Prometi fotos.... Cumpro agora... Ficam a faltar os vídeos...
No aeroporto de Lisboa! A cara de felicidade espelhava para onde ia!!!
Estes maravilhosos mojitos que me acompanharam a todas as horas!
O livro que me acompanhou em férias: Casa Quieta de Rodrigo G. Carvalho! Bela surpresa!
Um pé neste horizonte fabuloso...
Sentia o peso de Cuba por cima de mim...
Não parece mas são 3 metros de profundidade! Onde fizemos snorkling...
A praia de Cayo Blanco! Ainda mais incrível...
A ponte mais alta de Cuba...
Havana vista ao longe....
Maior que Cristo? Só em Havana...
Uma das inúmeras homenagens a Che...
Edifício de homenagem a José Martí (poeta da revolução)...
O tal de Capitólio...
O berço dos Daiquiris (La Floridita)...
Bebendo com o meu amigo Papa Hemingway...
Esta foto foi pedida pela menina Covinhas...
A Igreja de São Francisco (fica bem por o padroeiro)...
A estação de comboios em Havana...
Os comboios em Havana (acreditem que eles andam)...
A senhora a enrolá-los! Para depois a malta fumá-los...
O grupo: Adam (canadiano nascido no Dubai), Pedro (cubano de rir a viver em Espanha), Charbel (canadiano nascido no Líbano), Danias (companheiro de viagem), eu, Paolo e esposa (canadianos-italianos) em cima; Félix (chefe dos animadores) e Yoel (animador) em baixo...
O Félix ficou a saber qual o melhor clube de futebol...
A isto eu chamo uma festa....
No auge da loucura da última noite...
Aeroporto de Varadero! A pensar se quero ir-me embora...
Cheguei e parto amanhã para Mira. Não quis no entanto partir sem deixar o relato da minha visita. Farei também um post com as fotos mas hoje é impossivel porque tenho um problema com a máquina...Ficam assim aqui as "Notas de Cuba"...
-Quis a minha inocência que ao perguntarem-me na alfândega qual era a minha profissãom eu tenha respondido Técnico de Relações Internacionais. Essa é de facto a minha profissão mas mal acabei de o proferir compreendi que estava a fazer asneira. A guarda da imigração levantou logo os olhos e seguiram-se 10-15 minutos de perguntas: se era a primeira vez que estava em Cuba, onde trabalhava em Portugal, em que consistia o meu trabalho, se trabalhava apenas no meu país, com quem vinha a Cuba, com que propósito, durante quanto tempo, se algumas vez tinha trabalhado na América do Sul, etc. Nem há dez minutos esava em solo cubano e tive o meu primeiro interrogatório. Tudo se resolveu a bem porque o meu trabalho nada tem de político e venho a Cuba em férias. Porém comecei a pensar que deveria ter respondido voleibolista...
-O calor em cuba chega aos 35 graus.É abafado, impede de respirar. Depois de um voo de oito horas (que desespero), chegou a vez de aproveitar oito dias de férias. O hotel tem muito boas condições, ou seja, uma piscina enorme e um mar azul.
-À noite o primeito contacto com este continente. A animação do hotel presenteia-nos todas as noites com um show de música e dança. Músicas de toda a América, desde o tango argentino, o samba brasileiro, as flautas andinas e a salsa e rumba. Um festim para os ouvidos e a constatação que os cubanos dançam que se fartam...
-O jet lag afectou-me ligeiramente o sono, o que fez com que estivesse uma hora acordado a meio da noite. Serviu para relembrar a viagem e o que ficou em Portugal.
-De manhã, um pequeno almoço gigante com panquecas, pão e sumo de frutas. De seguida, ida para a piscina. Uma água muito quente e um sol maravilhoso. Hoje é dia de não fazer nada.. À tarde um salto à praia. O azul límpido do mar é o mais bonito que já vi. A temperatura da água satisfaz o mais exigente dos humanos. Um senão, é muito salgada. Mas também não estou aqui para bebê-la...
-As notícias vão chegando a espaços. Ouço que há novidades no caso McCann mas pelos vistos nada de definitivo. Falarei disto um dia destes. Recebo também ecos de que caiu uma ponte nos EUA há uns dias. Pois bem, para quem muitas vezes teima que só em Portugal se passam algumas coisas, pelos vistos noutros países também...
-Ontem foi dia de saída. Fomos até um bar ao ar livre, repleto de gente. Primeiro deram músicas universais que estou um pouco farto de ouvir, depois puseram algumas músicas cubanas com arranjos mais mexidos e finalmente umas músicas mais antigas (anos 80 e 90), que deu para lembrar as primeiras saídas à noite.
-Por falar nisso, as mulheres cubanas. Fui avisado (até pela minha mãe) que elas são atrevidas, sobretudo com os turistas. Não vejo isso! Vejo que as cubanas gostam muito da matreirice e calor dos cubanos. Nem dão importância aos turistas. é engraçado estar algo aparte e observar isto. Se eu tivesse feito esta viagem para ter algo seria uma coisa, mas assim é diferente. Apesar de ter sido abordado aqui, já fui muito mais assediado em Portugal. As cubanas transpiram sensualidade, mas é com os cubanos. Vi mais sexo numa dança entre cubanos que em muitos actos propriamente ditos. No entanto, os turistas não parecem interessar. Sendo assim, é bom estar do lado tranquilo. Até porque gosto de seduzir, não engatar. Por isso, observo...
-Aquilo que disse das cubanas aplica-se às turistas. Vi mulheres de várias nacionalidades a deixarem-se levar por cubanos (mesmo que feios) por serem cubanos. Não tenho que condenar ninguém, mas ainda bem que não me atiro a tudo que mexe, que não perco uma certa compostura. Mesmo bêbado...
-Escrevo agora que chego de Havana. Foi uma manhã e uma tarde a visitar uma cidade que precisa de muitos mais dias para se conhecer. Decidimos partir de táxi de Varadero, e revelou-se uma opção acertada porque os sinais que indicam as estradas rareiam. Cheios de sono da noite anterior fomo-nos deixando levar na auto-estrada (que permite que peões e bicicletas a utilizem, e que em termos de piso se assemelha a uma nossa Estrada Nacional). Fizemos uma pequena paragem naquela que é a ponte mais alta de Cuba e seguimos caminho. O percurso demorou mais porque apesar dos limites de velocidade serem os normais, os polícias não tem radares. Ora o que acontece é que os taxistas reduzem para velocidades tartaruguescas para não correr riscos. Entramos em Havana por uma estrada secundária e desde logo vimos uma nova realidade. Alguns bairros de casas pré-fabricadas e escolas que, nas palavras de um dos canadianos que nos acompanhava, se assemelhavam a celeiros. Ainda à distância, estivemos no local onde lado a lado está o museu de Che Guevara e uma estátua de Cristo. Em seguida fomos a uma loja de charutos onde está o charuto mais comprido do mundo (com direito a lugar no Guiness). Pensamos em comprar charutos mas eram muito caros. O nosso taxista-guia logo nos informou que se quisessemos falaria com um amigo que arranjaria mais baratos. Arrancamos para o coração da Havana, entrando pela Havana Moderna. Aqui há muitos edifícios novos (hóteis e centros comerciais) e os velhos palacetes estão ocupados por coisas tão diferentes como uma multinacional ou uma barbearia. Paramos um pouco em frente ao monumento que homenageia o poeta da revolução José Marti. Um edifício enorme em frente a uma praça descomunal. Do outro lado, um edifício com mais uma homenagem a Che. Tiradas as fotos, seguimos para o Capitólio. Construido à imagem do de Washington, consegue supera-lo em altura. É uma recordação do tempo de Batista, o anterior ditador que tinha o apoio do governo norte-americano. Ao fundo das escadarias da entrada, dezenas de cubanos vendem de tudo: comida, bebida, fotos, indicações, mapas, etc. É-nos dito que são pessoas que nao querem trabalhar e se limitam a viver dos turistas. Decidimos não entrar e seguimos para a Floridita, o bar onde Hemingway tomava os seus daiquiris. Sem nada no estomago, os daiquiris começam a fazer o seu efeito. É já bem animados que vamos ter com o amigo do taxista. Ora, ele é Juan! Nem mais nem menos que outro guia, que fala inglês perfeitamente e que para além dos charutos nos apresenta a possibilidade de conhecer Havana Vieja. Depois de nos revelar que gosta muito do Figo, prometo-lhe a camisola dele que trago na mochila. Em troca queremos uma visita inesquecível. Com este guia só poderia ser assim. Juan leva-nos numa carroça de cavalos aberta, em que podemos ver tudo. A primeira paragem é a casa do último Governador Espanhol. Por esta altura, as pilhas da minha máquina estavam nas últimas e tive que seleccionar o que queria fotografar. Parámos perto da Igreja de São Francisco para comprar água. Apercebo-me então de uma diferença entre Havana e Varadero. Se onde está o hotel as cubanas pouco se interessam nos turistas, aqui na capital elas comem-nos com os olhos. Se por acaso olhamos alguma, o seu olhar irá seguir-nos até irmos embora. Entretanto, Juan vai discorrendo sobre a má situação dos cubanos, sobre as doze primas que tem e que se quiseremos vão ter conosco, sobre a sorte que tem apesar de tudo, etc. Leva-nos agora num passeio mais comprido em que passados por algumas igrejas em que os santos não tem cabeça, pela estação de comboios (velhíssimos), por outro bar onde bebemos mais uns daiquiris... Finalmente chegamos a uma das lojas de charutos mais conhecidas. Em plena loja, diz em inglês que aquilo era uma exploração e diz para comprar-nos só um charuto. Com ele já estamos por tudo e fazemos o que diz no meio de gargalhadas. Explica que nos levará a casa de uma amiga para comprarmos. Em tom de sussurro diz que mandará o condutor da carroça embora porque é um informador ("chibo") do Governo. Seguimos então a pé para o meio de um bairro velho de Havana. Apesar de sermos quatro, apesar de um dos canadianos ser jogador de rugby, se isto não corresse bem, acabávamos todos numa valeta. Apercebemo-nos desta situação mas mantivemos a calma. Chegamos à casa da amiga (de seu nome Amália) e sentamo-nos nos sofás da sala, mesmo ao lado da cozinha. Ora, peço-vos que imaginem a cena. Dois portugueses e dois canadianos sentados numa sala de estar cubana a beber café Cubita e à espera de mercadoria não muito lícita. Juan explica-nos que Amália trabalha na fábrica de charutos e que por dia pode trazer cinco charutos (ou uma caixa da vinte e cinco no fim da semana) para fumar em casa. Aquele bairro é toso habitado por pessoas que trabalham na fábrica por isso consegue-se arranjar o que queremos. Um dos canadianos, o nosso especialista na transacção, tem uma loja de charutos no Canadá. Ele pega no charuto comprado na loja e num à sorte da caixa contrefacta. Cortamos um pouco dos dois e dão-me a cheirar (sou o especialista em cheiros). Confirmo que são iguais. Ao olhar-mos as folhas (porque um charuto verdadeiro é feito com apenas uma folha), vemos que são feitos da mesma forma. Falta apenas a prova do sabor. O charuto novo passa tão bem a prova que até dizemos que é melhor que o outro. Este facto explica-se facilmente uma vez que é mais fresco. Sem nada no estômago a não ser álcool e a fumar um charuto, o nosso especialista canadiano confessa-nos que está tão tonto que não se consegue levantar. Começamo-nos todos a rir e pedimos café extra. Chegar a parte de escolhermos a marca e tipo que queremos levar. Sendo que só se pode levar o máximo de 50 charutos para fora de Cuba, eles levam seis caixas (de 25) entre os três e eu levo uma dos meus favoritos: Romeo e Giullieta do tipo Churchill. Para quem não sabe sabe dos mais finos e compridos, favoritos do antido primeiro ministro inglês. As caixas que queremos levar variam entre os 250 e os 350 dólares ou pesos convertíveis cada uma. Levamos as sete por 700 pesos convertíveis. Que negócio! Além do dinheiro, deixamos canetas, amostras de perfumes, as minhas outras camisolas de futebol, um ou dois pólos, escovas dos dentes, etc. Juan agradece e diz que dará a um padre porque é a melhor pessoa para as distribuir. Perguntamos-lhe se é católico e ele diz que cada vez mais porque só assim se aguenta. A casa onde estavamos era pobre, com pessoas sempre a entrar e a sair, um velho à porta numa cadeira de baloiço (a fazer lembrar uma personagem do Kusturica) e um gato com um olho cego. Parecia um cenário de um filme de gangsters e podia ter corrido muito mal, mas acabamos por sair de lá com um óptimo negócio e imensa simpatia por todos. O nosso táxi já estava à porta e despedimo-nos de Juan com um abraço e a camisola do Figo. Os seus olhos brilhavam. Fomos comer algo ao fim da tarde. Era a primeira coisa que metiamos à boca que não álcool. O bife não era nada de especial mas serviu para os canadianos meterem conversa com as empregadas cubanas. A viagem de regresso foi louca. Já de noite, imaginamos como seria de nos tivéssemos metido à aventura de alugar um carro. Acabariamos na valeta como os 14 carros que vimos empenados. Com a agravante que é proibido aos cubanos dar boleia a turistas.
-Hoje na discoteca uma cubana pensou que eu era cubano. O moreno da pele e o espanhol na língua devem te-la confundido. Ah, para que conste ela foi embora logo a seguir. Apenas queria cigarros...
-Último dia completo neste belo paraíso. Sinto já alguma nostalgia. Deu para matar as saudades de jogar volei com os animadores e outros hóspedes. No fim, um choque e o joelho quase cedeu. Preferi para porque a minha época só começa em Setembro.
-Apesar das dores no joelho, a última noite era para ser aproveitada. Grande festa no El Castellito. Depois acabei na praia do hotel a fazer conversa com uma cubana enquanto a amiga dela estava entretida com um dos canadianos. Serviu para ouvir estórias de uma nativa, como por exemplo que ninguém é desempregado em Cuba. Só se quiser. O Governo oferece emprego ou dá 90 pesos convertiveis para ir tirar outro curso. Por outro lado, o Governo não demite ninguém. Pode mudar-lhe o emprego mas não o demite. Depois do amigo e da amiga resolveram os "assuntos", é tempo de dormir.
-O dia da verdadeira despedida. Hora de balanços. Primeiro o mau. Há muita pobreza, demasiada. Os médicos são tão mal pagos que as pessoas levam presentes às consultas (que diferença para a Europa). O Governo cubano dá um litro de leito por dia às crianças até aos 7 anos, mas depois é tão caro que ninguém bebe. Os cubanos não são permitidos nos hóteis e os nossos animadores tinham de nos pedir coisas para comer e beber. Os cubanos não podem sair do país, mesmo uma filha de seis anos visitar o pai que está emigrado há 5 anos. Os nossos animadores tiveram que dormir um ou dois dias na praia, porque saíram conosco, quiseram voltar conosco e o hotel não permite que funcionários possam dormir lá. Os cubanos não podem estar a falar com turistas à noite na rua nem dar-lhes boleia. Podia continuar mas não me apetece. Quero falar de coisas boas. Como o mar maravilhoso, o clima fantástico mas sobretudo as pessoas. Esta gente fantástica que apesar de todos os problemas tem uma generosidade enorme. A alegria com que vivem, dançam, cantam, encantam é inenarrável. Não há palavras suficiente para os elogiar. Quem pede uma informação pode ser a certeza que um cubano fará tudo para o ajudar.
-Voltarei a Cuba, mas só depois de Fidel morrer. Porque não consigo ver novamente certas coisas...
PS- Já depois de voltar a Portugal, soube que uma bela cubana que conhecemos no hotel (empregada de mesa) foi presa porque foi apanhada pela policia com o nosso amigo canadiano. Não estavam a fazer nada de mais mas assim é Cuba no seu pior...
Já dá para sentir o sabor dos Mojitos, o cheiro dos charutos, a visão de um mar maravilhoso... Moleskine novo comprado, maquina fotográfica a postos, mala ainda por fazer...
Texto do meu caríssimo hómonimo cujo título é a libertação da mulher em geral...
Janto com a minha filha, de oito anos, e comemos bifes antes da estreia dos Simpsons. Temos sempre apetite. De repente, olho à volta. Um casal com uma criança; ele, direitinho, nem um cabelo fora do lugar, risca do penteado traçada a esquadro e transferidor (por causa do cocuruto), bebe água «com sabores» e come uma salada; a mulher, gorduchinha, de ar vagamente devasso, come um bife e acompanha com uma caneca de cerveja preta (a dunkel da Lusitânia, que não é má). Do outro lado, duas moças jantam com um rapaz que tem os óculos de sol fazer de painel solar (vocês sabem, aquela coisa ridícula de segurar a marrafa com os óculos escuros depois das oito da noite); elas, bronzeadas, pediram suculentas picanhas e bebem cerveja (uma turva weissbier e uma pilsener); ele, pede uma «salada verde» e Coca Cola Zero; quando vem a salada, ele protesta com a quantidade, «esta gente serve horrores, que exagero». O mundo está, finalmente, bem feito. E é bem feito.
Ora a resposta é que, na próxima quinta, este vosso servo da escrita partirá para uma bela viagem a Cuba... Quem me dera ainda ir a tempo para ouvir estes senhores...
Descobri hoje que o passaporte não se renova. Tira-se outra vez! E descobri hoje que há três hipóteses: - Normal (60 euros) = 5 dias úteis; - Expresso (80 euros) = 3 dias úteis; - Urgente (90 euros) = 1 dia útil.
Eu fiz como faço sempre, fui para a do meio porque é onde está a virtude...
Não podia discordar mais de José Saramago! Mais uma vez o escritor veio afirmar estar convicto que os destinos de Portugal e Espanha acabarão por se unir. Tenho respeito pelo país vizinho, pelo seu crescimento económico e demais pontos positivos. No entanto não posso apagar nove séculos de História. O nosso país fez-se a si próprio com qualidades e defeitos. Mantece sempre a sua autonomia, e não quero que nos tornemos na 18ª Província espanhola. Sim, porque Espanha já tem muitos problemas com algumas das suas regiões, o que tornaria a integração de Portugal ainda mais complicada. Eu sou dos primeiros a críticar o nosso país quando acho necessário, mas tornar-me espanhol, não. E Saramago tem de lembrar-se de duas coisas: - primeiro, como diz Manuel Alegre, apesar de viver em Espanha há muito e renegar muitas vezes o seu país, ele deve "o Prémio Nobel da Literatura de 98 à lingua portuguesa" - segundo, as suaa opiniões são um pouco duvidosas sobretudo desde que afirmou: "as mulheres quando chegam ao poder perdem a solidez, a objectividade e a sensatez.".
Adoro anúncios! Já fui a Festivais de publicidade e não me importo de estar horas a ver publicidade bem feita. Os meus favoritos são sem dúvida os de cariz humanitário. Deixo-vos aqui um exemplo perfeito. A música, a mensagem, a forma...Adorei...
Peço desculpa mas hoje estou rebelde... Estou a precisar de um som que me puxe, um grito que me saia de cá de dentro... Preciso de Plush (Stone Temple Pilots) ....
Saudei aqui há uns tempos a iniciativa da TVI de dar peças de teatro na tv. O que me baralha nessa estação é o de sempre. Não dão os programs no dia certo, a partir das 20h da noite os horários estão sempre errados. E depois admiram-se do crescimento de canais como FOX ou AXN? Aquilo ali é sempre a horas certas. Até se pode acertar o relógio... Diferenças...
Confesso, fui ver os Transformers e gostei muito. Nem sempre é bom ver filmes de culto ou que nos façam pensar muito. Por vezes é óptimo deixarmo-nos levar até à nossa infância e pelos efeitos especiais. Para um filme de acção, há muitos momentos de comédia. Soube bem rir, rir muito. Descontrair... A banda sonora é poderosa. Ah, e é claro há a Megan Fox...
No âmbito do meu projecto, ontem foi dia de cinema. O filme North Country fala da luta de uma mulher que ao escolher a profissão de mineira, sofre pressões e assédios. Uma bela interpretação de Charlize Theron e Frances MacDormand. Uma lição de coragem e não resignação a uma realidade ainda presente nos nossos dias. Deixo-vos o trailer...
Tenho 25 anos. Bruna Lombardi tem 54. Porém lembro-me perfeitamente daqueles olhos verdes lindíssimos. Passados 20 anos muitos são os portugueses que nunca esqueceram a cara desta mulher. Não fazia ideia que ela tinha semi-abandonado a televisão e o cinema e se tinah dedicado à escrita! Ainda não li nada dela, mas a entrevista que deu à revista Tabu de sabado antevê uma escrita tranquila e segura. A propósito do percurso dela, responde:
Acho que a gente nunca chega a lugar nenhum. A procura é que é interessante, o trajecto é que é o estar, a busca é que é o caminho. É assim que vivo.
De facto também gosto de pensar que a vida é uma eterna viagem com paragens. Quando lhe perguntam sobre se a escrita é um bálsamo ou um tormento, ela afirma:
Acho que passa pelos dois. é o Céu e o Inferno ao mesmo tempo. E não acho nenhum melhor do que o outro, ambos têm o seu interesse. Claro que há momentos em que se tem vontade de desistir, deitar tudo fora, rasgar, cortar os pulsos. Mas, ao mesmo tempo, é interessante passar por aquelas dúvidas, aquela insegurança, aquele caos, auqela desconstrução. Vou ser muito honesta consigo: interesso-me mais pelo processo do que pelo resultado. Sou assim em tudo. Quando chega o resultado, já não estou tão interessada naquilo. Raramente revejo alguma coisa que fiz. Sou muito desligada do que passou.
Também penso um pouco assim. Costumo dizer que o passado está muito bem no sítio dele. Quem me conhece sabe que não gosto muito de ler o que escrevo, para não ter a tentação de reescrever. Ainda a propósito da escrita concordo quando ela diz:
(...) um escritor também é um actor para dentro, porque tem de representar um monte de personagens quando escreve.
Já no que toca aos seus 30 anos de felicidade conjugal, afirma:
As relações, como as amizades, são uma lotaria, uma questão de sorte. e um trabalho também! Nenhuma relação vem pronta. Não existe a mulher ou homem ideal, nem sei o que isso será. Nunca se trata da busca de uma perfeição, mas de um melhor uso daquilo que a gente tem: o humor, o amor, o jardim, a comida, o tentar não perder o momento. O resto é um dia de cada vez.
Por fim, deixo-vos uma citação de Ricardo Reis que ela utilizou: Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes.
O mundo das notícias anda mesmo de pernas para o ar. Mas ainda há jornalistas que remam contra a maré. Reparem o que Mika Brzezinski vai fazendo ao ser confrontada com o facto de ter de dar a notícia da libertação de Paris Hilton...
Acho parvo, para não dizer estúpido, para não dizer ridículo, o facto de dois acontecimentos à escala global serem marcados para o mesmo dia. Não sei se foi a gala das 7 maravilhas ou se foi o Live Earth que marcou a data primeiro, mas tenho pena que os espectáculos coincidam. Pena porque a atenção irá dispersar-se e não devia...
Ainda dou muito valor às pessoas antigas. Antigas de idade, mas sobretudo de saberes. O meu companheiro de casa avariou a máquina de lavar roupa. Ontem o pai de outro colega nosso foi arranjar a dita. Bem que pode ter perto de 70 anos mas a destreza das suas mãos envergonha as minhas. E a certeza com que faz as coisas só me fez ver que a experiência ainda conta muito...
Ontem numa reunião ouvi a expressão: "Ler nas entrelinhas!". Não entendo! As coisas estão sempre escritas entre as linhas. Conhecem outras expressões assim?
Muitos de vós sabem que já estive num concurso para a carreira diplomática. Fascinava-me a vida de embaixador! Mas de um embaixador à moda antiga, porque o que vejo agora é falar muito de economia e menos de outras áreas como a cultura. Portugal tem embaixadores (e desde há pouco tempo embaixadores) que fazem um óptimo trabalho. Através do blog do meu carissimo hómonimo, descobri que um dos nossos melhores representantes (Francisco Seixas da Costa, embaixador no Brasil), lançou um blog com as informações mais importantes do mundo luso-brasileiro...
Ontem falava no caso Casa Pia (e como ele se tem arrastado) e à noite vi um filme fantástico sobre a pedofilia. O filme The Woodsman (creio que era O Condenado em Portugal) ganhou vários prémios internacionais e passou um pouco despercebido no nosso país. Kevin Bacon é fabuloso no papel de um pedófilo que após cumprir uma pena de 12 anos por abuso a menores, volta (ou tenta voltar) à sociedade. Os demónios interiores, as pulsões de uma parafilia compulsiva, tudo é magnificamente retratado por uma interpretação fantástica. Sendo que todos sentimos uma repulsa por este tipo de crimes e por este tipo de criminosos, vamos sentindo ao longo do filme a luta que ele sente em combater esse desvio. Há quem defenda penas como a castração química para pedófilos. Ora isso pressupõe que qualquer pedófilo não tem retorno. O que este filme nos ensina é que é um caminho difícil (sobretudo para a própria pessoa, porque é necessária força de vontade) mas possível.
Que não se entenda este post como uma defesa dos pedófilos. O que quero dizer é que o tempo de não tentar compreender e ajudar este tipo de situações já acabou há muito. Fiquem com o trailer do filme...
Que mal que pergunte, mas algo está muito errado na nossa Justiça! Camarate, Aquapark, Casa Pia, Apito Dourado... Tudo casos em que a tal que é dura, cega e que chega sempre, parece emperrada. Se dizem que é culpa dos investigadores, que se melhores os investigadores! Se dizem que é culpa dos juizes, que se formem novos profissionais! Se dizem que a culpa é da lei, mude-se a lei. Agora assim não se pode continuar, sob a pena de acrediitarmos que o nosso país faz lembrar isto...
Estava eu a viver em Itália em 2001 quando conheci a música dos Noir Desir... Não sendo um apreciador de música francófona, adorei a sonoridade deste grupo. Este Le vent nous portera faz parte das músicas do meu iPod e é sempre com um sorriso que a ouço. Quanto ao clip, é fantástico...
Je n'ai pas peur de la route Faudrait voir, faut qu'on y goûte Des méandres au creux des reins Et tout ira bien
Le vent l'emportera
Ton message à la grande ourse Et la trajectoire de la course A l'instantané de velours Même s'il ne sert à rien
Le vent l'emportera Tout disparaîtra Le vent nous portera
La caresse et la mitraille Cette plaie qui nous tiraille Le palais des autres jours D'hier et demain
Le vent les portera
Génétique en bandoulière Des chromosomes dans l'atmosphère Des taxis pour les galaxies Et mon tapis volant lui
Le vent l'emportera Tout disparaîtra Le vent nous portera
Ce parfum de nos années mortes Ceux qui peuvent frapper à ta porte Infinité de destin On en pose un, qu'est-ce qu'on en retient?
Le vent l'emportera
Pendant que la marée monte Et que chacun refait ses comptes J'emmène au creux de mon ombre Des poussières de toi
Le vent les portera Tout disparaîtra Le vent nous portera Assim vai o mundo...
Como alguns sabem escrevi já uma peça de teatro que a seu tempo será mostrada aqui. É um tipo de escrita que não é fácil. Sobretudo porque, mais do que num livro normal, as personagens ganham vida. Como refere Carla Hilário Quevedo no texto Duas horas e meia na revista Tabu:
Um espectáculo de teatro pode sobreviver a muitas coisas,a más encenações, a cenários medonhos, a abusos interpretativos, mas não conheço nenhum que tenha sobrevivido a um mau texto. As palavras escritas, ao serem proferidas em voz alta num palco, na presença de um público, adquirem uma vida especial e são, de certa forma, homanegeadas. Ou seja, escrever para teatro (sobretudo) implica um acréscimo de responsabilidade, coisa séria, difícil.
Estas palavras referem-se a uma crítica algo dura à peça de José Luís Peixoto, chamada Quando o Inverno Chegar. Não está em causa a qualidade do texto, mas de facto o quanto a crítica dos textos de teatro pode ser mais exigente.
Foi um fim de semana de descanso.. A praia da minha Póvoa fez maravilhas... O céu estava um pouco encoberto mas ainda assim o sol estava quente. A prova-lo está a queimadela nas minhas costas, porque me distraí a jogar volei de praia. Para ser perfeito perfeito só faltou a companhia da menina, porque os amigos estavam lá... Muito se falou de férias. Brasil, Cuba, Itália, Jamaica! E por falar em Jamaica...
Bob Marley Jammin'
Estou a uma semana e meia de acabar as preocupações laborais e a começar a vida boa....
Socialmente Diversificado (escrito em Agosto 2005)
Após a leitura dos primeiros posts, pode ficar a ideia que o Homem Novo terá que ser alguém de uma classe média-alta, com algum bem-estar económico. Tal não é verdadeiro. O Homem Novo é um conceito que atravessa a escala social e que encontra pessoas em todos os quadrantes sociais. Não é o facto de se pertencer a um maior número de organizações humanitárias (com custos inerentes) ou assistir a um maior número de eventos culturais que define o Homem Novo. Trata-se sim de uma predisposição para integrar um grupo que o faz cumprir tais requisitos. A vontade de ajudar o próximo ou de adquirir cultura não é um fim, mas sim um processo contínuo. Aquele que partilha uma grande quantidade de dinheiro ou um simples cobertor antigo será sempre considerado da mesma forma. Este equalitarismo conduzirá a uma sociedade mais solidária e justa independentemente de aspectos económicos individuais.
Em tempos disse que não concordava com o Brad Pitt. Ou seja, que a Angelina Jolie seria uma bela mulher para uma aventura, mas que a Jennifer Anniston seria uma mulher para ter ao lado. Pois bem, a postura da Angelina tem-se alterado e a minha opinião também. De menina rebelde a mãe dedicada, esta bela mulher tem, se não estabilizado, procurado ter uma vida com um significado maior. Muito se especulou aquando da primeira adopção. Se não seria uma manobra publicitária. Pois bem, a verdade é que já são três crianças adoptadas. Terá mesmo que haver uma intenção nobre, senão teria parado no primeiro. A vida que ela, e agora Brad, levam torna-se mais rica com estas crianças. São orfãos que ganham uma nova família... Oxalá toda a a gente com condições fizesse isso! Angelina pode ter perdido alguma da sua rebeldia sexy, mas ganhou uma beleza mais madura...
É inacreditável como a vida humana é tão frágil e relativa:
Um estudante do curso de Direito da Universidade Internacional (UI) da Figueira da Foz morreu devido a uma infecção sanguínea fulminante provocada pela leptospira, uma bactéria transmitida pela urina dos ratos.
O jovem terá contactado com uma lata contaminada, segundo a edição do Correio da Manhã desta quarta-feira.
O incidente ocorreu na noite da Festa de Santo António, no dia 13, na Figueira da Foz, onde esteve com um grupo de amigos. Luís Daniel Maneca Nabais, de 34 anos, era natural da Guarda e um dos principais dinamizadores da Imperial Neptuna Académica.
Chegou debilitado ao Hospital da Figueira da Foz e devido ao seu estado grave foi transportado para o Hospital dos Covões, em Coimbra, onde ficou internado nos cuidados intensivos. Não resistiu à infecção e faleceu na madrugada do dia 17.
«Peste-negra continua a matar»
«A infecção generalizou-se no organismo muito rapidamente. Os médicos disseram-nos que tudo aponta para que tenha sido provocada pela urina de ratos», explicou Octávio Santos Nabais, pai do estudante que ficou incrédulo quando descobriu que a «peste-negra continua a matar».
Os pais afirmaram desconhecer por completo o local onde o filho se encontrava quando foi infectado. Luís Nabais frequentava a UI há 12 anos, tempo durante o qual cancelou algumas matriculas, para trabalhar no ramo de informática. «Mas nunca nos deixou ficar mal», conta o mãe, Regina Nabais.
De acordo com os pais, Nabais era «saudável» e tinha «bons hábitos» e o presidente da Associação de Estudantes da UI lembra que Nabais era muito conhecido e dinamizador do «meio académico».
Os pais de Luís dispensaram a autópsia ao filho querendo só confirmar, através de exames a amostras retiradas quando estava hospitalizado, a causa da sua morte. Segundo informações prestadas pelos médicos à família, os exames vão demorar dois meses. in Portugal Diário)
Ontem o programa Prós e Contras teve como tema o Porto. Ora bem, fui aprendendo a gostar de Lisboa (dois tempos que lá passei) mas o Porto é uma cidade que me está intrinseca. Se só há seis meses vim para aqui viver, desde sempre o meu fascinio por esta cidade me faz senti-la de forma profunda. Talvez que se explique por este ser o meu país e a minha simpatia pelas segundas cidades (Barcelona, Milão, etc.). Muito foi dito pelas personagens portuenses mas poucas coisas ficaram. Confundiu-se um pouco os problemas do Porto com os do Norte. É que os problemas do Porto tem dois culpados: a centralidade de Lisboa e a falta de união do Porto. Os problemas do Norte são culpa de Lisboa e Porto, mas não dos próprios. Concordo com o Carlos Magno quando diz que o Porto se destaca quando afirma a sua individualidade... Não achei feliz a comparação com a Galiza. A Galiza cresceu muito porque aproveitou duas coisas: o facto de ser uma região autonómica e o dinheiro europeu. No entanto, e relembro que durante os dois últimos anos tive contacto com pessoas da Mancomunidad de Vigo, existem problemas graves por lá. Não nos esqueçamos que na Galiza, Vigo é a capital económica, Corunha é capital habitacional e Santiago de Compostela a capital política. Se estivessemos a falar da região do Porto tinhamos de juntar Gaia, Feira, S. João da Madeira, Maia, Matosinhos, etc. Temos tendência a pensar que os outros são sempre bons exemplos e nós não. O Porto podia estar melhor mas depende muito de si mesmo...
PS- Continuo a não gostar nadinha de Fátima Campos Ferreira como moderadora. Até posso admitir que se prepara para o debate, mas as suas achegas parecem de uma aluna que quer mostrar que estudou. E depois aquela sua mania de interromper as pessoas e falar por cima delas tem uma pitada de falta de educação...
Esta bela menina desafiou-me a apresentar 3 livros de referência e 3 livros em mãos. Pois bem, no que toca aos livros que me marcaram, escolho:
A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera) - porque encaixa perfeitamente na minha personalidade. Toda a ambivalência do mundo do amor e o mundo das "amizades eróticas" tem marcado os vários momentos da minha vida sentimental.
Fio da Navalha (Somerset Maugham) - um livro que tem uma componente filosófica enorme. Foi ao lê-lo que questionei (tal como Larry, a personagem principal, o faz) muitos aspectos da vida. Religião, política, economia, amor... Todo o relativismo deste mundo em constante transformação.
Rosas de Atacama (Luis Sepulveda) - o livro que me fez escritor. A escrita escorreita, descritiva, vivencial, real de mestre Sepúlveda fez soltar em mim todas as palavras que mantinha cá dentro. A ele devo a vontade de escrever...
No que toca aos livros que tenho em mãos, quebro um pouco as regras:
Le Comte de Monte Cristo (Alexandre Dumas) - um dos meus livros favoritos (que poderia estar na lista de cima), lido na sua lingua original.
Jonathan Strange & Mr Norrell (Suzanna Clarke) - este livro sobre a vida de dois mágicos londrinos está a ser extremamente complicado de ler por estar escrito num inglês cerrado do séc. XIX.
O meu Moleskine - este é sempre o livro que tenho em mãos. É nele que escrevo os posts que publico, as listas de livros a comprar, os locais a visitar e as estórias que me surgem na cabeça. O livro da minha vida é escrito todos os dias, neste caderno de capa negra...
É suposto eu passar este desafio a 3 pessoas, mas sou sincero, gostava de conhecer os gostos de mais pessoas. Assim, pergunto-vos a todos os que leram este post: quais são os 3 livros de referência e os 3 livros que tem em mãos?
Há quem tenha saudade do meu outro espaço e que tenha feito lobby para que ele reabra... E eu cedo... A partir deste momento o blog Diario de um Homem Sentimental está reaberto...
Há quem goste de touradas! Eu não... Agora o que de facto não admito é que se invoque a tradição como razão para a sua existência. É que se assim fosse isto também ainda existiria...
Vocês sabem o que é gostar de alguém? É Mais que isso...:)
Mais que isso Ana Carolina
Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita O amor é mais que isso O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei numa fita Eu não vou gostar de você porque você acredita O amor é mais que isso O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita
Deixa de tolice, veja que eu estou aqui agora inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você cobra Deixa de bobagem, é claro, certo e belo como eu quero O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora pára
Será que é tão difícil aceitar o amor como é E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar Como aqui
Será melhor deixar essa nuvem passar E você vai saber de onde vim, aonde vou E que eu estou aqui
Nestes dias responderei a uns desafios que me propuseram, mas hoje apetece-me criar um...
Já muitas vezes critiquei aqui Portugal. Para que não se pense que só critico, decidi criar um exercício de promoção. Assim, desafio-vos a escolher uma música, uma imagem e uma palavra/frase que caracterizem o nosso país. Imaginem que com três elementos tinham de mostrar o nosso pais a quem nunca o viu. Como não gosto de só mandar fazer, a minha resposta é:
Estou de volta, mas devido ao adiantado da hora, não vou postar de mais... Amanhã de manhã é dia de consulta ao meu eterno problema e por isso noticias so à tarde... Ah, a viagem correu bem! Muito trabalho, mas paciência... Agora vou para casa descansar, ou seja, é hora de me por à estrada...
Não sei se passam segundos, minutos, horas. Levanto-me e vou até à janela. Olho lá para fora. Um dia cinzento, sem chuva mas com nuvens. Apenas um dia como outro qualquer.
É Domingo e estou no emprego a preparar trabalho para a semana... Estarei pelas Caldas da Rainha amanhã e terça, por isso só voltarei aqui na quarta... Aproveitarei para escrever no Moleskine e responder a alguns desafios que me foram propostos por bloggers e por outros amigos.. Pois bem, não poderia deixar de vos presentear com uma música que não me canso de ouvir... Ansiando por férias e dedicando a uma amiga que está "down under", aqui fica os Men at Work com Land Down Under...
Ouço a campainha tocar. São seis da tarde. Levanto-me da cama. - Abre-me a porta! - a voz dela é firme. Carrego no interruptor e abro a porta de entrada. Volto para o quarto. Acendo um cigarro. Ouço-a entrar, batendo a porta. - Quem é que pensas que és? Primeiro, está tudo bem. Depois, aparece uma rapariga qualquer a falar do irmão e dos pais. A seguir desapareces. Tento ligar-te, falar contigo e tu, nada. Agora chego aqui e vejo-te nesse estado deplorável. Ah, e pensei que tinhas deixado de fumar! - a ironia da última frase passa-me ao lado. Apesar de ser a pior altura de todas, decido contar-lhe tudo. Mais para contar a alguém do que com a esperança de reatar a relação. - Aquela que tu viste, - as palavras saem-me frias, sem emoção - chama-se Joana, e é irmã do meu melhor amigo. Quando me conheceste, disseste que eu era sombrio, pois bem, um mês antes ele tinha morrido. - acho que ainda não tinha dito isto a ninguém. - Mas, o que é que aconteceu? Ela quer saber tudo. Tenho de contar. - Nós os dois tínhamos ido sair, e bebemos uns copos. Estava a chover bastante. Ele disse que conduzia, mas estava em pior estado que eu. O carro derrapou e embatemos contra uma árvore. Eu perdi os sentidos e quando acordei vi-o morto a meu lado. Ainda tinha os olhos abertos. Esses olhos aparecem-me todas as noites em pesadelos. - tremo, ao viver tudo de novo. - Eu compreendo que te sintas em baixo, mas tens de continuar. Não me digas que achas que foi culpa tua? - a pergunta sai de surpresa. - Mas é culpa minha! Eu sei que ele conduzia melhor que eu, mas nunca devia ter deixado que ele conduzisse. Nós fizemos isso vezes sem conta, eu devia ter previsto. Eu devia ter imaginado… A Joana tem razão! - enterro a cabeça nas mãos. - Tem razão, o tanas! É verdade que foi uma inconsciência, mas se estavam os dois bêbados, só podiam era não ter pegado no carro. Não interessa quem ia a conduzir. - a lógica dela não é a minha. - Não! Eu devia ter insistido, eu devia tê-lo mandado parar. A culpa foi minha! - as palavras da Joana, o olhar dela, a imagem dos pais dele no funeral, nada me sai da cabeça. - Só podes estar a brincar! A culpa é tua?! Essa explicação não tem pés nem cabeça. Sé sentes culpa porque ele morreu e tu sobreviveste. E isso não tem lógica. É claro que foi mau ele ter morrido, mas tu não podes viver assim o resto da tua vida. Ele não ia querer isso, eu não quero isso. Não consigo viver com alguém que não quer viver. Disse-te que me apaixonei por ti porque adoras a vida. Não vou agora dizer que deves viver agarrado à morte. Tens de escolher se queres viver comigo ou agarrado ao fantasma dele. - sempre firme, sempre decidida. Para ela não pode haver meias medidas, ou sim ou não, ou preto ou branco. Eu também era assim, directo, sem hesitações. Mas aquilo mudou tudo. - A culpa foi minha! Não entendes? Ele era inteligente, divertido, cheio de vida, toda a gente gostava dele. Era eu que devia ter morrido… - não sei se sinto mesmo o que digo ou se a quero mandar embora. - Tenho pena que sintas isso. Sabes porquê? Porque quer dizer que no acidente não morreu apenas o teu melhor amigo. Morreram os dois! Estou de costas para ela e as palavras ecoam nos meus ouvidos. Pressinto-a a ir embora e ouço a porta a bater com estrondo.
Há dias num desafio bloguistico perguntava-se se preferia uma mulher sem sal que fosse fiel ou uma Mulher com M maiúsculo que não prometesse fidelidade! Respondi que nem uma nem outra... Sinceramente! Acredito piamente que uma relação só funciona com dois Individuos com I maiúsculo. Preciso de uma mulher que me puxe, que me pique, que me espicace! Preciso de uma mulher tranquila que saiba dizer "anda cá que não te aleijo"... Uma mulher que eu tenha a certeza que queira estar comigo mas que eu saiba que me pode deixar. Porque só damos valor às coisas que podemos perder! tudo o resto nos é indiferente... E se ela me deixar, ter a auto-estima suficiente para dizer que foi ela quem ficou a perder. Os dois lados tem de ter a força suficiente para criar uma relação forte. Definitivamente, quero uma mulher que diga isto...
Garganta Ana Carolina
Minha garganta estranha quando não te vejo Me vem um desejo doido de gritar. Minha garganta arranha a tinta e os azulejos Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar. (2x)
Venho madrugada perturbar teu sono Como um cão sem dono me ponho a ladrar. Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso, Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar. (2x)
Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura, Às vezes ajo com candura pra te conquistar. Mas não sou beata, me criei na rua, E não mudo minha postura só pra te agradar.
Mas não sou beata, me criei na rua E não mudo minha postura só pra te agradar.
Vim parar nessa cidade, por força da circunstância, Sou assim desde criança, me criei meio sem lar. Aprendi a me virar sozinha E se eu tô te dando linha é pra comer você...
Aprendi a me virar sozinha... E se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar. (4x)
Sentamo-nos numa esplanada da zona ribeirinha. Temos de aproveitar um sábado de sol em Março. Entretidos com a conversa, com as pessoas que passavam, a tarde corria perfeita. De repente, uma voz por trás de mim. - Ainda não passaram três meses da morte do meu irmão e já aqui estás a divertir-te! Pareces estar muito contente. Volto-me, mas a luz do sol cega-me. Aos poucos os meus olhos habituam-se. Era… - Joana… - não consigo dizer mais nada. A alegre e simpática Joana. A Joana que vi crescer e que considerava como uma sobrinha. Afinal, ela era irmã do meu melhor amigo. Mas a Joana que tinha à minha frente não era a doce Joana, era alguém sombrio e amargurado. - Pelos vistos, o luto passa-te rápido. Parecias tão abatido no funeral e já aqui estás todo contente. - a voz era cortante. - Joana… - não conseguia articular mais nada. Estava fixado no rosto de uma rapariga que costumava gostar de mim e falar comigo sempre que me via. - Ainda por cima, acho que pela forma como tudo aconteceu, devias ter mais respeito. Mas vejo que já te esqueceste do que aconteceu. - Eu não tive culpa! - sentia tudo a andar à roda e a dor de cabeça a voltar. - Diz isso aos meus pais. Ou melhor, diz isso ao meu irmão. Adeus! Vi-a afastar-se decidida. Tudo parecia ruir…
Na nossa vida das relações, estamos muitas vezes em momentos diferentes... Já senti necessidade de estar sozinho (sobretudo depois de relações que me deixaram marca) e já senti vontade de estar com alguém (quando tenho saudade de ter alguém a quem fazer o último telefonema do dia). Pois bem, há sempre um momento em que sentimos que estamos bem e chegou a altura de lutar por algo. É a mudança de não querermos perder algo e de querer ganhar algo. É fazermos algo pela nossa felicidade. Quantas vezes não saio agora "p'la rua" com um grande sorriso nos lábios!
Pra rua me levar Ana Carolina e Seu Jorge
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor Há outras coisas no caminho aonde eu vou As vezes ando só, trocando passos com a solidão Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa Sem me precipitar e nem perder a hora Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar Ver a cidade se acender A lua vai banhar esse lugar E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar Promessas que me fiz e que ainda não cumpri Palavras me aguardam o tempo exato pra falar Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa Sem me precipitar e nem perder a hora Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar Ver a cidade se acender A lua vai banhar esse lugar E eu vou lembrar você...
As semanas seguintes foram fantásticas. Voltei a ganhar vontade de estudar, de sair, de viver. Era um prazer descobrir todos os dias uma coisa nova na Diana. E só coisas boas. Senti-me a apaixonar, sem receio nenhum de me magoar. Encontrava-mo-nos ao fim da tarde, jantávamos e depois ou saíamos ou ficávamos em casa. De qualquer das maneiras, estávamos sempre bem porque estávamos juntos. Com ela sentia que podia conversar sobre tudo. Para além de inteligente, ela era bastante madura. As opiniões dela eram sempre sensatas e acertadas. Sempre tive um certo fascínio por mulheres mais velhas e com ela tudo parecia perfeito. Perguntei-lhe, certa vez, o que é que ela via em mim. - Não sei! Desde o primeiro momento que gostei de ti. Apesar de seres novo, parecia que tinhas o peso do mundo dentro de ti. Os teus olhos tinham uma tristeza infinita. Parecias atormentado! E foi essa tristeza que me atraiu. Mas depois do primeiro dia, tudo pareceu diferente. Pareces-te mais com alguém da tua idade. És jovem, divertido, extrovertido, alguém que gosta da vida e nada que lhe pode acontecer, pode mudar isso. Tens joie de vivre! E apesar de ter sido o teu lado sombrio que me chamou a atenção, gosto mais do teu lado alegre. Estava a precisar de alguém que gostasse da vida, que gostasse de si e que gostasse de mim. - inclinou-se e deu-me um beijo longo, doce, suave… Ele tinha tirado o retrato perfeito! Pensei muitas vezes se não devia contar o porquê do meu lado mais sombrio. Sabia que ela me saberia ouvir e que saberia o que dizer. Tenho a certeza que tudo seria ultrapassado com a ajuda dela! Mas desisti sempre. Ou melhor fui sempre adiando. Várias noites depois de ela adormecer, ficava a vê-la dormir. A minha guerreira em repouso. Uma mulher que lutou por aquilo que desejava e tinha conseguido atingir tudo o que queria. E, que apesar disso, começava cada dia à procura de um novo objectivo, uma nova meta. Por isso o sono dela parecia ser tão calmo, tão feliz. O sono dos justos! Quanto a mim, já não tinha pesadelos, mas o meu sono não era tranquilo. Era como se existisse alguma coisa que ainda estava por resolver.
Segundo a Wikipédia, chama-se banda sonora ao conjunto das peças musicais usadas num filme. Pode incluir música original, criada de propósito para o filme, ou outras peças musicais, canções e excertos de obras musicais anteriores ao filme.
Pois bem, a nossa vida é uma filme. Cada relação que temos tem uma banda sonora. A nossa tem algumas músicas...
Passei a tarde distraído. Apanho um autocarro e encontro a morada perguntando a um velhote. São quase oito horas e a luz é escassa. Paro em frente à casa. É uma casa grande e muito bonita. Tem algumas luzes acesas. Abeiro-me da caixa do correio para ler a placa: Diana Guerreiro. - Bem, casada não deve ser! - constato em voz baixa. Enquanto me aproximo da porta, lembro-me da figura e do nome. Realmente, o nome da deusa grega da caça assentava-lhe como uma luva. Os cabelos rebeldes e o ar desembaraçado davam-lhe uma beleza invulgar. Toco, a medo, a campainha. Tem uma melodia comprida e agradável. Esperava alguém em trajes menos formais, mas tenho uma surpresa maior: - Sim, posso ajudá-lo? - pergunta numa voz quente. Fico parado a olhá-la. Veste apenas um roupão turco e o cabelo molhado ainda pinga. - Eu… quero dizer, nós… hoje de manhã… - gaguejo. - Calma, então! Foste tu ou fomos nós? – o discurso feito na segunda pessoa levou a acalmar-me. - Eu sou a pessoa que chocou consigo hoje de manhã. Disse-me que se ficasse com algum papel seu, para o enviar. - expliquei-me. - E decidiste fazer uma entrega pessoal - respondeu em tom provocatório. - Pensei que algum podia ser urgente. - falo como se tivesse sido apanhado em falta. - E pensaste muito bem! Vejo que estás muito mais bem-humorado. - riu. Ia replicar, quando um cheiro intenso e conhecido encheu-me as narinas. - Por acaso, está a cozinhar lasanha? - pergunto, sabendo de antemão a resposta. - Estou! Escusas é de me tratar por “tu”! - brinca - Eu já me deixei disso. Como pareces um apreciador, como eu exagerei na dose e como me falta companhia, tenho todo o prazer em te convidar para jantar! - e reforça o convite, abrindo a porta totalmente. O convite é irresistível. Entro numa sala ampla e decorada com bom gosto. Os vários objectos identificavam as viagens da dona da casa. A minha observação é interrompida… - Põe-te à vontade que eu vou vestir algo mais decente. Podes ir escolhendo o vinho. - acrescentou. Reparo pela primeira vez num armário onde estão várias garrafas alinhadas. Começo a procurar um bom vinho. Não sei se devo escolher verde ou tinto, por isso pego numa de cada. Ela demorou pouco a voltar. Veste uma saia comprida que lhe favorece a anca. A camisa branca tem vários botões desapertados, o que dá asas à minha imaginação. O cabelo já está seco e usa só um pouco de maquilhagem. Não consigo deixar de a olhar. - Então, já escolheste o vinho? - pergunta, fingindo não ver o meu olhar fixado. - Já! - saio da hipnose, agradecido por ela não ter dito – Não sabia se devia escolher branco ou tinto, escolhi uma de cada. Mas o branco não está fresco. - Ah, um conhecedor! Fazemos assim, bebemos o tinto primeiro, enquanto o branco refresca no congelador. - pega nas garrafas - Ah, escolheste bem. Pelos vistos, sabes de vinhos. - esta frase funciona como convite a falar de mim. - Mais ou menos! Disse-te que gosto muito de comida italiana, - sigo-a até à cozinha - e escolho os vinhos em função disto. - Ora bem, a lasanha está pronto! Abre a garrafa, enquanto ponho mais um prato na mesa. É incrível o desembaraço dela. Está em casa com um perfeito estranho e para além de tudo, age como se fosse normal. Começo a pensar que ela é a melhor coisa que me aconteceu há já muito tempo. Começamos a jantar. A comida estava óptima e a conversa ainda melhor. Não ficamos pelas duas garrafas, nem pelas três, nem pelas quatro. Tomamos café e comemos gelado. A língua foi-se soltando e os sentidos cada vez mais despertos. Decido lavar a loiça como retribuição. - É assim, nasci numa vila do interior, vim estudar para cá e tive a sorte de arranjar logo emprego. Pagam-me bem, faço o que gosto e vivo onde quero. Sinto-me bem! - desabafa. - O que mais me custa a acreditar é como uma mulher como tu não tem namorado ou marido? - pergunta, enquanto arrumo o último prato. - Tive alguns namorados que se revelarem desastres e depois deixei de lhe dar importância. - vamos até à sala, onde ela acende a lareira. - Mas não sentes faltas? - estou verdadeiramente curioso como uma mulher daquelas pode estar sozinha. - De quê? De ter alguém com quem partilhar as coisas boas? De alguém que me dê afecto? Claro que sim, mas desisti de procurar. - Desististe? - Sim, acredito que não tenho de procurar para encontrar. - Acreditas que vais chocar com alguém especial? - a palavra sai-me directa sem que me aperceba e sinto-me embaraçado. Uma gargalhada alta e bem-humorada é a primeira resposta. - “Chocar” é uma palavra interessante! E tu? - desvia a conversa, e ainda bem - Conta-me mais coisas sobre isso. - Penso durante alguns instantes. Ela merece que conte a verdade mas não agora. - Eu? Sou de uma cidade daqui de perto e vim estudar para cá. E aqui estou! - não me apetece contar muito mais. Não hoje. - Ah, uma história simples! - tenho a certeza que ela quer perguntar mais coisas, mas não me obriga a nada. Diz apenas: - És muito misterioso! - parece-me um elogio. - Isso é bom ou é mau? - o ambiente, a música, o vinho, ela… Inclino-me e beijo-a a medo. Ela sente isso e puxa-me para ela. Apesar do vinho, apesar da surpresa, lembro-me de tudo. Pego nela ao colo, subo as escadas, entro no quarto. Ela manda-me sentar na cama. Uma cama baixa, grande. Ela acende velas e começa-se a despir lentamente. Àquela luz, o corpo perfeito dela torna-se uma visão… Puxo-a para mim, mas ela afasta-me gentilmente. É ela quem manda. E eu deixo-me conduzir…
O Homem Novo vive num mundo Novo, cheio de oferta cultural e desportiva. Como bom apreciador, tem de saber conhecer e reconhecer qualidade em eventos musicais, literários, cinematográficos, teatrais e desportivos. Assim, não pode ficar preso com amarras e um tipo de cultura! Terá que saber apreciar um concerto de música clássica como uma banda rock, uma ópera como uma revista, um filme de culto como um blockbuster-pipoca, um jogo de futebol como uma partida de ténis. O que é importante é buscar a qualidade do evento. Com a ecleticidade da busca virá a maior diversidade de cultura, saber e informação. Essa cultura geral ajuda uma maior compreensão do mundo através do conhecimento dos diversos pontos de vista que nos são dados pela arte ou desporto.
Na voz parece haver alguma resignação. Mas é só tristeza, incompreensão. Teresa Silva ainda não consegue entender como foi possível terem negado a aposentação à sua mãe e a obrigaram a dar aulas, mesmo estando com leucemia. Já tinha o apoio do Sindicato de Professores da Zona Centro, mas as mensagens de incentivo que recebeu dos leitores do PortugalDiário deram-lhe ainda mais força para avançar com um processo contra o Estado português. Agora, tenta perceber junto do sindicato, se de facto é possível recorrer também ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
«Acho que isto é uma questão de direitos do trabalhador, o direito a estar doente», explica. E por isso Teresa quer fazer alguma coisa, para que outros não passem pelo mesmo. Mesmo sem apontar o dedo a culpados, porque não lhe cabe a ela essa função, diz, com revolta, que «quem decidiu, decidiu desumanamente». «Isto não são opiniões, são factos», justifica. «Tenho todos os relatórios médicos para o provar». E a certidão de óbito também.
«Segundo os comentários que li no PortugalDiário há muita gente a passar por situações idênticas, mas as pessoas têm medo de abrir a boca, de denunciar». Pelo menos neste site, «mesmo assinando anónimo», diz, podem «abrir a alma».
«Apta para o exercício da função»
Manuela Estanqueiro pediu a aposentação antes de saber a doença que tinha. Não estava bem, já não conseguia carregar a pasta com as coisas da escola. Não tinha força. Estava sempre cansada. Em Março de 2006 diagnosticaram-lhe leucemia. Foi a uma junta médica da Caixa Geral de Aposentações (CGA) no Verão desse ano, para a avaliarem e decidirem se podia reformar-se por doença. Consideraram-na apta para o exercício da função.
Esta docente estava com atestado médico passado pela junta médica da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), mas como a decisão da junta médica da CGA se sobrepõe, teve mesmo de voltar à escola por 31 dias para poder voltar a meter atestado médico, sob pena de perder o vencimento. E assim aconteceu de 15 de Janeiro a 14 de Fevereiro. «A minha mãe diz que tinha mesmo de ir para a escola, nem que fosse de maca. E nem sequer podia faltar para ir a uma consulta», conta Teresa Silva.
Ainda meteu recurso em Janeiro, mas a resposta revoltou-a ainda mais: não teria nova avaliação por falta de argumentação.
Na Escola Básica 2,3 de Cacia, em Aveiro, Manuela Estanqueiro teve o apoio dos colegas. A direcção da escola disponibilizou um professor para a acompanhar nas aulas que leccionava, educação tecnológica. «Trabalhou com diarreias, com febres, tinha viroses atrás de viroses, tinha de levar mantas, era preciso levá-la à escola. O organismo e o estado mental estavam muito debilitados e a memória também foi afectada», recorda Teresa Silva.
Na escola, acrescenta, os outros docentes «disponibilizaram um local na sala dos professores onde ela podia deitar-se, davam-lhe a sopa na boca, porque ela não conseguia pegar na colher e, nos dias em que andava pior, tinham de a acompanhar à sala».
O sindicato não desistiu e enviou novos relatórios médicos que mencionavam a esperança de vida de Manuela Estanqueiro: um a dois anos de vida no máximo. Isto no caso da quimioterapia resultar. Já estava internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, com a doença novamente em força, quando a chamaram a Lisboa para nova junta médica, marcada para 19 de Abril. Não conseguiu ir. Uma semana antes de falecer, esta mesma junta concedeu-lhe a aposentação mesmo sem examinarem a professora de 63 anos.
«A minha mãe nunca desistiu do recurso. Ela queria mesmo ir à junta médica para provar que estava mesmo doente, que estava a dizer a verdade. Dizia que iria nem que fosse de ambulância. Era uma questão de honra», recorda Teresa Silva.
O PortugalDiário tentou obter uma reacção do Ministério da Educação e também do Ministério das Finanças, que tutela a CGD, mas ainda não obteve resposta. in Portugal Diário
Perguntaram-me há dias porque nunca fiz um post sobre o meu pai. De facto já tinha pensado nisso e chega agora o tempo... A minha relação com o meu pai é tormentosa. Por muito que as pessoas não acreditem em signos, nós somos exemplos perfeitos de um Sagitário e um Capricórnio. Ora, significa que somos teimosos mas um é optimista (eu) e o outro pessimista (ele). E isto só pode dar choque. E dá. E muito. Mesmo nas coisas em que supostamente deveriamos concordar. O meu pai tem muitas qualidades, mas de facto a extroversão não é uma delas. Não me posso queixar que ele seja um mau pai! Mas também tenho dificuldade em dizer que é bom. A parte da paternidade de ser exigente e de alertar para os perigos da vida, ele cumpre muito bem! Já a de apoiar nos momentos de risco ou de desilusão, ele tem uma barreira qualquer. Dou por mim a pensar que a maneira de ser dele fez de mim um ser humano forte psicologicamente, mas também podia dar em mim em maluco. Seja como for, será sempre o meu pai e gosto dele, mas nunca será o modelo de pai que usarei para os meus filhos..
P.S.- Este post pode parecer mau, mas é apenas sincero...
A.S.- Começo hoje a publicação das minhas estórias antigas...
DIANA (1997 ou 1998)
Acordo, sobressaltado, coberto em suor. Olho por momentos o relógio. Vinte minutos para a primeira aula. Levanto-me vagarosamente, tentando não pensar no pesadelo que me atormenta no último mês. Desde o maldito acidente! Arrasto-me até à janela, levanto o estore e espreito lá para fora. Uma típica manhã de Inverno. Não chove mas o céu cinzento convida a ficar em casa. Apenas um dia como outro qualquer. Caminho até à casa de banho, onde tomo um duche rápido. Olho-me ao espelho e pergunto-me se valerá a pena cortar a barba. Acho que não! Talvez se o aspecto exterior for mau, o desconforto interior se atenue. Volto à janela e fumo um cigarro. Sem nada no estômago, o cigarro cai-me mal e o meu humor piora. Começo a andar devagar, alienado. Chegarei tarde mas nem isso me importa. Quando dobro uma das esquinas, não olho em frente e choco com alguém. Papéis e cadernos espalham-se no chão. - Só me faltava isto para continuar este dia perfeito! - resmungo, enquanto vou apanhando papéis. - Tenho a sensação que o mau humor começou com uma má noite! Ou noites… - responde-me uma voz feminina. Levanto os olhos para responder mas fico fixado. À minha frente está uma mulher com vinte e muitos anos, cabelos escuros e olhos esverdeados. Tinha um aspecto prático apesar das roupas formais… - Bem, como estou cheia de pressa, fazemos o seguinte: tem aqui o meu cartão, se ficar com algum documento meu, agradeço que o envie. - disse, levantando-se e afastando-se sem dar hipótese de resposta. Apanho o resto dos papéis e coro para a Universidade. É claro que chego atrasado. Só na hora do almoço (ou seja, uma sandes e um sumo), é que volto a pensar naquilo. Procuro nos meus cadernos e encontro documentos que não eram meus. Ela devia ser Relações Públicas de alguma empresa, porque alguns tinham nomes de pessoas e instituições. Olho várias vezes o cartão, lendo e relendo as informações. A morada era da periferia, de um daqueles bairros novos de vivendas. Decidi ir lá ao fim da tarde. Aquela figura fascinava-me.
Nem era o viver para sempre que queria, era mesmo ser sempre "novo" mentalmente... Espero que o meu espirito nunca envelheça... De resto é sempre uma questão de "hoping for the best, but expecting the worse"... Amigas e amigos, os Alphaville com Forever Young...
Um crítico diria: "É amis do mesmo!"... Mas eu adoro este mesmo... Oceans 13 repete a dose dos filmes anteriores. Um crime enorme, um elenco de luxo (reforçado com Al Pacina), uma banda sonora de luxo, piadas fantásticas (a da Oprah é fabulosa...)... Se quiserem divertir-se, é favor ir ver mais uma vez estes meninos...
A essência do Homem Novo é a sua preocupação humanitária. Vivemos num mundo de assimetrias económicas e sociais, o que cria uma sociedade com problemas reais e graves. Não existem apenas no terceiro mundo, mas também nos países ditos desenvolvidos onde vemos situações de pobreza, doença ou apatia... Ora bem, o Homem Novo é alguém que se insurge contra estas situações. Que não só procura informar-se dos problemas do mundo mas que participa activamente na causa humanitátia. É normal se membro de fundações e organizações humanistas, envolvendo-se em acções ou campanhas de ajuda e sensibilização. A sua vida tem de ter sempre esta preocupação em ajudar os outros, seja a perder um pouco de tempo a ouvir uma história de pessoas a quem a vida foi madrasta, ou seja a doar as coisas que já não precisa e que podem ser úteis a alguém.
Tal como eu, a minha escrita tem vindo a amadurecer ao longo dos anos... Comecei a escrever tarde (com 16, 17 anos) comparativamente com a minha apetência com a leitura. Os meus escritos mais completos (porque tendo a não acabar muitas das ideias que tenho) são sempre dedicados a estórias com alguns laivos de realidade auto-biográfica. Como esses escritos nunca darão um livro de jeito, decidi partilhar nos próximos tempos estes esboços antigos convosco...
Visitando pela primeira vez este belo blog, reparei neste vídeo do Ministro da Cultura brasileiro (Gilberto Gil) e dois dinamarqueses que estão a publicitar a Free Beer (cerveja com uma fórmula que todas as pessoas podem fazer)... Fantástico para um apreciador desta derivação da cevada...
Costumo dizer que nenhuma mulher se apaixona por um homem perfeito, porque se não perde o desafio! Só que é claro que o segredo dos homens é ser..Quase Perfeito...
Quase Perfeito Donna Maria
Sabe bem ter-te por perto Sabe bem tudo tão certo Sabe bem quando te espero Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava A tempo de me deliciar Quase que não chegava A horas de te abraçar Quase que não recebia A prenda prometida Quase que não devia Existir tal companhia
Não me lembras o céu Nem nada que se pareça Não me lembras a lua Nem nada que se escureça Se um dia me sinto nua Tomara que a terra estremeça Que a minha boca na tua Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito Perdidos num rio sem leito Que dirá se o tempo nos der O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer A seta bater-te no peito Se um dia o diabo quiser Faremos o crime perfeito
Costuma dizer-se que quem não está bem, muda-se. Pois bem, um pouco triste e desiludido do caminho que Portugal e os portugueses estão a tomar, decidi iniciar um percurso em que os pontos de referência sejam diferentes...
Não estou a dizer que serei melhor que as outras pessoas, mas que tentarei ser melhor pessoa. Se alguém quiser seguir estas indicações e juntar-se a mim, será bem-vindo.
Como penso que os princípios que aqui defenderei são perenes e verdadeiros, não ponho de lado a hipótese futura de criar uma fundação que partilhe, se não do nome, pelo menos do espírito e valores que aqui preconizo.
A todos os que leram este prefácio, por favor não me tomem por alguém arrogante ou com tiques de superioridade, mas como alguém que quer um mundo novo com mulheres e homens novos...
"Nós, os de então, já não somos os mesmos." Pablo Neruda
Primeiro post neste novo formato... Muito obrigado às pessoas que compreenderam e apoiaram a decisão... De facto, esta nova vida deste meu Mundo está a dar-me vontade de escrever mais e mais. Espero não desiludir e manter a qualidade...
Queria apenas dar uma pequena nota: como terão reparado, nunca falei aqui do caso da pequena Maddie. Não porque não gostasse que a menina britânica aparecesse, mas porque queria acreditar na eficácia das investigações. No dia em que parecem haver notícias relacionadas com o paradeiro, deixo aqui a esperança que apareçam todas as Maddies e Ruis Pedros do mundo...
A fusão já estava pensada há muito tempo! É muito complicado gerir dois blogs diários e mais uns periódicos, e quem me conhece sabe que não gosto de descurar nenhum deles. Apesar de falarem de coisas diferentes, a essência (ou seja eu) é a mesma. Foi esta bela menina que me apontou isso... Assim, aproveitando uma fase de loucura e renovação, decidi juntar tudo neste meu Mundo. Escolhi este porque é aquele que tem no título o nome do autor. Aqui dentro, manter-se-á alguma divisão. Os posts genéricos manterão o título de "O Mundo..."; os que tiverem a ver comigo serão catalogados no "Diário de um Homem Sentimental"; os que tenham a ver com escritos passam para o "O Último dos Românticos"; e os que falem do Homem Novo estarão no "Homem Novo"... Aos que habitualmente aqui vinham, lerão outro tipo de posts para além do que estavam habituados. Para os que eram visitantes de outros espaços, peço-lhes para se redireccionarem para aqui. Não acabo com os outros locais porque um dia ainda hei-de pescar todos aqueles textos.
Resta-me dizer: Espero que gostem desta revolução!!
Na revista Única da semana passada, a propósito da quebra do Benfica no campeonato, José Luis Peixoto diz:
O problema foi a inconstância e a inconsistência. Quanto à culpa, essa é outra conversa. A culpa é de todos. A começar por mim próprio, que não fui ao estádio apoiar a equipa tantas vezes quantas deveria ter ido se queria de facto que vencessem o campeonato. A culpa é de todos aqueles que não se envolvem senão no momento de apontar o dedo aos culpados. A culpa é daqueles que apenas aplaudem as vitórias e que criticam sempre as derrotas. Também eles, à sua maneira, são inconstantes e inconsistentes.
Não vos parece que estas palavras podem ser aplicadas a Portugal e aos portugueses? Este país que vive a queixar-se e a apontar culpados. E se de uma vez por todas começassemos a lutar por um país melhor...
Paulo Portas escolheu a politica. Eu não concordo com muitas ideias politicas dele. Todos os sábados Paulo Portas tem uma crónica de cinema na revista Tabu. Gosto muitas vezes do que ele escreve. Tenho pena que Paulo Portas não seja apenas crítico de cinema...