terça-feira, agosto 26, 2008
O mundo olímpico...
Amanhã falarei de Portugal e da sua participação nos Jogos.
Assim vai o mundo...
segunda-feira, agosto 25, 2008
domingo, agosto 24, 2008
O mundo do jet-set...
Assim vai o mundo...
sábado, agosto 23, 2008
O mundo dos jornais...
O que é uma cidade?
LUANDA é uma cidade mais interessante que Berlim.
Sob o persistente capacete de pó das suas ruas de asfalto escalavrado e terra batida, intransitável nas compactas filas de jeeps de último modelo e velhos toyotas remendados, ensurdecedora, sem saneamento minimamente adequado, na coabitação caótica dos musseques com os jovens edifícios "hightech", de incríveis prédios-colmeia com gruas e novas fundações, na decadência dos seus edifícios coloniais, intensamente habitados, usados, reciclados, Luanda é uma cidade mais interessante que a disciplinada Berlim.
O que faz de Luanda uma cidade mais interessante que Berlim? Não, seguramente, a chamada qualidade de vida, "qualidade devida" - na expressão de Luísa Schmidt.
O que faz de Luanda uma cidade mais interessante que Berlim é... a vida. Luanda é uma cidade vibrante, com um comércio febril (nos intermináveis engarrafamentos é possível comprar volantes de automóvel, grelhadores ou a versão local da "motorolla": sanduíches com pasta de atum ou outro recheio à escolha, montadas ali mesmo, aos olhos do cliente), uma cidade onde o presente é permanentemente reinventado, onde todos desenvolvem os seus expedientes à velocidade de uma procura sempre mutante, que é outra forma de dizer iniciativa.
Frenética iniciativa privada, em que se respira a urgência de um futuro que pode ser qualquer coisa de inesperado. Excitante.
Vinte anos depois do incêndio do Chiado, Lisboa, e a zona do Chiado em particular, é também interessante. E é interessante apesar de tão mal gerida. Em rigor, o que torna Lisboa uma cidade interessante acontece à revelia das (alegadas) políticas camarária, urbana, metropolitana. Três exemplos: a loja da Fnac fez mais pela revitalização do Chiado que os sensatos edifícios do erudito Siza Vieira, os precários bares da íngreme Bica ou o assimétrico multicolor dos imigrantes fazem mais pelo cosmopolitismo efervescente da cidade que os seus hotéis de "design" ou casas como a Hermès e a Cartier - cuja coexistência, há que reconhecê-lo, é boa.
Quero com isto dizer que dispensamos a boa gestão autárquica? Não. Quero dizer que uma cidade é muito mais que o seu desenho previdente. Que no início do século XXI temos já a obrigação de saber que o núcleo duro da vida das cidades escapa sempre por entre os dedos aos seus planos e às suas políticas. E que é na aguda consciência da complexidade das coisas que devemos operar.
Paula Moura Pinheiro (in Expresso)
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Férias
São, em cada ano, o caminho aberto na floresta fechada dos dias. Amuleto e fetiche, causa das causas e consequência das consequências, tudo o que elas nos dão ou tiram fica inscrito na terra do nosso passado e no céu do nosso futuro. Partimos! Partimos para férias, e nessa partida há uma chegada ao nosso desejo e àquilo em que nele nos mudamos. Partimos para férias, querendo, de nós, levar apenas o que é leve e dúctil, deixando para trás o que é pesado e rígido. Partimos como se nos reerguêssemos da nossa sepultura interior, Lázaros de uma ressurreição solar e sagrada. Partimos para férias, como se elas nos dessem a chave da porta do castelo da infância, aquele onde escondíamos o nosso mundo encantado e os nossos segredos audaciosos. Partimos, e nessa partida há um cansaço descansado, feito de ansiedade de renovação e de memória de alegria.
Agora, fazemos as malas. Pomos nelas as roupas que nos restituem o corpo, qualquer que ele seja. Levamos aí os livros que queremos ler - e os que queremos voltar a não ler, pois, em anos anteriores, já por três vezes os levámos e por três vezes os negámos, não os abrindo. Pomos nelas as pequenas coisas dos grandes momentos e as grandes coisas dos pequenos momentos. Cada mala de férias é um gabinete de amador, uma caixa chinesa, uma "matrioska", um contador indo-português portátil. É uma ordem que, ao fim de uns dias, se transformou em caos. É o retrato instantâneo de uma disposição anunciada e de uma vontade traída. Lá vamos, com o dentro fora de nós e o fora dentro de nós. Vamos e, quando lá chegamos, somos nós que estamos à nossa espera!
As férias são o que são: pé a despegar-se do lodo da vida, mão a afastar o eixo do mundo. São o que são, porque nos dão um outro eu, um outro tempo, um outro espaço. Mesmo para os que ficam onde sempre estão, esse estar é outro. As férias são o fio de Ariadne que nos faz sair do labirinto dos dias e dos lugares habituais. E são o alimento que, anualmente, damos como tributo ao Minotauro para que não nos devore.
Chegamos, finalmente. Olhamos o mundo - ele é o espelho onde nos vemos. Respiramos a vida e o seu sopro selvagem. Estamos mais atentos e mais distraídos. Mais atentos aos fins, mais distraídos dos princípios. As nossas mãos acalmam-se imperceptivelmente, trocam a rapidez pela lentidão, repousam em tudo o que tocam - e há nelas uma música muda. Abrimos as portas, as janelas, os armários, as gavetas. Há sempre coisas a mais ou a menos! Nada cabe onde devia caber. Arrumamos o que trazemos, e tudo fica em equilíbrio instável. Mesmo em férias, o mundo não coincide connosco. Mas aquele vento que corre ao fim da tarde cobre todos os anseios e todos os receios.
Estamos. As férias são o tempo do grande sono. Dorme-se até tarde e dorme-se de tarde. Dorme-se um sono sem fronteiras, sem pressas, sem horas, sem limites. Dorme-se até ao fim do sono - até ao fim do sono em nós, até ao fim de nós no sono.
As férias são o tempo paradoxal da viagem e do amor. Vamos e vimos. Achamos e perdemos. Agarramos e deixamos. Lembramos e esquecemos. São o tempo da viagem do amor e do amor da viagem. São o tempo das ascensões e das quedas, dos ritmos extremos, sem meio: velozes ou vagarosos. São o tempo de um infinito de bolso.
As férias, na praia ou no campo, são um século XIX eterno, o tempo dos impressionistas e da natureza raptada. São o instante e a sua luz, o movimento e a sua paragem, o repouso e o seu silêncio, o mar e o seu brilho, o vento e a sua fuga, o verde e o seu sossego, a árvore e a sua sombra, a água e a sua frescura. São um Musée d'Orsay itinerante, com mais algumas salas da National Gallery e outras do Metropolitan Museum...
As férias são o tempo que se nos entrega a nós para que nos entreguemos a ele. Mas, porque há tempo para nos medirmos, são também, muitas vezes, os dias dos fantasmas, das cisões, das suspeitas, das crises, das saturações. Partimos para vir curados e regressamos ainda mais doentes.
Como quase tudo o que na vida chamamos nosso, as férias caminham para nós e apanham-nos de lado. São a nossa superstição anual. E, às vezes, a nossa obra-prima.
José Manuel dos Santos (in Expresso)
Assim vai o mundo...
sexta-feira, agosto 22, 2008
O mundo da comédia...

Foi com enorme surpresa que soube da morte de Bernie Mac... Um comediante fantástico, um actor seguro... Uma pneumonia levou um dos membros do Oceans Eleven... Uma perda...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, agosto 21, 2008
O mundo olímpico...
Assim vai o mundo...
terça-feira, agosto 19, 2008
O mundo dos direitos...
Assim vai o mundo..
segunda-feira, agosto 18, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
O mundo dos jornais...
Aviso
Quando me levantei, olhei o céu e vi que ele traía o Verão: apagado, metálico, fatigado. E o mar estava sujo e fechado como um poço. No ontem daquele hoje tão triste, na face alta da noite cintilavam os astros puros a anunciar um amanhecer altivo. Mas tudo foi mudando. Pouco a pouco, as estrelas emudeceram, ausentaram-se, desistiram, falharam, deixando um rasto cego e uma vastidão vazia e escura. Um dia destes, no Inverno, é um acerto e uma aceitação. No Verão, este dia é um erro e uma sedição.
Quando olhei o céu, vi que a chuva ameaçava a nossa pouca vontade de a ter. Havia na atmosfera uma luminosidade viscosa, um cheiro oblíquo, um relâmpago baixo. Existia uma preguiça do sol, uma fuga do brilho, uma cobardia do clima, uma abdicação do tempo. Havia nódoas de sombra na luz e uma poeira de frio no ar. Como num Alcácer Quibir cósmico, o sol tentava avançar, mas era contido: acabou derrotado e desaparecido. Nesse hoje, havia um intervalo no calor, um tremor no dia, um Inverno de bolso dentro do Verão ardente.
Quando me levantei e vi o céu perdido para a alegria, pensei, aproximando-me daqueles que não renunciam inteiramente ao pensamento mágico, que assim é muitas vezes a vida: móvel, imprevista, mutável, inesperada, abrupta. Nós é que fazemos tudo para esquecer essa ameaça, tornando-a regular, reles e rotineira. Mas, a cada passo que damos sobre o chão da vida, ele pode abrir-se debaixo dos pés. É por aí que tantas vezes nos sumimos, perante os nossos olhos surpreendidos e assustados. Hoje, o dia estava nublado e tudo morria um pouco em nós. Era como se o céu fosse assim para nos lembrar que nada está para sempre dado, adquirido ou salvo. Aquelas nuvens longas, largas e lentas eram a bandeira de uma rendição, a pedra de armas de um palácio em ruínas.
Na Antiga Grécia, em Éfeso, na Jónia, seis séculos antes de Cristo, Heraclito, olhando o rio e o seu correr contínuo, declarou: "Tudo flui" e "nada permanece, senão a mudança". Vendo que "a natureza gosta de se esconder", falou da guerra e da paz dos opostos, do seu conflito e da sua unidade, afirmando que cada coisa é gerada no seu contrário: a morte na vida, o frio no calor, a beleza na fealdade, a doença na saúde, a fadiga no repouso, a saciedade na fome. Assim, o ser gera o devir, pois esse é o ser do ser. Heraclito travou um combate de contrários com Parménides, aquele que, em Eléia, escutando o silêncio que há por detrás do barulho, defendia que "o ser é e não muda", pois "toda a mudança é ilusão". Afinal, se for verdade aquilo em que Heraclito acreditava, talvez os dois, tão inversos um do outro, estivessem mais ligados do que pensavam.
Quando criam, os artistas fazem uma travessia, ora lenta, ora rápida, pelo mar dos opostos: passam da sombra à luz, do impreciso ao nítido, do informe à forma, do inconsciente ao consciente, do vulgar ao sublime, do esquecimento à memória. E sabem que o caminho que sobe também é o caminho que desce. A passagem inesperada do Verão ao Inverno e do Inverno ao Verão é uma alegoria e um aviso. Nessas passagens súbitas e nos seus desvãos habita a mais pesada leveza, a mais escura claridade, a mais veloz lentidão, a mais firme hesitação. Poucos como Camilo Pessanha captaram essas mudanças subtis, essas trocas de estação, esses sinais de passagem, esses clamores do silêncio, esses erros da natureza. Diz ele: "Floriram por engano as rosas bravas/ No Inverno veio o vento desfolhá-las.../ Em que cismas, meu bem? Porque me calas/ As vozes com que há pouco me enganavas?" E raros como Cesário Verde cobriram a distância entre os tempos e os espaços, num salto em que o Verão do mundo gera o Inverno da alma: "Foi quando em dois verões seguidamente a Febre/ E a Cólera também andaram na cidade,/ Que esta população, com um terror de lebre,/ Fugiu da capital como da tempestade." E assim tudo se torna o que não é.
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
sábado, agosto 09, 2008
sexta-feira, agosto 08, 2008
O mundo português...
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes..
Assim vai o mundo...
O mundo Olímpico...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, agosto 07, 2008
O mundo da política...
O homem mais poderoso do mundo
Os americanos são o único povo sobre a face da terra convencido de que o Criador lhes deu o direito à felicidade. Vem logo no começo da declaração de independência de 1776 e, até agora, ainda disso se não desimaginaram: sempre que críticos de fora ou raros pessimistas locais julgaram que, depois de bordoada grossa, dessa vez eles se iriam levantar do tapete com a crista murcha e sem sangue na guelra, os críticos enganaram-se. Neste nosso tempo, depois de sete anos e meio de George W. Bush, começados com fanfarra e acabados em desastre (duas guerras caras e impopulares, sem fim - quanto mais vitória... - à vista, uma crise financeira que ameaça meter num chinelo o grande "crash" de 1929, a imagem da América no resto do mundo anda pelas ruas da amargura) parecerem ter dado conta do gigante enquanto as economias de China e Índia crescem como bambus e a Rússia, a boiar num mar de petróleo e gás, arrota postas de pescada, de repente, da Califórnia a Massachusetts, de Montana ao Texas rompeu do fundo das almas um vendaval de esperança que fez das primárias presidenciais espectáculo de vigor moral e político de que me não lembro igual em regimes democráticos estabelecidos. (É mais costume encontrar fé inabalável na democracia em lugares onde esta não tenha chegado ainda: por exemplo, nas primeiras eleições gerais livres da África do Sul em 1994; no referendo da independência de Timor-Leste em 1999).
Atordoado por uma sucessão de infortúnios o país precisava de ressuscitar a crença na felicidade sobre a terra, de encontrar quem o fizesse sonhar outra vez. Acontece-lhe ciclicamente; no século passado em 1932, quando elegeu Franklin D. Roosevelt que morreu de morte natural já no quarto mandato e tinha derrotado Hitler; em 1960, quando elegeu John F. Kennedy que foi assassinado três anos depois mas deixou mito revigorante que ainda dura; e em 1980, quando elegeu Ronald Reagan que nos dois mandatos que a lei lhe consentia curou os Estados Unidos do traumatismo do Vietname e ganhou a Guerra Fria.
Agora, quando se julgava que Hillary Clinton iria ser a primeira mulher presidente dos Estados Unidos, surgiu Barack Obama, de pai queniano e mãe nascida no Kansas, formado por Harvard e único senador negro em Washington. Uma vaga de 'obamomania' cobriu a América e o mundo.
Sondagens mostram que, se fosse o mundo a votar, Obama seria sem dúvida o próximo inquilino da Casa Branca mas quem vota são os americanos, que estão muito mais divididos a esse respeito do que os europeus. Os sonhos da América profunda nem sempre parecem coincidir com os altos ideais e a visão do senador cosmopolita de Illinois.
Se Barack Obama ganhar a John McCain em Novembro é difícil prever que presidente dará. O homem é eloquente e bom político; numas coisas tem ideias excelentes, noutras más, noutras ainda não parece ter nenhumas. Com sorte poderá sair-nos na rifa um novo Ronald Reagan; com azar, uma espécie de Jimmy Carter com tese de doutoramento. (in Expresso)
Assim vai o mundo..
quarta-feira, agosto 06, 2008
O mundo da música...
Grandma's hands
Clapped in church on Sunday morning
Grandma's hands
Played a tambourine so well
Grandma's hands
Used to issue out a warning
She'd say, "Billy don't you run so fast
Might fall on a piece of glass
"Might be snakes there in that grass"
Grandma's hands
Grandma's hands
Soothed a local unwed mother
Grandma's hands
Used to ache sometimes and swell
Grandma's hands
Used to lift her face and tell her,
"Baby, Grandma understands
That you really love that man
Put yourself in Jesus hands"
Grandma's hands
Grandma's hands
Used to hand me piece of candy
Grandma's hands
Picked me up each time I fell
Grandma's hands
Boy, they really came in handy
She'd say, "Matty don' you whip that boy
What you want to spank him for?
He didn' drop no apple core"
But I don't have Grandma anymore
If I get to Heaven I'll look for
Grandma's hands
Assim vai o mundo...
terça-feira, agosto 05, 2008
O mundo português...
É proibido distribuir maçãs nas praias algarvias
Terceira proibição em menos de um mês pelo comandante Reis Ágoas
Soma e segue. Reis Ágoas, comandante da zona marítima do Algarve, em menos de um mês proibiu a pratica do kitesurf e windsurf na Ria Formosa, massagens comerciais nas praias, e agora, a distribuição de maçãs também nas praias algarvias.
A notícia avançada pela TSF, que cita o Correio da Manhã desta terça-feira, diz que Reis Águas considera que a iniciativa da Fundação Portuguesa de Cardiologia e da Associação de Produtores de Alcobaça não passa de publicidade.
A associação estava a distribuir maçãs gratuitamente como o fez em 2007 em praias de Aveiro e Lisboa. O presidente da associação, Jorge Soares, diz que o objectivo da acção era o de sensibilizar para os benefícios de comer maçãs.
Esta acção, um projecto em parceria com a Comissão Europeia e o ministério da agricultura, tinha como objectivo combater a obesidade.
No entanto um porta-voz da Marinha considerou à TSF via comunicado, que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura-Vila Real de Santo António proíbe todas as actividades de marketing e publicidade nas áreas concessionadas.
O porta-voz acrescenta que este tipo de campanhas causam incómodos aos utentes e provocam conflitos com os outros usos próprios das praias. (visto aqui)
Assim vai o mundo...
segunda-feira, agosto 04, 2008
O mundo do cinema...
O actor norte-americano Morgan Freeman, 71 anos, vencedor de um Óscar, encontra-se hospitalizado em Memphis em consequência de um acidente de viação no Mississipi.
Kathy Stringer, porta-voz do Centro Médico Regional, precisou que o actor se encontra em estado grave.
Ashley Norris, gerente do Ground Zero Blues Club, em Clarksdale, de que Freeman é proprietário, confirmou que o actor se encontra em estado crítico.
O acidente terá ocorrido em Tallahatchie County, no Mississipi.
Freeman recebeu o Óscar para Melhor Actor pelo seu desempenho em "Million dolar baby - Sonhos vencidos", de Clint Eastwood, em 2005.
O actor tinha sido já convidado por Eastwood para encarnar a figura do ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, num filme sobre a sua vida que deveria começar a ser rodado no início do próximo ano, intitulado "The human factor".
Assim vai o mundo...
O mundo das letras...
O escritor russo Alexandre Soljenitsyne, de 89 anos, figura maior da dissidência ao regime soviético e Prémio Nobel da Literatura (1970), morreu ontem à noite em Moscovo, anunciou a agência Itar-Tass, citando o seu filho, Stepan. O funeral realiza-se quarta-feira no cemitério do mosteiro Donskoi, em Moscovo.
Alexandre Soljenitsyne morreu "em consequência de uma insuficiência cardíaca aguda", domingo, às 23h45 (hora local), declarou o seu filho, citado pela mesma agência.
O Presidente russo Dmitri Medvedev exprimiu as suas condolências à família do escritor, anunciou a sua porta-voz Natalia Timakova, citada pela mesma agência.
Alexandre Soljenitsyne revelou ao mundo a terrível realidade dos campos de concentração soviéticos em obras como "Arquipélago Gulag" e "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", que o escritor viveu na pele.
Prémio Nobel da Literatura em 1970, Soljenitsyne foi privado da sua cidadania soviética em 1974 e expulso da ex-URSS. Viveu na Alemanha, Suíça e Estados Unidos, antes de regressar à Rússia, em 1994, após o desmantelamento da União Soviética.
"No fim da minha vida, espero que o material histórico (...) que eu recolhi entre nas consciências e na memória dos meus compatriotas", disse o escritor em 2007 por altura da atribuição do prestigioso Prémio de Estado russo, atribuído pelo ex-Presidente e actual primeiro-ministro russo Vladimir Putin, que já indicou a morte de Soljenitsyne foi "uma grande perda para toda a Rússia".
"Estamos orgulhosos de o ter tido como compatriota e contemporâneo", declarou Putin. "Vamo-nos lembrar dele como uma personalidade forte, corajosa, de uma grande dignidade", acrescentou o primeiro-ministro, dirigindo um telegrama de condolências à família do escritor. "O seu compromisso literário e cívico, o seu longo e espinhoso destino permanecerão para nós como um exemplo de autêntica abnegação, ao serviço do povo, da Pátria, dos ideais de liberdade, justiça e humanidade", acrescentou.
O antigo Presidente soviético, Mikhail Gorbatchev, também indicou hoje que Soljenitsyne foi "um homem com um destino único" que foi um dos primeiros a "denunciar em voz alta o carácter desumano do regime estalinista". "Alexandre Soljenitsyne enfrentou provas difíceis, como milhões de cidadãos do seu país", declarou o pai da "Perestroïka" à agência russa Interfax.
Distinguido com o Nobel, não foi a Estocolmo recebê-lo
Nascido a 11 de Dezembro de 1918 no Cáucaso, Soljenitsyne aderiu aos ideais revolucionário bolcheviques daquele tempo, estudou Matemática e tomou parte como artilheiro na II Guerra Mundial, contra o III Reich.
Dos campos de batalha, em 1941, aos campos de concentração, em 1945, foi um passo, por ter ousado criticar a competência bélica do ditador Estaline.
Libertado em 1953, foi exilado para a Ásia Central, onde começou a escrever, viajando depois para Riazan, a duas centenas de quilómetros de Moscovo, para ser professor.
O sucessor de Estaline, Nikita Khrutchev, deu "luz verde" à publicação - na revista "Novy Mir" - de "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", relato do quotidiano de um recluso nos gulag, editado a 18 de Novembro de 1962.
Uma onda de choque sacudiu a Rússia e a comunidade internacional, que abriu os olhos para uma realidade até então desconhecida. Tinha caído um tabu.
Soljenitsyne continuou a escrever, mas livros como "O Pavilhãos dos Cancerosos", ou "O Primeiro Círculo", tiveram de ser publicados clandestinamente e no estrangeiro.
O Nobel da Literatura foi-lhe atribuído em 1970, mas declinou ir recebê-lo a Estocolmo com receio de não poder regressar à Rússia, então sob o pulso de Brejnev.
Uma nova vaga de entusismo varreu o mundo, para fúria do Kremlin, que expulsou Soljenitsyne para o Ocidente, tendo-se radicado finalmente em Vermont, nos EUA.
Os ocidentais reparam entretanto que Soljenitsyne era um conservador ortodoxo e defensor acérrimo da cultura eslava, muito duro para com a sociedade de consumo.
Em 1994 voltou à Rússia e espantou toda a gente ao aprovar a segunda guerra na Tchetchénia desencadeada por Ieltsin, pedindo a pena de morte para os independentistas.
Aproximou-se depois do Presidente Vladimir Putin, louvando publicamente as suas qualidades. (in Público)
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Fogo
Perto de minha casa, havia aquele prédio imenso, multiplicado em várias portas. Numa delas, estava o alfaiate onde o meu pai mandava fazer os fatos. Eu acompanhava-o às provas: várias, longas e metódicas. Na primeira, conferiam-se as formas e os tamanhos. Na segunda, faziam-se os ajustamentos e passava-se aos pormenores, onde dizem que Deus acaba e o diabo começa. Ensaiava-se com exactidão o alcance das mangas (o punho da camisa tinha de se ver, mas não muito) e o cair da gola. Isso era o mais difícil: a gola não podia ficar nem muito subida nem muito descida. A procura desse meio termo aristotelicamente virtuoso demorava tempo e exigia gramática. Quero eu dizer: interjeições e interrogações. E o modo como o casaco caía nas costas era também o principal. O alfaiate, quando fiz o meu primeiro fato, ainda com calções até aos joelhos, pediu-me, mas como se me repreendesse, para me pôr direito e não levantar os ombros.
Ao lado do alfaiate, era a ourivesaria. A minha mãe gostava de lá ir. De comprar o que se lá vendia e de conversar com a senhora que, com modos corteses e medidos, passava o peso do ouro das suas mãos para as mãos das visitantes, recebendo em troca notas que a faziam sorrir e ser gentil. A senhora era subtil e falava da vida como se contasse um segredo. Hoje, sei que a minha mãe procurava ali um outro ouro, mais leve e mais fugaz do que aquele: o ouro do tempo, de que falava Breton ("Je cherche l'or du temps").
Foi nesse prédio a minha primeira escola. Irrequieto e curioso, os meus pais acharam que, mesmo dois anos antes do que seria normal, era bom - para mim e para eles - eu ir para essa aula particular onde a professora aceitava alunos antes da idade legal. Tinha ela métodos infalíveis para nos ensinar a ler, a escrever e a contar. A sentença imutável e sem recurso era: cada erro, cada reguada. Eu deixei de os dar para as deixar de apanhar. Quando fiz 6 anos e entrei, noutra escola, para a primeira classe, a professora que me recebeu surpreendia-se com a minha sabedoria, sem conseguir achar a razão do prodígio... Se fosse hoje, mandava-me para os psicólogos que acompanham os sobredotados. Por desconhecimento de causa, teria cometido um grave engano...
Havia aquele prédio da minha primeira escola e das minhas primeiras lojas. Numa tarde de Agosto, quando regressava a casa, fui arrebatado por um vento vermelho que crescia e crescia e crescia. O prédio ardia: ardeu até se negar. Eu já tinha visto incêndios, mas nenhum de tão perto e nenhum tão indomável. Os bombeiros levantavam-se sobre eles próprios, exaustos e enraivecidos. Corriam, mas era como se estivessem parados. Os moradores daquelas casas extintas, ao verem que ficavam apenas com a roupa que tinham no corpo, abriam a boca e gritavam para dentro deles e para dentro de nós um desespero mais puro e mais alto do que as chamas. Esses gritos, atirados à noite trémula e iluminada, ficaram para mim como a prova de que os homens se tornam deuses e animais no perigo. Deuses, porque querem morrer e não conseguem. Animais, porque os seus uivos são selvagens, contínuos e sem vergonha.
As horas sucediam-se como reis de uma dinastia louca, e o fogo continuava a devorar tudo, atravessando o nosso pânico e quase chegando à nossa casa. Passei a noite a olhar, assombrado, o oscilar daquela treva de luz, o correr daquela caligrafia incandescente, alta e destruidora. Nas noites seguintes, era como se não conseguisse fechar os olhos, pois sonhava que eles continuavam abertos. Ali fiquei, enquanto as cinzas não trouxeram a madrugada. Ali escutei, aterrado, aqueles gritos subumanos e nus. Durante muitos meses, era como se os meus ouvidos ainda estivessem num lugar diferente daquele onde eu estava.
O fogo atravessa, inextinguível, todas as mitologias e todas as literaturas. Gaston Bechelard, em A Psicanálise do Fogo, procura explicar essa persistência, falando de três complexos: o de Prometeu (que ele diz ser o Édipo da vida intelectual), de Empédocles e de Novalis. E diz que o fogo liga os dois grandes instintos, o de viver e o de morrer. Cada artista, cada cientista, cada escritor trabalha o fogo ou a sua ausência. É um pirómano em fuga: ladrão do fogo e seu adorador. Por isso, quando perguntaram a Jean Cocteau o que salvaria se a sua casa ardesse, ele respondeu: o fogo.
Assim vai o mundo...
domingo, agosto 03, 2008
O mundo da música..
Assim vai o mundo...
quinta-feira, julho 31, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008
O mundo do youtube..
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 29, 2008
O mundo da música...
The piano has been drinking
my necktie is asleep
and the combo went back to New York
the jukebox has to take a leak
and the carpet needs a haircut
and the spotlight looks like a prison break
cause the telephone's out of cigarettes
and the balcony's on the make
and the piano has been drinking
the piano has been drinking...
and the menus are all freezing
and the lightman's blind in one eye
and he can't see out of the other
and the piano-tuner's got a hearing aid
and he showed up with his mother
and the piano has been drinking
the piano has been drinking
cause the bouncer is a Sumo wrestler
cream puff casper milk toast
and the owner is a mental midget
with the I.Q. of a fencepost
cause the piano has been drinking
the piano has been drinking...
and you can't find your waitress
with a Geiger counter
And she hates you and your friends
and you just can't get served
without her
and the box-office is drooling
and the bar stools are on fire
and the newspapers were fooling
and the ash-trays have retired
the piano has been drinking
the piano has been drinking
The piano has been drinking
not me, not me, not me, not me, not me
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Paraísos prostituídos
A primeira vez que passei uns dias de Verão em Porto Covo, ainda o Rui Veloso não tinha imortalizado a aldeia e a sua ilha do Pessegueiro. Pouco mais havia do que aquela simpática praceta central, de onde irradiavam três ou quatro ruas para baixo, em direcção ao mar, e duas ou três para os lados. Tinha nascido uma pequena urbanização de casas de piso térreo, uma das quais me foi emprestada por um amigo para lá passar uns quinze dias. Havia a praia em frente, magnífica, e a angustiante dúvida de escolher, entre três restaurantes, em qual deles se iria comer peixe, ao jantar.
Nos dois anos seguintes, arrastado pela paixão pela caça submarina, aluguei uma parte de casa em Vila Nova de Milfontes, com casa de banho autónoma e duche no pátio interior, ao ar livre. Instalei-me com o meu material de mergulho e um pequeno barco de borracha, no qual ia naufragando quando o motor pifou e comecei a ser arrastado pela corrente do rio Mira em direcção aos vagalhões à saída da baía. Mas não era o sítio adequado para caça submarina e rapidamente troquei a incerteza da minha destreza pelo esplendor de uma tasquinha branca, de quatro mesas apenas, onde escolhia de manhã o peixe que iria comer à noite. Foram dias de deslumbramento, naquela que eu achava ser provavelmente a mais bonita terra do litoral português.
Mas foi Lagos, claro, a primordial e mais duradoura das minhas paixões. Tudo o que eu possa escrever sobre a fantástica beleza da cidade caiada de branco, com ruas habitadas por burros e polvos secando ao sol pregados aos muros, uma gente feita de dignidade e delicadeza, praias como nenhumas outras em lado algum do mundo, a terra vermelha, pintada de figueiras e alfarrobeiras, prolongando-se até às falésias que ficavam douradas ao pôr-do-sol, enquanto as traineiras passavam ao largo em direcção aos seus campos de pesca nocturnos, tudo isso parece hoje demasiadamente belo para que alguém possa simplesmente acreditar. Se eu contasse, diriam que menti - e eu próprio, olhando hoje Lagos, também acho que seguramente foi mentira.
A partir de Lagos, fui descobrindo todo o barlavento algarvio, cuja luz é tão suave que parece suspensa, como se não fizesse parte do próprio ar. Descobri a solidão agreste de Sagres, onde se ia aos percebes ou apenas olhar o mar do Cabo de S. Vicente, na fortaleza, que era rude como o vento e o mar de Sagres, e hoje é uma casamata de betão que, ao que parece, se destina a homenagear a moderna arquitectura portuguesa. Descobri o charme antiquado da Praia da Rocha, onde se ia à noite ver as meninas de Portimão, ou o "souk" em cascata de Albufeira, onde se ia ver as inglesas e dançar no Sete e Meio. E descobri outras terras de pescadores e veraneantes, como Armação de Pêra ou Carvoeiro, praias de areia grossa e mar transparente como eu gosto, cigarras gritando de calor nas arribas, polvos tentando amedrontar-me quando os olhava debaixo de água.
Não vale a pena contar. Quem teve a sorte de viver, sabe do que falo; quem não viveu, não consegue sequer imaginar. Porque esse Sul que chegava a parecer irreal de tão belo, esse litoral alentejano e algarvio, não é hoje mais do que uma paisagem vergonhosamente prostituída. Sim, sim, eu sei: o desenvolvimento, o turismo, a balança comercial, os legítimos anseios das populações locais, essa extraordinária conquista de Abril que é o poder local. Eu sei, escusam de me dizer outra vez, porque eu já conheço de cor todas as razões e justificações. Não impede: prostituíram tudo, sacrificaram tudo ao dinheiro, à ganância e à construção civil. E não era preciso tanto nem tão horrível.
Podiam, de facto, ter escolhido ter menos turistas em vez de quererem albergar todos os selvagens da Europa, que nem sequer justificam em receitas os danos que em seu nome foram causados. Podiam ter construído com regras e planeamento e um mínimo de bom gosto. Podiam ter percebido que a qualidade de vida e a beleza daquelas terras garantiam trezentos anos de prosperidade, em vez de trinta de lucros a qualquer preço.
E todos os anos, por esta altura, percorrendo estas terras que guardo na memória como a mais incurável das feridas, faço-me a mesma pergunta: Porquê? Porquê tanta devastação, tanto horror, tanta construção, tanta estupidez? Tanto prédio estilo-Brandoa, tanto guindaste, tanto barulho de obras eternas, tanta rotunda, tanta 'escultura' do primo do cunhado do presidente da câmara, e sempre as mesmas estradas, os mesmos (isto é, nenhuns) lugares de estacionamento, os mesmos (isto é, nenhuns) espaços verdes? Não, nem mesmo o mais incompetente dos autarcas pode olhar para aquilo e não entender a monumental obra de exaltação da estupidez humana que está à vista. Não, não é apenas incompetência, nem mau gosto levado ao extremo, nem simples estupidez. Em muitos e muitos casos a razão pela qual o litoral alentejano e o barlavento algarvio foram saqueados, sem pudor nem vergonha, tem apenas um nome: corrupção. Acuso essa exaltante conquista de Abril, que é o poder local, de ter destruído, por ganância dos seus eleitos, todo ou quase todo o litoral português. Acuso agora José Sócrates de não ter tido a coragem política de cumprir uma das promessas do seu programa eleitoral, que era a de progressivamente financiar as autarquias a partir do Orçamento do Estado, em exclusivo, deixando de lhes permitir financiarem-se também com as receitas locais do imobiliário - deste modo impedindo que quem mais construção autoriza, mais receitas tenha. Acuso o Governo de José Sócrates de ter feito pior ainda, inventando essa coisa nefasta dos projectos PIN (de interesse nacional!), ao abrigo dos quais é o Governo Central que vem autorizando megaconstruções que as próprias autarquias acham de mais. Acuso esta gente que só sabe governar para eleições, que não tem sequer amor algum à terra que os viu nascer, que enche a boca de palavrões tais como "preservação do ambiente" e "crescimento sustentado" e que não é mais do que baba nas suas bocas, de serem os piores inimigos que o país tem. Gente que não ama Portugal, que não respeita o que herdou, que não tem vergonha do que vai deixar.
Eu sei que não serve de nada. Ando a escrever isto há trinta anos, em batalhas sucessivamente perdidas - ontem por uma praia, hoje por um rio, amanhã por uma lagoa. E lembro-me sempre da frase recente de um autarca algarvio contemplando a beleza ainda preservada da Ria de Alvor e sonhando com a sua urbanização: "A natureza também tem de nos dar alguma coisa em troca!". Está tudo dito e não adiante dizer mais nada.
Acordo às oito da manhã destas férias algarvias, longamente suspiradas, com o ruído de chapas onduladas desabando, martelos industriais batendo no betão e um pequeno exército de romenos e ucranianos construindo mais um projecto PIN numa paisagem outrora oficialmente protegida. "É o progresso!", suspiro para mim mesmo, tentando em vão voltar a adormecer. Sim, o progresso cresce por todos os lados, sem tempo a perder, sem lugar para hesitações, como um susto. Tenho saudades, sim, dos sustos que os polvos me pregavam no silêncio do fundo do mar. E tenho saudades de muitas outras coisas, como o polvo do mar. Sim, eu sei: estou a ficar velho.
Assim vai o mundo...
O mundo do cinema...
segunda-feira, julho 28, 2008
O mundo da TV...
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Água engarrafada
Perguntam-me às vezes qual a principal diferença entre o norte e o sul, entre o Porto e Lisboa. Tenho a vantagem, ou a desvantagem, de viver entre ambas. E respondo sempre uma evidência: água engarrafada. O meu interlocutor não entende a resposta e pede explicações. Eu bocejo, deito-me no sofá, desaperto ligeiramente o cinto que oprime a barriga e começo uma longa prelecção sobre a diferença antropológica entre as duas principais cidades portuguesas sob a perspectiva da água engarrafada. Tudo se resume a experiência pessoal: eu, em casa de amigos lisboetas, solicitando um copo de água para matar a sede. E eles, com a naturalidade típica do sul, abrem a torneira e enchem o copo.
No Porto, este gesto - abrir a torneira e encher o copo para o convidado - seria o suficiente para lançar duas famílias em guerra. Quando um homem do norte pede um copo de água, ele sabe que existe uma diferença entre água da torneira (que serve para cozinhar, tomar banho e alimentar os cães) e água engarrafada (exclusivamente para seres humanos).
Não sei como começou esta profunda divisão; mas um livro recente, escrito por Elizabeth Royte e analisado na última "Economist", talvez dê uma ajuda. Intitula-se, apropriadamente, Bottlemania: How Water Went on Sale and Why We Bought It. Para a autora, uma mistura de snobeira, necessidade e preocupações higiénicas transformou uma indústria inexistente, ou incipiente, num império de lucros florescentes. Depois, e só depois, o capitalismo fez o resto: ainda que a água corrente seja hoje tão bebível como a engarrafada, vender garrafas é mais rentável. Para sermos exactos, uma indústria de 4 mil milhões de dólares em 1997 passou para os 10,8 mil milhões em 2006.
Quando conto esta história aos meus amigos lisboetas, eles dizem que água engarrafada é típica de zonas subdesenvolvidas. Talvez seja. Ou talvez não seja: talvez a preferência pela garrafa seja mais uma confirmação de que o colectivismo do sul não pega no norte burguês e individualista.
Assim vai o mundo...
domingo, julho 27, 2008
O mundo dos livros...
Assim vai o mundo...
O mundo da música..
Assim vai o mundo...
sábado, julho 26, 2008
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 25, 2008
O mundo do fado...

"Sou a Fernanda Baptista e gosto muito de revista!" Com este grito de guerra, Fernanda Baptista marcou o seu regresso a primeira figura no programa televisivo de Filipe La Féria Grande Noite, e deixou bem claro que o seu primeiro e único amor foi o teatro de revista.Fernanda Baptista nasceu em 1920. Já com dez anos o seu amor pelo teatro era bem visível: a jovem Fernanda adorava mascarar-se e entrara já em peças infantis. Foi como fadista que se revelou publicamente, no Café Luso, pela mão de Filipe Pinto, no início dos anos quarenta, abandonando a sua carreira de modista.A sua estreia profissional ocorreu em 1945, na sequência de um convite do maestro João Nobre para participar na revista Banhos de Sol, substituindo Leónia Mendes. Foi apenas a primeira de mais de trinta revistas em que participou até 1965, altura em que se afastou voluntariamente do teatro.Actuou também no Brasil, em Angola e na Argentina e, em 1968, viajou até aos Estados Unidos. Entre os seus maiores êxitos contam-se o Fado da Carta, do maestro João Nobre e Amadeu do Vale. (tirado daqui)
Assim vai o mundo...
O mundo da TV...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 23, 2008
O mundo da literatura...
Margarida diz que desde o AVC que a atingiu no ano passado, se tornou uma pessoa diferente a escritora mais madura. Compreendo bem isso. O meu susto do pneumotorax serviu para eu ter essa epifania aos 21 anos. Serviu para eu entender que não vale a pensa preocupar-nos muito com a vida, sob a pena de não a vivermos. Acredito que ela esteja diferente, mas ainda subsistem muitos fantasmas. É a própria que reconhece ter uma certa obcessão com a morte. Ela tem de ultrapassar isso. E a sua escrita também.
Há uma coisa que tenho de apontar a Margarida enquanto pessoa. Carlos Vaz Marques é um jornalista competente, um exímio entrevistador e foi-me dito uma pessoa muito acessível. A ameaça de acabar com a entrevista (desligou o gravador) e a acusação de que ele estaria a conduzir mal a entrevista é uma atitude infantil e mimada. A pessoa Margarida tem de aceitar que a escritora Margarida é algo repetitiva e não pode amuar porque o entrevistador a questiona sobre esse facto. Foi uma atitude errada mas toda a gente tem direito a errar. Um dia lerei um livro dela. Para tirar teimas.
Ah, gostei das várias citações ao longo da entrevista, mas uma ficou-me: "Só conseguimos arrumar com o passado quando o pomos em livros", disse Carmem Posadas.
Assim vai o mundo...
O mundo da TV...
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Assim vai o mundo...
O mundo da política...
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 22, 2008
O mundo da TV...
Assim vai o mundo...
O mundo português...
Com Alice Cruz
Com Herman José
Com Adelino Gomes
Com Isabel Barreno
Assim vai o mundo...
O mundo das revistas...
Engraçada a ideia da LER de pôr pessoas várias a fazer listas de livros. Nesta edição de Julho cabe ao professor Nuno Crato, à investigadora Helena Matos e ao músico Zé Pedro. Diversificado...
LER III
O meu compay Jorge tem uma crónica na LER chamada O Bem e o Mal. Este mês sobre as feiras, dos livros e das outras. Apresenta argumentos dos dois lados mas eu sei que ele é uma pessoa de Bem.
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 21, 2008
O mundo das revistas...
Magnífica a primeira parte do editorial de Francisco José Viegas na renascida LER. Só a descrição que ele faz de como deve ser uma feira de livros encaixa na minha cabeça. Os livros em saldo, as velhas e valiosas edições, a angústia de não poder comprar tudo. Ele, tal como eu, não tem medo de se misturar com as massas. Porque a literatura é importante para as elites, mas é linda é para o povo.
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 18, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
O mundo das letras amigas...
O mundo das letras...
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 16, 2008
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
O mundo dos jornais...
Dentes
Os dois foram colegas na escola. Amigos inseparáveis. Mas separaram-se. E um dia reencontram-se. Um bem vestido, com sinais ostensivos de riqueza. O outro mal. Mal vestido, mal cuidado, mal tudo. Abraçam-se. Que coisa! Há quanto tempo! Tratam-se pelos apelidos de antigamente. Joca e Bolão.
- Você deu-se bem, hem, Bolão? Olhe só...
- É. O meu pai fez fortuna, eu fiquei independente. Estou bem, sim. E você, Joca. O que aconteceu com você?
- Pois é... A vida...
- Não. Não me venha com essa de vida, de culpa da sociedade. Somos indivíduos, e cada indivíduo é responsável pelo seu destino.
- Então você é responsável pelo seu pai ter enriquecido e eu pelo meu ter morrido e nos deixado na pior e...
- Seus dentes, por exemplo.
- O quê?
- Não vai me dizer que seus dentes ficaram desse jeito por culpa da sociedade. Você e eu começámos com os mesmos dentes, mas eu cuidei dos meus.
- Porque você tinha dinheiro!
- Não, não. Porque eu dei prioridade à higiene bucal e você, obviamente, não.
- Olha aqui, Bolão...
Bolão levanta o livro que tem na mão.
- Sabe quem escreveu este livro, Joca? Eu. Como vivo de rendas e tenho muito tempo livre, escrevo. E eu mesmo publico. Estes são ensaios sobre os filósofos do século XVII. Onde sustento, por exemplo, que o pensamento cartesiano só se tornou possível porque Descartes escrevia em francês em vez de latim escolástico. A filosofia moderna é uma decorrência da linguagem. Descartes desenvolveu um sistema de argumentação abstracta porque saiu do latim para o francês, enquanto Bacon, por exemplo, não conseguiu fazer o mesmo com o inglês. Entende?
- Não!
- Claro que não. Bacon e Descartes educaram-se com o mesmo latim, como você e eu estivemos nos mesmos bancos escolares e aprendemos com os mesmos professores, mas depois cada um cresceu na sua própria língua. Isto é, na sua própria cultura, no seu próprio universo de referências, na sua própria sintaxe.
- Mas se os dois fossem franceses, desenvolveriam o mesmo sistema de pensamento, já que eram iguais.
- Mas os dois não eram franceses, meu caro. Portanto, não eram iguais. Um era francês e o outro era inglês. De nascimento. Não foi a sociedade que fez um francês e o outro inglês. Foi a fatalidade genética.
- Mas você e eu falamos a mesma língua.
- O português que nós dois aprendemos juntos equivale ao latim com que Descartes e Bacon aprenderam a pensar na escola. Mas Descartes estava destinado a falar francês, a língua do discernimento, e Bacon condenado ao rude inglês. Eu estava destinado a transcender o meu latim para a linguagem do saber e do empreendimento intelectual, você estava destinado a transcender o seu latim para a linguagem do ressentimento e da perplexidade, a linguagem do nada. Falámos a mesma língua na escola, depois desaparecemos dentro de nossas respectivas classes e culturas, como barcos se afastando no nevoeiro.
- Mas você acabou de dizer que cada indivíduo é responsável pelo seu destino...
- Responsável pelo que faz nos limites da sua predestinação. E, se me recordo bem, estávamos falando de dentes. Os meus são perfeitos, os seus estão podres. E isso não tem nada a ver com dinheiro, sorte ou dinâmica social, Joca. Cada indivíduo é responsável, ao menos, pelo estado dos seus dentes.
- E pelo estado dos dentes dos outros.
- Como assim?
- Eu não estou predestinado a quebrar seus dentes com um soco. Mas posso decidir quebrá-los. Como indivíduo, estarei decidindo o meu destino. Ou, no caso, o destino dos seus dentes.
- Joca, espera um pouquinho. Vamos conversar!
- Você esqueceu? Nós não falamos a mesma língua. Nenhum entendimento é possível entre nós dois.
- Espera, Joca!
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 15, 2008
O mundo do humor...
2 - Mude-a para científica (menu View ou Ver);
3 - Digite o número 185266394;
4 - Prima F5. QUE TAL?????????
POR ESTA O BILL GATES NÃO ESPERAVA...!?!
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Xana e Flak, a vocalista e o guitarrista dos Rádio Macau, desentenderam-se em palco e agrediram-se um ao outro.
O acidentado concerto, que teve lugar em Vila Nova da Barquinha, ficou marcado pelo momento em que Xana modificou a letra do tema 'Anzol', para protestar pelo facto de Flak ter aceite que este fizesse parte de um anúncio a uma instituição bancária. Depois da vocalista dizer a frase «não mordam o anzol às petrolíferas», Flak rasteirou-a, levando a que Xana caísse perante a risada do público. A intérprete levantou-se de seguida e respondeu com uma estalada, saindo imediatamente de palco.
«Teve a ver com a autorização dada a uma instituição bancária. Por princípio, eu sou contra isso», disse Xana ao Correio da Manhã, indicando que o desentendimento está resolvido, «ele já me pediu desculpa e eu reconheço que deveria ter feito o concerto de forma profissional e já pedi também desculpa». (via Rádio Comercial)
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 14, 2008
O mundo do humor...
As imagens são surreais. Durante a 2ª parte de um jogo de futebol transmitido quarta-feira pela televisão russa, o árbitro internacional bielorusso Sergei Shmolik aparece curvado e com dificuldade em andar, tendo acabado por abandonar o estádio Vitebsk com o auxílio dos seus colegas.
Parecia tratar-se de algum problema nas costas, mas os testes que realizou posteriormente no hospital mostraram que afinal se encontrava embriagado. E muito: a taxa de alcoolemia diagnosticada foi de 2,6 gramas por litro, ou seja, mais de cinco vezes superior à taxa máxima de circulação automóvel no país, idêntica à de Portugal.
O espectáculo causou o gáudio da multidão que assistia ao jogo, do campeonato bielorusso, entre Vitebsk e Naftan, que terminou empatado 1-1. Um dos auxiliares de Shmolik confessou que o árbitro que usa insígnias da FIFA trasandava a álcool. Numa posterior deslocação ao hotel onde pernoitara, foram descobertas várias garrafas vazias de vodka.
Os treinadores das duas equipas intervenientes no jogo, Naftan (6º classificado) e Vitebsk (3º), foram unânimes nas críticas: "Este é o escândalo mais absurdo que já vimos e uma vergonha para o nosso futebol".
A Federação de Futebol da Bielorrúsia já decidiu suspender o árbitro até ao final da presente época. (Expresso)
Assim vai o mundo...
domingo, julho 13, 2008
O mundo de Portugal..
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 11, 2008
O mundo do humor...
quinta-feira, julho 10, 2008
O mundo dos jornais...
Eduardo Lourenço
Todos somos heterónimos do tempo: aqueles que ele cria e destrói para nisso, e em nós, se multiplicar. Eduardo Lourenço soube-o sempre muito bem. Com 85 anos feitos há pouco, como se acabasse um ensaio e começasse outro, continua a mostrar-nos que a ave de Minerva levanta voo ao entardecer. Talvez por isso a sua escrita seja hoje mais próxima de uma lentidão aérea do que da agilidade terrestre do passado. Mas a demanda é a mesma: a das perguntas que vão ao nosso lado, não nos dando exterior. Toda a obra deste exilado do seu exílio (por isso vem tanto a Portugal!) tem sido, desde o princípio em que os olhos se abriram para o mundo, uma despedida da luz. Ele percebeu, nesses anos fatídicos, que, ao contrário de Goethe que pedia "mais luz", era imperioso pedir "menos luz", porque a que havia, de tão crua, despótica e insolente, cegava, assim na prisão o torcionário cega a vítima para a obrigar a dizer o que ele quer. A contra-luz que Lourenço reclamou era a que permitia responder sem a coacção da ortodoxia. Essa luz do avesso pode ser sombra, mas pode ser também uma luz outra, a que vai de nós para o mundo. É esse o centro da sua poética.
Ao longo dos anos, o autor de Fernando Rei da Nossa Baviera tem feito uma viagem órfica pelos caminhos que conduzem ao "nada que é tudo", de que um dia falou Pessoa, quando falava do mito. Raramente se encontra alguém com tantos instrumentos para a viagem incessante: mapas e tábuas, compassos e sextantes, binóculos e bússolas, astrolábios e radares. Essa viagem obtém soberania da sua errância, assim os reis em Shakespeare acendem a noite incerta com a sua loucura. À velocidade do crepúsculo que desce, Lourenço leva sobre os seus ombros leves o peso da história, da arte, da literatura, da filosofia, da música. Os seus livros, que são melancólicos diários de bordo da "grande viagem" que só por antecipação os pode ter, estão cheios de adivinhas respondidas com outras adivinhas.
No que de nós, portugueses, se trata, este Dédalo do Labirinto da Saudade, do qual somos os Ícaros inconstantes, foi, com uma paciência devoradora, construindo uma ratoeira de palavras para apanhar aquilo em que Portugal se diz Portugal. A sua "psicanálise mítica do destino português" constitui, afinal, a sua mais firme vingança. Atravessando o estreito desfiladeiro que tem, de um lado, a velha paralisia e, do outro, a nova fuga, chegou ao lugar de onde o labirinto se vê de cima.
Além da admiração, algumas vezes discordante, tenho por Eduardo Lourenço uma estima que o tempo permite dizer nas palavras da amizade. Se lê-lo é pensar com ele, encontrá-lo é sempre um puro prazer. Na sua conversa, há gravidade e graça, cidade e província, mundo e narrativa, texto e comentário, interior e exterior. E há uma malícia que se ri da sua pontaria fulminante. De tantas e tão grandes virtudes intelectuais que possui, há uma que é o princípio de todas as outras - a atenção subtil. Raros são os homens com uma atenção assim: tão distraída, tão fina e tão intensa. Distraída do quotidiano e das suas utilidades. Atenta ao coração do mundo.
Um dia, numa viagem sem esquecimento que fizemos à China e a Macau, ele foi, minuto a minuto, o cronista do que atravessava os nossos sentidos: os sons ocos, as cores altivas, os cheiros sujos, os sabores doces, os tecidos brandos. Comentava os deuses e os seus desdéns, os homens e os seus erros, o amor e os seus ardis, a arte e as suas superstições, a sorte e as suas falhas, a vida e os seus acasos. Falava da China que foi sempre o nosso grande Outro. E, pelo meio, falava da Roma antiga e da América moderna. Tudo dito com uma astúcia que nascia das palavras.
Neste aniversário recente, Eduardo Lourenço voltou à aldeia distante (de tudo e agora também dela própria) onde nasceu. Aí, levantou os olhos para as cruzes que se erguem no céu dos pássaros. Depois, baixou-os e encontrou a sua sombra longa na terra seca.
José Manuel dos Santos
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quarta-feira, julho 09, 2008
O mundo da música...
...é um jeito de pegar, de encarar...de disfrutar!
A máquina arranca cedo da estação e demora-se o tempo e o que for preciso pela procura do trilho certo, da razão ideal, do porquê da viagem...nunca bastará chegar.
Aos murmúrios, não só os que escutamos, mas aqueles que adivinhamos para lá da multidão, damos-lhes formas diversas e roupas novas para que se sintam em si ou de uma outra forma qualquer...enfim nus, nunca bastará ir.
Depois temos a densa malha de agitação que nos vai na alma e que alimenta a dita máquina, claro, mas isso foi sempre outra história...
Juntam-se neste espectáculo 5 músicos com formação e experiência muito distintas, do fado ao jazz, procurando encontrar o fio condutor entre estes e outros estilos. Apresentando-se de forma informal e despretensiosa, diluem-se os formalismos característicos dos diferentes géneros e abre-se a porta a uma fusão, desprendida, da linguagem musical. No repertório encontram-se versões de temas já bem conhecidos do público português com arranjos dentro da sonoridade acima descrita.
• Voz - Pedro Matos
• Guitarra Portuguesa - Miguel Silva
• Guitarra - Paulo Gonçalves
• Contrabaixo - Pedro Silva
• Percussão - Paulo Coelho
www.fadoemsibemol.com
www.myspace.com/fadoemsibemol
fadoemsibemol@gmail.com
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O mundo dos jornais...
Assim vai o mundo...
terça-feira, julho 08, 2008
O mundo do cinema...
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Duffy
Mercy
I love you
But I gotta stay true
My morals got me on my knees
I'm begging please stop playing games
I don't know what this is
Cos you got me good
Just like you knew you would
I don't know what you do
But you do it well
I'm under your spell
[Chorus:]
You got me begging you for mercy
Why wont you release me
You got me begging you for mercy
Why wont you release me
I said release me
Now you think that I
Will be something on the side
But you got to understand
That I need a man
Who can take my hand yes I do
I don't know what this is
But you got me good
Just like you knew you would
I don't know what you do
But you do it well
I'm under your spell
You got me begging you for mercy
Why wont you release me
You got me begging you for mercy
Why wont you release me
I said you'd better release yeah yeah yeah
I'm begging you for mercy
Yes why wont you realse me
I'm begging you for mercy
You got me begging
You got me begging
You got me begging
Mercy, why wont you realise me
I'm begging you for mercy
Why wont you release me
You got me begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
I'm begging you for mercy
Why wont you release me yeah yeah
Break it down
Assim vai o mundo...
segunda-feira, julho 07, 2008
O mundo do youtube..
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
O mundo do Homem...
O lobo do homem
Entre a civilização e a barbárie vai um passo, todos sabemos. Mas uma coisa é sabê-lo pelo que diz a História, ou porque Hobbes nos ensinou, outra coisa é ver com os próprios olhos, ainda que pela televisão, o homem como lobo do homem. Quando o Estado se demite ou se revela incompetente - sucedeu agora na África do Sul, mas pode suceder em qualquer lugar - a natureza humana logo revela o pior de si. A caça ao imigrante moçambicano e zimbabweano, morto a eito, à paulada, com catana ou pelo fogo, aí está como explosão brutal e perturbadora do ódio ao outro, incontrolável. Enquanto espécie, parece que pouco avançámos, afinal.
Fernando Madrinha
Assim vai o mundo...
O mundo actual...
Assim vai o mundo...
domingo, julho 06, 2008
O mundo dos filmes...
Nos dias na casa nova, sem net ou tv por cabo, foram muitos os filmes que vi. Vou falar de alguns:
- John Q - o sistema de serviço de saúde norte-americano é aqui escalpelizado. A falta de cobertura às classes desfavorecidos obriga um pai, Denzel Washington numa interpretação fantástica, a sequestrar um hospital.
- Gone Baby Gone - um filme que teve a apresentação adiada por causa do desaparecimento de Maddie. Aqui também temos uma menina loira desaparecida, com indícios de negligências parental e com uma cobertura exaustiva pelos media. Casey Affleck tem um bom desempenho, numa história com um final inesperado e um dilema moral.
- In the valley of Elah - já aqui há uns tempos falei do No country for old men (e da interpretação de Tommy Lee Jones), pois bem, este filme é para mim muito melhor. Um retrato cru e verdadeiro do regresso dos soldados americanos do Iraque. As paranóias e inadaptação à vida sem guerra deixam os soldados e respectivas famílias num estranho caos.
- Compromisso de Honra - um bom enredo com as extraordinárias interpretações de Gene Hackman e Morgan Freeman. Ah, e a sempre bela Monica Belluci.
- 88 Minutos - um filme com Al Pacino é sempre atractivo, mas este até consegue ter um enredo engraçado.
- O Aviador - a biografia de uma personagem como Howard Hughes é um trabalho enorme, mas Leonardo di Caprio fez um belo trabalho. Um actor que tem melhorado e muito de filme para filme. Martin Scorcese tem um trabalho competente como sempre.
- Terapia do Amor - uma história de amor em que os protagonistas tem 14 anos de diferença. Ah, e a mãe dele é a psiquiatra dela. Uma Thurman mostra que ainda é uma mulher sexy.
- Tropa de Elite - numa das cidades mais violentas do mundo, Rio de Janeiro, uma das mais ferozes tropas de elite do mundo, os BOPE, é quem trava uma luta mortal com os donos das favelas. A violência da vida real é capaz de nos chocar muito mais que a ficcional...
Assim vai o mundo...
O mundo da TV...
Assim vai o mundo...
O mundo do humor...
Assim vai o mundo...
sábado, julho 05, 2008
O mundo do MEO...
Assim vai o mundo...
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, julho 04, 2008
O mundo da música...
Assim vai o mundo...
O mundo do gosto...

Assim vai o mundo...
O mundo do humor...
Assim vai o mundo...
quinta-feira, julho 03, 2008
O Mundo está de volta...
Assim regressa o mundo...
sexta-feira, junho 20, 2008
O mundo anda longe...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, junho 13, 2008
O Mundo aguarda...
Assim vai o mundo...


