, conta com Selton Mello e Seu Jorge, que discutem sobre as coincidencias dos filmes tarantianos... A ver, sem dúvida...



Assim vai o mundo...

domingo, agosto 23, 2009

O mundo dos filmes...

Estando em casa, tempo de ver filmes! Hoje mais dois...

Streets of Blood é o primeiro filme a abordar New Orleans depois do Katrina! Uma estória sobre a corrupção na polícia. Val Kilmer faz um grande papel e Curtis "50 cent" Jackson mostra-se como um belíssimo actor. Sem dúvida um bom filme...



Thick as Thieves é um filme de ladrões que ganha por ter o inimitável Antonio Banderas e o sempre fabuloso Morgan Freeman...



Assim vai o mundo...

sábado, agosto 22, 2009

O mundo português...

Depois de Raúl Solnado, desapareceu hoje Morais e Castro! É uma geração que faz muita falta...



Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

Notável o filme "A Promessa"! Realizado por Sean Penn, protagonizado por Jack Nicholson, com um óptimo argumento, uma banda sonora deliciosa, e uma pequena aparição fantástica de Benicio del Toro! Perturbante...



Assim vai o mundo...

O mundo internautico...

Acho que agora domino um pouco melhor o Twitter...

http://twitter.com/chicodelmundo

Assim vai o mundo...

sexta-feira, agosto 21, 2009

O mundo dos filmes...

Um filme que não deixa saudades! Hush pegou numa boa ideia mas perdeu-se pelo caminho. Pena...



Assim vai o mundo...

O mundo do desporto...

Impressionante! Depois dos 100m, agora os 200m! Ontem vibrei como se fosse um jogo de futebol com este homem... Usain Bolt tira novamente 11 centésimos ao recorde mundial...



Assim vai o mundo...

quinta-feira, agosto 20, 2009

O mundo dos filmes...

Não é um filme fácil, mas acaba por ser um filme interessante ao acompanhar o início dos anos 80 com o aparecimento da SIDA e a decadência de certas bandas dessa altura! Os Informers...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, agosto 19, 2009

O mundo dos filmes...

A Ressaca é um filme de rir e chorar por mais! Do princípio ao fim...



Assim vai o mundo...

O mundo português...

Não são demais as reportagens e homenagens a Raúl Solnado! Desde a Tabu à Actual, passando por esta belíssima crónica de José Manuel dos Santos...

A sua morte faz-me falar da sua vida e da sua arte. No primeiro "Zip Zip", ele entrevistou Almada Negreiros, e esse foi um dos momentos míticos da televisão. O autor da "Cena do Ódio" e do "Manifesto Anti-Dantas" era um homem com um sentido instintivo do espectáculo e sabia fazer a grande afirmação e a grande negação que provocam, espantam, escandalizam. Fazia-o como quem proclama verdades eternas e mentiras lapidares. Naquele lugar e naquele tempo, isso acendia um fogo alastrador, e os aplausos de uma plateia em êxtase acabavam cada frase que ele atirava. Lembro-me da cara maravilhada dos entrevistadores, Raul Solnado e Carlos Cruz, a conversar com um velho senhor vestido de escuro, que falava de si e do mundo, enquanto Fialho Gouveia mostrava quadros seus, que tinham sido levados ao Teatro Villaret. Aqueles entrevistadores estavam perante Almada como se está em frente de um fenómeno, de um monumento, de um caso, de um prodígio.

Almada Negreiros tinha afirmado, num dia feliz, que "a alegria é a coisa mais séria da vida". Solnado concordava com essa afirmação. O seu humor era feito de inteligência, ousadia e responsabilidade. Quando contava uma história, uma anedota, uma piada, havia uma emoção que dava gravidade à graça. Pode afirmar-se que ele foi um cómico do humanismo e que Herman José é um cómico do pós-humanismo. A passagem de Solnado a Herman foi a de um tempo a outro, como antes tinha sucedido com a de António Silva a Solnado. Sem Solnado não teria havido Herman. Ele sabia-o e fez desse saber uma teoria do humor português. Sempre que falava da sua arte, aquele que pôs o país a rir com a "História da Minha Vida" dizia palavras certeiras, aquelas que o mostravam consciente e perspicaz.

Raul Solnado era uma máquina de fazer rir. Mas não se ficava nesse limite. Foi mais exigente consigo e com o público. Conhecia bem o papel que representava num país triste e num tempo fechado. Quando esse tempo abriu, o seu humor acompanhou-o, tornando-se mais claro. Ele nunca usou a sua popularidade para perder a sua independência e nunca a quis para ameaçar a sua liberdade. Essa astúcia tornava-o quase invulnerável. Na rua, Solnado era o rei dela. Quem com ele se cruzava servia-lhe de eco e de espelho. Dizia as suas tiradas com uma voz que imitava a dele, fazia as suas caretas numa cara que parecia a sua. Aristocrata de um humor que ascendia do povo, a ética de Solnado foi sempre a de não deixar desvirtuar ou contrafazer a sua origem. Nunca quis ser facilmente popular, por isso o foi tanto e de forma tão duradoura. E foi-o porque reflectia sem conceder.

O humorista de "A Guerra de 1908" gostava da vida e do que a torna melhor do que é. Interessava-se por tudo e mesmo pelo nada que há no tudo. Tinha um espírito curioso e sagaz. Ganhou uma cultura que não exibia, mas que usava com acerto e imaginação. Conversar com ele era fazer uma viagem por lugares de reconhecimento e de revelação. Estava quase sempre em "estado de graça". Era vivo, irrequieto e descobridor. Gostava daquilo que nos torna melhores do que somos. Dos grandes e dos pequenos prazeres, por exemplo. Gostava de amar, de conversar, de comer. Conhecia os restaurantes, mas também as tascas e tasquinhas, onde isso pode acontecer bem, sem risco nem ruína. Estar com ele à mesa era fazer do jantar um festim.

Nos últimos anos, encontrei-o muitas vezes amargurado - por ele, pelo país (costumava dizer: "Um gajo para fazer qualquer coisa em Portugal tem de ser muito competente") e pelo mundo. Havia nele uma justa rebelião contra os que vivem de impedir os outros de viver. E contra aqueles que ignoram que o hoje não pode existir sem o ontem e que o ontem é muitas vezes o novo amanhã. Mas o seu interesse pela política, quando achava que valia a pena, era intenso e activo. Isso sucedeu há dois anos, e agora outra vez, ao aceitar ser, com energia e entusiasmo, mandatário sénior de António Costa. Amava muito Lisboa e entristecia-se por ela. Olhava-a com ambição (dizia: "Lisboa é uma cidade do caraças!"). Essa exigência não pode desfazer-se com a sua morte - deve aumentar!

Quando, não há muito, escrevi sobre ele, o Raul telefonou-me e ouvi-lhe palavras de uma graça grata. Prometemos encontrar-nos mais pontualmente. Nos últimos tempos, Solnado dizia a quem o encontrava: "Estou tão em baixo!", acentuando com um gesto a fragilidade do seu corpo. Não morreu de riso! No fim, trocou o riso pela tristeza de estar doente. Mas continuava a achar que a alegria é a coisa mais séria da vida.


Assim vai o Mundo...

terça-feira, agosto 18, 2009

O Mundo Humanitário...



Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do
Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo
os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração
da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF
Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth
Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa
de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que
vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água
potável.Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.

http://earth-water.org/

Assim vai o mundo...

segunda-feira, agosto 17, 2009

O mundo do desporto...

Absolutamente incrível...



Assim vai o mundo...

O mundo da música...

Peguem numa bela mulher da Guiné Equatorial, façam-na crescer no meio do flamenco e tem o que? Concha Buika, pois claro...



Assim vai o mundo...

sábado, agosto 15, 2009

quinta-feira, agosto 13, 2009

O mundo dos jornais...

José Manuel dos Santos, Sábado no Expresso...

"Férias

Levanta-se da cama e não sabe para onde dirigir o olhar. Nos dias em que o sol está mais limpo e mais quente, tem saudades do tempo em que costumava passar férias perto do mar. Não foi há muito, mas é como se fosse há muito. Agora, lembra a casa, a varanda vasta, as divisões com esteiras e móveis claros. Ouve a voz do dono, com quem acabava sempre por fazer um bom negócio: arrendava a casa, durante 15 dias, por um valor que, não sendo baixo, era suportável. Ambos ficavam contentes.

Agora, recorda a viagem, a alegria da chegada (já era noite), o desfazer das malas. Muito cansado, deitava-se. Dormia de um sono único, que acabava com o frio fino da madrugada a cair-lhe no corpo. Puxava o lençol para cima e voltava a dormir. Passadas duas horas, despertava, desta vez já sob o calor do sol nascido. Erguia-se e olhava o mar da janela. Parecia que tinha acordado num mundo novo.

Durante o ano, poupava dinheiro para as férias: aqueles 15 dias valiam-lhe os outros 350. Vê-se a descer a longa escada para a praia. Regressa ao mar e aos repetidos banhos de então. Parece que tem nas mãos os livros que levava para ler. História e biografias: gosta muito de Stefan Zweig (Maria Stuart, Erasmo de Roterdão, Fernão de Magalhães, Fouché, Maria Antonieta). E policiais: Conan Doyle, Agatha Christie, Simenon, Dashiell Hammett, Patricia Highsmith. Adora aquela mistura de crimes reais com crimes imaginários...

À hora do almoço, caminhava para o restaurante e comia peixe grelhado, fresquíssimo. Ele é doido por sardinhas e aproveitava - comia dúzias! Depois, ia a casa dormir a sesta. Ao fim da tarde, regressava à praia, que nessa altura é outra: mais serena, mais leve, mais livre. E os banhos de mar são mais lentos, demoram mais, descansam mais. Às vezes, à saída da água, sentia frio, e era preciso correr para se secar com a toalha.

Lembra tudo isso e recorda o amor dessas noites, o seu som secreto. Vive tudo, de novo: o corpo cobre-se de uma memória de prazer, os olhos acendem-se com o sol desses dias, os ouvidos escutam o barulho do mar enorme, as mãos sentem a areia que sacudiram. Tudo isso está nele, mas não está nele a alegria de tudo isso. Tudo isso é-lhe um paraíso perdido.

Há três anos, a vida começou a correr-lhe mal. No ano passado, piorou. A palavra 'crise' passou a ser-lhe tão próxima como o seu nome. Já não pôde arrendar a casa perto do mar. Nem qualquer outra. Este ano, passa as férias em Lisboa. Não sabe bem o que fazer nestes dias vazios. Às vezes, entra no carro e vai a uma praia da Linha. Outras, à Costa da Caparica. Mas vem de lá mais cansado do que foi. Por isso, promete não voltar. E, se volta, arrepende-se.

Há tardes em que sai de casa e passeia pela cidade. Para disfarçar a mágoa de não ir, para diminuir a humilhação de ficar, diz: "Afinal, Lisboa é fantástica em Agosto!" Olha a cidade como nunca a olhou. Vai ao Rossio, senta-se num banco, engraxa os sapatos. Vê o bazar de cores e de gestos, ouve falar português com muitas variações. Depois, desce a Rua Augusta, passa para a do Ouro, continua na da Prata e espreita os saldos. Faz contas, resiste à tentação. Um dia, cede e compra uma camisa barata, mas, mesmo assim, arrepende-se! Passa duas, três, quatro horas nisto.

Ao fim da tarde, volta ao Rossio, senta-se na esplanada de um café e olha à volta para se distrair - de si, das preocupações, do cansaço, da ansiedade.

Tem agora muito menos dinheiro do que já teve. Ao princípio, isso atacava-o como uma doença. Sentia-se mal, porque, para ele, o dinheiro servia sobretudo para comprar conforto e comodidade. Isso é o que mais aprecia, o que lhe faz mais falta. Agora, tenta habituar-se à escassez, à incerteza, à aflição. Pensa nos outros que as têm ainda maiores. Olha os pedintes, os cauteleiros, os vagabundos. Olha aqueles que vendem coisas aos turistas. E aqueles que passam encolhidos, envergonhados, tímidos. Sente-se irmão deles. Pensa no passado - ainda tão próximo e já tão distante. Não sabe se pode ter esperança. Olha os cartazes da política e divide-se entre a indiferença e a vontade de fazer uma revolução.

Tem saudades do mar à porta. De olhar, da janela, o vaivém das ondas e de se deixar ir nele. Era um privilégio que custará a repetir-se. Agora, anda pela cidade, como se andasse sobre um mar de pedra, baixo, duro, triste. O tempo pesa-lhe. Ao contrário daqueles 15 dias de praia, que passavam tão depressa, estes nunca mais passam. O sol da cidade é sujo e hostil. Ele tem saudades de sentir um sol limpo no corpo. Levanta-se da esplanada e anda com dificuldade, como se coxeasse. Vai para a paragem, espera, apanha um autocarro. Da janela, vê as pessoas que, como ele, ficaram na cidade, a andar, a vaguear. E parece-lhe que o mundo se tornou um outro mundo, aquele de onde até os fantasmas fogem."


Assim vai o mundo...

quarta-feira, agosto 12, 2009

O Mundo no Sudoeste...

O Sudoeste! Primeira vez! Muito bom! Brutal mesmo! Dizem-me que esteve menos gente que o costume, mas eu acho que estiveram as pessoas suficientes para haver um convivio fantástico.



Eu e dois amigos na maior tenda do acampamento. Um T3 com uma área abusiva! Toda a gente que passava comentava que parecia uma casa, um palácio, a mansão do Cristiano Ronaldo e até uma cidade! Em termos de dormir e comer estivemos muito bem instalados.



O espírito do festival é de amena cavaqueira. Toda a gente pega uns com os outros. Tirando alguns stresses desnecessários, é tudo muito zen, muito tranquilo! Como este talento perdido no meio do acampamento...



Nós chegamos no domingo, bem antes dos concertos e pudemos apreciar o lado mais social! Muito convívio, muita praia, muita loucura. Aproveito para vos mostrar como será o novo equipamento do FCP com o seu novo reforço...



Depois os concertos! Vamos por dias...

- Na Quarta-feira, David Guetta deu as boas-vindas aos festivaleiros com um grande set...

- Na Quinta-Feira, Buraka deu um concerto electrizante! Mais de 30000 pessoas vibraram ao som deles. Querem um exemplo?




No Palco Positive Vibes (mais do reggae) Anthony B deu um belo concerto. Aliás, vão reparar que falarei muito deste palco...

- Na Sexta, o dia que muitas pessoas tinham dúvidas. Pois bem, foi uma grandiosa noite. Carlinhos Brown deu um grande concerto e teve o azar de tocar muito cedo. Mas ele não sabe cantar mal.




A seguir o concerto poderoso de MadCon... Aqui com o tema mais conhecido...



A seguir, para mim, o concerto do Sudoeste! Muitas pessoas punham em dúvida Mariza. "Ouvir Fado no Sudoeste???" ou "Ela não vai conseguir puxar pelo público!" Pois bem, vejam e ouçam o crescendo da adesão do público até a apoteose brutal da versão de Skunk Anasie...











Deolinda entraram muito bem no espírito e deram um concerto muito alegre...



Shaggy foi fantástico no seu reggae contagiante...





E para terminar este dia a grande desilusão do Sudoeste para mim! Não escondo que Zero 7 era uma das bandas que mais queria ver. E fiquei de rastos! Aliás abandonei o concerto a meio. Muito pouco entusiasmantes e com poucos temas emblemáticos. Fica aqui um dos melhores momentos...



- No sábado, o dia Rock! Blind Zero muito seguros e é claro o muito saudado regresso dos Faith No More... Mike Patton é louco de pedra...





No palco reggae, os Mad Caddies e o filho de Bob Marley, Kymani Marley deram show...



- No último dia, Marcelo D2 num concerto muito bom...



Basement Jaxx foram aquilo que são sempre... Fabulosos e com mais de 40 temas num concerto incrível...



E o fim do Festival para mim com os legendários embaixadores do Reggae, os Third World! (a qualidade de imagens do concerto deles não era boa, por isso deixo só os temas)





E para o fecho a loucura dos Pow Pow Movement...



Foram dias memoráveis cheio de episódios que davam grandes estórias. Mas fiz um pacto com os amigos que "What happens in Sudoeste, stays in Sudoeste"!

Assim foi o Mundo...

segunda-feira, agosto 10, 2009

O mundo português...

Cheguei do Sudoeste, mas hoje o dia é dedicado a este senhor enorme de Portugal! Saber que ele partiu foi uma notícia tristíssima... Ele tinha o sorriso malandro mais doce do nosso país...



Assim perdeu o mundo...

sábado, agosto 01, 2009

O mundo privado...

Inicio hoje a viagem para sul que me levará ao festival do Sudoeste! Até daqui a 10 dias... Voltarei...

Assim vai o mundo...

quinta-feira, julho 30, 2009

O mundo dos jornais...

A crónica de José Manuel do Santos no Expresso de Sábado! Magnífico. Infelizmente o texto narra a sua experiência com o luto. Para ele continua a ir toda a minha simpatia...

"Luto

Agora, há um antes e um depois daquele dia. Mas, quando menos espera ou prevê, o tempo deixa de ser linear e torna-se circular. De repente, tudo regressa àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Talvez por isso, poucos dias após aquele dia, ele foi reler uma passagem de "Em Busca do Tempo Perdido": aquela em que, contando a morte da avó, Marcel narra verdadeiramente a morte da mãe de Proust. Diz como o seu rosto rejuvenesceu na hora em que a vida se ausentou dele. Dessas palavras tão frias como a morte que descrevem, ele fixa uma frase, a partir da qual começa a mudar a rota da sua dor: "A vida, ao retirar-se, acabava de levar as desilusões da vida. Parecia haver um sorriso poisado nos lábios da minha avó. Naquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, deitara-a com a aparência de uma menina." Depois de assim ter lido, regressa ao momento em que chegou ao hospital e lhe deram a notícia. E volta a ver a mãe inclinada para o lado direito (parecia que dormia) e o seu rosto apagado pela morte. Mas não estava mais jovem do que fora, porque antes não envelhecera muito. Nem as rugas lhe desapareceram, porque nunca as tivera. Talvez por isso, ele pensara sempre que a mãe era eterna.

Agora, todos os dias olha as fotografias. Tenta adivinhar as situações em que foram tiradas, procura despertar o instante ali fixado. Vê-a, ainda muito jovem, ao lado das amigas, numa praia, com os fatos-de-banho daquele tempo coberto. Noutra, está a passear, numa tarde em que a luz não consegue fugir dos olhos dela e do namorado. A seguir, demora-se a olhar as imagens do casamento - sabe que aquelas luvas brancas estão guardadas há 55 anos numa gaveta. E ouve a voz do pai a chamar: "Luísa!" Nesta fotografia, mal se reconhece: é um bebé de poucos meses, a olhar para ela, e ela a olhar para ele - e os tempos da vida estão ali todos contidos. Há uma em que está de mão dada com a irmã, entre os pais. Outras, não consegue afastá-las do olhar, assim quisesse agarrar o que lhe foge. E ouve a voz da mãe a dizer: "Fico sempre mal nas fotografias. Não gosto nada de me ver!" Finalmente, vê a sua última imagem, sentada no sofá onde costumava estar. Depois de a ver, dirige-se, sem pensar nisso, ao sofá e senta-se no braço, como quando lhe fazia festas. Agora, em vez dela, há ali a partida, o vazio, a ausência - e nos seus olhos surge um brilho triste e húmido.

Este luto tão terrível atirou-o contra si mesmo. Para ganhar alguma distância, pensa-se como se fosse outro ("Je est un autre"), um terceiro - 'ele' em vez de 'eu'. Relê, agora com proximidade, "Luto e Melancolia", o grande texto de Freud que um dia tinha lido com afastamento. Relê-o e parece que está à beira de um buraco. Depois, repara que, no monte de livros que tem para ler, está o "Journal de Deuil". Esse Diário permaneceu inédito durante anos e apenas foi publicado recentemente. Roland Barthes começou a escrevê-lo no dia seguinte ao da morte da mãe e foi arrastado por ela durante anos. Há poucos livros tão claustrofóbicos como este, tão insuportáveis, tão funestos. Somos cercados por um amor fechado, por uma dor que não desiste, que não tem intervalo, que não se solta. Ali há um veneno agudo, um desgosto que morde como um cão cruel.

Ele cola a sua dor à dor de Barthes e atravessa pela mão dele os longos dias do luto. Lê o Diário: primeiro, rapidamente; depois, lentamente, confirmando o que sentiu e pressentindo o que sentirá. Lê o Diário, assim como aquele a quem foi diagnosticada uma doença grave passa a ler tudo o que sobre essa doença consegue encontrar. Lê o Diário e fica suspenso daquela inteligência que quer analisar os signos da sua dor e os sintomas dos seus sentimentos. É subjugado por aquela vontade que insiste e prossegue mas que, às vezes, se desorienta, tal a borboleta que voa para a luz e fica cega, desnorteada, desmedida. Lê no Diário: "Sei agora que o meu luto será caótico." Prossegue: "Dia horrível. Cada vez mais infeliz. Choro." Continua: "A emoção passa, a tristeza fica." Lê mais: "Não dizer Luto. É psicanalítico de mais. Eu não estou de luto. Estou triste." Mas nos dias seguintes volta a falar de luto: "Luto: mal-estar, situação sem chantagem possível". Acorda a meio da noite para ler: "Eu não tenho desejo, mas necessidade de solidão." Lê mais: "Solidão - não ter ninguém em casa a quem poder dizer: Eu volto a tal hora..." Agora, fecha o livro, olha o vazio e regressa de novo, obsessivamente, àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Adormece. Pela primeira vez, depois da morte dela, sonha com a mãe."


Assim vai o mundo...

quarta-feira, julho 29, 2009

O mundo dos jornais...

Quartas é dia de crónica de Luis Fernando Veríssimo no Expresso...

"Reféns da escrita

No seu livro "Lessons of the Masters", George Steiner lembra que nem Sócrates nem Jesus Cristo, que ele chama de as duas figuras 'pivotais' da nossa civilização (de pivôs, como no basquete ou nos crimes passionais), deixou qualquer coisa escrita. São mestres cujas lições sobreviveram no relato de outros: Platão no caso de Sócrates e os evangelistas no caso de Jesus. Não existe nem evidência de que os dois soubessem escrever. A única, enigmática referência da Bíblia a um Cristo escritor está em João 8: 1-8, quando, indagado pelos fariseus sobre o destino da mulher flagrada em adultério, Jesus finge que não ouve e escreve algo no chão com o dedo - ninguém sabe o quê ou em que língua. Existe até uma velha piada, que Steiner cita, sobre um académico moderno comentando o currículo de Jesus: "Óptimo professor, mas não publicou."

O legado literário de Sócrates, via Platão, é em forma de mitos, o de Jesus em forma de parábolas. Dois meios de organização e transmissão oral de memória que a escrita diminui, transformando narrativa aberta em cânone e lição em dogma. Nos diálogos de Platão, o pensamento vivo de Sócrates já se coagulou em filosofia; nos textos bíblicos, a verdade poética de Cristo se petrificou em verdades sagradas, irrecorríveis. Mas o maior defeito da escrita seria o de ter sabotado a memória como guia, roubando a sua função civilizatória de 'mãe das musas'.

Durante muito tempo, os gregos desconfiaram da palavra escrita como a linguagem cifrada de um mundo obscuro que só levava à danação, diferente do que se aprende 'de cor', ou com a linguagem do coração. Homero, o inventor da literatura ocidental, era maior porque também nunca escrevera nada e suas estrofes inaugurais tinham sido transmitidas oralmente, de coração em coração. Mas isto pode ser outro mito. 'Omeros' em grego, descobri agora, quer dizer refém. Homero, como o primeiro escritor do nosso mundo, seria o primeiro prisioneiro da maldita palavra grafada.

Meu convívio forçado com o computador, sua conveniência, seus mistérios e seus perigos me faz pensar muito sobre a precariedade da palavra. Pois um pré-electrónico como eu está sempre na iminência de ver textos inteiros desaparecerem sem deixar vestígio na tela. O computador nos transforma todos em reféns sem fuga possível da palavra e pode acabar, num segundo, com um dia inteiro de trabalho da pobre musa dos cronistas em trânsito. Que, como se sabe, se chama Ritinha, é manicura e faz trabalho de musa como bico. Ao mesmo tempo, nos transformou na primeira geração na História que tem toda a memória do mundo ao alcance dos seus dedos.

O computador resgata a memória como mestre da História ou, ao contrário, nos exime de ter memória própria e decreta o domínio definitivo da escrita sobre quem a pratica? Sei lá. É melhor acabar aqui antes que este texto desapareça.

Inigualável
Da série "Poesia Numa Hora Dessas?!"

Ah, como fazes bem
a este coração que é pouco
e a esta dor que é sina.
Nada se iguala a ti,
diva dos meus sonhos,
alento da minha vida.
Salvo, talvez, a aspirina."


Assim vai o mundo...

O mundo do humor...

O puto está com uma oura...



Assim vai o mundo...

terça-feira, julho 28, 2009

O mundo dos filmes...

Al Pacino não sabe representar mal! Rene Russo também é sempre muito segura. Matthew McConaughey surpreende com uma bela interpretação. Baseado em factos reais "2 for the Money" é um bom filme...



Assim vai o mundo...

segunda-feira, julho 27, 2009

O mundo da música...

Mesmo não olhando à fantástica história de vida de Melody Gardot (teve um terrível acidente que quase a paralisou), a voz dela é maravilhosa! Apreciem...





Assim vai o mundo...

sábado, julho 25, 2009

O mundo do jornalismo...

Então é assim, nada me move contra o Benfica! Sou do FCP, e desde que não me pisem os calos, respeito todos os outros clubes. Desde há uns tempos que se notou que a televisão generalista do Benfica tinha deixado de ser a TVI para ser a SIC. Ainda mais agora que se falou numa possivel candidatura de José Eduardo Moniz (continuo a afirmar como portista que estava mais preocupado se ele ganhasse do que Vieira) e os jornalistas da TVI foram impedidos de entrar na conferencia de imprensa de Ramires. Ora num canal generalista, eu tenho de apelidar isto de mau jornalismo. Mas ainda há pior. Na apresentação do Benfica, transmitida pela SIC, tivemos um episódio lamentável e de tão mau gosto que até custa. Jorge Baptista (de quem não gosto há vários anos desde que disse que Vitor Baia nunca foi um bom guarda-redes mas sim um produto de marketing) mostra não conhecer um jogador muito conhecido e acima de tudo, extra futebol, faz comentários inacreditáveis sobre João Malheiro (até digo que não gosto nada dele) e sobre algumas adeptas do Benfica que quiseram abrilhantar a festa. É inenarrável.. Tenho muita pena que esse senhor se intitule jornalista e que ainda possa dizer tamanhas bacoradas! Mas façam o favor de ouvir...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, julho 24, 2009

O mundo das séries...

As séries que ando a seguir...



Um assassino que trabalha para a polícia... Os dilemas morais de quem tem de matar, mas só mata quem comete crimes... Fantástica...



Eureka é um lugar louco cheio de cientistas... O único que não é um crânio é o novo delegado de polícia... Seguimos as estórias dele...



Um Psiquiatra com tantos problemas como os seus pacientes.. Hank Azaria num grande papel...



Um Psiquiatra que usa as tácticas mais sui generis para curar os seus pacientes... A solução está sempre dentro de nós mesmos...

Assim vai o mundo...

quinta-feira, julho 23, 2009

O mundo dos filmes...

Nunca tinha visto este Sideways! Um filme calminho com um belo argumento e momentos de humor. Um filme onde Paul Giamatti mostra o belissimo actor que é...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, julho 22, 2009

O mundo dos jornais...

Quarta-feira, passa a ser dia da crónica de Luis Fernando Veríssimo no Expresso...

O filho do assobiador

No primeiro dia de aulas, cada aluno tinha de se levantar, em ordem alfabética, e dizer quem era. Como se chamava, se tinha irmãos, quem eram o seu pai e a sua mãe e o que o seu pai fazia. Naquele tempo, era raro a mãe fazer alguma coisa além de cuidar da casa. Só quem tinha profissão era o pai.
E o garoto disse a profissão do pai:
- Assobiador.
Foi uma gargalhada geral. A professora também riu. Depois disse:
- Não. Qual é a profissão do seu pai?
- Assobiador.
Mais gargalhadas. Foi quando o garoto descobriu que era diferente. Que o seu pai era diferente. Tinha uma profissão que nenhum outro pai tinha. Assobiador... Aquilo era profissão? A partir daquele dia, o Ademar, cujo pai era fiscal da Receita, passara a chamá-lo de Fiu Fiu.
Os pais dos outros tinham profissões normais. Nenhuma risível. E ele mesmo começou a desconfiar: o pai ganhava mesmo a vida como assobiador? Sabia que ele fazia shows, que se apresentava em programas de auditório do rádio, que às vezes ficava semanas fora de casa em excursões artísticas... Mas ganharia o suficiente para sustentar a família com aquilo, só com aquilo? Assobiando "Granada" e "Fascinação" e imitando passarinho?
O garoto perguntou ao pai se aquela era a sua única profissão. Assobiador. O pai disse que era. Que já trabalhara no comércio, mas como era um bom assobiador desde criança resolvera investir no seu dom. Não ganhava muito, mas dava, sim, para sustentar a família. Porquê?
- É que na escola riram de mim quando eu disse o que o senhor fazia.
O pai sorriu. Disse:
- Não é vergonha nenhuma ser filho de assobiador.
Mas, quando teve de responder de novo o que é que o seu pai fazia, o garoto disse:
- Médico.
Em outra ocasião:
- Advogado.
E começou a inventar profissões para o pai, variando de acordo com o interlocutor. Engenheiro. Contador. Dono de revendedora... Aos 18 anos, antes de levar a sua primeira namorada séria para conhecer os pais, ele avisou em casa:
- Papai, para todos os efeitos, o senhor é cirurgião dentista.
E quando, durante a visita da namorada, o pai perguntou se ela não queria ouvir a sua imitação de canário, ele pulou da cadeira e disse:
"Não!"
O pai participou de um programa de TV em cadeia nacional e foi uma sensação assobiando o "Bolero" de Ravel com acompanhamento de grande orquestra. Dias depois, ele encontrou na rua o seu ex-colega de escola Ademar, que exclamou:
- Fiu Fiu! Aquele na televisão não era o seu pai? Genial, cara! Genial!
E depois, como que lamentando a sua vida sem graça, disse:
- Pô, cara. Só posso imaginar como era ser filho de um assobiador, cara. Ter um assobiador em casa, um artista daqueles...
E então ele se lembrou de como, com 4 ou 5 anos, ficava ouvindo o pai assobiar. Sem saber que aquele era um pai diferente dos outros. Apenas maravilhado.


Assim vai o mundo...

terça-feira, julho 21, 2009

O Mundo...

Estava a dar em doido depois do meu pc estar para arranjar durante cinco dias! Tanta coisa para dizer. Fica para amanhã...

Assim vai o mundo...

quarta-feira, julho 15, 2009

O mundo dos filmes...

Last Word é um filme simples! O argumento é diferente porque a personagem é diferente. Deixo aqui uma pequena sinopse e o trailer...

An odd-but-gifted poet, Evan Merck (Wes Bentley, American Beauty) makes his living writing suicide notes for the soon-to-be departed. So when he meets Charlotte (Winona Ryder, Girl, Interrupted), the free-spirited sister of his latest client, Evan has no choice but to lie about his relationship to her late, lamented brother. Curiously attracted by his evasive charms, a smitten Charlotte begins her pursuit, forcing Evan to juggle an amorous new girlfriend, a sarcastic new client (Ray Romano, Everybody Loves Raymond) and an ever-increasing mountain of lies in this dark romantic comedy about a quirky young man who can't tell right from wrong.



Assim vai o mundo...

segunda-feira, julho 13, 2009

O mundo da TV...

O episódio de ontem de "Os Contemporaneos" foi fabuloso! Foram sketches e sketches de chorar a rir...













Assim vai o mundo...

sábado, julho 11, 2009

O mundo do humor...

Eu gosto muito do projecto "Amália Hoje", mas os Contemporâneos são geniais...



Assim vai o mundo...

sexta-feira, julho 10, 2009

O mundo dos filmes...

Vamos por partes! Estilisticamente Second Life é um bom filme. Os actores são todos competentes (se bem que em termos de interpretação apenas Piotr Adamczyk se destaca), os figurantes são conhecidos (Figo, Malato, Luis Filipe Borges, Rita Andrade, etc), a fotografia é boa, a música composta por Sasseti é magnifica. Mas peca longamente numa coisa: o argumento é terrivel! É uma salgalhada sem norte de onde se salva alguns bons aforismos. Quem me segue sabe que é raro eu dizer mal de um filme. E eu até recomendo que se veja, mas o fio do argumento dá tantas voltas que se embrulha...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, julho 08, 2009

terça-feira, julho 07, 2009

A verdadeira instituição literária Ana mostrou-me estes vídeos! Cada vez mais gosto do Lobo Antunes. Acho que ele anda a descobrir a humanidade dentro dele! Aqui o vemos na Feira de Livros de Paraty...







Assim vai o mundo...

segunda-feira, julho 06, 2009

O mundo dos filmes...

Mais um filminho... Uma mistura entre o K-Pax (onde Kevin Spacey era um extraterrestre) e Um Pai à Maneira (onde Adam Sandler tinha dificuldade em ser pai), este Martian Child é um filme engraçado, sobretudo porque o miúdo é super expressivo. Um filme para se ver numa tardinha feel good!



Assim vai o mundo...

domingo, julho 05, 2009

O mundo dos filmes...

Depois do choque do 11 de Setembro, a ira contra os taliban, o desastre da invasão ao Iraque, os EUA começaram a deparar-se com o drama dos soldados mortos. Este filme mostra-nos a chegada de um desses soldados ao território americano e o acompanhamento por um oficial. Kevin Bacon faz um trabalho notável ao representar o pesar e honra com que é feito esse serviço de acompanhamento!



Assim vai o mundo...

sexta-feira, julho 03, 2009

O mundo da bola...




Não é muito usual falar de futebol mas este senhor merece! Lucho Gonzalez despede-se do meu clube e dos relvados portugueses e deixará saudade. Um senhor a jogar à bola. Não é por acaso que chegou a capitão em pouco tempo. Porque instilava liderança. Terei saudades, porque os bons fazem sempre falta...

quinta-feira, julho 02, 2009

O mundo da política...

Estava eu tranquilo a assistir ao Debate da Nação do Parlamento, quando em directo vejo este gesto! Não é a gravidade do gesto cá fora. É o facto de ser feito por um ministro no órgão representativo dos portugueses. É por causa disto que acho que nas próximas legislativas se devia votar em branco ou nos partidos mais pequenos, para ver se vão para lá de facto os melhores representantes...



Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes..

Não é um filme fácil! "Felon" fala da violência nas prisões americanas. Uma interpretação muito forte do sempre esquecido Val Kilmer. A ver, mas não é fácil...



Smokin Aces é uma parada de estrelas disfarçada de policial! Mas, vá lá, o argumento está esgraçado e entretém...



Assim vai o mundo...

terça-feira, junho 30, 2009

O mundo dos filmes...

Filmes e mais filmes!

Comecemos pelo filme ontem do cinema! Transformers 2 é uma viagem à infância. Tiremos o bom desempenho do miudo e a Megan Fox. As estrelas do filme são mesmo os robots. Tem as melhores piadas e as melhores cenas de acção. E depois, nada como aquela voz de Optimus Prime...



Engraçado como esta bela interpretação de Nicholas Cage, em Weather Man, não foi publicitada. É um belo filme, com um belo argumento. E é claro, entra Michael Caine...



Para mim, Crash foi o filme de excelência no que toca a racismos! Mas este Crossing Over fala mais da temática da imigração. Um elenco de luxo, onde Harrison Ford se destaca, com prestações fantásticas. Recomendo vivamente...



Assim vai o mundo...

domingo, junho 28, 2009

O mundo do teatro...



Já assisti a várias peças de teatro na minha vida, mas ontem tive a honra e o prazer de assistir a uma peça monstruosa! Duas horas e uns pozinhos de texto e dois actores fabulosos: André Gago e Joaquim Nicolau. Se tiverem a hipótese de ver esta peça, não deixem a oportunidade de conhecer "A Gargalhada de Yorick"...

Uma deliciosa versão de Hamlet para dois actores – e uma caixa (um caixão?) – que conversam sobre Hamlet e sobre Harry Potter. A memória da peça de Shakespeare acaba por se apoderar deles, enquanto experimentam fazer pequenos trechos do enredo para um público imaginário que, afinal, está lá. E acabam por conversar com o público, reconstituindo a trama da tragédia de Shakespeare. O Espectro, o Actor,
Ofélia, Polónio, um Capitão/Cavalo, Horácio, Laertes e Hamlet são as várias personagens que desfilam nesta peça, a que não faltam as
máscaras da Commedia dell'Arte, e que tanto provoca lágrimas de riso como de compaixão...

A Gargalhada de Yorick; Concepção Geral e Encenação: André Gago;
Interpretação: André Gago e Joaquim Nicolau; Figurinos: Ana Borges e
André Gago; Desenho de Luz: Tiago Laires; Direcção Técnica: Marinel
Matos;

Assim vai o mundo...

O mundo da música...

Com dois dias de atraso, mas o tributo! Provavelmente iremos falar de como foi a morte e se podia ser evitada, mas acho que o importante é lembrar o como Michael Jackson revolucionou o mundo da música...







Assim vai o mundo...

quinta-feira, junho 25, 2009

O mundo dos famosos...

Duas mortes chocantes no mesmo dia! Primeiro Farrah Fawcett e agora Michael Jackson. O fim de dois mitos! Um da beleza rebelde e o outro o ícon da música americana. Amanhã volto a isto...

Assim vai o mundo...

O mundo dos jornais...

Bela reportagem na Tabu de Sábado sobre Vilcabamba, localidade no interior do Equador, onde em média os habitantes vivem 100 anos. Não se sabe se é da água, clima ou que seja! Sabe-se que eles fumam, bebem, fazem mil e uma tropelias e ainda assim vivem uma carrada de anos. De tal forma que começam a ir viver para lá pessoas na busca do elixir da eterna juventude! Mas tenho dúvidas que não seja algo dentro das pessoas.

Ainda na Tabu, sortuda da Raquel Carrilho que pode acompanhar mais um jogo das estrelas organizado pelo Luis Figo e que contou com a presença de famosos da bola e da música.. Quando o futebol está ao serviço de boas causas, ainda fica mais belo..

Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

"3:10 to Yuma", um filme que me tinha passado por completo nos cinemas! Um bom argumento com as belas interpretações de Russel Crowe e Christian Bale! Acima de tudo uma lição de honestidade...



Assim vai o mundo...

quarta-feira, junho 24, 2009

O mundo da música...

Gosto de Sting e dos Police! Trago aqui mais uma música. Sting, ou seja Gordon Summers, foi professor de Inglês! E dizem que este "Don't stand so close to me" foi inspirado na paixão de uma aluna por si e do desconforto que ele sentiu...



Assim vai o mundo...

terça-feira, junho 23, 2009

O mundo da pintura...



Sempre afirmei que Magritte é o meu pintor favorito (e este Son of Man o meu quadro)e quanto mais conheço a sua vida, mais gosto. Vejam este texto de Nuno Crato (no Expresso de 13 de Junho de 2009)...

ABRIU A SEMANA passada em Bruxelas o novo Museu Magritte. Ocupa todo um edifício na Praça Real, mesmo ao lado dos outros grandes museus de arte. Na inauguração, o largo ficou em festa. Tocou-se, dançou-se e foram distribuídos chapéus de coco. Retiraram-se panos pintados que envolviam o próprio edifício. Para Magritte, tudo se justifica. Trata-se, afinal, de um dos maiores artistas belgas e a inauguração do museu tinha de fazer jus ao seu gosto pelo surpreendente e pelo absurdo. Estima-se que o novo espaço atraia meio milhão de visitantes por ano.

René Magritte nasceu em Lessines, na Valónia, em 1898. Estudou em Bruxelas e trabalhou em várias etapas da sua vida como gráfico e como publicitário. Desenhou cartazes e folhetos, fez aquilo a que chamou «trabalhos idiotas» — o certo é que a sua pintura revela os traços limpos e as superfícies homogéneas da publicidade. Aderiu aos movimentos modernos, teve tentações cubistas e foi seduzido pelo trabalho de Giorgio de Chirico. Foi um dos fundadores do grupo surrealista belga. Aderiu ao Partido Comunista depois da Segunda Grande Guerra, mas veio-se a afastar das doutrinas do realismo socialista e dos dogmas artísticos de Estaline e de Jdanov.

Magritte é um surrealista especial: pensado, intencional e preocupado em transmitir nas suas obras um sentido de absurdo muito próprio do século. Quando em 1928 e 1929 pintou um cachimbo e escreveu na própria pintura «Ceci n’est pas une pipe» (Isto não é um cachimbo), e quando em 1952 o repetiu e escreveu «Ceci continue de ne pas être une pipe» (Isto continua a não ser um cachimbo), foi acolhido como um pintor profundo, que reflectia os paradoxos entretanto descobertos nos fundamentos da lógica e da matemática.

Como em quase tudo, podem-se encontrar origens nos gregos. O célebre paradoxo do mentiroso, o homem que diz «eu minto», é o protótipo da contradição auto-referencial. Se o homem mentir, então está a falar verdade; se estiver a falar verdade, então é mentiroso.

O primeiro registo de uma contradição deste tipo encontra-se em Eubúlides, um filósofo que viveu no século IV a.C. e que criou várias antinomias célebres, algumas delas ainda hoje debatidas sem se chegar a um consenso. A importância dos paradoxos está em que revelam falhas de raciocínio e obrigam a repensar os fundamentos da lógica que tomamos como óbvia. O lógico Raymond Smullyan escreveu em 1980 um livro a que deu o título «Este Livro Não Precisa de Título». Experimente o leitor pedir essa obra numa livraria.

Nos anos 1930, quando Magritte começava a ser um pintor conhecido, Kurt Goedel provocou uma revolução nos fundamentos da lógica matemática explorando esse tipo de auto-referências. Os seus resultados foram depois muito explorados e abusados para questionar os fundamentos da ciência. Uma boa resenha do seu trabalho acabou de aparecer em tradução portuguesa com o título «Incompletude». É um trabalho de Rebecca Goldstein, em edição da Gradiva.
Alguns surrealistas, muitos críticos de arte e, sobretudo, pensadores pós-modernos posteriores, tentaram ver nas novas correntes artísticas a tradução directa dos conceitos da ciência moderna.
Magritte, contudo, é muito mais directo e simples. «Como as pessoas me criticaram pelo famoso cachimbo! E, no entanto, como poderiam enchê-lo de tabaco? De forma alguma; é só uma representação, não será? Por isso, se tivesse escrito no meu quadro ‘Isto é um cachimbo’, estaria a mentir».

Assim vai o mundo...

segunda-feira, junho 22, 2009

O mundo do teatro...



Ontem à noite, mais uma peça de teatro! E que agradável surpresa... Um texto de Clarice Lispector e um um trabalho corporal brutal. Fica aqui a ficha técnica e sinopse. Maravilhoso!

“Se eu fosse eu…”
pela Cia Simples de Teatro, Companhia Brasileira, a partir do livro de Clarice Lispector
Interpretação: Daniela Duarte; Flavia Melman; Luciana Paes de Barros; Otávio Dantas.


A peça expõe a iniciação de uma mulher (Lóri), na busca de si mesma. Enfrentando-se e questionando a sua própria natureza, ela descobre que a experiência maior de sua vida será o encontro com o outro (Ulisses), descobrindo o amor. Seguindo o mapa da aprendizagem sugerida por Clarice, a companhia mergulhou em sua própria trajectória desaguando assim, num espectáculo que contém, como a vida, um fluxo não linear.
São narrativas fragmentadas. Ora os “actores / personagens” são inconscientes, ora despertam para a consciência de sua própria existência. “Se eu fosse eu...” é estruturada por cenas previamente ensaiadas e células improvisacionais. Assim, um novo espectáculo é formado a cada apresentação. A peça não se fecha numa única linha narrativa pois entendemos que o espectador completa a trama com sua própria história. Parafraseando Clarice, “nosso porto de chegada são os outros”.


Assim vai o mundo...

O mundo dos filmes...

Dois filmes de uma vez...

Primeiro, Lady in the Water! M. Night Shyamalan é um fora de série. Pode-se gostar ou não, mas não se pode negar que está a criar um percurso muito seu, muito identificável. Este filme segue esse percurso! Baseado no fantástico mas com uma mensagem subliminar.



E, The Bucket List! Dois grandiosos actores, Morgan Freeman e Jack Nicholson mostram-nos o que fariam se soubessem a data da sua morte. Uma pista: envolve uma lista bem louca!



Assim vai o mundo...

quinta-feira, junho 18, 2009

O mundo da música...

Ainda a propósito de Chico Buarque, ficam aqui "Beatriz" com Chico e Edu Lobo...



.. e "O Velho Francisco" cantado por Monica Salmaso...



Assim vai o mundo...

O mundo das notícias...

O piloto até pode morrer que o avião aterra...

Voo 61 da Continental Airlines, que fazia a ligação entre Bruxelas e Newark, nos Estados Unidos, declarou situação de emergência na sequência da morte do piloto durante o percurso. Seguiam 247 passageiros a bordo.
O aparelho da Continental Airlines - um Boeing 777 - aterrou em segurança no aeroporto internacional Newark Liberty, cerca das 12:00 (17:00 em Lisboa), depois do piloto ter falecido durante o voo.
“Foi indicado que o comandante do voo morreu”, referiu um porta-voz da FAA (Administração Federal de Aviação) à agência BNO News e à agência Reuters, acrescentando que foi dada prioridade à aterragem do aparelho assim que foi recebido o alerta.
Em declarações ao “The New York Times”, Arlene Salac, porta-voz da FAA, garantiu que o co-piloto e outro piloto que assumiram o comando do aparelho estavam “perfeitamente qualificados para o fazer”.
A causa da morte do piloto não foi esclarecida mas ter-se-á devido "a causas naturais", acrescentou a porta-voz da FAA.
O piloto tinha 61 anos, residia em Newark e contava 21 anos de serviço na Continental Airlines.
As autoridades norte-americanas receberam a notificação desta situação de emergência às 10:30 (15:30 em LIsboa).
in JN

Assim vai o mundo...

O mundo dos livros...

Sabendo que o grade Chico Buarque ia publicar o quarto romance (Leite Derramado), li o seu Budapeste hoje, de uma assentada só! Devorei as suas páginas seguindo as aventuras de José Costa. Adorei a personagem, apesar de por vezes ela me irritar! Fiquei surpreso com a qualidade da escrita de Chico, mas depois pensei, o homem faz tudo bem, por isso é normal que escreva...

Assim vai o mundo...

terça-feira, junho 16, 2009

O mundo do teatro..

Acabei de assistir à peça "Ceia dos Cardeais" na Casa das Artes de Famalicão. Deixo-vos aqui a sinopse pelo encenador:

Dramaturgia e Encenação: Gil Filipe
Iluminação: César Gonçalves
Interpretação: Hélder Melo, Romeu Pereira e Simão Barros
“A Ceia dos Cardeais” deve ser a peça de teatro portuguesa mais editada e representada internacionalmente.
E percebe-se porquê!
Porque humaniza com muita graça três cardeais que estamos habituados a ver muito acima das palpitações de amor e outras tentações plebeias. São três cardeais que cometem quase todos os pecados, sendo a gula o principal.
Era uma vez, um francês, um espanhol e um português. O espanhol é um fanfarrão, o francês é um peneirento e o português… bom, o português é O Português. O espanhol e o francês querem discutir, o português quer comer e beber. Comem e bebem. Começam em confidências, falam de paixão. Quem foi que amou mais? Quem Foi? Quem foi que ganhou? Quem foi? Para ver nesta “Ceia de Cardeais”
PS. Acrescentamos a esta ceia de Júlio Dantas umas “coisas” do Manifesta anti-dantas de Almada Negreiros. Não foi por nada… foi só para… Vão ver.
Gil Filipe


Gostei muito da peça, num texto que é interessante e rico. A escolha de cruzar o texto original com o manifesto anti-Dantas é curiosa! Uma nota final para o público difícil. A Camara decidiu oferecer bilhetes a dois lares de idosos! O grupo é barulhento e manda bocas. A iniciativa é salutar mas ainda temos de educar o nosso público...

Assim vai o mundo...

O mundo da política..

Acredito que quando os elogios são pouco expectáveis mostram ser sinceros! Sou um homem de centro e se tivesse que cair para algum lado era para a esquerda, mas Paulo Portas merece o meu elogio! Dado como morto politicamente vezes sem conta, tem conseguido reinventar-se e fazer com que o CDS sobreviva muito à custa dele. A entrevista feita pela Unica de Sábado mostra o lado mais humano de um politico sobre o qual tanto se diz que é um tio de Lisboa como o Paulinho das Feiras. Leiam e descubram um pouco melhor esse homem que ainda não perdeu o sonho de ser pai...

Assim vai o mundo...

quinta-feira, junho 11, 2009

O mundo dos filmes...

Três filmes vistos de uma vez!

Primeiro Good! Um filme sobre um alemão que se vê envolvido no nazismo. Um filme que mostra como alguns alemães não entenderam o perigo do regime de Hitler, até este lhes ter passado por cima. Vigo Mortensen muito bem..



Depois, Amazing Grace! Belíssimo filme sobre a guerra dos abolicionistas no Parlamento Inglês. Um filme de política mas acima de tudo de direitos humanos...



Finalmente, Deception! Filme que juntou Hugh Jackman e Ewan McGregor. Um thriller interessante com algum suspense. Tenho pena que uma bela ideia (um clube de sexo diferente) falada no filme se tenha perdido a meio.



Assim vai o mundo...