E eis que termina a trilogia Millenium! “The Girl Who Kicked The Hornet’s Nest” é o filme mais parado dos três mas onde toda a trama se desvenda. Finalmente todos os segredos são desvendados. Mais uma vez é Noomi Rapace que domina o filme no fabuloso papel de Lisbeth Salander. Num retorno a uma personagem mais freak, é ela que comanda o argumento e faz de todos os outros personagens marionetas. Em termos de imagem e som é o melhor filme da versão sueca e consegue captar-nos a atenção apesar das mais de duas horas de película.
Assim vai o mundo...
terça-feira, março 27, 2012
segunda-feira, março 26, 2012
O mundo dos filmes...
Depois de ver as duas versões (sueca e americana) do primeiro capítulo da saga Millenium de Stieg Larsson, vi agora o segundo filme da versão sueca. Neste “The Girl Who played with Fire”, Lisbeth Salander é claramente a protagonista. E Noomi Rapace mostra-se melhor actriz. Num papel mais contido, menos visceral mas mais intenso, a actriz consegue passar-nos uma Lisbeth mais mulher e menos freak. Enquanto no primeiro “episódio”, o argumento é claramente fechado, aqui várias questões ficam em aberto para o terceiro e último tomo.
Assim vai o mundo…
Assim vai o mundo…
quinta-feira, março 22, 2012
O mundo da música...
Este senhor é o próximo grande senhor da música! Acreditem em mim!! O seu nome é Michael Kinawuka...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo dos filmes...
Ora nesta coisa do cinema as versões e remakes são sempre algo estranho. Sem ter lido os livros de Stieg Larsson (e por isso me penitencio), decidi ver a versão sueca e norte-americana do primeiro volume “The Girl with the Dragon Tatoo”. É impossível não comparar.
A nível técnico, de som e imagem, é óbvio que a versão americana é melhor (até porque na Suécia foi um telefilme), com algumas nomeações para os Oscars. Em termos de argumento, acho que a versão sueca é a melhor (mesmo não sabendo qual é a mais fiel ao livro) porque a americana perde-se muito. Em termos de actores é óbvio que Daniel Craig e Rooney Mara são melhores actores mas creio que os actores encaixam melhor no papel (sobretudo Noomi Rapace como Lisbeth Salander). Onde a versão fica a ganhar é claramente nas personagens secundárias com alguns nomes consagrados.
Seja como for vejam as duas e decidam…
Assim vai o mundo…
A nível técnico, de som e imagem, é óbvio que a versão americana é melhor (até porque na Suécia foi um telefilme), com algumas nomeações para os Oscars. Em termos de argumento, acho que a versão sueca é a melhor (mesmo não sabendo qual é a mais fiel ao livro) porque a americana perde-se muito. Em termos de actores é óbvio que Daniel Craig e Rooney Mara são melhores actores mas creio que os actores encaixam melhor no papel (sobretudo Noomi Rapace como Lisbeth Salander). Onde a versão fica a ganhar é claramente nas personagens secundárias com alguns nomes consagrados.
Seja como for vejam as duas e decidam…
Assim vai o mundo…
domingo, março 18, 2012
O mundo do jornalismo
Gosto de Mário Crespo. Acho-o um excelente jornalista, um óptimo entrevistador e um bom cronista. Não sei se por crença ou por amizade, mas Mário Crespo intrometeu-se na questão RDP- Pedro Rosa Mendes. E do lado que menos julguei ser possível: o lado da censura. Não vou dar a minha opinião sobre essa questão mas acho que Crespo não devia ter usado a sua crónica no Expresso para criticar o próprio jornal na defesa do cronista Miguel Sousa Tavares e o “direito à resposta” de Luis Marinho. Infelizmente tenho de compreender e concordar com a direcção do semanário em terminar com a crónica de Mário Crespo.
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sexta-feira, março 16, 2012
O mundo dos filmes...
Consigo entender os dois lados da crítica a “Os descendentes”! Se por um lado dizem que é um filme parado onde pouco se passa, por outro lado tenho de dizer que isso é das coisas mais difíceis de se fazer ao escrever uma estória. O argumento é fantástico e a nomeação para o Oscar mais que merecida. Por outro lado, é óbvio que se tem de falar em George Clooney. Num papel que cada vez lhe assenta melhor, ele é um homem de meia-idade sem o sex-appeal que todas as mulheres do mundo ainda lhe encontram, mas com a carga dramática da experiência. Um filme que não é o melhor do filme mas uma estória daquelas que merece vista.
Assim vai o mundo…
Assim vai o mundo…
terça-feira, março 06, 2012
O mundo dos filmes...
Se querem um filme fácil, este não é um deles. Não se aconselha ver este filme cansado ou com sono. "Mr. Nobody" é um constante exercício de construção e desconstrução de hipóteses baseadas nas escolhas e decisões de uma personagem, Mr. Nobody. Jared Leto é um homem, o último mortal num futuro distante, que deixa a memória ou falta dela vaguear pelo seu passado, real ou imaginado. O argumento quase se perde, mas consegue criar a lógica necessária para torná-lo coerente e interessante. Não será um dos filmes que ficará no canones do cinema, mas é sem dúvida um filme para nos fazer pensar sobre a vida...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
O mundo das letras...
As Correntes D' Escritas são todos os anos um oásis de cultura no nosso país. E eu que tanto me queixo da centralização cultural da capital, aproveito esta oportunidade de absorver o que de melhor existe em Portugal (e estrangeiro) no que toca a Literatura. Eduardo Lourenço, Ruben Fonseca (um menino com idade de velho), Luís Sepulveda (meu mestre), Rui Zink (sempre espirituoso), Gonçalo M. Tavares (com a sua irresistivel timidez), valter hugo mãe (este ano doente mas sempre participativo), Onésimo Teotónio de Almeida (o açoreano mais poveiro que existe), um sem número de estrelas das letras nacionais e mundiais. A contingência económica obrigou à redução dos dias mas a qualidade esteve toda. E é óptimo estar no olho deste furacão literário. Bem-hajam as Correntes....
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
domingo, fevereiro 26, 2012
O mundo das séries...
Em fim de semana de Oscars, ando com os filmes um pouco atrasados. Tenho estado dedicado às séries. Assim, um breve resumo do que ando a seguir:
- "Wilfried" - uma série baseada numa alucinação. Elijah Wood é um jovem com tendências suicidas com falta de jeito. Depois de uma overdose de placebos começa a ver o cão da sua vizinha a falar. E mais não digo.
- "A gifted man" - nesta série a alucinação é mais afectiva do que farmacológica. Patrick Wilson é Michael Holt, um neurocirurgião que começa a ver o fantasma da ex-mulher. Um homem da ciência que começa a ser absorvido pelo espírito do bem.
- "Mulher invisível" - uma série brasileira vertida para a TV depois do filme homónimo. Selton Mello é Pedro, um publicitário que desde a sua adolescência criou uma amante invisível, a bela Amanda (Luana Piovani). Nada disto seria grave se Clarisse (Débora Falabella), a sua mulher, não tivesse descoberto.
- "Past Life" - o tema central deste magnífica série é a existência de vidas passadas e da reencarnação. Em cada episódio uma psicóloga cognitiva e um ex polícia ajudam uma personagem a libertar-se da voz de uma vida passada atormentada.
- "Homeland" - foi a série vencedora dos Globos dos Ouros. Uma série com o actualíssimo tema da possível existência de espiões muçulmanos nos EUA. Dez anos depois do 11 de Setembro, os medos continuam.
Assim vai o mundo...
PS- Sabe bem estar de volta...
terça-feira, agosto 23, 2011
O mundo da música...
José Manuel Osório, numa fotografia de 2001 (Adriano Miranda)
Cada vez mais detesto más notícias! E este desaparecimento custou-me saber. O fadista e estudioso de fado José Manuel Osório, 64 anos, morreu em Lisboa. Era considerado o mais antigo caso de um doente com sida em Portugal, um exemplo de resistência e de lucidez. Um fadista que cantava fados duros, pungentes. Um exemplo é este fado da Meia Laranja, que fala sobre o flagelo da droga.
Letra de José Luis Gordo música de Joaquim Campos
Ali á Meia Laranja
Meio inferno de Lisboa
Onde a morte anda a viver;
Há milhões de olhos baços
E a vida tem quatro braços
Para a morte se esconder
Por entre gente perdida
Jovens entregam a vida
Á loucura que se esbanja
E nas veias da tristeza
Tantas faca de pobreza
Ali à Meia Laranja
Há tanto cavalo á solta
Com chicotes de revolta
Num galopar que magoa
Há punhais de infelicidade
E ali se mata a idade
No coração de Lisboa
Inesquecível é também o livro escrito a meias com o filho e jornalista Luis Osório, com o título "Quanto tempo, uma criança no olhar", uma entrevista pungente, íntima, comovente de um filho a um pai. Aqui ficam as últimas palavras do filho sobre a morte do pai.
"Morreu tranquilo e apaziguado, fez ontem uma semana. Na última semana viu todas as pessoas que verdadeiramente lhe interessava ver – fez-nos rir, mostrou-se feliz pelo prémio de investigação que deveria receber em Novembro, mas ao contrário de todas as outras vezes não se comprometeu com mais uma redenção.Há vinte e sete anos, também num dia de calor, fiquei destroçado. Informou-me que talvez fosse a nossa última conversa porque lhe fora diagnosticada uma doença que se mostrava fatal e infalível no seu rasto de destruição. Nesse dia, nesses primeiros dias, deixou-se ficar por casa, afundou-se na cama do quarto de sempre, contou as horas que faltavam para iniciar a viagem para o fim. Tudo nele parecia derrota, não pelo medo da morte mas pela irremediável sensação de que não se cumprira, pela terrível ideia que desperdiçara a sua vida.
Deu a volta às gavetas. Queimou as fotografias que tinha, as suas memórias, os sinais do que julgava ser o seu falhanço. Ficou assim algumas semanas e, num dia igual aos outros, sem que conseguisse explicar porquê, saiu do quarto e jurou aos mais próximos que decidira vencer a doença. Foi aí que renasceu. Foi nesse preciso momento que começou a viagem que o faria chegar, contra todas as expectativas, a um sítio onde apenas estão os que partem de consciência tranquila.
Esta é então a história de um homem que provou não existirem impossíveis. O homem que decidiu tirar num só dia todos os dentes porque o médico lhe disse que eram potenciais focos de infecção. O que fez questão de assumir a doença publicamente para combater a discriminação. O que resistiu à toxoplasmose, tuberculose, linfoma, meningite, septicemia, hepatite. O que esteve três vezes em coma e sem muitas esperanças de sobrevivência. O que durante tantos e tantos anos tomou mais de 50 comprimidos todos os dias. O que fez todas as quimioterapias possíveis. O que aproveitou os momentos disponíveis para investigar sobre o fado, para escrever várias colecções de referência, para ganhar prémios, dirigir o trabalho de associações de combate à discriminação, coordenar acções de formação e ajudar dezenas de doentes a acreditar que na vida cada um deve lutar até ao fim e não desistir.
Esta é a história do meu pai. De quem estive afastado uma vida e que tantas vezes não compreendi, o meu pai – militante comunista, exilado em Paris, co-fundador do grupo de Teatro A Barraca e filho de Alice, a mulher da sua vida. José Manuel Osório, chamava-se. Fez ontem uma semana que partiu. Tranquilo e apaziguado.
Nos últimos anos coordenou duas monumentais colecções de fado. Em 2005, organizou a convite de João Pinto de Sousa o projecto Todos os Fados, publicado pela revista Visão. Esteve na primeira linha entre os que fundaram o Museu do Fado, coordenou as Festas da Cidade de Lisboa e tudo isso depois de estar doente – quando quase todos pensavam em surdina que não acabaria o que tinha em mãos, ele pensava na próxima ideia a concretizar.
Essa é a sua marca, o motivo pelo qual me orgulho. À sombra da desconfiança de todos os olhares e com o terrível peso de uma doença que o destruía por dentro, soube e teve a coragem de construir uma obra e o sentido que lhe faltava.
Ao contrário das outras vezes, tantas e tantas que a sua morte foi antecipada, sabia que agora o tempo se estreitara. A última vez que estive com ele a sós não me falou de nenhum projecto que quisesse terminar. Limitou-se a sorrir. Estava pronto.
O primeiro texto que escrevi foi uma cunha sua. Joaquim Benite, ao tempo chefe de redacção do jornal Diário recebeu-me a seu pedido – «o teu pai está convencido que tens talento, diz-me coisas». Escrevi dois textos: sobre o movimento skinhead e uma entrevista ao Rodrigo Leão.
A primeira vez que fui sócio do Benfica foi ele que me inscreveu. Entrei pela sua mão na sede da Rua Jardim do Regedor, onde homens jogavam bilhar e comentavam jogos da véspera. Que felicidade a minha.
O primeiro filme interdito a maiores de 18 anos vi com ele. Nessa noite a RTP anunciara o Pato com Laranja, um erótico italiano e a avó Alice pediu-lhe para me tirar de casa. Para compensar levou-me ao Roma onde estava em exibição Pink Floyd The Wall. Não me parece que, em algum momento, lhe tenha passado pela cabeça que talvez aquelas imagens fossem demasiado violentas para uma criança que ainda não completara os dez anos. E não fizeram, pai.
A primeira vez que me deitei de madrugada foi depois de uma borga com ele. O primeiro concerto a que assisti foi com ele. Apresentou-me a Cunhal, Manuel Alegre, José Mário Branco, Ferré, Chico Buarque. O ursinho com que adormecia na infância era o mesmo que o adormecia…
No 8.º ano, por força da puberdade, tive seis negativas no segundo período. Convidou-me para jantar e, como se nada fosse, perguntou-me pelas notas. Informei-o de que tudo estava bem, como podia estar mal? Impassível, sem elevar a voz, disse-me que talvez existisse um equívoco: «Esta tarde estive no liceu e pareceu-me ter visto seis negativas. Não quero saber mais nada nem falar mais disto. Mas se for verdade quero que resolvas isso. Não tenho que me preocupar, pois não?».
Numa longa conversa, publicada num livro, confessou-me que gostaria de ouvir, antes de morrer, o Com que Voz de Amália Rodrigues. Se tivesse tempo escutaria ainda Maria Callas a interpretar ‘Casta Diva’, uma ária da Norma, de Vincenzo Bellini. Jantaria um bife no Pap’Açorda e arrumaria os livros no quarto para separar os que não podiam deixar de ficar para mim.
Oiço então Amália. E termino com as suas palavras: «Os meus dois netos são um caso à parte. É natural que olhe para eles de uma forma diferente, é até natural que olhe para eles como nunca olhei para ti. Mas normalmente olho para ti quando estás distraído. Assim que percebes, desvio o olhar. Como os dois miúdos não me perguntam ‘porque estás a olhar para mim?’, olho sem qualquer preocupação. Se um dia me perguntarem, também saberei desviar o olhar».
* A última palavra gostaria que ficasse para Ana Campos dos Reis, directora de serviços de apoio ao VIH da Santa Casa da Misericórdia. Ela foi o seu anjo, ela é um anjo. E para Tozé Brito e Manuel Faria, eles sabem porquê"
terça-feira, agosto 02, 2011
O Mundo português...
Já muitas vezes critiquei aqui o meu país! Tenho legitimidade para o fazer. Sou português, nasci aqui e vivo aqui, quero o melhor para ele. Sei os seus defeitos e virtudes, forças e fraquezas. Não preciso que me venham dizer de lá de fora se somos bons ou maus, reis ou lixo. Temos séculos de História, com altos e baixos, mas sempre presentes. Para essa tal de Moody's, este vídeo é a resposta...
http://youtu.be/N9huATR3Uvc
Assim vai o mundo...
http://youtu.be/N9huATR3Uvc
Assim vai o mundo...
quarta-feira, julho 27, 2011
O mundo de volta...
Livra, que saudades de vir aqui! Agora mais amiúde espero eu... Crazy de Gnarls Barkley numa versão de Ray Lamontagne...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
sábado, junho 18, 2011
O mundo da política...
Não sendo do PSD e tampouco de direita, várias coisas me agradaram neste novo governo:
- a rapidez com que foi formado - acho sinceramente que esta é a última oportunidade que temos de ainda dar a volta por cima!
- o tamanho - não é preciso haver muita gente a mandar, é preciso é mandar bem.
- a escolha de Nuno Crato - um homem inteligentíssimo para a pasta da Educação e Ensino Superior, que se souber impor-se pode colocar Portugal como referência nesta área.
- a escolha de Francisco José Viegas - não faz sentido termos um Ministério da Cultura quando depois não há verba. Mais vale termos uma Secretaria de Estado que saiba usar os recursos que dispõe. O meu caríssimo homónimo vai ter uma árdua tarefa mas acredito que consiga.
- os demais nomes do Governo - havendo uma mescla de pessoas do PP, PSD e independentes, parece-me que são muitas pessoas sérias e com vontade de fazer algo de bom. Parece-me acima de tudo haver competência. E isso é o que mais precisamos.
Acho que temos de uma vez por todas entender que não importa o partido que lá esteja, importa que governe bem e que nos deixemos governar.
Assim vai o mundo...
- a rapidez com que foi formado - acho sinceramente que esta é a última oportunidade que temos de ainda dar a volta por cima!
- o tamanho - não é preciso haver muita gente a mandar, é preciso é mandar bem.
- a escolha de Nuno Crato - um homem inteligentíssimo para a pasta da Educação e Ensino Superior, que se souber impor-se pode colocar Portugal como referência nesta área.
- a escolha de Francisco José Viegas - não faz sentido termos um Ministério da Cultura quando depois não há verba. Mais vale termos uma Secretaria de Estado que saiba usar os recursos que dispõe. O meu caríssimo homónimo vai ter uma árdua tarefa mas acredito que consiga.
- os demais nomes do Governo - havendo uma mescla de pessoas do PP, PSD e independentes, parece-me que são muitas pessoas sérias e com vontade de fazer algo de bom. Parece-me acima de tudo haver competência. E isso é o que mais precisamos.
Acho que temos de uma vez por todas entender que não importa o partido que lá esteja, importa que governe bem e que nos deixemos governar.
Assim vai o mundo...
sábado, maio 28, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
O mundo dos automóveis...
No Courrier Internacional deste mês, uma reportagem do The Daily Telegraph fala-nos dos avanços no campo da condução sem motorista. Desde há muitos anos que se tem tentado construir um sistema (através de radares, sonares, etc.) que conseguisse conduzir um carro sem ser preciso um condutor. Já há vários sistemas, muito por causa da entrada na corrida de grandes marcas como a Ford e a Google, que conseguem controlar certos aspectos mas ainda com a supervisão de um humano. Aliás, um dos grandes problemas é a aceitação por parte dos homanos de abdicar da condução. Um caso testado foi o de um comboio de carros numa auto-estrada com um camião ou táxi no lugar da frente, e em que os carros se guiariam sozinhos. Reduziria acidentes e engarrafamentos, diminuiria o consumo e emissão de CO2 e permitiria aos ocupantes não se preocupar com a condução. Ora tem sido notado que os condutores estão relutantes em relação a isso.
Para quem me conhece sabe que sou completamente a favor que os carros andem sozinhos. Assim, não tinha de me preocupar em conduzir e ainda lia uns livros.
Assim vai o mundo...
Para quem me conhece sabe que sou completamente a favor que os carros andem sozinhos. Assim, não tinha de me preocupar em conduzir e ainda lia uns livros.
Assim vai o mundo...
segunda-feira, maio 09, 2011
O mundo da TV III...
Ora bem, efectivamente da noite televisiva de Domingo o que mais gostei foi do novo programa da RTP "Último a Sair". Sou suspeito porque gosto muito do Frederico Pombares e João Quadros (principais argumentistas) e do Bruno Nogueira, Miguel Guilherme e Rui Unas (alguns dos participantes), mas a verdade é que este programa que esteve envolto em mistério e que goza à cara cheia com os reality shows é uma pedrada no charco do humor português. Miguel Guilherme é exímio na sua mimificação de Júlia Pinheiro / Teresa Gulherme! Luis Pereira de Sousa está de volta ao pequeno ecrã no papel tantas vezes parvo do repórter de exteriores que acompanha os concorrentes. A mescla dos pseudo-concorrentes junta Luciana Abreu, Rui Unas, palhaço Batatinha, Nogueira ou a personagem conhecido como "a gorda". É óbvia a intenção de satirizar todos os programas das outras estações e fá-lo sem apelo nem agravo com um humor cáustico. O primeiro programa ficou logo marcado pela expulsão de Marco Borges (pela segunda vez no seu historial televisivo) por agressão! Faz lembrar alguma coisa? Claro que sim. Este é de facto o progama de domingo à noite que me faz esperar pelo fim de semana. Vejam e comprovem...
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo da TV II...
Ontem começou o programa "Perdidos na Tribo"! Eu nem vou falar da personagem José Castelo Branco porque tenho imensa pena que uma grande parte do país ache piada a uma pessoa que ainda ontem chamou servo a um membro da tribo africana. Enfim, quem nunca teve berço, nunca o terá. Falo mesmo das outras pessoas que parecem ter ido de férias e ainda não se aperceberam onde se meteram! O episódio de ontem mostrou a chegada e o quanto tudo é fantástico e mágico. Mas tenho a certeza absoluta que os próximos episódios vão mostrar o quanto estamos longe de entender certos rituais e modos de viver. A parte do papel da mulher, da divisão de tarefas, dos rituais de passagem à idade adulta, a alimentação, etc, são tudo coisas que tenho a certeza que vão chocar os telespectadores e fazer sofrer os concorrentes. Não me parece que ajude o facto de serem famosos ou pseudo-famosos, porque não vão estar dispostos a assimilar certos hábitos culturais.
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
O mundo da tv I...
Ontem deu o segundo episódio de Peso Pesado! Ora bem, eu fui um seguidor atento do programa original norte-americano. Por muito que me custe o programa portugués é uma cópia mal tirada. E é assim por muitas razões.
- Julia Pinheiro não é uma apresentadora sóbria. Mesmo quando tenta, tem sempre uma análise pseudo-psicológica sobre o que acha que está a acontecer! A apresentadora do concurso original é sóbria, raramente dá palpites e permite aos concorrentes dizerem efectivamente o que pensam. Mas Júlia gosta de audiência e de drama, por isso enfatiza aquilo que não tem de enfatizar: o facto de ser um jogo!
- Os treinadores não tem a competência psicodesportiva dos treinadores originais. Não se pedia que fossem os melhores do mundo, mas que fossem fortes na componente comunicativa, porque muitos dos problemas daquelas pessoas é acima de tudo a nível mental.
- Os concorrentes, logo numa primeira semana, encararam aquilo como um jogo e como um meio de chegar ao prémio monetário. A maioria não vê isto como uma oportunidade de mudar radicalmente o seu aspecto físico e saúde, mas sim como um meio para atingir o fim monetário. Tenho pena que parte da culpa seja da produção, pois introduziu uma modernice portuguesa que impede um concorrente de ganhar o prémio final.
- Para quem possui um índice de massa gorda tão elevado, os concorrentes perderam muito pouco peso na primeira semana. Não sei se os treinos foram pouco puxados ou se os concorrentes se desleixaram, a verdade é que o concorrente que mais perdeu peso perdeu 5kg (a título de exemplo, houve concorrentes norte americanos a perderem 15 kg na mesma primeira semana).
- A produção é fraca! Os episódios são arrastados e dão mais importancia ao diz-que-disse do que ao treino em si. Parece que em Portugal gosta-se mais de falar que trabalhar.
Tenho pena de ser esta a minha análise, porque estava com bastante expectativa sobre o programa e o quanto podia alterar a nossa dieta alimentar e frequência de actividade física.
Assim vai o mundo...
- Julia Pinheiro não é uma apresentadora sóbria. Mesmo quando tenta, tem sempre uma análise pseudo-psicológica sobre o que acha que está a acontecer! A apresentadora do concurso original é sóbria, raramente dá palpites e permite aos concorrentes dizerem efectivamente o que pensam. Mas Júlia gosta de audiência e de drama, por isso enfatiza aquilo que não tem de enfatizar: o facto de ser um jogo!
- Os treinadores não tem a competência psicodesportiva dos treinadores originais. Não se pedia que fossem os melhores do mundo, mas que fossem fortes na componente comunicativa, porque muitos dos problemas daquelas pessoas é acima de tudo a nível mental.
- Os concorrentes, logo numa primeira semana, encararam aquilo como um jogo e como um meio de chegar ao prémio monetário. A maioria não vê isto como uma oportunidade de mudar radicalmente o seu aspecto físico e saúde, mas sim como um meio para atingir o fim monetário. Tenho pena que parte da culpa seja da produção, pois introduziu uma modernice portuguesa que impede um concorrente de ganhar o prémio final.
- Para quem possui um índice de massa gorda tão elevado, os concorrentes perderam muito pouco peso na primeira semana. Não sei se os treinos foram pouco puxados ou se os concorrentes se desleixaram, a verdade é que o concorrente que mais perdeu peso perdeu 5kg (a título de exemplo, houve concorrentes norte americanos a perderem 15 kg na mesma primeira semana).
- A produção é fraca! Os episódios são arrastados e dão mais importancia ao diz-que-disse do que ao treino em si. Parece que em Portugal gosta-se mais de falar que trabalhar.
Tenho pena de ser esta a minha análise, porque estava com bastante expectativa sobre o programa e o quanto podia alterar a nossa dieta alimentar e frequência de actividade física.
Assim vai o mundo...
quarta-feira, abril 20, 2011
O mundo português..
Portugal deve aproveitar a presença do FMI em Portugal para fazer uma renovação de cima até baixo de toda a classe dirigente! Estamos num ponto de viragem da nossa história! Ou conseguimos apanhar este comboio ou resvalaremos para os países em desenvolvimento.
Assim vai o mundo...
Assim vai o mundo...
segunda-feira, abril 18, 2011
O mundo dos filmes...
Ora bem, estive fora do blog mas agora compenso com uma catrefada de filmes...
- "The Tourist/O Turista" foi um dos nomeados para os Oscars! Não é um filme brilhante, não é um filme que ficará para a História, mas três coisas merecem destaque: a beleza de Angelina, o argumento é engraçado e Johnny Depp é dos melhores actores de actualidade que merece prémios e prémios! Tenho dito...
- "127 hours/127 horas" também foi nomeado para os Oscars! Sendo que sou admirador de estórias verídicas, gostei do filme. É um filme que tinha tudo para ser chato mas James Franco sozinho consegue levar o filme às costas. Notável desempenho!
- "The Fighter/Último round" foi outro dos nomeados! Um Christian Bale no raio do overacting mas com um magnetismo fabuloso e um Mark Wahlberg que tem um estilo de representação tão sólido como os murros que apresenta no filme. Não é o melhor filme de boxe mas é um bom filme...
- "Public Enemies/Inimigos Públicos" já tem um par de anos mas só o vi agora! Um filme de Michael Mann sobre gangsters, com um bom argumento mas sobretudo com mais uma, estou a ficar repetitivo, maravilhosa interpretação de Johnny Depp. A estória de John Dillinger a fazer lembrar o inesquecível "Os Intocáveis".
- "Jangada de Pedra", é sempre muito complicado adaptar Saramago para filme. Não que a escrita não seja cinematográfica, porque até é, mas porque se pode perder às vezes a natureza e força das metáforas do Nobel português. Num filme internacional, muito ibérico, a essência do filme está lá mas não acho que tenha conseguido a força de "Ensaio sobre a Cegueira".
- "The Edge/No Limite" tem mais de uma década mas nunca o tinha visto de princípio ao fim! Anthony Hopkins nunca sabe representar mal e neste filme, que não é nada de extraordinário, consegue sempre prender-nos com a sua interpretação no limiar do sombrio. A fala baixa, a quase ausência de tiques, os silêncios. Sem dúvida um do meus actores de eleição.
- "Alive/Estamos vivos" é mais um filme baseado numa estória verídica. Uma equipa de rugby uruguaia que depois de um acidente de avião no Andes se vê obrigada a fazer tudo, inclusive canibalismo, para sobreviver. Um filme duro com um Christian Slater quase adolescente e Malkovich como narrador.
- "Body of Lies/O Corpo da Mentira" é um filme de 2008 que teria tudo para me convencer. Ridley Scott a realizar, Di Caprio e Crowe nos principais papéis. Mas não conseguiu! Talvez porque já esteja farto das manigâncias da política externa dos EUA, mas a verdade é que ver um conjunto de mentiras no ecran, a verdade é que não me chama!
- "The Old Man and The Sea/O Velho e o Mar" é a adaptação ao cinema de um dos meus clássicos favoritos de Hemingway! Nesta versão de 1958 com Spencer Tracy no principal papel, o livro é bastante respeitado. Aliás, para as mentes actuais, quase demasiado respeitado porque o filme parece arrastar-se, mas isso foi um tributo do realizador à escrita de Papa Hemingway.
- "Firewall" é um thriller que sinceramente não me suscitou nada de interessante para dizer...
- "The Sentinel/O Sentinela" também não é um filme brilhante mas pronto tem mais alguns twists que o filme anterior. O elenco é bom mas nenhum é fascinante.
- "Life/É a Vida" junta Martin Lawrence e Eddie Murphy. Eu confesso que gosto destes dois comediantes e me divirto sempre quando os vejo. E este filme é uma comédia que diverte...
Assim vai o mundo...
- "The Tourist/O Turista" foi um dos nomeados para os Oscars! Não é um filme brilhante, não é um filme que ficará para a História, mas três coisas merecem destaque: a beleza de Angelina, o argumento é engraçado e Johnny Depp é dos melhores actores de actualidade que merece prémios e prémios! Tenho dito...
- "127 hours/127 horas" também foi nomeado para os Oscars! Sendo que sou admirador de estórias verídicas, gostei do filme. É um filme que tinha tudo para ser chato mas James Franco sozinho consegue levar o filme às costas. Notável desempenho!
- "The Fighter/Último round" foi outro dos nomeados! Um Christian Bale no raio do overacting mas com um magnetismo fabuloso e um Mark Wahlberg que tem um estilo de representação tão sólido como os murros que apresenta no filme. Não é o melhor filme de boxe mas é um bom filme...
- "Public Enemies/Inimigos Públicos" já tem um par de anos mas só o vi agora! Um filme de Michael Mann sobre gangsters, com um bom argumento mas sobretudo com mais uma, estou a ficar repetitivo, maravilhosa interpretação de Johnny Depp. A estória de John Dillinger a fazer lembrar o inesquecível "Os Intocáveis".
- "Jangada de Pedra", é sempre muito complicado adaptar Saramago para filme. Não que a escrita não seja cinematográfica, porque até é, mas porque se pode perder às vezes a natureza e força das metáforas do Nobel português. Num filme internacional, muito ibérico, a essência do filme está lá mas não acho que tenha conseguido a força de "Ensaio sobre a Cegueira".
- "The Edge/No Limite" tem mais de uma década mas nunca o tinha visto de princípio ao fim! Anthony Hopkins nunca sabe representar mal e neste filme, que não é nada de extraordinário, consegue sempre prender-nos com a sua interpretação no limiar do sombrio. A fala baixa, a quase ausência de tiques, os silêncios. Sem dúvida um do meus actores de eleição.
- "Alive/Estamos vivos" é mais um filme baseado numa estória verídica. Uma equipa de rugby uruguaia que depois de um acidente de avião no Andes se vê obrigada a fazer tudo, inclusive canibalismo, para sobreviver. Um filme duro com um Christian Slater quase adolescente e Malkovich como narrador.
- "Body of Lies/O Corpo da Mentira" é um filme de 2008 que teria tudo para me convencer. Ridley Scott a realizar, Di Caprio e Crowe nos principais papéis. Mas não conseguiu! Talvez porque já esteja farto das manigâncias da política externa dos EUA, mas a verdade é que ver um conjunto de mentiras no ecran, a verdade é que não me chama!
- "The Old Man and The Sea/O Velho e o Mar" é a adaptação ao cinema de um dos meus clássicos favoritos de Hemingway! Nesta versão de 1958 com Spencer Tracy no principal papel, o livro é bastante respeitado. Aliás, para as mentes actuais, quase demasiado respeitado porque o filme parece arrastar-se, mas isso foi um tributo do realizador à escrita de Papa Hemingway.
- "Firewall" é um thriller que sinceramente não me suscitou nada de interessante para dizer...
- "The Sentinel/O Sentinela" também não é um filme brilhante mas pronto tem mais alguns twists que o filme anterior. O elenco é bom mas nenhum é fascinante.
- "Life/É a Vida" junta Martin Lawrence e Eddie Murphy. Eu confesso que gosto destes dois comediantes e me divirto sempre quando os vejo. E este filme é uma comédia que diverte...
Assim vai o mundo...
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