Estando em casa, tempo de ver filmes! Hoje mais dois...
Streets of Blood é o primeiro filme a abordar New Orleans depois do Katrina! Uma estória sobre a corrupção na polícia. Val Kilmer faz um grande papel e Curtis "50 cent" Jackson mostra-se como um belíssimo actor. Sem dúvida um bom filme...
Thick as Thieves é um filme de ladrões que ganha por ter o inimitável Antonio Banderas e o sempre fabuloso Morgan Freeman...
Assim vai o mundo...
domingo, agosto 23, 2009
sábado, agosto 22, 2009
O mundo português...
O mundo dos filmes...
Notável o filme "A Promessa"! Realizado por Sean Penn, protagonizado por Jack Nicholson, com um óptimo argumento, uma banda sonora deliciosa, e uma pequena aparição fantástica de Benicio del Toro! Perturbante...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo internautico...
Acho que agora domino um pouco melhor o Twitter...
http://twitter.com/chicodelmundo
Assim vai o mundo...
http://twitter.com/chicodelmundo
Assim vai o mundo...
sexta-feira, agosto 21, 2009
O mundo dos filmes...
Um filme que não deixa saudades! Hush pegou numa boa ideia mas perdeu-se pelo caminho. Pena...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo do desporto...
Impressionante! Depois dos 100m, agora os 200m! Ontem vibrei como se fosse um jogo de futebol com este homem... Usain Bolt tira novamente 11 centésimos ao recorde mundial...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, agosto 20, 2009
O mundo dos filmes...
Não é um filme fácil, mas acaba por ser um filme interessante ao acompanhar o início dos anos 80 com o aparecimento da SIDA e a decadência de certas bandas dessa altura! Os Informers...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, agosto 19, 2009
O mundo dos filmes...
A Ressaca é um filme de rir e chorar por mais! Do princípio ao fim...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo português...
Não são demais as reportagens e homenagens a Raúl Solnado! Desde a Tabu à Actual, passando por esta belíssima crónica de José Manuel dos Santos...
A sua morte faz-me falar da sua vida e da sua arte. No primeiro "Zip Zip", ele entrevistou Almada Negreiros, e esse foi um dos momentos míticos da televisão. O autor da "Cena do Ódio" e do "Manifesto Anti-Dantas" era um homem com um sentido instintivo do espectáculo e sabia fazer a grande afirmação e a grande negação que provocam, espantam, escandalizam. Fazia-o como quem proclama verdades eternas e mentiras lapidares. Naquele lugar e naquele tempo, isso acendia um fogo alastrador, e os aplausos de uma plateia em êxtase acabavam cada frase que ele atirava. Lembro-me da cara maravilhada dos entrevistadores, Raul Solnado e Carlos Cruz, a conversar com um velho senhor vestido de escuro, que falava de si e do mundo, enquanto Fialho Gouveia mostrava quadros seus, que tinham sido levados ao Teatro Villaret. Aqueles entrevistadores estavam perante Almada como se está em frente de um fenómeno, de um monumento, de um caso, de um prodígio.
Almada Negreiros tinha afirmado, num dia feliz, que "a alegria é a coisa mais séria da vida". Solnado concordava com essa afirmação. O seu humor era feito de inteligência, ousadia e responsabilidade. Quando contava uma história, uma anedota, uma piada, havia uma emoção que dava gravidade à graça. Pode afirmar-se que ele foi um cómico do humanismo e que Herman José é um cómico do pós-humanismo. A passagem de Solnado a Herman foi a de um tempo a outro, como antes tinha sucedido com a de António Silva a Solnado. Sem Solnado não teria havido Herman. Ele sabia-o e fez desse saber uma teoria do humor português. Sempre que falava da sua arte, aquele que pôs o país a rir com a "História da Minha Vida" dizia palavras certeiras, aquelas que o mostravam consciente e perspicaz.
Raul Solnado era uma máquina de fazer rir. Mas não se ficava nesse limite. Foi mais exigente consigo e com o público. Conhecia bem o papel que representava num país triste e num tempo fechado. Quando esse tempo abriu, o seu humor acompanhou-o, tornando-se mais claro. Ele nunca usou a sua popularidade para perder a sua independência e nunca a quis para ameaçar a sua liberdade. Essa astúcia tornava-o quase invulnerável. Na rua, Solnado era o rei dela. Quem com ele se cruzava servia-lhe de eco e de espelho. Dizia as suas tiradas com uma voz que imitava a dele, fazia as suas caretas numa cara que parecia a sua. Aristocrata de um humor que ascendia do povo, a ética de Solnado foi sempre a de não deixar desvirtuar ou contrafazer a sua origem. Nunca quis ser facilmente popular, por isso o foi tanto e de forma tão duradoura. E foi-o porque reflectia sem conceder.
O humorista de "A Guerra de 1908" gostava da vida e do que a torna melhor do que é. Interessava-se por tudo e mesmo pelo nada que há no tudo. Tinha um espírito curioso e sagaz. Ganhou uma cultura que não exibia, mas que usava com acerto e imaginação. Conversar com ele era fazer uma viagem por lugares de reconhecimento e de revelação. Estava quase sempre em "estado de graça". Era vivo, irrequieto e descobridor. Gostava daquilo que nos torna melhores do que somos. Dos grandes e dos pequenos prazeres, por exemplo. Gostava de amar, de conversar, de comer. Conhecia os restaurantes, mas também as tascas e tasquinhas, onde isso pode acontecer bem, sem risco nem ruína. Estar com ele à mesa era fazer do jantar um festim.
Nos últimos anos, encontrei-o muitas vezes amargurado - por ele, pelo país (costumava dizer: "Um gajo para fazer qualquer coisa em Portugal tem de ser muito competente") e pelo mundo. Havia nele uma justa rebelião contra os que vivem de impedir os outros de viver. E contra aqueles que ignoram que o hoje não pode existir sem o ontem e que o ontem é muitas vezes o novo amanhã. Mas o seu interesse pela política, quando achava que valia a pena, era intenso e activo. Isso sucedeu há dois anos, e agora outra vez, ao aceitar ser, com energia e entusiasmo, mandatário sénior de António Costa. Amava muito Lisboa e entristecia-se por ela. Olhava-a com ambição (dizia: "Lisboa é uma cidade do caraças!"). Essa exigência não pode desfazer-se com a sua morte - deve aumentar!
Quando, não há muito, escrevi sobre ele, o Raul telefonou-me e ouvi-lhe palavras de uma graça grata. Prometemos encontrar-nos mais pontualmente. Nos últimos tempos, Solnado dizia a quem o encontrava: "Estou tão em baixo!", acentuando com um gesto a fragilidade do seu corpo. Não morreu de riso! No fim, trocou o riso pela tristeza de estar doente. Mas continuava a achar que a alegria é a coisa mais séria da vida.
Assim vai o Mundo...
A sua morte faz-me falar da sua vida e da sua arte. No primeiro "Zip Zip", ele entrevistou Almada Negreiros, e esse foi um dos momentos míticos da televisão. O autor da "Cena do Ódio" e do "Manifesto Anti-Dantas" era um homem com um sentido instintivo do espectáculo e sabia fazer a grande afirmação e a grande negação que provocam, espantam, escandalizam. Fazia-o como quem proclama verdades eternas e mentiras lapidares. Naquele lugar e naquele tempo, isso acendia um fogo alastrador, e os aplausos de uma plateia em êxtase acabavam cada frase que ele atirava. Lembro-me da cara maravilhada dos entrevistadores, Raul Solnado e Carlos Cruz, a conversar com um velho senhor vestido de escuro, que falava de si e do mundo, enquanto Fialho Gouveia mostrava quadros seus, que tinham sido levados ao Teatro Villaret. Aqueles entrevistadores estavam perante Almada como se está em frente de um fenómeno, de um monumento, de um caso, de um prodígio.
Almada Negreiros tinha afirmado, num dia feliz, que "a alegria é a coisa mais séria da vida". Solnado concordava com essa afirmação. O seu humor era feito de inteligência, ousadia e responsabilidade. Quando contava uma história, uma anedota, uma piada, havia uma emoção que dava gravidade à graça. Pode afirmar-se que ele foi um cómico do humanismo e que Herman José é um cómico do pós-humanismo. A passagem de Solnado a Herman foi a de um tempo a outro, como antes tinha sucedido com a de António Silva a Solnado. Sem Solnado não teria havido Herman. Ele sabia-o e fez desse saber uma teoria do humor português. Sempre que falava da sua arte, aquele que pôs o país a rir com a "História da Minha Vida" dizia palavras certeiras, aquelas que o mostravam consciente e perspicaz.
Raul Solnado era uma máquina de fazer rir. Mas não se ficava nesse limite. Foi mais exigente consigo e com o público. Conhecia bem o papel que representava num país triste e num tempo fechado. Quando esse tempo abriu, o seu humor acompanhou-o, tornando-se mais claro. Ele nunca usou a sua popularidade para perder a sua independência e nunca a quis para ameaçar a sua liberdade. Essa astúcia tornava-o quase invulnerável. Na rua, Solnado era o rei dela. Quem com ele se cruzava servia-lhe de eco e de espelho. Dizia as suas tiradas com uma voz que imitava a dele, fazia as suas caretas numa cara que parecia a sua. Aristocrata de um humor que ascendia do povo, a ética de Solnado foi sempre a de não deixar desvirtuar ou contrafazer a sua origem. Nunca quis ser facilmente popular, por isso o foi tanto e de forma tão duradoura. E foi-o porque reflectia sem conceder.
O humorista de "A Guerra de 1908" gostava da vida e do que a torna melhor do que é. Interessava-se por tudo e mesmo pelo nada que há no tudo. Tinha um espírito curioso e sagaz. Ganhou uma cultura que não exibia, mas que usava com acerto e imaginação. Conversar com ele era fazer uma viagem por lugares de reconhecimento e de revelação. Estava quase sempre em "estado de graça". Era vivo, irrequieto e descobridor. Gostava daquilo que nos torna melhores do que somos. Dos grandes e dos pequenos prazeres, por exemplo. Gostava de amar, de conversar, de comer. Conhecia os restaurantes, mas também as tascas e tasquinhas, onde isso pode acontecer bem, sem risco nem ruína. Estar com ele à mesa era fazer do jantar um festim.
Nos últimos anos, encontrei-o muitas vezes amargurado - por ele, pelo país (costumava dizer: "Um gajo para fazer qualquer coisa em Portugal tem de ser muito competente") e pelo mundo. Havia nele uma justa rebelião contra os que vivem de impedir os outros de viver. E contra aqueles que ignoram que o hoje não pode existir sem o ontem e que o ontem é muitas vezes o novo amanhã. Mas o seu interesse pela política, quando achava que valia a pena, era intenso e activo. Isso sucedeu há dois anos, e agora outra vez, ao aceitar ser, com energia e entusiasmo, mandatário sénior de António Costa. Amava muito Lisboa e entristecia-se por ela. Olhava-a com ambição (dizia: "Lisboa é uma cidade do caraças!"). Essa exigência não pode desfazer-se com a sua morte - deve aumentar!
Quando, não há muito, escrevi sobre ele, o Raul telefonou-me e ouvi-lhe palavras de uma graça grata. Prometemos encontrar-nos mais pontualmente. Nos últimos tempos, Solnado dizia a quem o encontrava: "Estou tão em baixo!", acentuando com um gesto a fragilidade do seu corpo. Não morreu de riso! No fim, trocou o riso pela tristeza de estar doente. Mas continuava a achar que a alegria é a coisa mais séria da vida.
Assim vai o Mundo...
terça-feira, agosto 18, 2009
O Mundo Humanitário...

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do
Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo
os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração
da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF
Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth
Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa
de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que
vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água
potável.Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
http://earth-water.org/
Assim vai o mundo...
segunda-feira, agosto 17, 2009
O mundo da música...
Peguem numa bela mulher da Guiné Equatorial, façam-na crescer no meio do flamenco e tem o que? Concha Buika, pois claro...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sábado, agosto 15, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
O mundo dos jornais...
José Manuel dos Santos, Sábado no Expresso...
"Férias
Levanta-se da cama e não sabe para onde dirigir o olhar. Nos dias em que o sol está mais limpo e mais quente, tem saudades do tempo em que costumava passar férias perto do mar. Não foi há muito, mas é como se fosse há muito. Agora, lembra a casa, a varanda vasta, as divisões com esteiras e móveis claros. Ouve a voz do dono, com quem acabava sempre por fazer um bom negócio: arrendava a casa, durante 15 dias, por um valor que, não sendo baixo, era suportável. Ambos ficavam contentes.
Agora, recorda a viagem, a alegria da chegada (já era noite), o desfazer das malas. Muito cansado, deitava-se. Dormia de um sono único, que acabava com o frio fino da madrugada a cair-lhe no corpo. Puxava o lençol para cima e voltava a dormir. Passadas duas horas, despertava, desta vez já sob o calor do sol nascido. Erguia-se e olhava o mar da janela. Parecia que tinha acordado num mundo novo.
Durante o ano, poupava dinheiro para as férias: aqueles 15 dias valiam-lhe os outros 350. Vê-se a descer a longa escada para a praia. Regressa ao mar e aos repetidos banhos de então. Parece que tem nas mãos os livros que levava para ler. História e biografias: gosta muito de Stefan Zweig (Maria Stuart, Erasmo de Roterdão, Fernão de Magalhães, Fouché, Maria Antonieta). E policiais: Conan Doyle, Agatha Christie, Simenon, Dashiell Hammett, Patricia Highsmith. Adora aquela mistura de crimes reais com crimes imaginários...
À hora do almoço, caminhava para o restaurante e comia peixe grelhado, fresquíssimo. Ele é doido por sardinhas e aproveitava - comia dúzias! Depois, ia a casa dormir a sesta. Ao fim da tarde, regressava à praia, que nessa altura é outra: mais serena, mais leve, mais livre. E os banhos de mar são mais lentos, demoram mais, descansam mais. Às vezes, à saída da água, sentia frio, e era preciso correr para se secar com a toalha.
Lembra tudo isso e recorda o amor dessas noites, o seu som secreto. Vive tudo, de novo: o corpo cobre-se de uma memória de prazer, os olhos acendem-se com o sol desses dias, os ouvidos escutam o barulho do mar enorme, as mãos sentem a areia que sacudiram. Tudo isso está nele, mas não está nele a alegria de tudo isso. Tudo isso é-lhe um paraíso perdido.
Há três anos, a vida começou a correr-lhe mal. No ano passado, piorou. A palavra 'crise' passou a ser-lhe tão próxima como o seu nome. Já não pôde arrendar a casa perto do mar. Nem qualquer outra. Este ano, passa as férias em Lisboa. Não sabe bem o que fazer nestes dias vazios. Às vezes, entra no carro e vai a uma praia da Linha. Outras, à Costa da Caparica. Mas vem de lá mais cansado do que foi. Por isso, promete não voltar. E, se volta, arrepende-se.
Há tardes em que sai de casa e passeia pela cidade. Para disfarçar a mágoa de não ir, para diminuir a humilhação de ficar, diz: "Afinal, Lisboa é fantástica em Agosto!" Olha a cidade como nunca a olhou. Vai ao Rossio, senta-se num banco, engraxa os sapatos. Vê o bazar de cores e de gestos, ouve falar português com muitas variações. Depois, desce a Rua Augusta, passa para a do Ouro, continua na da Prata e espreita os saldos. Faz contas, resiste à tentação. Um dia, cede e compra uma camisa barata, mas, mesmo assim, arrepende-se! Passa duas, três, quatro horas nisto.
Ao fim da tarde, volta ao Rossio, senta-se na esplanada de um café e olha à volta para se distrair - de si, das preocupações, do cansaço, da ansiedade.
Tem agora muito menos dinheiro do que já teve. Ao princípio, isso atacava-o como uma doença. Sentia-se mal, porque, para ele, o dinheiro servia sobretudo para comprar conforto e comodidade. Isso é o que mais aprecia, o que lhe faz mais falta. Agora, tenta habituar-se à escassez, à incerteza, à aflição. Pensa nos outros que as têm ainda maiores. Olha os pedintes, os cauteleiros, os vagabundos. Olha aqueles que vendem coisas aos turistas. E aqueles que passam encolhidos, envergonhados, tímidos. Sente-se irmão deles. Pensa no passado - ainda tão próximo e já tão distante. Não sabe se pode ter esperança. Olha os cartazes da política e divide-se entre a indiferença e a vontade de fazer uma revolução.
Tem saudades do mar à porta. De olhar, da janela, o vaivém das ondas e de se deixar ir nele. Era um privilégio que custará a repetir-se. Agora, anda pela cidade, como se andasse sobre um mar de pedra, baixo, duro, triste. O tempo pesa-lhe. Ao contrário daqueles 15 dias de praia, que passavam tão depressa, estes nunca mais passam. O sol da cidade é sujo e hostil. Ele tem saudades de sentir um sol limpo no corpo. Levanta-se da esplanada e anda com dificuldade, como se coxeasse. Vai para a paragem, espera, apanha um autocarro. Da janela, vê as pessoas que, como ele, ficaram na cidade, a andar, a vaguear. E parece-lhe que o mundo se tornou um outro mundo, aquele de onde até os fantasmas fogem."
Assim vai o mundo...
"Férias
Levanta-se da cama e não sabe para onde dirigir o olhar. Nos dias em que o sol está mais limpo e mais quente, tem saudades do tempo em que costumava passar férias perto do mar. Não foi há muito, mas é como se fosse há muito. Agora, lembra a casa, a varanda vasta, as divisões com esteiras e móveis claros. Ouve a voz do dono, com quem acabava sempre por fazer um bom negócio: arrendava a casa, durante 15 dias, por um valor que, não sendo baixo, era suportável. Ambos ficavam contentes.
Agora, recorda a viagem, a alegria da chegada (já era noite), o desfazer das malas. Muito cansado, deitava-se. Dormia de um sono único, que acabava com o frio fino da madrugada a cair-lhe no corpo. Puxava o lençol para cima e voltava a dormir. Passadas duas horas, despertava, desta vez já sob o calor do sol nascido. Erguia-se e olhava o mar da janela. Parecia que tinha acordado num mundo novo.
Durante o ano, poupava dinheiro para as férias: aqueles 15 dias valiam-lhe os outros 350. Vê-se a descer a longa escada para a praia. Regressa ao mar e aos repetidos banhos de então. Parece que tem nas mãos os livros que levava para ler. História e biografias: gosta muito de Stefan Zweig (Maria Stuart, Erasmo de Roterdão, Fernão de Magalhães, Fouché, Maria Antonieta). E policiais: Conan Doyle, Agatha Christie, Simenon, Dashiell Hammett, Patricia Highsmith. Adora aquela mistura de crimes reais com crimes imaginários...
À hora do almoço, caminhava para o restaurante e comia peixe grelhado, fresquíssimo. Ele é doido por sardinhas e aproveitava - comia dúzias! Depois, ia a casa dormir a sesta. Ao fim da tarde, regressava à praia, que nessa altura é outra: mais serena, mais leve, mais livre. E os banhos de mar são mais lentos, demoram mais, descansam mais. Às vezes, à saída da água, sentia frio, e era preciso correr para se secar com a toalha.
Lembra tudo isso e recorda o amor dessas noites, o seu som secreto. Vive tudo, de novo: o corpo cobre-se de uma memória de prazer, os olhos acendem-se com o sol desses dias, os ouvidos escutam o barulho do mar enorme, as mãos sentem a areia que sacudiram. Tudo isso está nele, mas não está nele a alegria de tudo isso. Tudo isso é-lhe um paraíso perdido.
Há três anos, a vida começou a correr-lhe mal. No ano passado, piorou. A palavra 'crise' passou a ser-lhe tão próxima como o seu nome. Já não pôde arrendar a casa perto do mar. Nem qualquer outra. Este ano, passa as férias em Lisboa. Não sabe bem o que fazer nestes dias vazios. Às vezes, entra no carro e vai a uma praia da Linha. Outras, à Costa da Caparica. Mas vem de lá mais cansado do que foi. Por isso, promete não voltar. E, se volta, arrepende-se.
Há tardes em que sai de casa e passeia pela cidade. Para disfarçar a mágoa de não ir, para diminuir a humilhação de ficar, diz: "Afinal, Lisboa é fantástica em Agosto!" Olha a cidade como nunca a olhou. Vai ao Rossio, senta-se num banco, engraxa os sapatos. Vê o bazar de cores e de gestos, ouve falar português com muitas variações. Depois, desce a Rua Augusta, passa para a do Ouro, continua na da Prata e espreita os saldos. Faz contas, resiste à tentação. Um dia, cede e compra uma camisa barata, mas, mesmo assim, arrepende-se! Passa duas, três, quatro horas nisto.
Ao fim da tarde, volta ao Rossio, senta-se na esplanada de um café e olha à volta para se distrair - de si, das preocupações, do cansaço, da ansiedade.
Tem agora muito menos dinheiro do que já teve. Ao princípio, isso atacava-o como uma doença. Sentia-se mal, porque, para ele, o dinheiro servia sobretudo para comprar conforto e comodidade. Isso é o que mais aprecia, o que lhe faz mais falta. Agora, tenta habituar-se à escassez, à incerteza, à aflição. Pensa nos outros que as têm ainda maiores. Olha os pedintes, os cauteleiros, os vagabundos. Olha aqueles que vendem coisas aos turistas. E aqueles que passam encolhidos, envergonhados, tímidos. Sente-se irmão deles. Pensa no passado - ainda tão próximo e já tão distante. Não sabe se pode ter esperança. Olha os cartazes da política e divide-se entre a indiferença e a vontade de fazer uma revolução.
Tem saudades do mar à porta. De olhar, da janela, o vaivém das ondas e de se deixar ir nele. Era um privilégio que custará a repetir-se. Agora, anda pela cidade, como se andasse sobre um mar de pedra, baixo, duro, triste. O tempo pesa-lhe. Ao contrário daqueles 15 dias de praia, que passavam tão depressa, estes nunca mais passam. O sol da cidade é sujo e hostil. Ele tem saudades de sentir um sol limpo no corpo. Levanta-se da esplanada e anda com dificuldade, como se coxeasse. Vai para a paragem, espera, apanha um autocarro. Da janela, vê as pessoas que, como ele, ficaram na cidade, a andar, a vaguear. E parece-lhe que o mundo se tornou um outro mundo, aquele de onde até os fantasmas fogem."
Assim vai o mundo...
quarta-feira, agosto 12, 2009
O Mundo no Sudoeste...
O Sudoeste! Primeira vez! Muito bom! Brutal mesmo! Dizem-me que esteve menos gente que o costume, mas eu acho que estiveram as pessoas suficientes para haver um convivio fantástico.
Eu e dois amigos na maior tenda do acampamento. Um T3 com uma área abusiva! Toda a gente que passava comentava que parecia uma casa, um palácio, a mansão do Cristiano Ronaldo e até uma cidade! Em termos de dormir e comer estivemos muito bem instalados.
O espírito do festival é de amena cavaqueira. Toda a gente pega uns com os outros. Tirando alguns stresses desnecessários, é tudo muito zen, muito tranquilo! Como este talento perdido no meio do acampamento...
Eu e dois amigos na maior tenda do acampamento. Um T3 com uma área abusiva! Toda a gente que passava comentava que parecia uma casa, um palácio, a mansão do Cristiano Ronaldo e até uma cidade! Em termos de dormir e comer estivemos muito bem instalados.
O espírito do festival é de amena cavaqueira. Toda a gente pega uns com os outros. Tirando alguns stresses desnecessários, é tudo muito zen, muito tranquilo! Como este talento perdido no meio do acampamento...
segunda-feira, agosto 10, 2009
O mundo português...
sábado, agosto 01, 2009
O mundo privado...
Inicio hoje a viagem para sul que me levará ao festival do Sudoeste! Até daqui a 10 dias... Voltarei...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, julho 30, 2009
O mundo dos jornais...
A crónica de José Manuel do Santos no Expresso de Sábado! Magnífico. Infelizmente o texto narra a sua experiência com o luto. Para ele continua a ir toda a minha simpatia...
"Luto
Agora, há um antes e um depois daquele dia. Mas, quando menos espera ou prevê, o tempo deixa de ser linear e torna-se circular. De repente, tudo regressa àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Talvez por isso, poucos dias após aquele dia, ele foi reler uma passagem de "Em Busca do Tempo Perdido": aquela em que, contando a morte da avó, Marcel narra verdadeiramente a morte da mãe de Proust. Diz como o seu rosto rejuvenesceu na hora em que a vida se ausentou dele. Dessas palavras tão frias como a morte que descrevem, ele fixa uma frase, a partir da qual começa a mudar a rota da sua dor: "A vida, ao retirar-se, acabava de levar as desilusões da vida. Parecia haver um sorriso poisado nos lábios da minha avó. Naquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, deitara-a com a aparência de uma menina." Depois de assim ter lido, regressa ao momento em que chegou ao hospital e lhe deram a notícia. E volta a ver a mãe inclinada para o lado direito (parecia que dormia) e o seu rosto apagado pela morte. Mas não estava mais jovem do que fora, porque antes não envelhecera muito. Nem as rugas lhe desapareceram, porque nunca as tivera. Talvez por isso, ele pensara sempre que a mãe era eterna.
Agora, todos os dias olha as fotografias. Tenta adivinhar as situações em que foram tiradas, procura despertar o instante ali fixado. Vê-a, ainda muito jovem, ao lado das amigas, numa praia, com os fatos-de-banho daquele tempo coberto. Noutra, está a passear, numa tarde em que a luz não consegue fugir dos olhos dela e do namorado. A seguir, demora-se a olhar as imagens do casamento - sabe que aquelas luvas brancas estão guardadas há 55 anos numa gaveta. E ouve a voz do pai a chamar: "Luísa!" Nesta fotografia, mal se reconhece: é um bebé de poucos meses, a olhar para ela, e ela a olhar para ele - e os tempos da vida estão ali todos contidos. Há uma em que está de mão dada com a irmã, entre os pais. Outras, não consegue afastá-las do olhar, assim quisesse agarrar o que lhe foge. E ouve a voz da mãe a dizer: "Fico sempre mal nas fotografias. Não gosto nada de me ver!" Finalmente, vê a sua última imagem, sentada no sofá onde costumava estar. Depois de a ver, dirige-se, sem pensar nisso, ao sofá e senta-se no braço, como quando lhe fazia festas. Agora, em vez dela, há ali a partida, o vazio, a ausência - e nos seus olhos surge um brilho triste e húmido.
Este luto tão terrível atirou-o contra si mesmo. Para ganhar alguma distância, pensa-se como se fosse outro ("Je est un autre"), um terceiro - 'ele' em vez de 'eu'. Relê, agora com proximidade, "Luto e Melancolia", o grande texto de Freud que um dia tinha lido com afastamento. Relê-o e parece que está à beira de um buraco. Depois, repara que, no monte de livros que tem para ler, está o "Journal de Deuil". Esse Diário permaneceu inédito durante anos e apenas foi publicado recentemente. Roland Barthes começou a escrevê-lo no dia seguinte ao da morte da mãe e foi arrastado por ela durante anos. Há poucos livros tão claustrofóbicos como este, tão insuportáveis, tão funestos. Somos cercados por um amor fechado, por uma dor que não desiste, que não tem intervalo, que não se solta. Ali há um veneno agudo, um desgosto que morde como um cão cruel.
Ele cola a sua dor à dor de Barthes e atravessa pela mão dele os longos dias do luto. Lê o Diário: primeiro, rapidamente; depois, lentamente, confirmando o que sentiu e pressentindo o que sentirá. Lê o Diário, assim como aquele a quem foi diagnosticada uma doença grave passa a ler tudo o que sobre essa doença consegue encontrar. Lê o Diário e fica suspenso daquela inteligência que quer analisar os signos da sua dor e os sintomas dos seus sentimentos. É subjugado por aquela vontade que insiste e prossegue mas que, às vezes, se desorienta, tal a borboleta que voa para a luz e fica cega, desnorteada, desmedida. Lê no Diário: "Sei agora que o meu luto será caótico." Prossegue: "Dia horrível. Cada vez mais infeliz. Choro." Continua: "A emoção passa, a tristeza fica." Lê mais: "Não dizer Luto. É psicanalítico de mais. Eu não estou de luto. Estou triste." Mas nos dias seguintes volta a falar de luto: "Luto: mal-estar, situação sem chantagem possível". Acorda a meio da noite para ler: "Eu não tenho desejo, mas necessidade de solidão." Lê mais: "Solidão - não ter ninguém em casa a quem poder dizer: Eu volto a tal hora..." Agora, fecha o livro, olha o vazio e regressa de novo, obsessivamente, àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Adormece. Pela primeira vez, depois da morte dela, sonha com a mãe."
Assim vai o mundo...
"Luto
Agora, há um antes e um depois daquele dia. Mas, quando menos espera ou prevê, o tempo deixa de ser linear e torna-se circular. De repente, tudo regressa àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Talvez por isso, poucos dias após aquele dia, ele foi reler uma passagem de "Em Busca do Tempo Perdido": aquela em que, contando a morte da avó, Marcel narra verdadeiramente a morte da mãe de Proust. Diz como o seu rosto rejuvenesceu na hora em que a vida se ausentou dele. Dessas palavras tão frias como a morte que descrevem, ele fixa uma frase, a partir da qual começa a mudar a rota da sua dor: "A vida, ao retirar-se, acabava de levar as desilusões da vida. Parecia haver um sorriso poisado nos lábios da minha avó. Naquele leito fúnebre, a morte, como o escultor da Idade Média, deitara-a com a aparência de uma menina." Depois de assim ter lido, regressa ao momento em que chegou ao hospital e lhe deram a notícia. E volta a ver a mãe inclinada para o lado direito (parecia que dormia) e o seu rosto apagado pela morte. Mas não estava mais jovem do que fora, porque antes não envelhecera muito. Nem as rugas lhe desapareceram, porque nunca as tivera. Talvez por isso, ele pensara sempre que a mãe era eterna.
Agora, todos os dias olha as fotografias. Tenta adivinhar as situações em que foram tiradas, procura despertar o instante ali fixado. Vê-a, ainda muito jovem, ao lado das amigas, numa praia, com os fatos-de-banho daquele tempo coberto. Noutra, está a passear, numa tarde em que a luz não consegue fugir dos olhos dela e do namorado. A seguir, demora-se a olhar as imagens do casamento - sabe que aquelas luvas brancas estão guardadas há 55 anos numa gaveta. E ouve a voz do pai a chamar: "Luísa!" Nesta fotografia, mal se reconhece: é um bebé de poucos meses, a olhar para ela, e ela a olhar para ele - e os tempos da vida estão ali todos contidos. Há uma em que está de mão dada com a irmã, entre os pais. Outras, não consegue afastá-las do olhar, assim quisesse agarrar o que lhe foge. E ouve a voz da mãe a dizer: "Fico sempre mal nas fotografias. Não gosto nada de me ver!" Finalmente, vê a sua última imagem, sentada no sofá onde costumava estar. Depois de a ver, dirige-se, sem pensar nisso, ao sofá e senta-se no braço, como quando lhe fazia festas. Agora, em vez dela, há ali a partida, o vazio, a ausência - e nos seus olhos surge um brilho triste e húmido.
Este luto tão terrível atirou-o contra si mesmo. Para ganhar alguma distância, pensa-se como se fosse outro ("Je est un autre"), um terceiro - 'ele' em vez de 'eu'. Relê, agora com proximidade, "Luto e Melancolia", o grande texto de Freud que um dia tinha lido com afastamento. Relê-o e parece que está à beira de um buraco. Depois, repara que, no monte de livros que tem para ler, está o "Journal de Deuil". Esse Diário permaneceu inédito durante anos e apenas foi publicado recentemente. Roland Barthes começou a escrevê-lo no dia seguinte ao da morte da mãe e foi arrastado por ela durante anos. Há poucos livros tão claustrofóbicos como este, tão insuportáveis, tão funestos. Somos cercados por um amor fechado, por uma dor que não desiste, que não tem intervalo, que não se solta. Ali há um veneno agudo, um desgosto que morde como um cão cruel.
Ele cola a sua dor à dor de Barthes e atravessa pela mão dele os longos dias do luto. Lê o Diário: primeiro, rapidamente; depois, lentamente, confirmando o que sentiu e pressentindo o que sentirá. Lê o Diário, assim como aquele a quem foi diagnosticada uma doença grave passa a ler tudo o que sobre essa doença consegue encontrar. Lê o Diário e fica suspenso daquela inteligência que quer analisar os signos da sua dor e os sintomas dos seus sentimentos. É subjugado por aquela vontade que insiste e prossegue mas que, às vezes, se desorienta, tal a borboleta que voa para a luz e fica cega, desnorteada, desmedida. Lê no Diário: "Sei agora que o meu luto será caótico." Prossegue: "Dia horrível. Cada vez mais infeliz. Choro." Continua: "A emoção passa, a tristeza fica." Lê mais: "Não dizer Luto. É psicanalítico de mais. Eu não estou de luto. Estou triste." Mas nos dias seguintes volta a falar de luto: "Luto: mal-estar, situação sem chantagem possível". Acorda a meio da noite para ler: "Eu não tenho desejo, mas necessidade de solidão." Lê mais: "Solidão - não ter ninguém em casa a quem poder dizer: Eu volto a tal hora..." Agora, fecha o livro, olha o vazio e regressa de novo, obsessivamente, àquele momento, àquele corpo, àquele rosto parado. Adormece. Pela primeira vez, depois da morte dela, sonha com a mãe."
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 29, 2009
O mundo dos jornais...
Quartas é dia de crónica de Luis Fernando Veríssimo no Expresso...
"Reféns da escrita
No seu livro "Lessons of the Masters", George Steiner lembra que nem Sócrates nem Jesus Cristo, que ele chama de as duas figuras 'pivotais' da nossa civilização (de pivôs, como no basquete ou nos crimes passionais), deixou qualquer coisa escrita. São mestres cujas lições sobreviveram no relato de outros: Platão no caso de Sócrates e os evangelistas no caso de Jesus. Não existe nem evidência de que os dois soubessem escrever. A única, enigmática referência da Bíblia a um Cristo escritor está em João 8: 1-8, quando, indagado pelos fariseus sobre o destino da mulher flagrada em adultério, Jesus finge que não ouve e escreve algo no chão com o dedo - ninguém sabe o quê ou em que língua. Existe até uma velha piada, que Steiner cita, sobre um académico moderno comentando o currículo de Jesus: "Óptimo professor, mas não publicou."
O legado literário de Sócrates, via Platão, é em forma de mitos, o de Jesus em forma de parábolas. Dois meios de organização e transmissão oral de memória que a escrita diminui, transformando narrativa aberta em cânone e lição em dogma. Nos diálogos de Platão, o pensamento vivo de Sócrates já se coagulou em filosofia; nos textos bíblicos, a verdade poética de Cristo se petrificou em verdades sagradas, irrecorríveis. Mas o maior defeito da escrita seria o de ter sabotado a memória como guia, roubando a sua função civilizatória de 'mãe das musas'.
Durante muito tempo, os gregos desconfiaram da palavra escrita como a linguagem cifrada de um mundo obscuro que só levava à danação, diferente do que se aprende 'de cor', ou com a linguagem do coração. Homero, o inventor da literatura ocidental, era maior porque também nunca escrevera nada e suas estrofes inaugurais tinham sido transmitidas oralmente, de coração em coração. Mas isto pode ser outro mito. 'Omeros' em grego, descobri agora, quer dizer refém. Homero, como o primeiro escritor do nosso mundo, seria o primeiro prisioneiro da maldita palavra grafada.
Meu convívio forçado com o computador, sua conveniência, seus mistérios e seus perigos me faz pensar muito sobre a precariedade da palavra. Pois um pré-electrónico como eu está sempre na iminência de ver textos inteiros desaparecerem sem deixar vestígio na tela. O computador nos transforma todos em reféns sem fuga possível da palavra e pode acabar, num segundo, com um dia inteiro de trabalho da pobre musa dos cronistas em trânsito. Que, como se sabe, se chama Ritinha, é manicura e faz trabalho de musa como bico. Ao mesmo tempo, nos transformou na primeira geração na História que tem toda a memória do mundo ao alcance dos seus dedos.
O computador resgata a memória como mestre da História ou, ao contrário, nos exime de ter memória própria e decreta o domínio definitivo da escrita sobre quem a pratica? Sei lá. É melhor acabar aqui antes que este texto desapareça.
Inigualável
Da série "Poesia Numa Hora Dessas?!"
Ah, como fazes bem
a este coração que é pouco
e a esta dor que é sina.
Nada se iguala a ti,
diva dos meus sonhos,
alento da minha vida.
Salvo, talvez, a aspirina."
Assim vai o mundo...
"Reféns da escrita
No seu livro "Lessons of the Masters", George Steiner lembra que nem Sócrates nem Jesus Cristo, que ele chama de as duas figuras 'pivotais' da nossa civilização (de pivôs, como no basquete ou nos crimes passionais), deixou qualquer coisa escrita. São mestres cujas lições sobreviveram no relato de outros: Platão no caso de Sócrates e os evangelistas no caso de Jesus. Não existe nem evidência de que os dois soubessem escrever. A única, enigmática referência da Bíblia a um Cristo escritor está em João 8: 1-8, quando, indagado pelos fariseus sobre o destino da mulher flagrada em adultério, Jesus finge que não ouve e escreve algo no chão com o dedo - ninguém sabe o quê ou em que língua. Existe até uma velha piada, que Steiner cita, sobre um académico moderno comentando o currículo de Jesus: "Óptimo professor, mas não publicou."
O legado literário de Sócrates, via Platão, é em forma de mitos, o de Jesus em forma de parábolas. Dois meios de organização e transmissão oral de memória que a escrita diminui, transformando narrativa aberta em cânone e lição em dogma. Nos diálogos de Platão, o pensamento vivo de Sócrates já se coagulou em filosofia; nos textos bíblicos, a verdade poética de Cristo se petrificou em verdades sagradas, irrecorríveis. Mas o maior defeito da escrita seria o de ter sabotado a memória como guia, roubando a sua função civilizatória de 'mãe das musas'.
Durante muito tempo, os gregos desconfiaram da palavra escrita como a linguagem cifrada de um mundo obscuro que só levava à danação, diferente do que se aprende 'de cor', ou com a linguagem do coração. Homero, o inventor da literatura ocidental, era maior porque também nunca escrevera nada e suas estrofes inaugurais tinham sido transmitidas oralmente, de coração em coração. Mas isto pode ser outro mito. 'Omeros' em grego, descobri agora, quer dizer refém. Homero, como o primeiro escritor do nosso mundo, seria o primeiro prisioneiro da maldita palavra grafada.
Meu convívio forçado com o computador, sua conveniência, seus mistérios e seus perigos me faz pensar muito sobre a precariedade da palavra. Pois um pré-electrónico como eu está sempre na iminência de ver textos inteiros desaparecerem sem deixar vestígio na tela. O computador nos transforma todos em reféns sem fuga possível da palavra e pode acabar, num segundo, com um dia inteiro de trabalho da pobre musa dos cronistas em trânsito. Que, como se sabe, se chama Ritinha, é manicura e faz trabalho de musa como bico. Ao mesmo tempo, nos transformou na primeira geração na História que tem toda a memória do mundo ao alcance dos seus dedos.
O computador resgata a memória como mestre da História ou, ao contrário, nos exime de ter memória própria e decreta o domínio definitivo da escrita sobre quem a pratica? Sei lá. É melhor acabar aqui antes que este texto desapareça.
Inigualável
Da série "Poesia Numa Hora Dessas?!"
Ah, como fazes bem
a este coração que é pouco
e a esta dor que é sina.
Nada se iguala a ti,
diva dos meus sonhos,
alento da minha vida.
Salvo, talvez, a aspirina."
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 28, 2009
O mundo dos filmes...
Al Pacino não sabe representar mal! Rene Russo também é sempre muito segura. Matthew McConaughey surpreende com uma bela interpretação. Baseado em factos reais "2 for the Money" é um bom filme...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 27, 2009
O mundo da música...
Mesmo não olhando à fantástica história de vida de Melody Gardot (teve um terrível acidente que quase a paralisou), a voz dela é maravilhosa! Apreciem...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sábado, julho 25, 2009
O mundo do jornalismo...
Então é assim, nada me move contra o Benfica! Sou do FCP, e desde que não me pisem os calos, respeito todos os outros clubes. Desde há uns tempos que se notou que a televisão generalista do Benfica tinha deixado de ser a TVI para ser a SIC. Ainda mais agora que se falou numa possivel candidatura de José Eduardo Moniz (continuo a afirmar como portista que estava mais preocupado se ele ganhasse do que Vieira) e os jornalistas da TVI foram impedidos de entrar na conferencia de imprensa de Ramires. Ora num canal generalista, eu tenho de apelidar isto de mau jornalismo. Mas ainda há pior. Na apresentação do Benfica, transmitida pela SIC, tivemos um episódio lamentável e de tão mau gosto que até custa. Jorge Baptista (de quem não gosto há vários anos desde que disse que Vitor Baia nunca foi um bom guarda-redes mas sim um produto de marketing) mostra não conhecer um jogador muito conhecido e acima de tudo, extra futebol, faz comentários inacreditáveis sobre João Malheiro (até digo que não gosto nada dele) e sobre algumas adeptas do Benfica que quiseram abrilhantar a festa. É inenarrável.. Tenho muita pena que esse senhor se intitule jornalista e que ainda possa dizer tamanhas bacoradas! Mas façam o favor de ouvir...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 24, 2009
O mundo das séries...
As séries que ando a seguir...
Um assassino que trabalha para a polícia... Os dilemas morais de quem tem de matar, mas só mata quem comete crimes... Fantástica...
Eureka é um lugar louco cheio de cientistas... O único que não é um crânio é o novo delegado de polícia... Seguimos as estórias dele...
Um Psiquiatra com tantos problemas como os seus pacientes.. Hank Azaria num grande papel...
Um Psiquiatra que usa as tácticas mais sui generis para curar os seus pacientes... A solução está sempre dentro de nós mesmos...
Assim vai o mundo...
Um assassino que trabalha para a polícia... Os dilemas morais de quem tem de matar, mas só mata quem comete crimes... Fantástica...
Eureka é um lugar louco cheio de cientistas... O único que não é um crânio é o novo delegado de polícia... Seguimos as estórias dele...
Um Psiquiatra com tantos problemas como os seus pacientes.. Hank Azaria num grande papel...
Um Psiquiatra que usa as tácticas mais sui generis para curar os seus pacientes... A solução está sempre dentro de nós mesmos...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, julho 23, 2009
O mundo dos filmes...
Nunca tinha visto este Sideways! Um filme calminho com um belo argumento e momentos de humor. Um filme onde Paul Giamatti mostra o belissimo actor que é...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 22, 2009
O mundo dos jornais...
Quarta-feira, passa a ser dia da crónica de Luis Fernando Veríssimo no Expresso...
O filho do assobiador
No primeiro dia de aulas, cada aluno tinha de se levantar, em ordem alfabética, e dizer quem era. Como se chamava, se tinha irmãos, quem eram o seu pai e a sua mãe e o que o seu pai fazia. Naquele tempo, era raro a mãe fazer alguma coisa além de cuidar da casa. Só quem tinha profissão era o pai.
E o garoto disse a profissão do pai:
- Assobiador.
Foi uma gargalhada geral. A professora também riu. Depois disse:
- Não. Qual é a profissão do seu pai?
- Assobiador.
Mais gargalhadas. Foi quando o garoto descobriu que era diferente. Que o seu pai era diferente. Tinha uma profissão que nenhum outro pai tinha. Assobiador... Aquilo era profissão? A partir daquele dia, o Ademar, cujo pai era fiscal da Receita, passara a chamá-lo de Fiu Fiu.
Os pais dos outros tinham profissões normais. Nenhuma risível. E ele mesmo começou a desconfiar: o pai ganhava mesmo a vida como assobiador? Sabia que ele fazia shows, que se apresentava em programas de auditório do rádio, que às vezes ficava semanas fora de casa em excursões artísticas... Mas ganharia o suficiente para sustentar a família com aquilo, só com aquilo? Assobiando "Granada" e "Fascinação" e imitando passarinho?
O garoto perguntou ao pai se aquela era a sua única profissão. Assobiador. O pai disse que era. Que já trabalhara no comércio, mas como era um bom assobiador desde criança resolvera investir no seu dom. Não ganhava muito, mas dava, sim, para sustentar a família. Porquê?
- É que na escola riram de mim quando eu disse o que o senhor fazia.
O pai sorriu. Disse:
- Não é vergonha nenhuma ser filho de assobiador.
Mas, quando teve de responder de novo o que é que o seu pai fazia, o garoto disse:
- Médico.
Em outra ocasião:
- Advogado.
E começou a inventar profissões para o pai, variando de acordo com o interlocutor. Engenheiro. Contador. Dono de revendedora... Aos 18 anos, antes de levar a sua primeira namorada séria para conhecer os pais, ele avisou em casa:
- Papai, para todos os efeitos, o senhor é cirurgião dentista.
E quando, durante a visita da namorada, o pai perguntou se ela não queria ouvir a sua imitação de canário, ele pulou da cadeira e disse:
"Não!"
O pai participou de um programa de TV em cadeia nacional e foi uma sensação assobiando o "Bolero" de Ravel com acompanhamento de grande orquestra. Dias depois, ele encontrou na rua o seu ex-colega de escola Ademar, que exclamou:
- Fiu Fiu! Aquele na televisão não era o seu pai? Genial, cara! Genial!
E depois, como que lamentando a sua vida sem graça, disse:
- Pô, cara. Só posso imaginar como era ser filho de um assobiador, cara. Ter um assobiador em casa, um artista daqueles...
E então ele se lembrou de como, com 4 ou 5 anos, ficava ouvindo o pai assobiar. Sem saber que aquele era um pai diferente dos outros. Apenas maravilhado.
Assim vai o mundo...
O filho do assobiador
No primeiro dia de aulas, cada aluno tinha de se levantar, em ordem alfabética, e dizer quem era. Como se chamava, se tinha irmãos, quem eram o seu pai e a sua mãe e o que o seu pai fazia. Naquele tempo, era raro a mãe fazer alguma coisa além de cuidar da casa. Só quem tinha profissão era o pai.
E o garoto disse a profissão do pai:
- Assobiador.
Foi uma gargalhada geral. A professora também riu. Depois disse:
- Não. Qual é a profissão do seu pai?
- Assobiador.
Mais gargalhadas. Foi quando o garoto descobriu que era diferente. Que o seu pai era diferente. Tinha uma profissão que nenhum outro pai tinha. Assobiador... Aquilo era profissão? A partir daquele dia, o Ademar, cujo pai era fiscal da Receita, passara a chamá-lo de Fiu Fiu.
Os pais dos outros tinham profissões normais. Nenhuma risível. E ele mesmo começou a desconfiar: o pai ganhava mesmo a vida como assobiador? Sabia que ele fazia shows, que se apresentava em programas de auditório do rádio, que às vezes ficava semanas fora de casa em excursões artísticas... Mas ganharia o suficiente para sustentar a família com aquilo, só com aquilo? Assobiando "Granada" e "Fascinação" e imitando passarinho?
O garoto perguntou ao pai se aquela era a sua única profissão. Assobiador. O pai disse que era. Que já trabalhara no comércio, mas como era um bom assobiador desde criança resolvera investir no seu dom. Não ganhava muito, mas dava, sim, para sustentar a família. Porquê?
- É que na escola riram de mim quando eu disse o que o senhor fazia.
O pai sorriu. Disse:
- Não é vergonha nenhuma ser filho de assobiador.
Mas, quando teve de responder de novo o que é que o seu pai fazia, o garoto disse:
- Médico.
Em outra ocasião:
- Advogado.
E começou a inventar profissões para o pai, variando de acordo com o interlocutor. Engenheiro. Contador. Dono de revendedora... Aos 18 anos, antes de levar a sua primeira namorada séria para conhecer os pais, ele avisou em casa:
- Papai, para todos os efeitos, o senhor é cirurgião dentista.
E quando, durante a visita da namorada, o pai perguntou se ela não queria ouvir a sua imitação de canário, ele pulou da cadeira e disse:
"Não!"
O pai participou de um programa de TV em cadeia nacional e foi uma sensação assobiando o "Bolero" de Ravel com acompanhamento de grande orquestra. Dias depois, ele encontrou na rua o seu ex-colega de escola Ademar, que exclamou:
- Fiu Fiu! Aquele na televisão não era o seu pai? Genial, cara! Genial!
E depois, como que lamentando a sua vida sem graça, disse:
- Pô, cara. Só posso imaginar como era ser filho de um assobiador, cara. Ter um assobiador em casa, um artista daqueles...
E então ele se lembrou de como, com 4 ou 5 anos, ficava ouvindo o pai assobiar. Sem saber que aquele era um pai diferente dos outros. Apenas maravilhado.
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 21, 2009
O Mundo...
Estava a dar em doido depois do meu pc estar para arranjar durante cinco dias! Tanta coisa para dizer. Fica para amanhã...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 15, 2009
O mundo dos filmes...
Last Word é um filme simples! O argumento é diferente porque a personagem é diferente. Deixo aqui uma pequena sinopse e o trailer...
An odd-but-gifted poet, Evan Merck (Wes Bentley, American Beauty) makes his living writing suicide notes for the soon-to-be departed. So when he meets Charlotte (Winona Ryder, Girl, Interrupted), the free-spirited sister of his latest client, Evan has no choice but to lie about his relationship to her late, lamented brother. Curiously attracted by his evasive charms, a smitten Charlotte begins her pursuit, forcing Evan to juggle an amorous new girlfriend, a sarcastic new client (Ray Romano, Everybody Loves Raymond) and an ever-increasing mountain of lies in this dark romantic comedy about a quirky young man who can't tell right from wrong.
Assim vai o mundo...
An odd-but-gifted poet, Evan Merck (Wes Bentley, American Beauty) makes his living writing suicide notes for the soon-to-be departed. So when he meets Charlotte (Winona Ryder, Girl, Interrupted), the free-spirited sister of his latest client, Evan has no choice but to lie about his relationship to her late, lamented brother. Curiously attracted by his evasive charms, a smitten Charlotte begins her pursuit, forcing Evan to juggle an amorous new girlfriend, a sarcastic new client (Ray Romano, Everybody Loves Raymond) and an ever-increasing mountain of lies in this dark romantic comedy about a quirky young man who can't tell right from wrong.
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 13, 2009
O mundo da TV...
O episódio de ontem de "Os Contemporaneos" foi fabuloso! Foram sketches e sketches de chorar a rir...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sábado, julho 11, 2009
O mundo do humor...
Eu gosto muito do projecto "Amália Hoje", mas os Contemporâneos são geniais...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 10, 2009
O mundo dos filmes...
Vamos por partes! Estilisticamente Second Life é um bom filme. Os actores são todos competentes (se bem que em termos de interpretação apenas Piotr Adamczyk se destaca), os figurantes são conhecidos (Figo, Malato, Luis Filipe Borges, Rita Andrade, etc), a fotografia é boa, a música composta por Sasseti é magnifica. Mas peca longamente numa coisa: o argumento é terrivel! É uma salgalhada sem norte de onde se salva alguns bons aforismos. Quem me segue sabe que é raro eu dizer mal de um filme. E eu até recomendo que se veja, mas o fio do argumento dá tantas voltas que se embrulha...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 08, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
A verdadeira instituição literária Ana mostrou-me estes vídeos! Cada vez mais gosto do Lobo Antunes. Acho que ele anda a descobrir a humanidade dentro dele! Aqui o vemos na Feira de Livros de Paraty...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 06, 2009
O mundo dos filmes...
Mais um filminho... Uma mistura entre o K-Pax (onde Kevin Spacey era um extraterrestre) e Um Pai à Maneira (onde Adam Sandler tinha dificuldade em ser pai), este Martian Child é um filme engraçado, sobretudo porque o miúdo é super expressivo. Um filme para se ver numa tardinha feel good!
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
domingo, julho 05, 2009
O mundo dos filmes...
Depois do choque do 11 de Setembro, a ira contra os taliban, o desastre da invasão ao Iraque, os EUA começaram a deparar-se com o drama dos soldados mortos. Este filme mostra-nos a chegada de um desses soldados ao território americano e o acompanhamento por um oficial. Kevin Bacon faz um trabalho notável ao representar o pesar e honra com que é feito esse serviço de acompanhamento!
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 03, 2009
O mundo da bola...

Não é muito usual falar de futebol mas este senhor merece! Lucho Gonzalez despede-se do meu clube e dos relvados portugueses e deixará saudade. Um senhor a jogar à bola. Não é por acaso que chegou a capitão em pouco tempo. Porque instilava liderança. Terei saudades, porque os bons fazem sempre falta...
quinta-feira, julho 02, 2009
O mundo da política...
Estava eu tranquilo a assistir ao Debate da Nação do Parlamento, quando em directo vejo este gesto! Não é a gravidade do gesto cá fora. É o facto de ser feito por um ministro no órgão representativo dos portugueses. É por causa disto que acho que nas próximas legislativas se devia votar em branco ou nos partidos mais pequenos, para ver se vão para lá de facto os melhores representantes...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes..
Não é um filme fácil! "Felon" fala da violência nas prisões americanas. Uma interpretação muito forte do sempre esquecido Val Kilmer. A ver, mas não é fácil...
Smokin Aces é uma parada de estrelas disfarçada de policial! Mas, vá lá, o argumento está esgraçado e entretém...
Assim vai o mundo...
Smokin Aces é uma parada de estrelas disfarçada de policial! Mas, vá lá, o argumento está esgraçado e entretém...
Assim vai o mundo...
terça-feira, junho 30, 2009
O mundo dos filmes...
Filmes e mais filmes!
Comecemos pelo filme ontem do cinema! Transformers 2 é uma viagem à infância. Tiremos o bom desempenho do miudo e a Megan Fox. As estrelas do filme são mesmo os robots. Tem as melhores piadas e as melhores cenas de acção. E depois, nada como aquela voz de Optimus Prime...
Engraçado como esta bela interpretação de Nicholas Cage, em Weather Man, não foi publicitada. É um belo filme, com um belo argumento. E é claro, entra Michael Caine...
Para mim, Crash foi o filme de excelência no que toca a racismos! Mas este Crossing Over fala mais da temática da imigração. Um elenco de luxo, onde Harrison Ford se destaca, com prestações fantásticas. Recomendo vivamente...
Assim vai o mundo...
Comecemos pelo filme ontem do cinema! Transformers 2 é uma viagem à infância. Tiremos o bom desempenho do miudo e a Megan Fox. As estrelas do filme são mesmo os robots. Tem as melhores piadas e as melhores cenas de acção. E depois, nada como aquela voz de Optimus Prime...
Engraçado como esta bela interpretação de Nicholas Cage, em Weather Man, não foi publicitada. É um belo filme, com um belo argumento. E é claro, entra Michael Caine...
Para mim, Crash foi o filme de excelência no que toca a racismos! Mas este Crossing Over fala mais da temática da imigração. Um elenco de luxo, onde Harrison Ford se destaca, com prestações fantásticas. Recomendo vivamente...
Assim vai o mundo...
domingo, junho 28, 2009
O mundo do teatro...

Já assisti a várias peças de teatro na minha vida, mas ontem tive a honra e o prazer de assistir a uma peça monstruosa! Duas horas e uns pozinhos de texto e dois actores fabulosos: André Gago e Joaquim Nicolau. Se tiverem a hipótese de ver esta peça, não deixem a oportunidade de conhecer "A Gargalhada de Yorick"...
Uma deliciosa versão de Hamlet para dois actores – e uma caixa (um caixão?) – que conversam sobre Hamlet e sobre Harry Potter. A memória da peça de Shakespeare acaba por se apoderar deles, enquanto experimentam fazer pequenos trechos do enredo para um público imaginário que, afinal, está lá. E acabam por conversar com o público, reconstituindo a trama da tragédia de Shakespeare. O Espectro, o Actor,
Ofélia, Polónio, um Capitão/Cavalo, Horácio, Laertes e Hamlet são as várias personagens que desfilam nesta peça, a que não faltam as
máscaras da Commedia dell'Arte, e que tanto provoca lágrimas de riso como de compaixão...
A Gargalhada de Yorick; Concepção Geral e Encenação: André Gago;
Interpretação: André Gago e Joaquim Nicolau; Figurinos: Ana Borges e
André Gago; Desenho de Luz: Tiago Laires; Direcção Técnica: Marinel
Matos;
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Com dois dias de atraso, mas o tributo! Provavelmente iremos falar de como foi a morte e se podia ser evitada, mas acho que o importante é lembrar o como Michael Jackson revolucionou o mundo da música...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, junho 25, 2009
O mundo dos famosos...
Duas mortes chocantes no mesmo dia! Primeiro Farrah Fawcett e agora Michael Jackson. O fim de dois mitos! Um da beleza rebelde e o outro o ícon da música americana. Amanhã volto a isto...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Bela reportagem na Tabu de Sábado sobre Vilcabamba, localidade no interior do Equador, onde em média os habitantes vivem 100 anos. Não se sabe se é da água, clima ou que seja! Sabe-se que eles fumam, bebem, fazem mil e uma tropelias e ainda assim vivem uma carrada de anos. De tal forma que começam a ir viver para lá pessoas na busca do elixir da eterna juventude! Mas tenho dúvidas que não seja algo dentro das pessoas.
Ainda na Tabu, sortuda da Raquel Carrilho que pode acompanhar mais um jogo das estrelas organizado pelo Luis Figo e que contou com a presença de famosos da bola e da música.. Quando o futebol está ao serviço de boas causas, ainda fica mais belo..
Assim vai o mundo...
Ainda na Tabu, sortuda da Raquel Carrilho que pode acompanhar mais um jogo das estrelas organizado pelo Luis Figo e que contou com a presença de famosos da bola e da música.. Quando o futebol está ao serviço de boas causas, ainda fica mais belo..
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes...
"3:10 to Yuma", um filme que me tinha passado por completo nos cinemas! Um bom argumento com as belas interpretações de Russel Crowe e Christian Bale! Acima de tudo uma lição de honestidade...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, junho 24, 2009
O mundo da música...
Gosto de Sting e dos Police! Trago aqui mais uma música. Sting, ou seja Gordon Summers, foi professor de Inglês! E dizem que este "Don't stand so close to me" foi inspirado na paixão de uma aluna por si e do desconforto que ele sentiu...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
terça-feira, junho 23, 2009
O mundo da pintura...

Sempre afirmei que Magritte é o meu pintor favorito (e este Son of Man o meu quadro)e quanto mais conheço a sua vida, mais gosto. Vejam este texto de Nuno Crato (no Expresso de 13 de Junho de 2009)...
ABRIU A SEMANA passada em Bruxelas o novo Museu Magritte. Ocupa todo um edifício na Praça Real, mesmo ao lado dos outros grandes museus de arte. Na inauguração, o largo ficou em festa. Tocou-se, dançou-se e foram distribuídos chapéus de coco. Retiraram-se panos pintados que envolviam o próprio edifício. Para Magritte, tudo se justifica. Trata-se, afinal, de um dos maiores artistas belgas e a inauguração do museu tinha de fazer jus ao seu gosto pelo surpreendente e pelo absurdo. Estima-se que o novo espaço atraia meio milhão de visitantes por ano.
René Magritte nasceu em Lessines, na Valónia, em 1898. Estudou em Bruxelas e trabalhou em várias etapas da sua vida como gráfico e como publicitário. Desenhou cartazes e folhetos, fez aquilo a que chamou «trabalhos idiotas» — o certo é que a sua pintura revela os traços limpos e as superfícies homogéneas da publicidade. Aderiu aos movimentos modernos, teve tentações cubistas e foi seduzido pelo trabalho de Giorgio de Chirico. Foi um dos fundadores do grupo surrealista belga. Aderiu ao Partido Comunista depois da Segunda Grande Guerra, mas veio-se a afastar das doutrinas do realismo socialista e dos dogmas artísticos de Estaline e de Jdanov.
Magritte é um surrealista especial: pensado, intencional e preocupado em transmitir nas suas obras um sentido de absurdo muito próprio do século. Quando em 1928 e 1929 pintou um cachimbo e escreveu na própria pintura «Ceci n’est pas une pipe» (Isto não é um cachimbo), e quando em 1952 o repetiu e escreveu «Ceci continue de ne pas être une pipe» (Isto continua a não ser um cachimbo), foi acolhido como um pintor profundo, que reflectia os paradoxos entretanto descobertos nos fundamentos da lógica e da matemática.
Como em quase tudo, podem-se encontrar origens nos gregos. O célebre paradoxo do mentiroso, o homem que diz «eu minto», é o protótipo da contradição auto-referencial. Se o homem mentir, então está a falar verdade; se estiver a falar verdade, então é mentiroso.
O primeiro registo de uma contradição deste tipo encontra-se em Eubúlides, um filósofo que viveu no século IV a.C. e que criou várias antinomias célebres, algumas delas ainda hoje debatidas sem se chegar a um consenso. A importância dos paradoxos está em que revelam falhas de raciocínio e obrigam a repensar os fundamentos da lógica que tomamos como óbvia. O lógico Raymond Smullyan escreveu em 1980 um livro a que deu o título «Este Livro Não Precisa de Título». Experimente o leitor pedir essa obra numa livraria.
Nos anos 1930, quando Magritte começava a ser um pintor conhecido, Kurt Goedel provocou uma revolução nos fundamentos da lógica matemática explorando esse tipo de auto-referências. Os seus resultados foram depois muito explorados e abusados para questionar os fundamentos da ciência. Uma boa resenha do seu trabalho acabou de aparecer em tradução portuguesa com o título «Incompletude». É um trabalho de Rebecca Goldstein, em edição da Gradiva.
Alguns surrealistas, muitos críticos de arte e, sobretudo, pensadores pós-modernos posteriores, tentaram ver nas novas correntes artísticas a tradução directa dos conceitos da ciência moderna.
Magritte, contudo, é muito mais directo e simples. «Como as pessoas me criticaram pelo famoso cachimbo! E, no entanto, como poderiam enchê-lo de tabaco? De forma alguma; é só uma representação, não será? Por isso, se tivesse escrito no meu quadro ‘Isto é um cachimbo’, estaria a mentir».
Assim vai o mundo...
segunda-feira, junho 22, 2009
O mundo do teatro...

Ontem à noite, mais uma peça de teatro! E que agradável surpresa... Um texto de Clarice Lispector e um um trabalho corporal brutal. Fica aqui a ficha técnica e sinopse. Maravilhoso!
“Se eu fosse eu…”
pela Cia Simples de Teatro, Companhia Brasileira, a partir do livro de Clarice Lispector
Interpretação: Daniela Duarte; Flavia Melman; Luciana Paes de Barros; Otávio Dantas.
A peça expõe a iniciação de uma mulher (Lóri), na busca de si mesma. Enfrentando-se e questionando a sua própria natureza, ela descobre que a experiência maior de sua vida será o encontro com o outro (Ulisses), descobrindo o amor. Seguindo o mapa da aprendizagem sugerida por Clarice, a companhia mergulhou em sua própria trajectória desaguando assim, num espectáculo que contém, como a vida, um fluxo não linear.
São narrativas fragmentadas. Ora os “actores / personagens” são inconscientes, ora despertam para a consciência de sua própria existência. “Se eu fosse eu...” é estruturada por cenas previamente ensaiadas e células improvisacionais. Assim, um novo espectáculo é formado a cada apresentação. A peça não se fecha numa única linha narrativa pois entendemos que o espectador completa a trama com sua própria história. Parafraseando Clarice, “nosso porto de chegada são os outros”.
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes...
Dois filmes de uma vez...
Primeiro, Lady in the Water! M. Night Shyamalan é um fora de série. Pode-se gostar ou não, mas não se pode negar que está a criar um percurso muito seu, muito identificável. Este filme segue esse percurso! Baseado no fantástico mas com uma mensagem subliminar.
E, The Bucket List! Dois grandiosos actores, Morgan Freeman e Jack Nicholson mostram-nos o que fariam se soubessem a data da sua morte. Uma pista: envolve uma lista bem louca!
Assim vai o mundo...
Primeiro, Lady in the Water! M. Night Shyamalan é um fora de série. Pode-se gostar ou não, mas não se pode negar que está a criar um percurso muito seu, muito identificável. Este filme segue esse percurso! Baseado no fantástico mas com uma mensagem subliminar.
E, The Bucket List! Dois grandiosos actores, Morgan Freeman e Jack Nicholson mostram-nos o que fariam se soubessem a data da sua morte. Uma pista: envolve uma lista bem louca!
Assim vai o mundo...
quinta-feira, junho 18, 2009
O mundo da música...
Ainda a propósito de Chico Buarque, ficam aqui "Beatriz" com Chico e Edu Lobo...
.. e "O Velho Francisco" cantado por Monica Salmaso...
Assim vai o mundo...
.. e "O Velho Francisco" cantado por Monica Salmaso...
Assim vai o mundo...
O mundo das notícias...
O piloto até pode morrer que o avião aterra...
Voo 61 da Continental Airlines, que fazia a ligação entre Bruxelas e Newark, nos Estados Unidos, declarou situação de emergência na sequência da morte do piloto durante o percurso. Seguiam 247 passageiros a bordo.
O aparelho da Continental Airlines - um Boeing 777 - aterrou em segurança no aeroporto internacional Newark Liberty, cerca das 12:00 (17:00 em Lisboa), depois do piloto ter falecido durante o voo.
“Foi indicado que o comandante do voo morreu”, referiu um porta-voz da FAA (Administração Federal de Aviação) à agência BNO News e à agência Reuters, acrescentando que foi dada prioridade à aterragem do aparelho assim que foi recebido o alerta.
Em declarações ao “The New York Times”, Arlene Salac, porta-voz da FAA, garantiu que o co-piloto e outro piloto que assumiram o comando do aparelho estavam “perfeitamente qualificados para o fazer”.
A causa da morte do piloto não foi esclarecida mas ter-se-á devido "a causas naturais", acrescentou a porta-voz da FAA.
O piloto tinha 61 anos, residia em Newark e contava 21 anos de serviço na Continental Airlines.
As autoridades norte-americanas receberam a notificação desta situação de emergência às 10:30 (15:30 em LIsboa). in JN
Assim vai o mundo...
Voo 61 da Continental Airlines, que fazia a ligação entre Bruxelas e Newark, nos Estados Unidos, declarou situação de emergência na sequência da morte do piloto durante o percurso. Seguiam 247 passageiros a bordo.
O aparelho da Continental Airlines - um Boeing 777 - aterrou em segurança no aeroporto internacional Newark Liberty, cerca das 12:00 (17:00 em Lisboa), depois do piloto ter falecido durante o voo.
“Foi indicado que o comandante do voo morreu”, referiu um porta-voz da FAA (Administração Federal de Aviação) à agência BNO News e à agência Reuters, acrescentando que foi dada prioridade à aterragem do aparelho assim que foi recebido o alerta.
Em declarações ao “The New York Times”, Arlene Salac, porta-voz da FAA, garantiu que o co-piloto e outro piloto que assumiram o comando do aparelho estavam “perfeitamente qualificados para o fazer”.
A causa da morte do piloto não foi esclarecida mas ter-se-á devido "a causas naturais", acrescentou a porta-voz da FAA.
O piloto tinha 61 anos, residia em Newark e contava 21 anos de serviço na Continental Airlines.
As autoridades norte-americanas receberam a notificação desta situação de emergência às 10:30 (15:30 em LIsboa). in JN
Assim vai o mundo...
O mundo dos livros...
Sabendo que o grade Chico Buarque ia publicar o quarto romance (Leite Derramado), li o seu Budapeste hoje, de uma assentada só! Devorei as suas páginas seguindo as aventuras de José Costa. Adorei a personagem, apesar de por vezes ela me irritar! Fiquei surpreso com a qualidade da escrita de Chico, mas depois pensei, o homem faz tudo bem, por isso é normal que escreva...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
terça-feira, junho 16, 2009
O mundo do teatro..
Acabei de assistir à peça "Ceia dos Cardeais" na Casa das Artes de Famalicão. Deixo-vos aqui a sinopse pelo encenador:
Dramaturgia e Encenação: Gil Filipe
Iluminação: César Gonçalves
Interpretação: Hélder Melo, Romeu Pereira e Simão Barros
“A Ceia dos Cardeais” deve ser a peça de teatro portuguesa mais editada e representada internacionalmente.
E percebe-se porquê!
Porque humaniza com muita graça três cardeais que estamos habituados a ver muito acima das palpitações de amor e outras tentações plebeias. São três cardeais que cometem quase todos os pecados, sendo a gula o principal.
Era uma vez, um francês, um espanhol e um português. O espanhol é um fanfarrão, o francês é um peneirento e o português… bom, o português é O Português. O espanhol e o francês querem discutir, o português quer comer e beber. Comem e bebem. Começam em confidências, falam de paixão. Quem foi que amou mais? Quem Foi? Quem foi que ganhou? Quem foi? Para ver nesta “Ceia de Cardeais”
PS. Acrescentamos a esta ceia de Júlio Dantas umas “coisas” do Manifesta anti-dantas de Almada Negreiros. Não foi por nada… foi só para… Vão ver.
Gil Filipe
Gostei muito da peça, num texto que é interessante e rico. A escolha de cruzar o texto original com o manifesto anti-Dantas é curiosa! Uma nota final para o público difícil. A Camara decidiu oferecer bilhetes a dois lares de idosos! O grupo é barulhento e manda bocas. A iniciativa é salutar mas ainda temos de educar o nosso público...
Assim vai o mundo...
Dramaturgia e Encenação: Gil Filipe
Iluminação: César Gonçalves
Interpretação: Hélder Melo, Romeu Pereira e Simão Barros
“A Ceia dos Cardeais” deve ser a peça de teatro portuguesa mais editada e representada internacionalmente.
E percebe-se porquê!
Porque humaniza com muita graça três cardeais que estamos habituados a ver muito acima das palpitações de amor e outras tentações plebeias. São três cardeais que cometem quase todos os pecados, sendo a gula o principal.
Era uma vez, um francês, um espanhol e um português. O espanhol é um fanfarrão, o francês é um peneirento e o português… bom, o português é O Português. O espanhol e o francês querem discutir, o português quer comer e beber. Comem e bebem. Começam em confidências, falam de paixão. Quem foi que amou mais? Quem Foi? Quem foi que ganhou? Quem foi? Para ver nesta “Ceia de Cardeais”
PS. Acrescentamos a esta ceia de Júlio Dantas umas “coisas” do Manifesta anti-dantas de Almada Negreiros. Não foi por nada… foi só para… Vão ver.
Gil Filipe
Gostei muito da peça, num texto que é interessante e rico. A escolha de cruzar o texto original com o manifesto anti-Dantas é curiosa! Uma nota final para o público difícil. A Camara decidiu oferecer bilhetes a dois lares de idosos! O grupo é barulhento e manda bocas. A iniciativa é salutar mas ainda temos de educar o nosso público...
Assim vai o mundo...
O mundo da política..
Acredito que quando os elogios são pouco expectáveis mostram ser sinceros! Sou um homem de centro e se tivesse que cair para algum lado era para a esquerda, mas Paulo Portas merece o meu elogio! Dado como morto politicamente vezes sem conta, tem conseguido reinventar-se e fazer com que o CDS sobreviva muito à custa dele. A entrevista feita pela Unica de Sábado mostra o lado mais humano de um politico sobre o qual tanto se diz que é um tio de Lisboa como o Paulinho das Feiras. Leiam e descubram um pouco melhor esse homem que ainda não perdeu o sonho de ser pai...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, junho 11, 2009
O mundo dos filmes...
Três filmes vistos de uma vez!
Primeiro Good! Um filme sobre um alemão que se vê envolvido no nazismo. Um filme que mostra como alguns alemães não entenderam o perigo do regime de Hitler, até este lhes ter passado por cima. Vigo Mortensen muito bem..
Depois, Amazing Grace! Belíssimo filme sobre a guerra dos abolicionistas no Parlamento Inglês. Um filme de política mas acima de tudo de direitos humanos...
Finalmente, Deception! Filme que juntou Hugh Jackman e Ewan McGregor. Um thriller interessante com algum suspense. Tenho pena que uma bela ideia (um clube de sexo diferente) falada no filme se tenha perdido a meio.
Assim vai o mundo...
Primeiro Good! Um filme sobre um alemão que se vê envolvido no nazismo. Um filme que mostra como alguns alemães não entenderam o perigo do regime de Hitler, até este lhes ter passado por cima. Vigo Mortensen muito bem..
Depois, Amazing Grace! Belíssimo filme sobre a guerra dos abolicionistas no Parlamento Inglês. Um filme de política mas acima de tudo de direitos humanos...
Finalmente, Deception! Filme que juntou Hugh Jackman e Ewan McGregor. Um thriller interessante com algum suspense. Tenho pena que uma bela ideia (um clube de sexo diferente) falada no filme se tenha perdido a meio.
Assim vai o mundo...
quarta-feira, junho 10, 2009
O mundo do humor...
Este homem é louco e eu acho-o genial! Robin Williams, senhoras e senhores...
Assim vai o mundo..
Assim vai o mundo..
terça-feira, junho 09, 2009
O mundo da música...
Não é a primeira vez que ponho aqui esta música! Adoro-a... E muita gente também a deve adorar porque faz parte de algumas bandas sonoras! Pelo que sei faz parte do Meet Joe Black, Finding Forrester, 50 First Dates, das séries Cold Case e ER e j+a agora do Ecoponto em Portugal. Um fenómeno de popularidade!
Assim vai o mundo..
Assim vai o mundo..
segunda-feira, junho 08, 2009
O Mundo...
Quem me conhece sabe que só sou verdadeiramente intolerante perante a intolerância! Respeito todas as opiniões desde que não se julguem superioras ou que tentem diminuir as outras. Raça, política, religião... Cada um de nós tem a sua verdade e opinião! E muitas vezes só quando há uma ameaça maior, pomos as diferenças de lado. Descobri uma curta-metragem fantástica que mostra isso mesmo...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
domingo, junho 07, 2009
O mundo da TV...
Jay Leno despediu-se na sexta do Tonight Show! Aqui ficam alguns videos...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes..
Um filme que não tem nada de português! Nem se fala em português. O argumento não parece luso, a banda sonora muito menos. Ah, os actores e o realizador são portugueses... E é um bom filme! Várias boas interpretações num filme cheio de figurantes conhecidos. A ver...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo das eleições..
Foi uma votação com algumas surpresas! Apesar da péssima escolha do candidato, nunca pensei que a derrota do PS fosse tão grande. O PSD é claramente o vencedor, quando muitos sociais-democratas não acreditavam. O Bloco afirmou-se como a terceira força política e terá mais deputados. O PC aguenta-se como sempre por volta dos 10% e o PP consegue ter também um resultado interessante. Esperava uma surpresa com a eleição de Laurinda Alves, mas ao confirmar-se como o sexto político mais votado, o MEP é também um vencedor nesta sua estreia.
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sábado, junho 06, 2009
O mundo da música..
Ouvi dizer que a última canção dos Xutos foi proibida de passar nas rádios por se pensar ser uma alusão ao Engenheiro Sócrates! Pensei que tinhamos acabado há 30 anos com esses tiques pidescos e salazarentos. Assim sendo decidi por aqui a música porque felizmente a mim ninguém me cala...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, junho 05, 2009
O mundo do cinema...
quinta-feira, junho 04, 2009
O mundo dos jornais...
Extraordinária a edição de sábado da revista Única sobre o corpo! Desde a entrevista aos Gato Fedorento à reportagem sobre o nosso bailarino prodígio Telmo Moreira, passando pelos diversos ensaios fotográficos.. Muito bom.. Leiam...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
terça-feira, junho 02, 2009
O mundo da justiça...
Ainda não tinha aqui falado do caso Alexandra! E há muito a dizer. Vamos ver se consigo ir por partes!
A favor da decisão do tribunal há apenas uma ou duas coisas! O facto de a familia de acolhimento saber que era uma situação temporária e o facto de nenhum tribunal poder decretar que uma criança seja retirada a uma cidadã estrangeira. Isto é inegável! Mas depois aparece tudo o resto. A clara incapacidade da mãe biológica (alcoolismo e prostituição, e uma casa na Rússia sem o mínimo de condições), a estranha animosidade do juíz para com a mãe afectiva (reconhecida pelo próprio chamando «excessos de linguagem»), os abusos incompreensíveis através das agressões a uma criança que está completamente deslocada do país onde viveu seis anos, o facto desta decisão não ser passível de recurso, e o triste espectáculo dado por toda a gente na entrega da criança. De uma coisa tenho a certeza, nada disto beneficiou a criança.. E isso deveria ser a prioridade! Este caso passará à história porque assim é a voragem dos media, e temo que essa criança acabe por não ter a infância que merece...
Assim vai o mundo...
A favor da decisão do tribunal há apenas uma ou duas coisas! O facto de a familia de acolhimento saber que era uma situação temporária e o facto de nenhum tribunal poder decretar que uma criança seja retirada a uma cidadã estrangeira. Isto é inegável! Mas depois aparece tudo o resto. A clara incapacidade da mãe biológica (alcoolismo e prostituição, e uma casa na Rússia sem o mínimo de condições), a estranha animosidade do juíz para com a mãe afectiva (reconhecida pelo próprio chamando «excessos de linguagem»), os abusos incompreensíveis através das agressões a uma criança que está completamente deslocada do país onde viveu seis anos, o facto desta decisão não ser passível de recurso, e o triste espectáculo dado por toda a gente na entrega da criança. De uma coisa tenho a certeza, nada disto beneficiou a criança.. E isso deveria ser a prioridade! Este caso passará à história porque assim é a voragem dos media, e temo que essa criança acabe por não ter a infância que merece...
Assim vai o mundo...
O mundo da blogosfera...

Foi selado pela bela Maria...
Regras:
- Colocar o selo no blog;
- Divulgar as regras;
- Dizer 5 coisas que gosto na vida;
- Escolher 5 amigos "blogueiros";
- E informá-los que foram marcados selados.
Não funciono sem:
1. Família
2. Amigos
3. Música
4. Cinema e livros
5. Liberdade
Ora passo isto a quem me visita porque são todos meus amigos e companheiros de viagem...
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