quinta-feira, julho 21, 2005
quarta-feira, julho 20, 2005
terça-feira, julho 19, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
Férias...
Dois anos sem férias a que possa chamar férias... Também mereço... Vou fazer o chamado camping e estar em contacto com a natureza!
Como é normal não vai haver net por lá por isso deixo desde já uns belos posts com as melhores fotos de 2004...
Agora vou fazer o saco e dormir porque amanhã a partida é cedo...
Assim vai o (meu) mundo...
Como é normal não vai haver net por lá por isso deixo desde já uns belos posts com as melhores fotos de 2004...
Agora vou fazer o saco e dormir porque amanhã a partida é cedo...
Assim vai o (meu) mundo...
domingo, julho 17, 2005
"Nambuangongo meu amor"
Em Nambuangongo tu não viste nada
não viste nada nesse dia longo longo
a cabeça cortada
e a flor bombardeada
não tu não viste nada em Nambuangongo
Falavas de Hiroxima tu que nunca viste
em cada homem um morto que não morre.
Sim nós sabemos Hiroxima é triste
mas ouve em Nambuangongo existe
em cada homem um rio que não corre.
Em Nambuangongo o tempo cabe num minuto
em Nambuangongo a gente lembra a gente esquece
em Nambuangongo olhei a morte e fiquei nu.
Tu não sabes mas eu digo-te: dói muito.
Em Nambuangongo há gente que apodrece.
Em Nambuangongo a gente pensa que não volta
cada carta é um adeus em cada carta se morre
cada carta é um silêncio e uma revolta.
Em Lisboa na mesma isto é a vida corre.
E em Nambuangongo a gente pensa que não volta.
É justo que me fales de Hiroxima.
Porém tu nada sabes deste tempo longo longo
tempo exactamente em cima do nosso tempo.
Ai tempo onde a palavra vida rima
com a palavra morte em Nambuangongo.
Manuel Alegre
Em Nambuangongo tu não viste nada
não viste nada nesse dia longo longo
a cabeça cortada
e a flor bombardeada
não tu não viste nada em Nambuangongo
Falavas de Hiroxima tu que nunca viste
em cada homem um morto que não morre.
Sim nós sabemos Hiroxima é triste
mas ouve em Nambuangongo existe
em cada homem um rio que não corre.
Em Nambuangongo o tempo cabe num minuto
em Nambuangongo a gente lembra a gente esquece
em Nambuangongo olhei a morte e fiquei nu.
Tu não sabes mas eu digo-te: dói muito.
Em Nambuangongo há gente que apodrece.
Em Nambuangongo a gente pensa que não volta
cada carta é um adeus em cada carta se morre
cada carta é um silêncio e uma revolta.
Em Lisboa na mesma isto é a vida corre.
E em Nambuangongo a gente pensa que não volta.
É justo que me fales de Hiroxima.
Porém tu nada sabes deste tempo longo longo
tempo exactamente em cima do nosso tempo.
Ai tempo onde a palavra vida rima
com a palavra morte em Nambuangongo.
Manuel Alegre
sábado, julho 16, 2005
Noitadas...
Adoro noitadas... Mesmo que seja apenas a jogar playstation com os amigos... Claro que por esta altura devem estar a pensar que sou um inútil mas por vezes gosto de variar entre uma saída com uma estada em casa com amigos... Mesmo que seja a fazer algo inútil!
Devo dizer que esta noite se transformou em madrugada e depois em manhã e já os pássaros cantavam quando sairam de minha casa...
O sono a seguir foi mais que muito mas vale sempre a pena passar uma noite com os amigos....
Assim vai o (meu) mundo...
Devo dizer que esta noite se transformou em madrugada e depois em manhã e já os pássaros cantavam quando sairam de minha casa...
O sono a seguir foi mais que muito mas vale sempre a pena passar uma noite com os amigos....
Assim vai o (meu) mundo...
quinta-feira, julho 14, 2005
O fim de um ciclo...
Quando terminei o meu percurso académico ainda não tinha este blog mas agora que o meu melhor amigo terminou relembrei tudo...
É o fim de um ciclo importante na nossa vida! Acabamos a nossa vida de estudante e começamos a procurar a dura vida de labuta diária... É o fim das borgas, das baldas, das loucuras, das bebedeiras, das directas, etc... É quando acaba tudo que se possa relacionar com adolescência e começa a vida adulta!
Passei por muita coisa nos 4 anos que dediquei ao curso... Vivi tres anos numa cidade diferente e um ano num país diferente! Foi preciso crescer muito, com muitas cabeçadas, para ser o que sou hoje.
Por contingências é verdade que ainda não comecei a trabalhar mas chegará a altura e aí acabará definitivamente a vida boa...
Para ele, que se formou em Arquitectura, espero que tenha tudo de bom... Sei que ele será um óptimo arquitecto e espero que ele faça as minhas casas...
Assim vai o (meu) mundo...
É o fim de um ciclo importante na nossa vida! Acabamos a nossa vida de estudante e começamos a procurar a dura vida de labuta diária... É o fim das borgas, das baldas, das loucuras, das bebedeiras, das directas, etc... É quando acaba tudo que se possa relacionar com adolescência e começa a vida adulta!
Passei por muita coisa nos 4 anos que dediquei ao curso... Vivi tres anos numa cidade diferente e um ano num país diferente! Foi preciso crescer muito, com muitas cabeçadas, para ser o que sou hoje.
Por contingências é verdade que ainda não comecei a trabalhar mas chegará a altura e aí acabará definitivamente a vida boa...
Para ele, que se formou em Arquitectura, espero que tenha tudo de bom... Sei que ele será um óptimo arquitecto e espero que ele faça as minhas casas...
Assim vai o (meu) mundo...
segunda-feira, julho 11, 2005
Estranho no próprio corpo...
Já tinha saudades de ler um livro de assentada! Aconteceu numa tarde e o livro "O Estrangeiro" de Camus...
Foi um livro que me surpreendeu. Camus tem uma escrita escorreita, não se alongando em descrições geográficas mas preferindo que certas passagens definam as personagens... Pouco a pouco começamos a saber como é Mersault, um estrangeiro em Argel.
Apesar da sua condição geográfica, vamos percebendo rapidamente que, mais do que qualquer coisa, ele é um estrangeiro dentro de si próprio. Indiferente, incapaz de amar e, talvez até, sofrer. Nada parece valer a pena o esforço de viver e depois de um homicídio a sua alienação é total...
Todos nós temos algo de Mersault, todos nós temos momentos de anestesia, de apatia que nos parecem arrastar para uma indiferença movediça! Cabe a cada um de nós lutar contra isso e sentirmo-nos sempre em casa, dentro de nós mesmos....
Assim vai o mundo...
Foi um livro que me surpreendeu. Camus tem uma escrita escorreita, não se alongando em descrições geográficas mas preferindo que certas passagens definam as personagens... Pouco a pouco começamos a saber como é Mersault, um estrangeiro em Argel.
Apesar da sua condição geográfica, vamos percebendo rapidamente que, mais do que qualquer coisa, ele é um estrangeiro dentro de si próprio. Indiferente, incapaz de amar e, talvez até, sofrer. Nada parece valer a pena o esforço de viver e depois de um homicídio a sua alienação é total...
Todos nós temos algo de Mersault, todos nós temos momentos de anestesia, de apatia que nos parecem arrastar para uma indiferença movediça! Cabe a cada um de nós lutar contra isso e sentirmo-nos sempre em casa, dentro de nós mesmos....
Assim vai o mundo...
domingo, julho 10, 2005
O meu lado masoquista...
Como referi antes, por estes dias ando a contas com uma mazela... Cheguei hoje à conclusão, apesar de já ter esta impressão há muito, que gosto muito de fazer fisioterapia... Não me importo de me submeter aos choques eléctricos, gelo e massagens. Apesar da dor física, que suporto bem, gosto de toda a parafernália de objectos e pessoas que procuram fazer-nos melhorar...
Tenho muita sorte que na clínica a que vou, estão óptimos profissionais que me querem em forma o mais rápido possível. Costumo dizer que sou um péssimo queixoso, porque demoro a queixar-me, mas um óptimo doente porque cumpro tratamentos à risca. Procuro aguentar a dor para que seja mais rápida a recuperação! Por isso digo que tenho algo de masoquista, mas é para ficar melhor mais depressa...
É claro que não gosto de me aleijar, mas adoro recuperações...
Assim vai o (meu) mundo...
Tenho muita sorte que na clínica a que vou, estão óptimos profissionais que me querem em forma o mais rápido possível. Costumo dizer que sou um péssimo queixoso, porque demoro a queixar-me, mas um óptimo doente porque cumpro tratamentos à risca. Procuro aguentar a dor para que seja mais rápida a recuperação! Por isso digo que tenho algo de masoquista, mas é para ficar melhor mais depressa...
É claro que não gosto de me aleijar, mas adoro recuperações...
Assim vai o (meu) mundo...
Partidas...
Creio que um funeral, mais do que um rito, é um momento único! Aparte do sentimento de perda que falarei noutra ocasião, este momento tem uma belezar singular que raramente é analisada. Quantas vezes não desejamos juntar todos os nossos amigos e conhecidos? E quantas vezes não desejamos ouvir o que estas pessoas pensam em nós? Pois bem, o único momento é o nosso funeral... O pior é mesmo o facto de já não estarmos presentes para presenciar e agradecer! E ficamos com a terrível sensação que deveríamos ter feito isto em vida...
Obviamente, só posso fazer suposições sobre isto. No entanto, já existiram pessoas ou personagens que fingiram a sua morte. Dou um exemplo fictício: Tom Sawyer! Com uma ingenuidade infantil, ele enfrentou o próprio funeral. Ao fazer isto quebrou uma regra de ouro: ninguém pode assistir ao próprio funeral. Como consequência, açoites da tia! Podia ser pior...
Estamos perante uma situação única, com uma beleza estranha mas enorme. Só na perda última é que descobrimos os sentimentos últimos...
Assim vai o mundo...
Obviamente, só posso fazer suposições sobre isto. No entanto, já existiram pessoas ou personagens que fingiram a sua morte. Dou um exemplo fictício: Tom Sawyer! Com uma ingenuidade infantil, ele enfrentou o próprio funeral. Ao fazer isto quebrou uma regra de ouro: ninguém pode assistir ao próprio funeral. Como consequência, açoites da tia! Podia ser pior...
Estamos perante uma situação única, com uma beleza estranha mas enorme. Só na perda última é que descobrimos os sentimentos últimos...
Assim vai o mundo...
sábado, julho 09, 2005
Um poeta maldito...
"Vigílias"
Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador.
Al Berto
Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador.
Al Berto
quinta-feira, julho 07, 2005
O terror voltou
Voltou a mais cobarde das lutas armadas... Durante muitos anos o terrorismo foi usado por pequenos grupos, com poucos meios e geralmente com uma causa mais ou menos fundamentada! Digo mais ou menos porque nada justifica um tipo de luta que além dos prejuízos materiais, ceifa vidas inocentes...
Desta vez a vítima foi Londres! Digo que a vítima foi uma cidade porque isto afecta todos os habitantes de uma cidade. Perguntem a qualquer nova-iorquino ou madrilenho o que é viver depois de um atentado e verão como ninguém fica indiferente... Apesar de todos os avisos e previsões, Londres é provavelmente a cidade europeia mais vigiada, os terroristas arranjaram maneira de atacar o centro da capital inglesa. Atacaram o metro londrino, por onde passam diariamente 3 milhões de pessoas. Mais uma vez a mestria do golpe denuncia inteligência e arrojo surpreendente!
O balanço de mortos é ainda vago, mas mesmo que só tenham morrido 50 pessoas, são pessoas que morreram não por um ideal mas por imbecilidade...
Assim vai o mundo...
Desta vez a vítima foi Londres! Digo que a vítima foi uma cidade porque isto afecta todos os habitantes de uma cidade. Perguntem a qualquer nova-iorquino ou madrilenho o que é viver depois de um atentado e verão como ninguém fica indiferente... Apesar de todos os avisos e previsões, Londres é provavelmente a cidade europeia mais vigiada, os terroristas arranjaram maneira de atacar o centro da capital inglesa. Atacaram o metro londrino, por onde passam diariamente 3 milhões de pessoas. Mais uma vez a mestria do golpe denuncia inteligência e arrojo surpreendente!
O balanço de mortos é ainda vago, mas mesmo que só tenham morrido 50 pessoas, são pessoas que morreram não por um ideal mas por imbecilidade...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 06, 2005
Contingências...
Apesar de praticar desporto todas as semanas, já não tinha uma lesão há cinco anos. Durante anos, tinha quase sempre uma lesão por ano, mas nestes últimos tempos mantive-me afastado de enfermidades!
Pois be, não há bem que sempre dure... O tornozelo deu de si e o entorse aconteceu! Apesar de estar a usar todas as protecções possíveis, a lesão encontrou um caminho e tramou-me a vida. Agora é gelo e esperar que não seja grave! Mas pelas dores até chegar a casa e subir as escadas não me parece que seja leve. Logo agora que o Verão está aí!
Ah, como aconteceu? A bola é um vício que não consigo largar e quando estou a perder a vontade de lutar é maior que a racionalidade dos movimentos...
Assim vai o (meu) mundo...
Pois be, não há bem que sempre dure... O tornozelo deu de si e o entorse aconteceu! Apesar de estar a usar todas as protecções possíveis, a lesão encontrou um caminho e tramou-me a vida. Agora é gelo e esperar que não seja grave! Mas pelas dores até chegar a casa e subir as escadas não me parece que seja leve. Logo agora que o Verão está aí!
Ah, como aconteceu? A bola é um vício que não consigo largar e quando estou a perder a vontade de lutar é maior que a racionalidade dos movimentos...
Assim vai o (meu) mundo...
terça-feira, julho 05, 2005
Nada como o fim de um livro...
Certo livro já me acompanhava há alguns meses... Não por falta de tempo e certamente não por falta de qualidade mas porque fui intercalando com outras obras! Mas, há uns dias, peguei nele de uma assentada, li a metade final do livro...
Falo de "Amar nos tempos de cólera" do grande Gabo... Apesar de ter gostado mais, ou melhor me ter prendido mais, do "Cem anos de solidão", a escrita fantástica de Marquez não me deixa indiferente. As primeiras páginas da narrativa não são fáceis e são-nos apenas dadas peças dispersas de um puzzle complexo. Mas como sempre na escrita do colombiano tudo se junta como que por magia...
É um romance com belas descrições mas sobretudo com personagens que nos obrigam a pensar, Dámos por nós a sofrer com Florentino Aríza e o envelhecer vagaroso mas seguro de Fermína Daza! Uma bela história de amor interrompida durante quase 60 anos...
Assim vai o mundo...
Falo de "Amar nos tempos de cólera" do grande Gabo... Apesar de ter gostado mais, ou melhor me ter prendido mais, do "Cem anos de solidão", a escrita fantástica de Marquez não me deixa indiferente. As primeiras páginas da narrativa não são fáceis e são-nos apenas dadas peças dispersas de um puzzle complexo. Mas como sempre na escrita do colombiano tudo se junta como que por magia...
É um romance com belas descrições mas sobretudo com personagens que nos obrigam a pensar, Dámos por nós a sofrer com Florentino Aríza e o envelhecer vagaroso mas seguro de Fermína Daza! Uma bela história de amor interrompida durante quase 60 anos...
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 04, 2005
O país do passeio...
Portugal é um país onde o sight-seeing é um desporto nacional. O fim de semana, sobretudo o domingo, é usado para passear com a família. Nada teria a dizer, não fosse um pequeno pormaior: estamos em Portugal!
Parece que todos os domingos, só existem os mesmos lugares. Assim, temos filas intermináveis de automóveis que congestionam o trânsito... O que é que isto provoca? Aqueles que queriam passear, acabam por passar a tarde dentro do carro e, quanto muito, conhecer as paisagens à beira-estrada... Aqueles que realmente queriam utilizar a estrada para aquilo que ela serve, ou seja ir de um local para o outro, desesperam porque uma viagem de poucos km transforma-se num martírio...
Nada disto é possível alterar porque penso que existe uma falta de funcionalidade intrínseca à nossa maneira de ser. A forma vagarosa como vivemos, comparativamente com os povos do Norte da Europa e mesmo do Norte de Itália, atinge o extremo quando não estamos a trabalhar... Utilizamos as estradas não como forma deir de A para B mas para passear devagar de modo a ver as vistas. Ainda por cima, a maior parte das vezes procura-se os mesmos sítios em vez de conhecer coisas novas. Depois dámos por nós a dizer que não conhecemos o nosso país... Pudera! Não o procuramos conhecer...
Concluindo, não usamos o fim de semana para descansar, a principal razão dele existir, e não o usamos para conhecer coisas novas, culturalmente a opção melhor...
Assim vai o mundo...
Parece que todos os domingos, só existem os mesmos lugares. Assim, temos filas intermináveis de automóveis que congestionam o trânsito... O que é que isto provoca? Aqueles que queriam passear, acabam por passar a tarde dentro do carro e, quanto muito, conhecer as paisagens à beira-estrada... Aqueles que realmente queriam utilizar a estrada para aquilo que ela serve, ou seja ir de um local para o outro, desesperam porque uma viagem de poucos km transforma-se num martírio...
Nada disto é possível alterar porque penso que existe uma falta de funcionalidade intrínseca à nossa maneira de ser. A forma vagarosa como vivemos, comparativamente com os povos do Norte da Europa e mesmo do Norte de Itália, atinge o extremo quando não estamos a trabalhar... Utilizamos as estradas não como forma deir de A para B mas para passear devagar de modo a ver as vistas. Ainda por cima, a maior parte das vezes procura-se os mesmos sítios em vez de conhecer coisas novas. Depois dámos por nós a dizer que não conhecemos o nosso país... Pudera! Não o procuramos conhecer...
Concluindo, não usamos o fim de semana para descansar, a principal razão dele existir, e não o usamos para conhecer coisas novas, culturalmente a opção melhor...
Assim vai o mundo...
domingo, julho 03, 2005
Portugal e o sexo..
Estando eu por Lisboa, decidi marcar presença no evento que tantos portugueses arrastou para o Parque das Nações: a Feira Erótica!
Só quem não conhece os portugueses é que poderá não entender como é que as expectativas foram largamente superadas! A presença de 30000 pessoas (mais convidados), e com 30% de público feminino, é normal no 1º evento público e publicitado de sexo em Portugal.
A feira era composta por vários stands de sex-shops, algumas casas de strip, pequenos cinemas contínuos, etc... Mas a grande atracção era o palco principal onde algumas actrizes famosas interagiam com o público... Deu para ver que em Portugal já há alguma mentalidade aberta...
Este evento, sendo o primeiro, creio ter sido positivo e já foi marcada a segunda edição para o próximo ano. Desde que haja bom gosto, acho bem que esta indústria deixe de estar encapotada...
Assim vai o mundo...
Só quem não conhece os portugueses é que poderá não entender como é que as expectativas foram largamente superadas! A presença de 30000 pessoas (mais convidados), e com 30% de público feminino, é normal no 1º evento público e publicitado de sexo em Portugal.
A feira era composta por vários stands de sex-shops, algumas casas de strip, pequenos cinemas contínuos, etc... Mas a grande atracção era o palco principal onde algumas actrizes famosas interagiam com o público... Deu para ver que em Portugal já há alguma mentalidade aberta...
Este evento, sendo o primeiro, creio ter sido positivo e já foi marcada a segunda edição para o próximo ano. Desde que haja bom gosto, acho bem que esta indústria deixe de estar encapotada...
Assim vai o mundo...
sábado, julho 02, 2005
Solidariedade é todos os dias...
Duas décadas depois do evento Live Aid, Bob Geldof achou que estava na altura de mais uma chamada de atenção para o problema que é África! A reunião da próxima semana do G-8 foi a razão final para que inúmeros artistas (musicais e não só) se juntassem em 8 cidades diferentes e alertar os líderes mundiais para o quanto falta fazer no continente negro...
Ao longo dos artigos aqui escritos já demonstrei o quanto este tema me é caro! Se segui o curso que segui foi para tentar fazer alguma coisa por pessoas que todos os dias lutam contra algo inumano: a morte! Há muito a fazer em África, e uma grande parte terá que ser feito pelos próprios africanos, mas o dito 1º mundo pode demonstrar humanidade ao perdoar a dívida externa desses países e também criar estruturas que facilitem o crescimento económico do continente...
O evento, que teve a maior audiência televisiva de sempre, teve vários momentos altos como por exemplo o discurso de Bill Gates (que demonstrou que um dos homens mais ricos do mundo tem sentimentos) e de Nelson Mandela (o exemplo vivo de luta e coragem política e humana dos africanos) e as actuações dos U2 (Bono sempre foi um dos mais fervorosos apoiantes do movimento Drop the debt) e dos Pink Floyd (que serviram de ponte dos dois eventos humanitários)...
Se este evento servirá para alertar os dirigentes do G-8, não sei! Mas serviu para percebermos que o mundo ainda pára para ajudar os "outros", e que há ainda muitos "outros" a ser ajudados...
Assim vai o mundo...
Ao longo dos artigos aqui escritos já demonstrei o quanto este tema me é caro! Se segui o curso que segui foi para tentar fazer alguma coisa por pessoas que todos os dias lutam contra algo inumano: a morte! Há muito a fazer em África, e uma grande parte terá que ser feito pelos próprios africanos, mas o dito 1º mundo pode demonstrar humanidade ao perdoar a dívida externa desses países e também criar estruturas que facilitem o crescimento económico do continente...
O evento, que teve a maior audiência televisiva de sempre, teve vários momentos altos como por exemplo o discurso de Bill Gates (que demonstrou que um dos homens mais ricos do mundo tem sentimentos) e de Nelson Mandela (o exemplo vivo de luta e coragem política e humana dos africanos) e as actuações dos U2 (Bono sempre foi um dos mais fervorosos apoiantes do movimento Drop the debt) e dos Pink Floyd (que serviram de ponte dos dois eventos humanitários)...
Se este evento servirá para alertar os dirigentes do G-8, não sei! Mas serviu para percebermos que o mundo ainda pára para ajudar os "outros", e que há ainda muitos "outros" a ser ajudados...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 01, 2005
O reino da animação...
Durante a infância e a adolescência nuna fui muito dado a filmes de animação... Lembro-me de ter visto o clássico "Fantasia" e depois só voltei a esse tipo de cinema para ver o "Rei Leão". Ainda agora considero que a história do leãozinho como uma das melhores...
Tudo isto a propósito de ter ido ver o filme "Madagáscar". Depois de "Shrek" e "À procura de Nemo", habituei-me a ver filmes que apesar de ter como público alvo as crianças, demonstrassem um humor fino. Esta película diverte mas mais através do humor físico e da caricaturização das personagens. Pela primeira vez decidi ver a versão portuguesa e não a original. Bem sei que perdi um excelente Chris Rock no papel de Marty , mas Bruno Nogueira como Melman, Ricardo Araújo Pereira como Maurice e os restantes Gato Fedorento como pinguins valeram a pena. Não é um filme tão bom como "Shrek" mas tem inúmeras situações que divertem e que podemos relembrar com amigos...
Assim vai o mundo...
Tudo isto a propósito de ter ido ver o filme "Madagáscar". Depois de "Shrek" e "À procura de Nemo", habituei-me a ver filmes que apesar de ter como público alvo as crianças, demonstrassem um humor fino. Esta película diverte mas mais através do humor físico e da caricaturização das personagens. Pela primeira vez decidi ver a versão portuguesa e não a original. Bem sei que perdi um excelente Chris Rock no papel de Marty , mas Bruno Nogueira como Melman, Ricardo Araújo Pereira como Maurice e os restantes Gato Fedorento como pinguins valeram a pena. Não é um filme tão bom como "Shrek" mas tem inúmeras situações que divertem e que podemos relembrar com amigos...
Assim vai o mundo...
Subscrever:
Mensagens (Atom)



