domingo, julho 31, 2005

sábado, julho 30, 2005

Uma tempestade de beleza..

sexta-feira, julho 29, 2005

Um empurrão maternal..

quinta-feira, julho 28, 2005

De novo as férias..

Pois bem, meus amigos, mais uma vez irei partir de férias... Espero aproveitar para escrever bastante, fazer muito exercício físico e descansar activamente como gosto... Mais uma vez irei deixar algumas imagens que considero fantásticas... Por hoje deixo-vos um conto...

"Conta-se que,numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência que vivia de pequenos biscates e sobretudo de esmolas. Diariamente, eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas -uma grande de 50 cêntimos e outra menor, de 1 euro. Ele escolhia sempre amaior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale metade do valor, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar mais nenhuma moeda."

Podem tirar-se várias conclusões dessa pequena narrativa:
A primeira: quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: quais eram os verdadeiros tolos da história ?
A terceira: se você for demasiado ganancioso, acaba por estragar sua fonte de rendimentos.
Mas a conclusão mais interessante é a seguinte: a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.

"O maior prazer de um "Homem" inteligente é fazer de idiota diante de um idiota que faz de inteligente."

Assim vai o mundo..

quarta-feira, julho 27, 2005

Para ti, mãe..

Hoje a minha mãe faz anos, por isso aqui vai algo que não escrevi mas podia ter escrito...

"Como és bela minha Mãe"

Como és bela minha Mãe!
O teu rosto sempre triste,
Cansado de sofrimento,
Como é belo, sei-o eu bem.
As tuas mãos enrugadas
Caídas no esquecimento
São muito belas também.
Foi com elas que moldaste
A minha alma de criança
Quando não era ninguém.
Ensinando-me a verdade
Deixaste-me a tua herança
Fizeste de mim alguém!
E quando um dia embalar,
Nos braços, os meus filhinhos,
Num vagaroso vaivém,
Recordarei com saudade
Que com teus meigos carinhos,
Eu aprendi a ser Mãe!

terça-feira, julho 26, 2005

Vida de cão..

É a história de uma prisão que abriu em 1928! É a história de uma prisão que em 1992 assistiu um massacre que provocou mais uma centena de mortos! É a história de uma prisão que teve o seu fim em 2002! É a história do Carandiru...
Devo confessar a minha ignorância: eu não conhecia nada sobre o Carandiru! Lembro-me vagamente de ter ouvido falar da sua implosão há três anos. Assim, parti para o filme de Hector Babenco, baseado no livro verídico de Adruzio Varella, com a cabeça limpa de preconceitos...
O filme está muito bem construído porque mostra o que muitas vezes não é feito em filmes de prisões... A perspectiva social e psicológica de cada um dos presos ajuda-nos a entrar num universo singular que toda uma massa que convive conjuntamente. Nem todos os presos são pessoas violentas ou repulsivas! Ao tomar contacto co algumas estórias pensamos se não reagiríamos da mesma forma num mesmo contexto. Obviamente que não defendo a violência mas não podemos nunca saber quais os instintos mais primários do ser humano quando confrontado com uma situação limite...
Ao longo do filme vamos tomando contacto com várias personagens que apesar de nos parecerem agressivos, levam uma vida regrado e até respeitadora... Obviamente, nem tudo são rosas e a droga ou Sida abundam neste local propiciando comportamentos de risco! A perspectiva que nos narra a história é a de um médico, Adruzio Varella, que para além de tentar garantir alguns cuidados médicos, é também uma espécie de padre-confessor a quem os presos contam o seu crime (quase sempre a seu favor). Damos por nós a entender algumas das histórias e a nutrir simpatia por essas personagens... O problema é que a cadeia foi feita para 800 presos e em 1992 estavam lá 8000! Esta sobrelotação provoca sempre maior temor e violência pois é certo que a multidão tem reacções que o ser humano isolado não sonha...
O resultado e desfecho deste filme é o já citado massacre de 1992, em que um motim para melhores condições acaba com uma intervenção brutal da Polícia de Choque brasileira que causou a morte de mais de 100 presos... A violência indiscriminada da polícia faz-nos pensar até que ponto esta seria necessária, uma vez que os presos não tinham reféns e até ja tinham deposto as armas! Desta vez temos a perspectiva dos reclusos e não da polícia...
A sobrelotação das prisões não é um problema brasileiro, aliás o nosso país possui esse mesmo problema, e ano após ano, a Amnistia Internacional declara no seu Relatório que nas prisões portuguesas as condições são degradantes... Eu não sou apologista da pena de morte, mas sim de prisões perpétuas, já que considera que a falta de liberdade é muito mais penosa que a morte imediata, mas defendo também que haja condições para os presos! Afinal são seres humanos...
Uma última nota para um pequeno pormenor... No filme é-nos mostrado que nas prisões brasileiras mais facilmente se perdoa a um homicida que a um violador de crianças! Aliás, este acaba linchado e morto pelos companheiros... Dá que pensar a certos senhores em Portugal, se não seria pior terem nascido brasileiros!

Assim vai o mundo...

segunda-feira, julho 25, 2005

O regresso..

Eis que voltei de umas pequenas férias! Apesar de nada ter escrito, muito está na minha cabeça e surgiram belos textos enquanto descansava o corpo...
Em várias ocasiões dei por mim a construir estórias e mesmo artigos para aqui escrever mas por razões como a preguiça ou impossibilidade nada apontei e algumas coisas foram esquecidas! Mas a verdade é que a minha cabeça não parou e quem padeceu disso foram as pessoas com quem estava e que não partilhei o tempo devido... Agora como compensação vou tentar pôr no papel essa ideias para que não tenha sido em vão...
Bem, o que vos queria dizer é que estou de volta... Como o Mantorras...

Assim vai o mundo...

domingo, julho 24, 2005

sábado, julho 23, 2005

sexta-feira, julho 22, 2005

quinta-feira, julho 21, 2005

quarta-feira, julho 20, 2005

terça-feira, julho 19, 2005

segunda-feira, julho 18, 2005

Férias...

Dois anos sem férias a que possa chamar férias... Também mereço... Vou fazer o chamado camping e estar em contacto com a natureza!
Como é normal não vai haver net por lá por isso deixo desde já uns belos posts com as melhores fotos de 2004...
Agora vou fazer o saco e dormir porque amanhã a partida é cedo...

Assim vai o (meu) mundo...

domingo, julho 17, 2005

"Nambuangongo meu amor"

Em Nambuangongo tu não viste nada
não viste nada nesse dia longo longo
a cabeça cortada
e a flor bombardeada
não tu não viste nada em Nambuangongo

Falavas de Hiroxima tu que nunca viste
em cada homem um morto que não morre.
Sim nós sabemos Hiroxima é triste
mas ouve em Nambuangongo existe
em cada homem um rio que não corre.

Em Nambuangongo o tempo cabe num minuto
em Nambuangongo a gente lembra a gente esquece
em Nambuangongo olhei a morte e fiquei nu.
Tu não sabes mas eu digo-te: dói muito.
Em Nambuangongo há gente que apodrece.

Em Nambuangongo a gente pensa que não volta
cada carta é um adeus em cada carta se morre
cada carta é um silêncio e uma revolta.
Em Lisboa na mesma isto é a vida corre.
E em Nambuangongo a gente pensa que não volta.

É justo que me fales de Hiroxima.
Porém tu nada sabes deste tempo longo longo
tempo exactamente em cima do nosso tempo.
Ai tempo onde a palavra vida rima
com a palavra morte em Nambuangongo.

Manuel Alegre

sábado, julho 16, 2005

Noitadas...

Adoro noitadas... Mesmo que seja apenas a jogar playstation com os amigos... Claro que por esta altura devem estar a pensar que sou um inútil mas por vezes gosto de variar entre uma saída com uma estada em casa com amigos... Mesmo que seja a fazer algo inútil!
Devo dizer que esta noite se transformou em madrugada e depois em manhã e já os pássaros cantavam quando sairam de minha casa...
O sono a seguir foi mais que muito mas vale sempre a pena passar uma noite com os amigos....

Assim vai o (meu) mundo...

quinta-feira, julho 14, 2005

O fim de um ciclo...

Quando terminei o meu percurso académico ainda não tinha este blog mas agora que o meu melhor amigo terminou relembrei tudo...
É o fim de um ciclo importante na nossa vida! Acabamos a nossa vida de estudante e começamos a procurar a dura vida de labuta diária... É o fim das borgas, das baldas, das loucuras, das bebedeiras, das directas, etc... É quando acaba tudo que se possa relacionar com adolescência e começa a vida adulta!
Passei por muita coisa nos 4 anos que dediquei ao curso... Vivi tres anos numa cidade diferente e um ano num país diferente! Foi preciso crescer muito, com muitas cabeçadas, para ser o que sou hoje.
Por contingências é verdade que ainda não comecei a trabalhar mas chegará a altura e aí acabará definitivamente a vida boa...
Para ele, que se formou em Arquitectura, espero que tenha tudo de bom... Sei que ele será um óptimo arquitecto e espero que ele faça as minhas casas...

Assim vai o (meu) mundo...

terça-feira, julho 12, 2005


Explicação? Não há! É um raro acaso que a Natureza nos brinda...

segunda-feira, julho 11, 2005

Estranho no próprio corpo...

Já tinha saudades de ler um livro de assentada! Aconteceu numa tarde e o livro "O Estrangeiro" de Camus...
Foi um livro que me surpreendeu. Camus tem uma escrita escorreita, não se alongando em descrições geográficas mas preferindo que certas passagens definam as personagens... Pouco a pouco começamos a saber como é Mersault, um estrangeiro em Argel.
Apesar da sua condição geográfica, vamos percebendo rapidamente que, mais do que qualquer coisa, ele é um estrangeiro dentro de si próprio. Indiferente, incapaz de amar e, talvez até, sofrer. Nada parece valer a pena o esforço de viver e depois de um homicídio a sua alienação é total...
Todos nós temos algo de Mersault, todos nós temos momentos de anestesia, de apatia que nos parecem arrastar para uma indiferença movediça! Cabe a cada um de nós lutar contra isso e sentirmo-nos sempre em casa, dentro de nós mesmos....

Assim vai o mundo...

domingo, julho 10, 2005

O meu lado masoquista...

Como referi antes, por estes dias ando a contas com uma mazela... Cheguei hoje à conclusão, apesar de já ter esta impressão há muito, que gosto muito de fazer fisioterapia... Não me importo de me submeter aos choques eléctricos, gelo e massagens. Apesar da dor física, que suporto bem, gosto de toda a parafernália de objectos e pessoas que procuram fazer-nos melhorar...
Tenho muita sorte que na clínica a que vou, estão óptimos profissionais que me querem em forma o mais rápido possível. Costumo dizer que sou um péssimo queixoso, porque demoro a queixar-me, mas um óptimo doente porque cumpro tratamentos à risca. Procuro aguentar a dor para que seja mais rápida a recuperação! Por isso digo que tenho algo de masoquista, mas é para ficar melhor mais depressa...
É claro que não gosto de me aleijar, mas adoro recuperações...

Assim vai o (meu) mundo...